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Com o aumento do acesso à internet, os brasileiros passaram a pesquisar mais sobre doenças na rede. De acordo com a plataforma de saúde mundial, Doctoralia, foram feitas mais de 7,5 milhões de pesquisas por usuários buscando informações  sobre doenças e médicos ao longo de 2017. Confira quais são, por ordem de incidência:

1. Pólipo do intestino grosso – é uma condição causada pelo crescimento atípico da mucosa do intestino grosso (cólon e reto), sendo uma das doenças mais comuns no intestino. A alteração afeta 15% a 20% dos brasileiros. Normalmente não apresentam sintomas e costumam ser descobertos com exames como raio-X ou colonoscopia. Nos casos em que há sintomas, pode haver sangramento, presença de muco nas fezes e até dores abdominais. Os pólipos no início são benignos, podendo sofrer alterações, tornando-se malignos. A sua remoção é fundamental para prevenção do câncer de cólon.

O médico clínico geral da Doctoralia, Gabriel Luan Queiroz Alves da Cunha, comenta as possíveis motivações por trás da busca de informações sobre a doença: “acredito que os pólipos de intestino grosso preocuparam mais as pessoas no último ano porque protocolos de diversas sociedades, tanto no Brasil quanto em outros países, têm exigido exames preventivos a partir dos 50 anos, mesmo para pessoas assintomáticas”.

2. Anemia – é uma doença causada pela deficiência na concentração da hemoglobina, que tem função de levar o oxigênio dos pulmões às células do corpo, podendo também ocorrer quando a produção dos glóbulos vermelhos é deficiente. Existem vários tipos de anemia: ela é aguda quando há uma grande perda de sangue, como no caso de acidentes ou cirurgias, crônica quando é provocada por doenças, algumas hereditárias e a adquirida que ocorre por motivos nutricionais, como falta de ferro, ácido fólico ou carência de vitamina B12.

“A anemia é prevalente e bastante comum na população, sendo muito relacionada à alimentação. Com o aumento do consumo de alimentos industrializados e pobres em micronutrientes, a tendência é um aumento nos casos de anemia ferropriva, a carencial, o tipo mais comum”, explica Cunha.

3. Depressão – trata-se de uma doença que necessita tratamento e afeta aproximadamente 18% das pessoas durante a vida. Diferente de outras doenças, ela não é tratada somente com medicamentos, pois ocorre por diversos fatores: biológicos, fisiológicos, psicológicos e sociais. Trata-se de uma doença crônica e muitas vezes difícil de ser diagnosticada, já que não depende de um teste objetivo para ser identificada, gerando apreensão e angústia no paciente. Diferente de outras doenças, ela não é tratada somente com medicamentos, pois pode ocorrer por diversos fatores: biológicos, fisiológicos, psicológicos e sociais. “É uma doença que pode se estender por muitos anos e eventualmente tornar a pessoa incapacitada, podendo até deslocá-la do mercado de trabalho. Exige um tratamento multidisciplinar, medicação (em casos mais graves) e muita força de vontade por parte do paciente”, comenta o médico.

4. Gonorreia – causada pela bactéria conhecida como gonococo (Neisseria gonorrhoeae), a infecção ocorre por prática sexual e pode ser transmitida por contato oral, vaginal ou anal. A proliferação acontece em áreas mais úmidas e quentes do corpo, podendo se instalar no sistema reprodutor na mulher. A transmissão também pode acontecer de mãe para filho, se manifestando em bebês normalmente nos olhos, com conjuntivite grave, podendo também gerar infecção disseminada.

5. Obesidade – a doença crônica é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e atualmente o Brasil tem 70 milhões de pessoas com sobrepeso ou obesidade, número que dobrou nos últimos 30 anos. “Independente dos outros fatores de risco, o excesso de peso já aumenta o risco cardiovascular. Porém ele ainda pode colaborar com o surgimento da hipertensão arterial, diabetes e colesterol elevado, fatores que também aumentam a probabilidade de infarto e acidente vascular cerebral, multiplicando esse risco”, comenta o cardiologista da Doctoralia, Leonardo Ferrari Nogueira.

6. Fígado gorduroso – é o nome mais comum da doença conhecida como esteatose hepática e acontece quando as células hepáticas armazenam ácidos graxos e triglicerídeos em excesso. Pode ser ocasionada por fatores de risco como diabetes, colesterol, obesidade ou consumo de álcool em excesso. A doença não costuma apresentar sintomas e seu diagnóstico é muitas vezes acidental, feito através de exames de imagens. Porém, alguns pacientes relatam sentir cansaço, enjoo, inchaço abdominal e sensação de peso próximo ao abdômen.

7. Mioma – trata-se de tumores musculares benignos que se desenvolvem no útero. Apesar de sua causa ser desconhecida, sabe-se que a progesterona e o estrogênio influenciam seu desenvolvimento. Sua ocorrência é maior em mulheres de 40 a 50 anos e normalmente acontece em função de alterações em células musculares uterinas com predisposição genética para a formação de tumores musculares. Seu desenvolvimento pode causar desconfortos como cólicas, sangramentos e dores abdominais.

8. Doenças das glândulas sudoríparas – O suor que as apócrinas, tipo de glândulas sudoríparas, secretam é eliminado através dos folículos pilosos, que, quando expostos a bactérias e fungos, podem causar suor excessivo, doença conhecida como hiperidrose e produzir odores desagradáveis, condição chamada de bromidrose. A hiperidrose pode ser primária,de origem genética ou relacionada com estresse. A do tipo secundária é relacionada a doenças como diabetes, obesidade, alterações hormonais e doenças neurológicas. O tratamento pode incluir medicações e toxina botulínica. A bromidrose pode ser evitada com o tratamento do suor excessivo e com uso de talcos, sprays e fórmulas adequadas para cada caso.

9. Doenças das artérias carótidas – A doença ocorre por um estreitamento nas artérias carótidas, localizadas no pescoço, que tem função de transportar sangue rico em oxigênio para o cérebro. Não apresenta sintomas mas é uma das principais causas de derrame. Para detectar a doença, o cirurgião vascular utiliza um estetoscópio para escutar as artérias carótidas e pode confirmar a doença com exames como ultrassom dúplex, ressonância magnética e tomografia.

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