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O Estado de São Paulo é composto de 645 municípios – 11,58% dos municípios brasileiros.  22% da população do Brasil vivem aqui, representando 32% de toda a produção do País. Estamos em estado de alerta sobre o risco do vírus da febre amarela ser transmitido pelo “odioso do Egito” (Aedes aegypti), mosquito que transmite cerca de 40 doenças tropicais, dentre elas dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Só no Estado de São Paulo são 80 casos autóctones, 35 evoluíram para o óbito, com letalidade de 43,7%. Em um dos casos, a morte ocorreu fora do Estado, e tivemos outros 30 casos que ficaram doentes em São Paulo, mas vieram doentes de outros estados.

Atualmente, observamos não apenas um problema de saúde pública tratado de forma bastante equivocada, mas de uma série de problemas de ordem sanitária que não levaram soluções históricas, desconsiderando que o nosso problema está no desequilíbrio ecológico e na ausência de soluções efetivas contra o mosquito.

Temos um risco real de, mesmo após longas décadas sem o risco do Aedes aegypti transmitir o vírus, o problema voltar a ocorrer se uma solução integrada não acontecer com energia necessária.

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Esses vetores é que precisam ser combatidos. Diferentemente do que observamos, há apenas o foco em vacinologia e um abandono do combate ao Aedes aegypti de forma institucional, deixando de lado vitórias históricas como a liderada por Oswaldo Cruz que, há mais de cem anos, associou o sanitarismo com a vacinologia.

Reconhecemos que o problema é originado por um desequilíbrio ecológico, e pode ser elevado também pelos mesmos motivos, como o abandono recorrente na poluição dos rios e reservatórios da Grande São Paulo, que tornam o processo de desequilíbrio ligante próximo e grave. Isso faz com que percamos barreiras biológicas que viessem a proteger pessoas que vivem e trabalham numa das áreas mais densamente populosas do País.

É imprescindível salientar que os macacos são vítimas da situação, e não oferecem riscos às pessoas, ao contrário, são nosso alerta sobre o risco que corremos se algo não for feito de forma enérgica.

ATITUDES FUNDAMENTAIS

Uma atenção focada na população destaca uma série de atitudes que devem ser tomadas de imediato, fortalecendo assim um combate franco e direto contra essa doença, que só demonstra a nossa fragilidade frente à força da natureza. Assim, propomos as seguintes ações:

  1. Combate direto ao Aedes aegypti com campanhas em todos os veículos de comunicação, por meio de sua função social (sem custos ao governo);
  2. Criação de áreas de bloqueio associadas à circulação de pessoas, como terminais rodoviários, terminais metropolitanos, portos e aeroportos;
  3. Incentivo aos municípios a buscarem soluções sustentáveis contra o mosquito, como a plantação de espécimes que impactam na redução do Aedes aegypti, como a crotalaria, andiroba, dentre outras que não afetem outros insetos, diferente da neem por exemplo;
  4. Incentivo à pesquisa clínica para o uso de vacina fracionada e otimização do processo de obtenção de vacinas;
  5. Divulgação de protocolo claro para agilizar o diagnóstico e iniciar os cuidados terapêuticos;
  6. Conscientização da população e priorização da coleta seletiva de resíduos sólidos, coleta e tratamento dos esgotos e das águas pluviais para evitar que o mosquito se reproduza!

Geralmente, quem contrai esSe vírus não chega a apresentar sintomas, ou eles são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias.

A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Pessoa que já foi imunizada por vacina integral contra a febre amarela adquiriu imunização permanente, ou seja, se você já tomou vacina contra a febre amarela, não precisará tomar novamente, ao tomar a versão fracionada da vacina, você deverá tomar uma nova vacina em 10 anos, para imunização permanente. Importante salientar que a vacina fracionada, por força regulatória, só tem validade documental em território brasileiro.

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