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Biofarmacêutica AbbVie cresce 17,1%

Biofarmacêutica AbbVie cresce 17,1%

Por conta de seu desempenho operacional em Pesquisa e Desenvolvimento e à performance de produtos chaves em Imunologia, Oncologia e Virologia, a companhia biofarmacêutica AbbVie teve crescimento global de 17,1%, no segundo trimestre de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017.  Importante salientar que, avaliando os resultados acumulados até julho, a expectativa de crescimento para o semestre é de 39,5%.

“Este trimestre representou um momento importante para nossa companhia, apresentando um resultado acima de nossas expectativas”, afirmou o CEO da AbbVie, Richard Gonzales, que complementa: “Pelo desempenho acima do esperado neste período, estamos, mais uma vez, revendo, para cima, nossas expectativas para o ano”.

Durante o trimestre, a companhia avançou alguns de seus programas de inovação, como a recente aprovação do primeiro tratamento para endometriose aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) em uma década e de submissões de novas indicações para suas terapias em oncologia e hematologia.

A BIOFARMACÊUTICA

A AbbVie é uma companhia biofarmacêutica global, presente em mais de 75 países, que tem foco em inovação de tratamentos em quatro áreas terapêuticas principais: imunologia, oncologia, virologia e neurociência. 

No Brasil, a AbbVie começou a operar no início de 2014, com sede em São Paulo (SP) Suas unidades de negócios locais incluem imunologia, neonatologia, virologia e oncologia e, entre suas diferentes áreas de atuação, conduz mais de 50 estudos e projetos clínicos, envolvendo mais de 200 equipes e centros de pesquisa brasileiros.

Por aqui, a empresa mantém mais de 350 colaboradores distribuídos em oito áreas terapêuticas: anestesiologia, dermatologia, endocrinopediatria, gastroenterologia, nefrologia, neonatologia, reumatologia e virologia.

A companhia mundial ficou no topo do ranking Dow Jones de Sustentabilidade no segmento de biotecnologia em 2017. Participam do Índice Dow Jones de Sustentabilidade 3.900 companhias, avaliadas segundo critérios de práticas ambientais, sociais e de governança. Assim, a AbbVie recebeu a mais alta pontuação geral entre 40 companhias de biotecnologia e liderou em 13 dos 25 critérios exigidos.

VOCÊ SABIA QUE OS MEDICAMENTOS BIOSSIMILARES NÃO SÃO INTERCAMBIÁVEIS?

Diferentemente do que acontece com os medicamentos sintéticos, em que o genérico substitui perfeitamente o medicamento de referência, o biossimilar pode não ser intercambiável com o medicamento no qual foi baseado. Os  biossimilares são produtos biológicos registrados pela via de desenvolvimento por comparação com um produto biológico comparador. Isso significa que a troca de um medicamento biológico com o mesmo princípio ativo precisa ser avaliada no contexto de cada paciente. Isso ocorre por questões específicas dos medicamentos biológicos.

O debate temático sobre medicamentos biossimilares foi realizado em fevereiro e contou com a Anvisa, o Ministério da Saúde, o setor regulado, médicos e sociedades de pacientes.

Segundo a Agência, para a definição das diretrizes sobre intercambialidade e a possível substituição entre produtos biossimilares e o produto biológico comparador deverão ser consideradas as especificidades e o estágio do tratamento, as características intrínsecas da resposta imunológica dos pacientes, o acesso e o uso racional dos medicamentos, dentre outros fatores.

A legislação utilizada para o registro de biossimilares no Brasil é a Resolução RDC 55, de 16 de dezembro de 2010. A norma define que para a aprovação de um biossimilar devem ser apresentados, dentre outros requisitos, estudos comparativos entre o biossimilar e o produto biológico comparador, contendo informações suficientes para predizer se as diferenças detectadas nos atributos de qualidade entre os produtos resultam em impactos adversos na segurança e eficácia do biossimilar.

Nas últimas décadas, os avanços relativos aos progressos tecnológicos da indústria farmacêutica proporcionam medicamentos cada vez mais eficazes e seguros. Nesse sentido, definições sobre as substituições de tratamentos pelos medicamentos biossimilares é mais um desafio da gestão das políticas públicas do Ministério da Saúde com o intuito de garantir o acesso e a utilização segura dos medicamentos. A Anvisa entende que aspectos importantes a serem considerados estão relacionados, mas não limitados, a custos, ampliação do acesso, ao conhecimento científico, a profissionais prescritores, pacientes e ditames da regulação sanitária.

