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Levantamento realizado com 187 homens e mulheres de idades que variam entre 14 e 65 anos comprova que a obesidade pode ser resultado de diversas dietas que prometem resultado rápido. A pesquisa publicada pela médica nutróloga brasileira, Cláudia Benevides, no International Journal of Nutrology pela Associação Brasileira de Nutrologia mostra que o efeito “sanfona” acarretado por estas dietas permanece no corpo por muito tempo, e este fato pode ser determinante para dificultar o controle do peso e gerar obesidade.

A descoberta é resultado de um estudo que tem o objetivo de avaliar a relação entre o número de tentativas de dietas e as chances de apresentar obesidade. Os dados mostraram que o maior número de obesos (57,8%) permaneceu entre aqueles que tinham tentado mais dietas ao longo da vida (5 ou mais vezes), enquanto que no grupo que havia tentado 3 ou 4 dietas, apenas 34,1% dos indivíduos apresentaram obesidade posteriormente e o número diminui para 16,4% entre aqueles que fizeram dietas restritivas 2 ou menos vezes.

A realizadora da pesquisa, Cláudia, acredita que os dados obtidos durante o estudo só comprovam que quem quer perder peso só vai conseguir conquistar esse propósito, e sustentá-lo por um longo período, se encontrar um estilo de vida que não envolva abrir mão do que lhe dá prazer: “Você pode e deve comer as coisas que gosta, desde que não haja restrições médicas, claro!”

Percepção de quanto peso perder

Além disso, em outro estudo apresentado pela especialista no 10th International Conference and Exhibition on Obesity & Weight Management 2016 USA e publicado na Revista Internacional Advances in Nutrition & Food Science, a respeito da percepção da necessidade de perda de peso para pessoas que buscam emagrecer, complementa que quanto maior for o excesso de peso que a pessoa apresenta, menos ela consegue realmente entender o quanto deveria perder para chegar a um limite que imprima menos riscos à saúde.

Claudia acrescenta que suas pesquisas também revelaram que 38,5% do público analisado gostaria de perder peso para prevenir doenças, enquanto 33,6% quer emagrecer por questões estéticas e apenas 18,2% querem alcançar este objetivo para ter mais disposição no dia a dia. Porém, a grande preocupação encontrada entre os participantes se dá porque eles confessaram que não têm disciplina suficiente para atingir seus objetivos, não têm tempo para assumir uma rotina com hábitos saudáveis ou que falta disposição para mudar a rotina.

A médica acredita que essas dificuldades demonstram a falta de um método de controle de peso que esteja de acordo com as necessidades individuais: “É importante conhecermos o que se passa na mente de nossos pacientes para escolher uma estratégia que garanta o sucesso do tratamento”.

Ciência dos alimentos

Por esse motivo, a pesquisadora desenvolveu um método em que qualquer um pode se encontrar em um estilo de vida saudável, comendo à vontade, sem contar calorias e mesmo assim emagrecer protegendo o que é mais valioso no processo, a saúde. A metodologia chamada Saudável sem Neura foi desenvolvida com base em muitos estudos e no que há de mais atual sobre a ciência dos alimentos para pessoas que têm um dia a dia corrido, estressante e não querem abrir mão de pequenos prazeres, mas buscam ter mais energia, saúde e emagrecimento.

Cláudia explica que para não fazer parte do índice de obesidade permanente entre os brasileiros não basta simplesmente abandonar as dietas mágicas e passar a comer em qualquer momento tudo que lhe vier à cabeça: “Entender como funciona o nosso organismo e como ele pode ajudar nas nossas conquistas diárias é o verdadeiro segredo do estilo de vida que se encaixa na rotina de todos os brasileiros. Os alimentos precisam trabalhar a favor da nossa energia, saúde e mudanças que quisermos em nossos corpos. Dá para ser saudável sem ficar neurótico ou antissocial”.

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