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Sentir dor articular, por exemplo no punho, joelho e tornozelo, é uma sensação bastante desagradável e que, em muitos casos, pode até mesmo prejudicar as atividades diárias. Em busca de uma maneira de fazê-la passar mais rápido, muitas pessoas acabam recorrendo aos anti-inflamatórios não hormonais (AINHs), ou seja, que não são derivados de cortisona. Porém, o uso indiscriminado desses medicamentos, especialmente quando feito sem acompanhamento médico e por períodos prolongados, pode trazer sérios riscos para a saúde. A automedicação é nociva e deve ser combatida com o auxílio do farmacêutico e do médico.

Vale lembrar que os AINHs tradicionais podem apresentar efeitos nocivos que limitam a sua utilização, principalmente a médio e a longo prazos, podendo trazer sérios transtornos gástricos e intestinais, além de aumento da pressão arterial. Nos rins, as complicações podem comprometer sua função, resultando em insuficiência renal. Embora sejam menos frequentes, outros são alterações na pele, como urticária, e complicações hepáticas, pulmonares e hematológicas.

Dor: um alerta importante

Todos os profissionais de saúde sabem que, por mais incômoda que seja, a dor é um alerta do organismo de que algo não vai bem e, portanto, não deve ser ignorada. Se um atleta, por exemplo, fizer uso precoce de anti-inflamatório com o intuito de evitá-la, estará inibindo a resposta inflamatória que o corpo desencadeia frente a um trauma agudo ou crônico.

Ao fazer isso, ele deixará de sentir dor (um sinal de alerta para não continuar o movimento que, inclusive, está agredindo seu corpo), impedindo também o processo de restabelecimento. Logo, dificilmente conseguirá identificar problemas como tendinite e distensão muscular. Assim, uma lesão inicialmente simples pode se tornar grave e irreversível.

“A principal recomendação é não se automedicar e, ao sentir dor, procurar auxílio de um médico, para que ele identifique a causa e, com base no diagnóstico correto, possa indicar o tratamento mais adequado”, aconselha a gerente médica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Wanessa Scala.

Segundo ela, uma dieta equilibrada, com menos calorias e mais vitaminas, e praticar atividades físicas regularmente e com orientação de um profissional especializado auxiliam na manutenção do peso, no fortalecimento dos músculos e na proteção das articulações. “Essas medidas ajudam a prevenir os quadros de dor. Porém, se ela tiver intensidade leve, o indivíduo pode, ao invés de fazer uso indiscriminado de anti-inflamatórios, lançar mão de medidas não farmacológicas, tais como o repouso da área afetada e o uso de compressas geladas. Caso não haja melhora, deve procurar um profissional médico”, diz Wanessa.

Além disso, dores recorrentes nas articulações podem ser sinal de osteoartrite (também conhecida como artrose). A prevenção se torna a melhor aliada para o problema, o que é feito por meio de hábitos de vida saudáveis, inclusive alimentares.

A importância do colágeno e da vitamina C

Sintetizado pelo organismo, o colágeno é uma proteína que confere resistência e elasticidade às cartilagens, fortalecendo os músculos, os ossos, os tendões, os ligamentos, a pele e os vasos sanguíneos. Como a vitamina C auxilia na reposição do colágeno, é recomendado incluir na dieta alimentos ricos nesse nutriente.

 

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