Mais informações podem ser encontradas na nota de esclarecimento nº 003/2017, publicada pela Agência, a qual expressa o entendimento do órgão sobre o tema, traz conceitos, posicionamentos internacionais e demais orientações gerais ao público.

Assista a íntegra do debate temático sobre biossimilares e intercambialidade.

Fonte: Anvisa

 

DRAUZIO VARELLA ASSINA CONTEÚDO EM SITE DA DROGARIA SÃO PAULO E PACHECO

Quando o assunto é saúde, prevenção e tratamento, acabam surgindo muitas dúvidas. Para levar informação para a população de maneira didática e democrática, o Grupo DPSP – formado pelas Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo – firmou uma parceria com  Drauzio Varella, médico amplamente reconhecido pelo público e que mantém disponível na Internet um acessível e extenso conteúdo sobre temas diversos do universo da saúde.

Com a parceria, o grupo prevê unir as forças das marcas Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, para disseminar um conteúdo especializado e de qualidade para milhões de clientes cadastrados no programa de relacionamento “Viva Saúde”.

“Escolhemos Drauzio Varella por ser hoje um dos médicos mais importantes e reconhecidos do Brasil e por falar de saúde de maneira muito clara para a população. Acreditamos que estamos ampliando o acesso à informação, gerada por uma fonte de grande credibilidade e que fala para todos os públicos”, fala o presidente do Grupo DPSP, Marcelo Doll.

A parceria DPSP com o médico Drauzio Varella prevê a publicação de conteúdos informativos sobre saúde para os clientes “Viva Saúde” e seguidores das marcas nas redes sociais, além da transmissão ao vivo de programas com a participação de especialistas e do público.

“A farmácia nos oferece uma oportunidade única de acesso a um público que está  diretamente interessado em  saúde. Acreditamos que esse ambiente favoreça a disseminação de informações corretas e com base científica”, afirma Drauzio Varella.

Conteúdo especializado e direcionado

 O programa de relacionamento Viva Saúde possui um grande volume de cadastrados, o que viabiliza uma comunicação mais dirigida para milhões de pessoas. Por meio dessa ferramenta, a empresa acompanha as necessidades de seus clientes. “Acreditamos que podemos auxiliar nossos consumidores, contribuindo com informação para tratamentos e cuidados com a saúde. Para isso, usaremos a expertise da nossa ferramenta para selecionar e direcionar o conteúdo de forma personalizada para cada cadastrado”, fala Doll.

 Fortes na atuação junto a população, as marcas Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo são conhecidas por promover campanhas sociais como doação de sangue, doação de agasalho e outras ativações importantes para o bem-estar de todos.  Em 2017, por exemplo, a companhia promoveu diversos encontros virtuais nas redes sociais das marcas, com especialistas das áreas de pediatria, cardiologia e endocrinologia. “Nesses encontros, tivemos a oportunidade de falar mais sobre saúde e tirar dúvidas dos clientes”, complementa o presidente do Grupo DPSP.

Seguindo essa mesma preocupação em cuidar e informar, o conteúdo do médico Drauzio Varella também deve abastecer e auxiliar no atendimento de loja, o que contribui com o melhor desempenho dos farmacêuticos na rotina do dia a dia.

“A farmácia, muitas vezes, é primeiro lugar onde a pessoa busca uma informação ou um atendimento no caso de uma enfermidade de menor gravidade. Entendemos o nosso papel e queremos evidenciar a nossa preocupação com o tema. E por meio desta atitude, garantir que as pessoas tenham cada vez mais um atendimento direcionado e esclarecedor e que possam cuidar da sua saúde”, explica Doll.

 

 

FIBROMIALGIA: UMA CONVERSA COM 0,7% A 5% DA POPULAÇÃO MUNDIAL

Por Cristiano Ricardo*

A fibromialgia é uma síndrome clínica dolorosa não-inflamatória que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura, cursa com sintomas de fadiga, parestesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos, dor em pontos específicos sob pressão,  intolerância ao exercício e sono não repousante.

