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MULHER: EMPREENDEDORISMO E SUPERAÇÃO

Neste Dia Internacional das Mulheres, eu gostaria de contar a história de uma grande empreendedora para poder representar todas as outras mulheres que se superam e que transpõem obstáculos profissionais e pessoais. Assim, logo me lembrei de uma grande amiga, Daniela Silva, empreendedora e guerreira. É a história dela que está retratada aqui. 

 

Daniela Silva nasceu na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo. Desde a infância, sonhou em ser dentista, motivada principalmente pela influência dos dentistas de sua família.

Durante a adolescência, mudou-se para a cidade de Ribeirão Preto, onde fez o ensino colegial. Sua meta era passar em uma universidade federal ou estadual e, para isso, contou com o apoio incondicional de seus pais, que faziam de tudo para que essa meta de vida pudesse se tornar realidade.

Em seu primeiro vestibular, não conseguiu avançar para a segunda fase, mas isso não fez com que ela desistisse. Pelo contrário, Daniela iniciou uma trajetória de dois anos de cursinho pré-vestibular ,mas, ainda assim, continuava distante da realização de seu sonho.

Verdadeira vocação

Nessa trajetória, durante uma prova prática de odontologia em uma universidade, a jovem percebeu que essa não era sua verdadeira vocação. Ela queria, na verdade, fazer Engenharia Química, o que, no início, foi uma decepção para sua mãe.

Em 1998, Daniela Silva prestou o vestibular para Química, em uma universidade estadual em Londrina, no Paraná. Essa prova foi feita sem o conhecimento de seus pais, todos achavam que ela prestaria o vestibular para a faculdade de Engenharia Química.

Para a felicidade da jovem estudante, ao sair o resultado do processo de seleção, seu nome constava na lista de aprovados. Mesmo assim, ela continuou o cursinho e passou a se inscrever para vestibulares de Química e Engenharia Química em diversas universidades estaduais e federais por todo o Brasil, não medindo esforços para viajar e fazer as provas.

A preferência de Daniela era por uma universidade específica: a UFSCar! Ela não passou na primeira chamada dessa universidade, mas já havia sido aprovada em Química, na Unesp, e em Engenharia Química, na Faenquil. Decidiu fazer Engenharia Química, conversou com seus pais e eles a apoiaram. Depois disso, Daniela se mudou para a cidade de Lorena, no interior do Estado de São Paulo, município próximo à Aparecida.

Mudança de vida

Foi com emoção que seus pais e seu irmão a levaram até seu novo lar, pois a jovem nunca havia saído de casa antes disso. Agarrando a oportunidade de receber uma formação de excelência, Daniela iniciou sua nova trajetória, mas, um mês depois, recebeu o resultado da terceira chamada da UFSCAR, e seu nome constava na lista. A felicidade foi imensa!

De matrícula feita na universidade de seus sonhos, Daniela se mudou novamente. A partir desse momento, a jovem iniciou sua vida profissional. Foram tempos difíceis, com renda curta. Para ajudar no custeio do curso, Daniela passou a almejar a iniciação científica. Após três meses de tentativas, conseguiu uma bolsa CNPq.

Durante os cinco anos de universidade integral, com algumas reprovações em matérias, dificuldades financeiras e muito esforço, a jovem estudante chegou à fase de conseguir um estágio. O desafio novamente foi grande. Várias entrevistas, dinâmicas e muitas negativas, até que conquistou seu primeiro estágio em uma indústria farmacêutica multinacional, no ano de 2003.

A conexão com o mercado profissional e a conciliação de estudo e trabalho não foram fáceis. O estágio era na cidade de Mogi das Cruzes, São Paulo, e ela seguiu firmemente. Ao final do contrato, o gestor da empresa anunciou que não havia uma vaga efetiva, o que fez com que Daniela passasse a procurar uma nova vaga de emprego. Novamente, passou por várias entrevistas até conseguir seu primeiro emprego efetivo.

Sentiu o machismo na pele

Foi um marco de sua trajetória profissional. Daniela acumulou passagens por empresas de diversas cidades e Estados brasileiros. Um dos momentos marcantes foi quando ela decidiu largar seu emprego fixo em Mogi das Cruzes, vendeu tudo o que tinha e se mudou para Recife, onde sentiu na pele o “machismo” em não ser respeitada como Cargo de Liderança,  até que, em um momento estratégico, ela se viu tomada pelo espírito do empreendedorismo, dando início à construção de seu maior projeto: a MD Consultoria.

