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A Internet das Coisas já começou a revolucionar o mundo e revolucionará ainda mais nos próximos anos. É uma simples tradução do inglês, Internet of Things (IoT). A grosso modo, pode-se dizer que é a conectividade de todos os objetos que serve para que eles possam ficar mais eficientes ou receber atributos complementares, coletando e transmitindo dados pela rede. E não é diferente na área de saúde.

As aplicações para saúde de redes IoT seguras podem oferecer cuidado ao paciente em várias frentes, incluindo tratamento para casos agudos (em hospitais), tratamento em longo prazo (“home care”) e o tratamento baseado em comunidades (como o programa “Médico de Família”).

Embora exista uma tendência de utilização da tecnologia IoT na área de saúde no monitoramento de pacientes, essa tecnologia pode ser bem mais ampla do que isso. Uma visão mais global de IoT na área de saúde pode contemplar as seguintes áreas:

• Monitoração de Pacientes e Diagnósticos;
• Transferência de Dados, armazenamento e colaboração;
• Dispositivos e ferramentas de saúde inteligentes (cadeira de rodas inteligentes, etiquetas usando RFID, sensores);
• Unidades de emergência conectadas, veículos de resposta e hospitais.

Segundo o diretor for System Engineers LATAM da Ruckus, Marcelo Molinari, uma das possibilidades é o uso de ferramentas que agilizam procedimentos, como o Google Glass. Em um teste realizado na Universidade da Califórnia de São Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, um cirurgião utilizou esses óculos. Apesar de o teste não ter sido perfeito, pois os comandos de voz não responderam muito bem, o médico conseguiu acessar imagens de raio-x durante a cirurgia, economizando tempo. Dispositivos como esse são atualizados a cada dia.

Entre outros dispositivos que já existem estão camisetas com sensores para monitoramento da frequência cardíaca e temperatura, sensores inseríveis para verificar como medicamentos agem no organismo e até chips embutidos na pele para monitorar os níveis de açúcar.

“Com os pacientes conectados a sensores para medir sinais vitais e outras informações biométricas, os problemas podem ser rapidamente diagnosticados, um serviço de saúde de melhor qualidade pode ser prestado, e os recursos utilizados mais eficientemente”, explica Molinari.

Para um paciente com a Doença de Alzheimer (DA), por exemplo, a tecnologia IoT poderia empregar geolocalização para evitar comportamentos indesejáveis na mobilidade do paciente. Frequentemente, os pacientes com DA sofrem com outras doenças, tais como hipertensão, degeneração muscular ou diabetes. Portanto, a utilização de dispositivos interconectados poderia capturar dados para monitorar os sinais e sintomas únicos dessas condições.

O mercado de IoT para a área de Saúde

As vendas de IoT na área de saúde podem chegar a US$ 410 bilhões em 2022, de acordo com um estudo recente da Mercom Capital Group LLC. As companhias de Tecnologia de Informação (TI) na área de saúde receberam no primeiro trimestre de 2016 um investimento de US$ 1,6 bilhão, o que representa um aumento de 27% em relação ao último semestre de 2015.

Segundo a consultoria Gartner, entre 2014 e 2015, houve um aumento de 30% no uso de aparelhos inteligentes no mundo, alcançando 4,9 milhões de dispositivos conectados no período e esse número deve chegar a 25 bilhões em 2020. No Brasil, o uso de muitas dessas tecnologias ainda não está consolidado, mas é um caminho sem volta. A quantidade de dados obtidos com esses dispositivos auxilia na tomada de decisões, que são mais precisas e menos arriscadas, como a prescrição de um remédio para alguém que tenha alergia: os dados enviarão um alerta ao médico, oferecendo outras opções e tornando as consultas mais eficientes.

Proteção de dados

Além disso, soluções de cybersegurança ajudam a proteger dados e evitar que pessoas não autorizadas tenham acesso a sistemas e informações. Os equipamentos de impressão, por exemplo, estão sujeitos a riscos como todos os demais equipamentos, incluindo equipamentos móveis, celulares, tablets, dispositivos de monitoramento, wearables, etc. A maioria das organizações de cuidados de saúde não conhece o inventário completo dos equipamentos que estão conectados à rede ou que os equipamentos de impressão representam riscos igualmente perigosos.

As impressoras e os equipamentos de impressão evoluíram ao longo do tempo e não são mais apenas um dispositivo inócuo no final da rede. Esses equipamentos aumentaram seu poder de computação na medida em que muitos deles têm a mesma ou mais capacidade do que o desktop ou laptop que está imprimindo para eles. Eles são usados todos os dias para enviar, armazenar e receber informações de saúde protegidas e outros dados confidenciais.

De acordo com Molinari, a rede deve ser centralizada e o hospital precisa entender quais são seus riscos e vulnerabilidades. Isso pode ser feito avaliando os riscos e os processos. Realizar uma avaliação abrangente dos riscos dos dispositivos deve fornecer uma compreensão das vulnerabilidades no ambiente de rede.

Um excelente ponto de partida para o avanço da tecnologia IoT e para que as cidades se tornem mais inteligentes é implantar redes wi-fi públicas, que são uma ótima maneira de criar uma comunidade mais vibrante e também conectar cidadãos, empresas, visitantes e serviços de saúde.

Uma vez que a infraestrutura da rede wi-fi está em operação, ela pode ser usada para habilitar outros aplicativos da cidade inteligente, como segurança pública/vídeo IP, controles de trânsito e estacionamento, qualidade do ar e aplicações da área de saúde.

 

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