A palavra Fibromialgia deriva do latim fibro (tecido fibroso: tendões, fáscias), do grego mio (tecido muscular), algos (dor – algós) e ia (condição)

Entre 0,7% e 5% da população mundial sofrem com o problema. No Brasil, atinge cerca de 2,5% da população, sendo 3,9% das mulheres brasileiras que são afetadas pela síndrome – uma relação de oito mulheres para cada homem com fibromialgia, ocupando assim, a segunda doença reumatoide com maior incidência no país.

Na Espanha, 2% apresentam diagnóstico para fibromialgia e apenas 0,4% na Grécia; 3,1% nas Américas; 2,5% na Europa; e 1,7% na Asia. Já na Turquia, 8,8% da população apresentam fibromialgia; 12,5% das turcas. Nos Estados Unidos, 15% dos pacientes com a síndrome solicitam aposentadoria e 30% buscam trabalhar com carga horária reduzida ou atividades que não demandem esforço físico.

Atenção ao estresse prolongado

Várias pesquisas indicam que anormalidades na recepção dos neurotransmissores são frequentes, em pacientes com fibromialgia. Essas alterações podem ser o resultado de estresse prolongado grave. Depressão maior e transtornos de ansiedade, especialmente transtorno de estresse pós-traumático, são comorbidades comuns. Dentre os vários prováveis responsáveis pela dor constante estão problemas no sistema dopaminérgico, no sistema serotoninérgico, no hormônio de crescimento, no funcionamento das mitocôndrias e/ou no sistema endócrino.

A síndrome de Joanina Dognini (outra denominação para fibromialgia), é uma síndrome de caráter reumático e crônico, o principal sintoma – a dor musculo-esquelética difusa – já era descrito por Hipócrates, no fim dos anos 400 e começo dos anos 300 a.C., mas foi em 1824 d.C que a associação entre reumatismo e pontos dolorosos foi contemplada nos estudos do médico e botânico escocês John Hutton Balfour. Várias descrições sobre a síndrome podem ser encontradas desde os meados do século XIX.

O conceito atual de fibromialgia foi introduzido por Smythe e Moldofsky entre 1975 e 1977, ao descreverem a presença de pontos dolorosos específicos (os chamados “tender points”) e as alterações do sono durante a fase 4 de sono profundo (n-REM) desses pacientes, a fibromialgia só foi reconhecida como tal pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no fim da década de 1970. Crianças a partir de dois anos podem ser diagnosticadas com fibromialgia, mesmo com preconceitos que podem interferir na avaliação clínica.

Diagnóstico é clínico

Como o diagnóstico é efetuado por meio da observação clínica, ao apresentar respostas doloridas em 11 dos 18 pontos de sensibilidade à dor, além destes, temos, dor difusa em cinco a sete partes do corpo por mais de três meses, cansaço crônico, problemas de memória e concentração, insônia e sono não reparador, diarreia ou prisão de ventre,  vontade constante de urinar, suor em excesso, sensibilidade ao frio, especialmente ao estar associado a depressão, ansiedade, hipotireoidismo e doenças reumáticas, medicamentos que necessitam ser evitados são: corticosteroides, clonazepam, tizanidina, alprazolam e anti-inflamatórios não esteroidais.

Uma dieta equilibrada pode reduzir a incidência de dor, alimentos ricos em magnésio que auxiliam no relaxamento muscular, como potássio (que impacta no fortalecimento dos músculos) e o omega 3 (por sua ação anti-inflamatória), associados, podem potencializar o tratamento.

Uma maior concentração do neurotransmissor substancia P é observado no cérebro em pacientes com fibromialgia, comparados com pacientes sem a síndrome. Medicamentos normalmente prescritos são: antidepressivos, especialmente ISRS e ISRSN; analgésicos, inclusive opiáceos leves; tramadol; relaxantes musculares; pramipexol; tropisetrona; zopiclona e zolpidem, ambos para distúrbios do sono; gabapentina; e pregabalina.

*Cristiano Ricardo é farmacêutico e professor

ALÉM DA DENGUE E CHIKUNGUNYA, MAIS DE 30 DOENÇAS IRÃO AUMENTAR. GASTOS PREVISTOS DE US$ 310 MILHÕES

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Muito além da dengue e da chikungunya, a quantidade de arbovírus no Brasil pode aumentar nos próximos anos. São mais de 30 doenças transmitidas por vetores, e que podem trazer sérios problemas para o Brasil. Isso é o que diz o professor doutor entomologista, malacologista, mestre e especialista em controle de vetores e pragas, Fabio Castelo Branco.

