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Aliado a quimioterapia, o transplante de célula tronco é um tratamento consolidador em casos de mielomas e linfomas

 

De acordo com o Mistério da Saúde, a taxa de doadores de órgãos efetivos aumentou 5% no Brasil em 2016, em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, esse número ainda é abaixo do esperado. Um dos maiores desafios para a expansão do serviço ainda é a conscientizar as famílias sobre a doação. Os dados indicam que, aproximadamente, 40% das famílias não autorizam a doação dos órgãos de parentes falecidos. Mas em alguns casos, o próprio paciente pode ser o seu doador, como é feito no transplante de medula óssea do tipo autólogo.

Para o onco-hematologista especializado em transplante de medula óssea do Hospital Brasília, Fernando Blumm, esse tipo de procedimento é uma importante arma para o tratamento do paciente. “O transplante autólogo é uma consolidação, ou seja, um reforço para se atingir os melhores resultados de um tratamento inicial empregado para linfomas de Hodgkin, não Hodgkin recidivados e mieloma múltiplo. Desta forma, quando o paciente chega para o transplante, ele já foi submetido a um processo de controle da doença e vai aumentar suas chances de cura. As células transplantadas permitem que a pessoa receba doses altas de quimioterapia nos dias que antecedem a infusão, o chamado condicionamento, permitindo uma recuperação rápida e segura” explica.

O transplante de célula tronco hematopoiética, como é formalmente chamado, não é invasivo, ou seja, não necessita de cirurgia para ser realizado. A técnica se dá por meio da coleta das células tronco diretamente do sangue, isto consiste na primeira etapa do transplante, que também abrange o congelamento do material coletado. Estas células serão, posteriormente, descongeladas e infundidas diretamente no paciente. Esta é a segunda e última etapa do procedimento e é chamada de infusão. “O paciente fica internado aproximadamente 3 a 4 semanas. É necessário receber a quimioterapia antes da infusão das células tronco. Desta forma, o paciente é observado e acompanhado durante o seu processo de recuperação da quimioterapia e de enxertia, termo utilizado quando as novas células começam a produzir o sangue novamente”, destaca o especialista.

Eficácia do tratamento
O onco-hematologista ressalta ainda que esse tratamento não deve ser realizado isoladamente, mas sempre como consolidação do processo quimioterápico para o combate dos tumores do sangue. “A quimioterapia do condicionamento, prévia a infusão das células tronco, é bastante agressiva para esses casos. O transplante das células entra para abreviar o efeito dessas medicações. Sem o transplante o corpo levaria de 2 a 3 meses para se recuperar, além do alto risco de não suportar todo esse processo. O paciente transplantado tem de 10 a 14 dias para as células voltarem a atuar, sem contar os ganhos referentes a segurança em relação à quimioterapia”, conclui.

Outros transplantes 

Além do transplante de célula tronco hematopoiética, a infraestrutura e a equipe médica do Hospital Brasília também estão preparadas para os procedimentos de transplantes de rim e fígado. O Hospital já realizou 13 transplantes dessa natureza desde novembro de 2014.

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