Ao longo de nove anos de mercado, a empresa se consolidou, tornando-se uma referência para o setor. Desde 2015, a MD Consultoria vem sendo premiada na área de empreendedorismo por institutos internacionais e brasileiros. A empresa já fez auditorias internacionais no Chile, EUA e na Colômbia, além de ter ministrado treinamentos em todo o Brasil, passando pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará e Amazonas.

Desde 2014, a empresa vem investindo na propagação da área de Qualificação e Validação, por meio de iniciativas pessoais de Daniela, que atualmente possui seis grupos de WhatsApp de Q&V, um grupo e uma fanpage no Facebook com mais de 1k seguidores, além de ter lançado, em 2017, um e-book de perguntas e respostas da área de Q&V.

Marco  histórico

Em março de 2018, Daniela Silva conquistou mais um marco histórico em sua vida profissional: o lançamento da Revista Digital de Q&V, com artigos escritos pelos membros dos grupos, e o lançamento da Mentoria em Q&V.

Foram muitos desafios e também muitas conquistas ao longo de toda a sua trajetória profissional, e o que fica claro nessa história de superação é que, ao invés de buscar estabilidade e um bom salário, a empreendedora Daniela Silva buscou, em primeiro lugar, a realização de seus sonhos.

Ao contrário do que muitas pessoas fazem, Daniela não se preocupou em construir uma carreira de sucesso em uma grande empresa por décadas, fincando raízes. Ela se preocupou em construir sua própria empresa, um negócio sólido e de sucesso.

Hoje, a Engenheira Química, Daniela Cristina da Silva, é um exemplo a ser seguido no campo do empreendedorismo e uma prova clara de que esforço, dedicação, apoio familiar e inovação são as peças-chave para uma carreira bem-sucedida!

FIBROMIALGIA: UMA CONVERSA COM 0,7% A 5% DA POPULAÇÃO MUNDIAL

Por Cristiano Ricardo*

A fibromialgia é uma síndrome clínica dolorosa não-inflamatória que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura, cursa com sintomas de fadiga, parestesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos, dor em pontos específicos sob pressão,  intolerância ao exercício e sono não repousante.

A palavra Fibromialgia deriva do latim fibro (tecido fibroso: tendões, fáscias), do grego mio (tecido muscular), algos (dor – algós) e ia (condição)

Entre 0,7% e 5% da população mundial sofrem com o problema. No Brasil, atinge cerca de 2,5% da população, sendo 3,9% das mulheres brasileiras que são afetadas pela síndrome – uma relação de oito mulheres para cada homem com fibromialgia, ocupando assim, a segunda doença reumatoide com maior incidência no país.

Na Espanha, 2% apresentam diagnóstico para fibromialgia e apenas 0,4% na Grécia; 3,1% nas Américas; 2,5% na Europa; e 1,7% na Asia. Já na Turquia, 8,8% da população apresentam fibromialgia; 12,5% das turcas. Nos Estados Unidos, 15% dos pacientes com a síndrome solicitam aposentadoria e 30% buscam trabalhar com carga horária reduzida ou atividades que não demandem esforço físico.

Atenção ao estresse prolongado

Várias pesquisas indicam que anormalidades na recepção dos neurotransmissores são frequentes, em pacientes com fibromialgia. Essas alterações podem ser o resultado de estresse prolongado grave. Depressão maior e transtornos de ansiedade, especialmente transtorno de estresse pós-traumático, são comorbidades comuns. Dentre os vários prováveis responsáveis pela dor constante estão problemas no sistema dopaminérgico, no sistema serotoninérgico, no hormônio de crescimento, no funcionamento das mitocôndrias e/ou no sistema endócrino.

A síndrome de Joanina Dognini (outra denominação para fibromialgia), é uma síndrome de caráter reumático e crônico, o principal sintoma – a dor musculo-esquelética difusa – já era descrito por Hipócrates, no fim dos anos 400 e começo dos anos 300 a.C., mas foi em 1824 d.C que a associação entre reumatismo e pontos dolorosos foi contemplada nos estudos do médico e botânico escocês John Hutton Balfour. Várias descrições sobre a síndrome podem ser encontradas desde os meados do século XIX.