Ele afirma que há muitas doenças transmitidas ao homem por vetores, sendo que mais de 70% dessas doenças são denominadas Arboviroses. Arbovírus (de “arthropod borne vírus”) são vírus que podem ser transmitidos ao homem por vetores artrópodes. (Definição da OMS: “vírus mantidos na natureza através da transmissão biológica entre hospedeiros vertebrados suscetíveis por artrópodos hematófagos, ou por transmissão transovariana e em artrópodos”).

O que são os Arbovírus?

O termo Arboviroses refere-se às doenças causadas pelos denominados arbovírus. São classificados como arbovírus todos os vírus que são transmitidos por insetos e aracnídeos. O vírus da dengue e o Zika  também estão nessa categoria, assim como, a febre Chikungunya e a febre amarela.

O pesquisador afirma que existem 545 espécies de arbovírus, e 150 delas causam doenças em seres humanos. O mosquito infectado se torna um vetor e um reservatório por toda a sua vida, podendo inclusive transmiti-lo a sua prole.

Importância médica e sintomas das doenças

Segundo Castelo Branco, o diagnóstico das arboviroses é feito com exames genéticos, que identificam parcelas do material genético do arbovírus no sangue do paciente. Esses exames levam de três a quatro dias para ficarem prontos, mas só conseguem detectar o vírus enquanto ele ainda está circulante no organismo.

Os sintomas das arboviroses variam muito, já que sua única característica em comum é o fato de serem transmitidos por artrópodes. No entanto, dentro das subclassificações das arboviroses, algumas costumam ter sintomas semelhantes. Por exemplo, dentro da família de flavivírus, temos a dengue, zika vírus e febre chikungunya com sintomas bem parecidos, o que muda é a intensidade de cada sintoma, como:
Febre
– Dor de cabeça
– Mal-estar
– Dor nas articulações
– Manchas vermelhas e erupções na pele
– Náuseas e vômito.

A dor de cabeça costuma ser mais intensa na dengue, enquanto a dor nas articulações é mais intensa na febre chikungunya e o zika vírus raramente apresenta febre ou outros sintomas mais característicos.

Além disso, o Zika vírus pode ter como sintoma um quadro de conjuntivite sem secreção, ou seja, os olhos ficam inchados e vermelhos. Já a febre chikungunya apresenta dor intensa nas juntas, que pode até causar inchaço.

No entanto, outros vírus dessa família, como o vírus do oeste do Nilo ou a encefalite japonesa apresentam outras características em seus sintomas, como problemas neurológicos. Essa diversidade dos sintomas ocorre porque os vírus são agrupados nessa família devido a semelhanças em seu DNA e proteínas.

Para Castelo Branco, algumas dessas similaridades os levam a ter sintomas parecidos, por ativarem os mesmos mecanismos do sistema imunológico, mas não são todas. Ou seja, nem todos os vírus dessas famílias têm as mesmas características relacionadas a sintomas iguais.

Impacto Social e Econômico das Doenças

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o zika vírus é uma situação de emergência com proporções internacionais. Está sendo estudada a hipótese de que as gestantes podem passar o vírus para os fetos por meio dessa transmissão, assim como por meio das transfusões de sangue intrauterinas. Testes mais eficazes vêm sido realizados com a finalidade de identificar se há essa relação.

Outra dimensão importante da epidemia do zika é o impacto econômico, principalmente nos países da América Latina e do Caribe. Em geral, as estimativas econômicas são geradas em quatro categorias de custos: os custos diretos relacionados a assistência aos pacientes, a perda de produtividade, a perda relacionada a morte prematura e o impacto da evasão de recursos, por exemplo perdas com o turismo.

“Ainda não foram realizados estudos com delineamentos acurados para estimar o impacto econômico do vírus no Brasil, porém o Banco Mundial estima que a infecção vai custou aproximadamente US$ 3,5 bilhões em 2016 no cenário mundial e US$ 310 milhões no Brasil”, fala ele.

Ao contrário do que ocorre com a zika, ainda não há evidências de que o vírus da chikungunya seja transmitido da mãe para os bebês durante a gravidez, segundo o Ministério da Saúde. No entanto, a doença tem suas próprias peculiaridades.

