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A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de fármacos nos Estados Unidos, aprovou a prescrição da droga evolucumabe para prevenção de infarto, AVC isquêmico e revascularização miocárdica em adultos com doença cardiovascular comprovada.  Ela age no fígado, inibindo a proteína PCSK9, o que faz com que o colesterol ruim seja eliminado. O medicamento foi desenvolvido pela Amgen, biofarmacêutica focada em doenças de difícil tratamento.

A aprovação teve como base cientifica o resultado do estudo de desfechos cardiovasculares FOURIER, com a participação de mais de 27.500 pacientes ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Publicado em março deste ano, o estudo comprovou que o uso da droga reduziu o risco de infarto em 27%, AVC em 21% e o risco de revascularização miocárdica em 22%.

“Este é um marco importante que traz uma nova opção para pacientes que, apesar do tratamento com a terapia padrão, com estatina, ainda apresentam alto risco de eventos cardiovasculares. Com a avaliação positiva do FDA, a tendência é que outros órgãos reguladores do mundo também reconheçam os benefícios do tratamento com o medicamento e incluam essas indicações em bula”, diz o Diretor Médico da Amgen Brasil, Daniel Martinez.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, totalizando 30% de todos os óbitos (17,3 milhões). No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) estima que essas doenças sejam responsáveis pela morte de 350 mil pessoas todo ano, uma a cada 40 segundos. O número é duas vezes maior que todos os tipos de câncer, 2,3 vezes maior que causas externas, como acidentes e violência, e 6,5 vezes mais que infecções, incluindo AIDS. Dados da SBC mostram que o infarto e o AVC estão entre as doenças cardiovasculares que mais matam, cada uma delas é responsável por 8% de todas as mortes nos últimos 10 anos.

A chegada de evolocumabe muda o tratamento para altas taxas de colesterol ruim (LDL-c), principalmente para pacientes com dificuldade de atingir as metas preconizadas pelos especialistas como a prática de exercícios, hábitos saudáveis e fazendo o uso da terapia padrão, as estatinas.

Sobre o FOURIER

O estudo de desfechos cardiovasculares FOURIER, apresentado em março de 2017, avaliou 27.564 pacientes, 693 deles brasileiros, com doenças cardiovasculares clinicamente evidentes. Com uso do evolucumabe  (nome comercial Repatha), a pesquisa estabeleceu pela primeira vez uma redução intensa dos níveis de LDL-C além daquela que é possível com uso isolado da melhor terapia atual, as estatinas. A redução adicional de eventos cardiovasculares foi de 20%. Em outras palavras, 1 evento cardiovascular relevante a cada 5 foi evitado. Quando se considera infarto do miocárdio, AVC isquêmico ou revascularização coronariana, o estudo apontou redução de 27%, 21% e 22%, respectivamente. O FOURIER demonstrou ainda uma redução de LDL-C para níveis abaixo de 25 mg/dl em 42% dos pacientes, com resultados ainda mais significativos do que os índices atuais recomendados pelos especialistas com a mesma segurança para os pacientes. Os objetivos primários avaliados no estudo foram redução de morte cardiovascular, infarto do miocárdio, AVC isquêmico, internação por angina instável ou revascularização coronariana. Os objetivos secundários incluíram morte cardiovascular, infarto do miocárdio ou AVC isquêmico.

Sobre o evolocumabe

O evolocumabe é um anticorpo monoclonal totalmente humano que inibe a pró-proteína convertase subtilisina/kexina tipo 9 (PCSK9). Ele se liga à PCSK9 e inibe a ligação da PCSK9 circulante ao receptor da lipoproteína de baixa densidade (LDLR), prevenindo a degradação do LDLR mediado por PCSK9 e permitindo que o LDLR se recicle de volta para superfície da célula hepática. Ao inibir a ligação de PCSK9 ao LDLR, o medicamento aumenta o número de LDLRs disponível para captar o LDL do sangue, reduzindo assim os níveis de LDL-C.

O evolucumabe  (Repatha) está aprovado em mais de 40 países, incluindo o Brasil, Estados Unidos, Japão, Canadá e em todos os 28 países membros da União Europeia. Solicitações em outros países estão pendentes.

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