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No Dia Mundial do Diabetes, comemorado em 14 de novembro, é fundamental saber como a doença pode afetar a saúde durante anos sem causar nenhum sintoma. O diagnóstico tardio aumenta as chances de complicações.

As escolhas e o estilo de vida da população têm refletido no aumento de algumas doenças, como o diabetes. Passar muitas horas sentado, comer mais açúcar e carboidratos do que o indicado e se manter sedentário são alguns hábitos que colaboram para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Quando diagnosticado no início, os prejuízos à saúde podem ser evitados com o tratamento adequado.

“O problema é que o diabetes, em especial o tipo 2, evolui muitas vezes de forma silenciosa e a pessoa só descobre a doença ao acaso, quando faz um exame laboratorial de rotina ou, pior, em decorrência de alguma complicação relacionada, como uma patologia oftalmológica, por exemplo”, como explica a , endocrinologista que integra o corpo clínico do Sérgio Franco Medicina Diagnóstica, Yolanda Schrank.

Segundo levantamento recente feito pela International Diabetes Federation (IDF),  o número de adultos que sofrem com diabetes no mundo já chega a 415 milhões, ou seja, 1 em cada 11 adultos tem diabetes. O mais alarmante é que mais de 46% dos adultos com diabetes desconhecem ser portadores da doença. Se nenhuma medida de prevenção for efetiva, a estimativa é que o número de pessoas diabéticas chegue a 1 em cada 10 adultos em 2040.

Nesse contexto, a médica ressalta que uma consulta regular com o médico assistente deve fazer parte da rotina, sendo o rastreio para a doença indicado nas seguintes situações:

· portadores de pré-diabetes (glicemia de jejum alterada);

· pessoas com pressão alta;

· portadores de colesterol alto ou aqueles com alterações na taxa de triglicérides no sangue;

· pacientes com sobrepeso ou obesidade, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;

· pacientes com familiar de primeiro grau com diabetes;

· pacientes com alguma condição de saúde que pode estar associada ao diabetes, como a doença renal crônica;

· história de diabetes gestacional; 

· história de síndrome de ovários policísticos;

· história de apneia do sono.

Com o diagnóstico precoce da doença há como intervir de forma efetiva no controle da glicose e, assim, evitar ou diminuir a progressão das tão temidas complicações da patologia, com destaque para complicações como retinopatia, nefropatia, obstrução arterial, infarto ou AVC.

Yolanda lembra que a prevenção do diabetes tipo 2 pode ser realizada de forma efetiva por meio de intervenções no estilo de vida, com ênfase na alimentação saudável e prática regular de atividade física. O Finnish Diabetes Prevention Study (DPS), por exemplo, mostrou que mudanças de estilo de vida, em sete anos, diminuíram a incidência da doença em 43%.

Os principais exames para a detecção da diabetes são: glicemia de jejum, hemoglobina glicada e curva glicêmica. “A glicemia em jejum costuma fazer parte dos exames de análises clínicas de rotina. Se houver alguma alteração, o médico pode solicitar exames complementares para confirmar o quadro”, finaliza a especialista.

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