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Por trás das promessas de emagrecimento dos inibidores de apetite, recentemente liberados pelo Congresso Nacional, está um risco para a saúde que precisa ser avaliado. Conheça os cuidados que deve-se ter com esses medicamentos

 

O Senado e a Câmara aprovaram a lei que liberou a produção, comercialização e consumo de inibidores de apetite, compostos a partir da anfepramona, femproporex e mazindol, além da sibutramina. O texto inclui a obrigatoriedade de que os medicamentos para emagrecimento devem fazer parte da classificação tarja preta e devem ser somente vendidos com a retenção de receita de cor azul.

Na avaliação dos parlamentares que aprovaram a lei, a proibição da produção e da comercialização dos inibidores do apetite prejudica milhares de pacientes que necessitam de tratamento para a obesidade, além de estimular a provável ampliação do mercado negro dessas substâncias.
Essas substâncias, anfetaminas inibidoras de apetite, já foram usadas no Brasil por décadas, provocando inúmeros problemas com efeitos colaterais até serem proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2011.

Antes da proibição, o Brasil chegou a ser campeão mundial em vendas do femproporex. O problema é que esses inibidores do apetite eram receitados por profissionais que não estão preparados para lidar com seus efeitos colaterais, como ginecologistas, ortopedistas, clínicos gerais ou dermatologistas. O médico que poderia receitar esse tipo de medicamento, a rigor, é apenas o endocrinologista.

Quando a Anvisa tomou a decisão de proibir essas substâncias inibidoras do apetite, já existia a conclusão de eram drogas que não haviam demonstrado serem realmente eficazes e que a perda de peso que elas proporcionavam não acontecia para todos os pacientes. Esses efeitos não se mostravam compensadores para o risco dos problemas indesejáveis que causavam. Além disso, depois do emagrecimento, os pacientes engordavam novamente.

A proibição é mundial

Já há algum tempo as três substâncias foram proibidas no mercado farmacêutico de outros países, em que o controle é rigoroso. O mazindol foi proibido nos Estados Unidos e Europa em 1999. A anfepramona é proibida na Europa e o femproporex é proibido na Comunidade Europeia desde 1999, e nunca foi aprovado nos Estados Unidos.
É o caso, por exemplo, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Algumas razões são de que a obesidade precisa ser tratada e há poucos recursos, sendo que essas drogas são baratas e acessíveis para a população de baixa renda. O uso seria seguro quando prescrito por médicos preparados e sem que sejam associadas a outros medicamentos ou usadas em doses elevadas.

Proibir ou liberar?

Os médicos não chegaram a um consenso, profissionais da área de saúde debateram a questão e ela sempre se mostrou muito complexa. Entretanto, essa decisão precisa ser tomada por médicos da área, mediante a análise de comprovações científicas dos resultados e efeitos colaterais, que possam justificar a proibição ou liberação dos medicamentos.
O caso da sibutramina, que leva ao derrame e enfarte

A sibutramina, agora liberada para comercialização, mediante receita especial, é um inibidor do apetite e pode, em alguns casos, ajudar a emagrecer. Ela age pela recaptação da serotonina e noradrenalina. O uso excessivo ou por pacientes mais sensíveis, aumenta o risco de doenças cardíacas. Seus efeitos colaterais são graves e podem não compensar o seu resultado no emagrecimento.

Efeitos colaterais da sibutramina:

– Pressão alta e palpitações;
– Boca seca e alterações do paladar;
– Delírios;
– Dor de cabeça;
– Derrame e infarto;
– Reações alérgicas em quem toma antidepressivos, xaropes para tosse, medicamentos para enxaqueca ou compostos de lítio e descongestionantes nasais;
– Reações graves em caso de doenças cardíacas, epilepsia, glaucoma ou depressão.

Esses efeitos podem levar à morte e essa foi a razão pela qual a substância foi proibida na Europa. Nos Estados Unidos, a FDA (Agência Federal para Alimentos e Medicamentos, em inglês) também alerta para o risco que a sibutramina representa para quem tem problemas cardíacos.

Fonte: PlanodeSaude.net

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