Ele conta que, em seus primeiros dez dias, os sintomas costumam ser febres, fortes dores e inchaço nas articulações dos pés e das mãos. Em alguns casos, ocorrem também manchas vermelhas no corpo. Mas mesmo com o fim da viremia – período em que o vírus circula no sangue – a dor e o inchaço causados pela doença podem retornar ou permanecer durante cerca de três meses. Em cerca de 40% dos casos, eles tornam-se crônicos e podem permanecer por anos.

Nessa guerra contra dengue, zika e chikungunya sobram prejuízos para todos. Para empresas: prejuízo. Para empregados: substituição ou demissão. Para profissionais autônomos: falência. Para todos: a dificuldade de se ausentar para cuidar dos familiares doentes.

O pesquisador afirma que, diante do cenário preocupante, é de se esperar que autoridades de saúde ampliem ações. É certo que o País tem condições favoráveis para a proliferação do Aedes, mas estado e população devem trabalhar juntos para combater o mosquito.

 

NOVO LABORATÓRIO DE NANOTECNOLOGIA É INAUGURADO NO BRASIL

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Brasil ganha novo laboratório de nanotecnologia. É o NILE – Nanotechnology Innovation Laboratory Enterprise, exclusivo para pesquisa e desenvolvimento de novas plataformas tecnológicas baseadas em Nanotecnologia para aplicação no desenvolvimento de medicamentos, cosméticos e alimentos. Resultado da parceria firmada entre a farmacêutica brasileira Aché e a empresa global Ferring Pharmaceuticals, o NILE está alocado dentro no Innovatech Solutions, o ICT (Instituto de Ciências e Tecnologia) do Aché, em sua sede, em Guarulhos (SP).

Iniciativa pioneira no Brasil, o novo laboratório recebeu R$ 7 milhões em investimentos em equipamentos e infraestrutura e tem como objetivo o desenvolvimento de plataformas tecnológicas e transferência de tecnologia para aplicação em produtos. É a primeira iniciativa da Ferring em pesquisa no Hemisfério Sul e, apesar de a empresa possuir dez centros de P&D em inovação ao redor mundo em países como Alemanha, EUA, Índia e China, o Brasil será o primeiro em nanotech.

A parceria ressalta o interesse e investimento das duas empresas na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias disruptivas, que colocam as necessidades do paciente no centro de partida das pesquisas. “Estamos muito satisfeitos em ver este projeto sair do papel, pois ele está fincado nos pilares inovação, foco no cliente e crescimento de nosso planejamento estratégico, com objetivos claros que irão, em poucos anos, melhorar efetivamente a vida de milhares de pessoas no Brasil e no mundo”, afirma a presidente do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Vânia Nogueira de Alcantara Machado.

Linhas de pesquisa

O NILE tem como foco a pesquisa em novas tecnologias farmacêuticas em diversas áreas, incluindo moléculas como hormônios, peptídeos, anti-inflamatórios, medicamentos para doenças cardiovasculares, inibidores de bombas de prótons (que diminuem a secreção de ácido gástrico e acidez estomacal) entre outras moléculas e áreas.

A parceria é destinada ao desenvolvimento de plataformas tecnológicas que buscam melhorar a disponibilidade dos medicamentos no organismo, transformando, por exemplo, princípios ativos que hoje são apresentados na forma de injetáveis em formulações que poderão ser administradas por via oral, de forma mais prática e indolor. “As pesquisas nesta área proporcionam a redução de efeitos adversos, o aumento da aderência do paciente ao tratamento e a comodidade na administração posológica”, esclarece o diretor do Núcleo de Inovação do Aché, Stephani Saverio.

Com a inauguração desse laboratório, começa a ser explorada a nanotecnologia para sistemas de liberação de fármaco, que é o mecanismo pelo qual o medicamento é disponibilizado no organismo. “Um exemplo é a insulina que, por meio de pesquisas em nanotecnologia, poderá se tornar um medicamento de administração via oral, poupando o paciente do desconforto diário das agulhadas”, explica o diretor de Inovação Incremental do Aché, Edson Bernes. “A via oral é a mais aceita e, na maioria dos casos, a mais confortável para os pacientes”, conclui.

Hub com reconhecimento mundial em nanotecnologia

Um marco no modelo de parcerias entre a universidade e a indústria farmacêutica, o NILE tem como foco a pesquisa com iniciativas mútuas e colaborativas. O novo laboratório irá criar tecnologias exclusivas para o Aché e a Ferring Pharmaceuticals e contribuirá para desenvolver e fomentar a ciência no Brasil, bem como a projeção mundial das pesquisas realizadas aqui.

