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POR EGLE LEONARDI

 

Apenas a título de curiosidade, vale citar que os Emirados Árabes Unidos (EAU) são formados por uma confederação de monarquias árabes, equivalentes a principados. Os sete emirados são Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Ras al-Khaimah e Fujairah. A capital é a segunda maior cidade dos EAU – Abu Dhabi. O islamismo é a religião oficial e o idioma é o árabe.

Os Emirados possuem um clima desértico e têm uma das mais desenvolvidas economias do Oriente Médio. Têm o 14º maior PIB per capita do mundo e o terceiro maior do Oriente Médio. Sua moeda é o Dirham dos Emirados (AED). O mercado farmacêutico da região espelha seu desenvolvimento econômico, proporcionando ao profissional da farmácia um salário de alto nível, relativo a R$ 18 mil.

Para fornecer informações para a construção desta matéria, foram consultados três farmacêuticos dos Emirados Árabes: Mustafa Rashed Abouleinim, Manar Said e Aboud Forsa. Eles atuam em farmácias de Abu Dhabi como farmacêuticos clínicos. O contato com os profissionais foi facilitado pelo professor do ICTQ, o farmacêutico André Schmidt Suaiden, que detém conhecimento da língua do país.

 

1 – Regulamentação do comércio farmacêutico      

Três órgãos trabalham em conjunto para a regulação do mercado farmacêutico nos Emirados Árabes Unidos: Autoridade Sanitária – Abu Dhabi (HAAD), Autoridade de Saúde – Dubai (DHA) e o Ministério da Saúde e Prevenção.

 

2 – Perfil das lojas

Todos os países árabes mantêm farmácias como estabelecimentos de saúde. Não há a venda de produtos alheios à saúde, como sorvetes e chocolates. As gôndolas são abastecidas apenas com produtos de higiene pessoal e cosméticos, além de itens médico-hospitalares. Não há medicamentos ao alcance e nem à vista do consumidor.

 

3 – Prescrição de medicamentos

Todos os procedimentos de menor complexidade são realizados nas farmácias inicialmente, inclusive a prescrição de antibióticos pelo farmacêutico. O acompanhamento também é bastante eficaz. Assim, somente em casos em que não há melhora do paciente é que é feito o seu encaminhamento aos serviços médicos.

 

4 – Propriedade da farmácia

As farmácias, nos EAU, são obrigatoriamente de propriedade de farmacêuticos. Existem, na mesma farmácia, bancadas para instrumentos de laboratório, que podem ser utilizados para realizar alguns exames e também para o fracionamento de medicamentos, o que facilita o acesso da população a medicamentos na dose precisa e, com isso, o tratamento acaba sendo mais barato.

Nos Emirados Árabes há legislação que estabelece uma distância de, no mínimo, 500 metros entre as farmácias.

 

5 – Presença do farmacêutico

A exigência da presença do farmacêutico em período integral é lei no país, e é cumprida à risca por todos os estabelecimentos.

 

6 – Remuneração do farmacêutico

Os salários nos Emirados Árabes Unidos são diferentes para o nível de experiência de cada farmacêutico. De modo geral, os profissionais recém-formados recebem salário mensal em torno de R$ 4 mil (3500 AED).   Os farmacêuticos experientes ganham algo em torno de R$ 12 mil (10000 AED) e o farmacêutico responsável pela farmácia tem rendimento de R$ 18 mil (16000 AED).

 

7 – Curiosidade

Em todos os países árabes, os medicamentos ficam em armários dentro da loja. Não há balcões de atendimento, como se encontram no Brasil. Nas farmácias dos EAU há apenas mesas para o paciente se sentar e conversar com os farmacêuticos. Não é raro encontrar a oferta de café e frutas para o consumo do paciente durante seu atendimento.

Outro fato que difere do padrão brasileiro é a dispensa de receita médica para os antibióticos, já que os farmacêuticos mesmos podem fazer a prescrição. Aliás, há poucos profissionais trabalhando em cada estabelecimento, ou seja, de dois a três farmacêuticos e mais dois assistentes numa farmácia de grande porte. Não há balconistas, como no Brasil.

 

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