O conceito atual de fibromialgia foi introduzido por Smythe e Moldofsky entre 1975 e 1977, ao descreverem a presença de pontos dolorosos específicos (os chamados “tender points”) e as alterações do sono durante a fase 4 de sono profundo (n-REM) desses pacientes, a fibromialgia só foi reconhecida como tal pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no fim da década de 1970. Crianças a partir de dois anos podem ser diagnosticadas com fibromialgia, mesmo com preconceitos que podem interferir na avaliação clínica.

Diagnóstico é clínico

Como o diagnóstico é efetuado por meio da observação clínica, ao apresentar respostas doloridas em 11 dos 18 pontos de sensibilidade à dor, além destes, temos, dor difusa em cinco a sete partes do corpo por mais de três meses, cansaço crônico, problemas de memória e concentração, insônia e sono não reparador, diarreia ou prisão de ventre,  vontade constante de urinar, suor em excesso, sensibilidade ao frio, especialmente ao estar associado a depressão, ansiedade, hipotireoidismo e doenças reumáticas, medicamentos que necessitam ser evitados são: corticosteroides, clonazepam, tizanidina, alprazolam e anti-inflamatórios não esteroidais.

Uma dieta equilibrada pode reduzir a incidência de dor, alimentos ricos em magnésio que auxiliam no relaxamento muscular, como potássio (que impacta no fortalecimento dos músculos) e o omega 3 (por sua ação anti-inflamatória), associados, podem potencializar o tratamento.

Uma maior concentração do neurotransmissor substancia P é observado no cérebro em pacientes com fibromialgia, comparados com pacientes sem a síndrome. Medicamentos normalmente prescritos são: antidepressivos, especialmente ISRS e ISRSN; analgésicos, inclusive opiáceos leves; tramadol; relaxantes musculares; pramipexol; tropisetrona; zopiclona e zolpidem, ambos para distúrbios do sono; gabapentina; e pregabalina.

*Cristiano Ricardo é farmacêutico e professor

QUE VENHA 2018!

Por Ricardo Amorim*

 

Apesar do caos político, em 2017, o Brasil finalmente deixou para trás a mais profunda, longa e dura depressão econômica da sua História. O PIB cresceu nos três primeiros trimestres do ano e os indicadores já conhecidos sugerem que o ritmo de crescimento se acelerou no 4º trimestre. A confiança dos consumidores e de empresários de todos os setores da economia vêm melhorando desde dezembro de 2015. Desde abril, os empregos começaram a voltar e 2,3 milhões de pessoas antes desempregadas voltaram a trabalhar. A nova legislação trabalhista deve ajudar a sustentar esta tendência.

Com a inflação caindo para o nível mais baixo em 20 anos, a taxa Selic caiu para o menor nível da História. Recentemente, isto começou a impulsionar também os setores de bens duráveis – sempre os últimos a se recuperarem após crises econômicas. Em outubro, as vendas e a produção de veículos cresceram mais de 40% em relação a outubro de 2016 e as vendas de imóveis no país cresceram mais de 20% no ano. As vendas de papelão ondulado – o melhor indicador das expectativas da indústria para o futuro – cresceram 4% no ano e 8% no último mês. O comércio espera o melhor Natal em pelo menos 3 anos; talvez, em 5 anos.

Futuro incerto

O futuro é sempre incerto e, com relação a 2018, não é diferente. A Reforma da Previdência e a Reforma Tributária serão aprovadas? Se forem, podem contribuir para melhorar as contas públicas e fortalecer a competividade da economia brasileira, colaborando para o aumento dos investimentos produtivos e, por consequência, para a geração de mais empregos e para um crescimento mais acelerado e mais duradouro.

Maior ainda é a incerteza eleitoral. Ainda não sabemos ao certo quem serão os candidatos, menos ainda o que farão se eleitos. Apesar disso, o risco de uma guinada substancial na política econômica que possa colocar em risco a recuperação parece relativamente limitado.

