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O LÍDER ALCANÇA RESULTADOS QUANDO COLOCA AS PESSOAS EM PRIMEIRO PLANO

Por Egle Leonardi

Liderança é a capacidade de influenciar pessoas para atingir um objetivo comum. Cabe ao líder tornar as equipes produtivas e comprometidas, com foco em resultados para a organização. Todos os gestores desejam que as indústrias entreguem resultados sustentáveis ao longo do tempo. Para isso, é fundamental transformar os gestores em líderes, que sejam conscientes, tenham equilíbrio, sejam integrais, tenham bons resultados na vida pessoal e que essa base pessoal gere, como consequência, resultados profissionais.

Para o diretor do CDPI Pharma – Centro de Desenvolvimento Profissional Industrial, Poatã Casonato, o líder precisa ter uma visão de futuro. “A visão primordial de um líder é ter ousadia para enxergar em longo prazo”.

O diretor Geral da Escola de Liderança do Cóndor Blanco Internacional, Renato Yaramo, afirma que o mais importante é entender que a indústria depende do resultado, depende do lucro, mas que as pessoas têm as suas necessidades primordiais: “O líder é o responsável por fazer essa comunhão, essa união. Ele apoia a empresa a ter lucro, a ter resultado, ao mesmo tempo em que apoia as pessoas dentro das suas necessidades”.

O coach e palestrante internacional sobre educação corporativa de lideranças, Osvaldo Aragol, concorda: “No best-seller de James Collins, Feitas para Durar, foram estudadas as 500 maiores empresas norte-americanas, e o autor descobriu que apenas 18 sobreviveram mais de cem anos, e todas estas não vislumbravam o lucro em primeiro lugar. As que duraram mais tinham uma filosofia de respeito às pessoas em primeiro lugar, e o lucro é uma consequência. Quanto mais você coloca as pessoas em primeiro plano, mais o lucro acontece, como consequência natural nas empresas”.

Quando se fala de liderança, fala-se necessariamente de uma pessoa que guia as demais, que está na frente e que direciona os profissionais, a equipe, os processos, a organização e o planejamento, usando a tecnologia como suporte e apoio. Para Yaramo, a liderança é um equilíbrio: “As pessoas não aguentam mais trabalhar tanto e não se relacionar bem no âmbito familiar e no âmbito pessoal. O líder é aquele que apoia o seu colaborador dentro da sua vida profissional, dentro das empresas, para ter resultados profissionais e empresariais, com uma base sólida e um equilíbrio na vida pessoal”.

Aragol cita o grande pensador da administração moderna, Peter Drucker. “Ele dizia que a gestão da minha empresa nunca será diferente da minha autogestão, ou seja, primeiro é fundamental saber gerenciar nossa própria vida, porque a pessoa mais difícil de liderar somos nós mesmos, nossos egos, nossos temas mal trabalhados internamente”.

A visão de um líder

Um líder tem como visão principal cuidar das pessoas, apoiar o desenvolvimento delas e formar novos líderes. O que as pessoas mais precisam é de apoio, mas a maioria dos líderes tem como visão principal apenas o resultado. “Essa é uma inversão do processo. O resultado é consequência de um bom relacionamento, por isso o líder que estiver conectado e se relacionar bem com seus colaboradores vai colher os resultados de forma produtiva e sustentável ao longo do tempo”, destaca Yaramo.

Ele menciona que, há algum tempo, a liderança autoritária funcionava, ou seja, o colaborador fazia porque o chefe mandava, porém, qual é o custo disso? “Isso gera colaboradores insatisfeitos, infelizes, com alto índice de absenteísmo, com casos de doenças psicossomáticas e emocionais e gera uma rotatividade elevada dentro das organizações”, pondera.

Quando o líder inverte o seu papel primordial, que seria cuidar das pessoas para gerar resultados, e passa e cobrar resultados sem cuidar, sem apoiar e sem se relacionar bem com os seus colaboradores, ele não atinge o real objetivo de estar líder em determinada empresa ou organização.

De acordo com John C. Maxwell, em seu best-seller Líder 360º, 99% de toda a liderança não parte do topo, mas do escalão médio de uma organização. Aragol explica que, neste contexto, o líder deve ser capaz de influenciar e contribuir com pessoas de todas as áreas do seu convívio profissional, sejam os chefes, colegas ou subordinados.

Ferramentas de liderança

“Para ter resultado corporativo todo mundo pensa em ferramentas instrumentais objetivas, e elas são importantes, mas a base do trabalho é a autogestão. Precisamos aprender a gerenciar os nossos pensamentos, pois os pensamentos são a fonte de tudo”, fala Aragol. Ele menciona os livros de Stephen R. Covey: 1) Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes e 2) O Oitavo Hábito, que falam justamente da questão do aprendizado para lidar com o diálogo interno, transformando um diálogo de perdedor para um de vencedor em todas as áreas, em todos os campos.

Para Yaramo, nos treinamentos de liderança e trabalho em equipe há competências que o líder precisa desenvolver para engajar os colaboradores com ferramentas bem práticas. “Tudo começa com uma visão clara de onde ele quer levar a sua equipe como líder, de uma forma que seja equilibrada, harmoniosa, entre os resultados e o engajamento dos seus colaboradores, passando por despertar uma conexão com a visão organizacional e a cultura organizacional”.