O laboratório conta com uma equipe de doutores especialistas em Nanotecnologia, que se dedicarão exclusivamente às pesquisas nesta área. Além dos projetos realizados na estrutura alocada na sede do Aché, o laboratório passa a atuar em colaboração com os melhores centros de pesquisa no Brasil e no mundo.

“Queremos ser um hub de pesquisa em novas plataformas tecnológicas, com o foco de aumentar a biodisponibilidade de moléculas, desenvolvendo novas tecnologias que poderão ser aplicadas a medicamentos, cosméticos e produtos nutricionais, trazendo comodidade ao paciente”, resume Bernes sobre as expectativas em relação ao NILE.

Além disso, o modelo de “open innovation” será implementado para permitir que ideias e propostas vindas de pesquisadores externos ao projeto possam ser desenvolvidas. Essas plataformas serão transferidas para as empresas parceiras, que criarão os seus próprios produtos.

Para o Aché, a plataforma é estratégica para acelerar o desenvolvimento de novas entidades terapêuticas, com o objetivo de desenvolver melhores alternativas tecnológicas para produtos existentes. Para a Ferring, a plataforma poderá ser aplicada para formulações baseadas em peptídeos e proteínas de administradas por via oral, sendo aplicadas pela empresa em soluções para Medicina Reprodutiva, Gastroenterologia e Urologia.

“O desenvolvimento de novas formulações terapêuticas melhorará as características de liberação de drogas. Isso representa uma forte ferramenta estratégica para proporcionar mais vida às pessoas, onde quer que elas estejam”, afirma o líder de Inovação da Ferring, Robert Woolley. “Nossa colaboração está focada no desenvolvimento de novos tratamentos farmacêuticos baseados em Nanotecnologia para resolver desafios de biodisponibilidade e atender melhor às necessidades de nossos pacientes, além de ser um laboratório estratégico e de referência de P&D em Nanotecnologia”, afirma o vice-presidente global de Pesquisa & Desenvolvimento da Ferring, Alan Harris.

 

Sobre a Nanotecnologia

Nanotecnologia é a capacidade de compreender e controlar a matéria em escalas muito reduzidas, chegando a dimensões de átomos individuais. Nesta escala, as propriedades podem ser muito diferentes quando comparadas àquelas com as quais estamos familiarizados. Essas novas propriedades significam que a Nanotecnologia tem o potencial de revolucionar nossas atuais tecnologias de entrega de fármacos e oferecer muitas oportunidades para criar novos sistemas de liberação para substâncias.

Além das vantagens de aumentar o potencial para administração, os sistemas de liberação de fármaco em escala nano podem também ser utilizados para promover a entrega da droga ao alvo especifico, aliviando, assim, a toxicidade indesejada, o que melhora a adesão do paciente e proporciona resultados clínicos favoráveis.

 

 

VENDAS DE MEDICAMENTOS CRESCEM 8,7% EM SETEMBRO

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A pesquisa mensal da QuintilesIMS mostra que a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) teve um aumento das vendas de 8,7% em unidades de medicamentos e não medicamentos (HPC), em setembro 2017 na comparação com o mesmo mês de 2016.

Foram comercializadas 84 milhões de unidades no período, enquanto que no ano passado foram 77 milhões. Em relação ao faturamento, o montante chegou em R$ 453 milhões em setembro último, sendo que no mesmo período de 2016 o valor foi de R$ 403 milhões, o que representa um aumento de 12,3%.

De janeiro a setembro 2017, os associados da Abradilan, que atendem 85% das farmácias do País, foram responsáveis pelas vendas de 760 milhões em unidades de produtos em farmácias, sendo 88,4% de medicamentos e 11,6% de não medicamentos. Esse número representa um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram comercializadas 724 milhões.

“A demanda é forte, especialmente entre os genéricos, porque o brasileiro está cada vez preocupado com a saúde e tem o acesso mais fácil aos medicamentos”, diz o presidente da Abradilan, Juliano Vinhal.

A Abradilan é formada por 147 empresas distribuidoras de medicamentos, produtos para a saúde, artigos de higiene pessoal e cosméticos no mercado.


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