Ele continua, dizendo que o líder precisa alinhar a visão e a cultura da empresa com a visão e os propósitos pessoais dos seus colaboradores. Esse alinhamento de visão é a base para construir uma equipe que seja engajada com os resultados e objetivos comuns. Então, a primeira ferramenta é o alinhamento de visão, ou seja, ter uma cultura organizacional forte, inserida, inclusive, no contexto da vida pessoal dos seus colaboradores.

Além disso, é importante saber selecionar bem as pessoas, que é um grande desafio atual, cuja responsabilidade é delegada para o departamento de pessoal e de recursos humanos. “O líder deve transmitir ao departamento de pessoal essa cultura para que sejam selecionados profissionais mais alinhados à necessidade daquele cargo, e treinar bem esse colaborador. Por fim, deve saber delegar e possui ferramentas para executar uma boa supervisão depois do processo de delegação”, ressalta Yaramo.

Os estilos de liderança

Há vários estilos de liderança, no entanto, Yaramo destacou os quatro mais importantes e mais aclamados para que o líder analise o seu próprio desempenho e vislumbre maneiras de adaptá-lo:

1 - Liderança condescendente

Esse modelo de liderança se baseia na força do grupo. Ela valoriza a autonomia da equipe e se apoia na confiança de que o grupo é maduro o suficiente para dispensar a supervisão. Assim o líder permite que as decisões do grupo ou individuais sejam tomadas sem a sua participação ou com uma interferência mínima.

De modo geral, os grupos submetidos à liderança condescendente apresentam atividade intensa e criatividade. No entanto, a produtividade é baixa. Perde-se tempo com discussões e não se foca nos objetivos do trabalho. A equipe apresenta sinais de desagregação, individualismo e, principalmente, insatisfação. O líder, ausente na maior parte do tempo, é pouco respeitado pelo grupo.

2 - Liderança impositiva

Ao contrário da liderança condescendente, a liderança impositiva acredita que, para que o sistema funcione, é preciso ter alguém comandando e, por isso, o líder é o primeiro e único responsável pela tomada de decisões, sem participação ou contribuições do grupo. É ele quem determina a divisão de tarefas e de equipes. Esse modelo baseia-se na força da autoridade e na crença de que somente a ordem e a fiscalização do líder garantem que o trabalho seja executado.

Esse tipo de liderança gera resultados em produtividade em curto prazo, pois a equipe demonstra desmotivação, trabalhando apenas quando se vê fiscalizada pelo líder. Além se ser dominador e centralizar do poder, o líder sente-se sobrecarregado por acumular trabalhos. No grupo, observa-se um aumento na tensão e frustração, podendo ocasionar reações coléricas.

3 - Liderança popular

Esse estilo de liderança posiciona-se no meio termo entre as duas anteriores. Baseia-se na crença de que as decisões devem ser compartilhadas e discutidas coletivamente, mas é necessário alguém que dirija o grupo. Assim, o líder atua como um facilitador e procura ser como qualquer outro membro do grupo, sem sobrecarregar-se. Ele ajuda a solucionar os problemas e coordenar as atividades.

O resultado da liderança popular é uma equipe que forma grupos de amizade e se sente responsável pelos resultados gerados. Por serem reconhecidos e ouvidos, os liderados se sentem motivados a trabalhar. Por isso, são comprometidos com as atividades, mesmo na ausência do líder.

4 - Liderança servidora

Recentemente tem se dado maior atenção à liderança servidora. Ela se baseia na crença de que o sucesso do líder e da organização tem relação direta com a equipe. Em outras palavras, esse líder preocupa-se primeiro em servir os liderados. O sucesso do grupo é uma consequência. Ele quer que cada um se desenvolva individualmente e cresça junto com a empresa. Nesse modelo, o líder também sai do posto de superior para juntar-se ao grupo como um igual.

Essa abordagem costuma trazer grandes retornos, pois as pessoas têm o desejo de retribuir quando se sentem ajudadas.

Desafios

Um dos grandes desafios dos líderes atuais é se moverem da condição de professores que sabem tudo para outra situação de estarem abertos para o novo. Quando não se tem abertura e flexibilidade para aprender, provavelmente, se começa a definhar e morrer. Nesse momento, o profissional estará suscetível ao fracasso. Para Yaramo, o ser humano deve entender que ele está em constante aprendizado, em constante mudança.

“O tempo passa muito rápido. A geração Z já está chegando como a visão em uma abertura e uma consciência completamente diferentes da que estamos vivendo e da que foi vivida pela geração X, por exemplo. Então, o líder tem que desenvolver e trabalhar o seu lado emocional, empático e pessoal para continuar obtendo resultados positivos e crescer com eles. É importante aprender, na prática, e buscar conhecimento por meio de treinamentos constantes, para inovar e transformar, tanto a sua vida pessoal como profissional”, finaliza ele.

Neste ano, o CDPI, em parceria com o Cóndor Blanco, fará treinamentos de coaching e liderança direcionados para profissionais das indústrias que buscam alavancar sua carreira e crescer profissionalmente, tornando-se líder.

Publicado no Portal do CDPI Pharma 
      

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