Eleições

As maiores preocupações viriam de uma eventual eleição de Lula à Presidência, mas essa possibilidade é mais remota do que parece. Em janeiro, o TRF-4 deve decidir sobre o apelo de Lula à decisão do juiz Sergio Moro, que o condenou a 9,5 anos de prisão. Em 70% das decisões do TRF-4 sobre apelos de decisões da 1ª instância da Justiça em casos da Lava–Jato, o TRF-4 não apenas confirmou a condenação, mas endureceu as penas dadas por Moro. Mantida a condenação, mesmo que a pena seja abrandada, Lula será enquadrado como fixa suja e impossibilitado de se candidatar nas eleições. Uma eventual condenação é passível de embargo pela defesa de Lula, mas os embargos normalmente são rejeitados. Ainda caberia um apelo ao STF sobre a decisão, mas Lula permaneceria impedido de participar das eleições. Assim, a chance de que Lula possa vir a ser candidato é de menos de 30%.

Em segundo lugar, mesmo que seja candidato, sua chance de ser eleito é menor do que uma leitura rápida das pesquisas eleitorais mais recentes sugeriria. As mesmas pesquisas mostram que a maioria dos eleitores ainda não optou por nenhum dos candidatos e Lula – como aliás a grande maioria dos pré-candidatos conhecidos – tem taxas de reprovação maiores do que as de aprovação, o que mantém o resultado da eleição bastante incerto.

Política econômica

A última questão é, se eleito, Lula mudaria radicalmente a política econômica, colocando a recuperação em risco? Possível, mas improvável. Nunca é demais lembrar que, quando assumiu em 2002, ele fez exatamente o contrário, trazendo para Presidente do Banco Central o atual Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, banqueiro internacional respeitado e então recém-eleito deputado federal pelo PSDB. Lula está magoado com “as elites” e, ameaçado por um número de processos que não para de crescer, deve ter atitudes diferentes se chegar à Presidência desta vez, mas a liberdade de imprensa e a independência da Justiça parecem muito mais em risco do que a política econômica.

Lula não é o único que, se eleito, eventualmente poderia mudar radicalmente a política econômica, colocando a recuperação econômica em risco. Ciro Gomes, Marina da Silva e Jair Bolsonaro também representam algum risco, mas as chances de Ciro Gomes ser o próximo presidente parecem baixas e Marina e Bolsonaro vêm, cada vez mais, apoiando as políticas econômicas atuais. Só teremos certeza se suas conversões à ortodoxia econômica são genuínas se um dos dois vier a ser eleito, mas os riscos de loucuras econômicas parecem estar diminuindo.

Os outros principais potenciais candidatos que se vislumbram hoje – Henrique Meirelles, Geraldo Alckmin, João Dória, João Amôedo e Alvaro Dias – têm diferenças enormes entre si, mas nenhum apoia mudanças de política econômica que colocariam a recuperação em risco.

Crescimento da economia

Em resumo, riscos eleitorais existem – até porque não é possível descartar o surgimento de outros candidatos competitivos – mas parecem limitados. Riscos externos – uma guerra ou uma crise financeira global – talvez sejam até mais significativos, mas o resumo da ópera é que, se nenhum deles se materializar, o mais provável é que o crescimento da economia brasileira em 2018 e nos próximos anos supere – talvez por muito – a expectativa média de crescimento da maioria dos economistas na casa de 2% a.a..

 

*Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes.

A VEZ DO PROTAGONISMO FEMININO

 

daniela Silva

 

Por Daniela Cristina da Silva*

 

Cada vez mais, o ambiente corporativo está sendo ocupado por mulheres. Desde postos mais simples até em cargos estratégicos, é possível observar a capacidade que as mulheres têm para desempenhar o papel profissional com eficiência, organização, concentração, paciência e bom humor.

É certo que as mulheres nunca fizeram parte de um sexo frágil – é mais provável que, na competição entre homens e mulheres em vários papeis sociais – inclusive no ambiente profissional -, os homens tenham sido mais agressivos, deixando o resultado desfavorável a elas por muitos anos.

O empoderamento feminino, no entanto, vem mudando esse cenário e, aos poucos, garantindo às mulheres o papel ao qual elas sempre tiveram direito.

Prova disso é a atual representatividade feminina em diversos governos, cargos estratégicos e no comando de grandes empresas mundiais. A Revista Forbes, recentemente, divulgou a lista das mulheres mais poderosas do mundo, destacando o protagonismo de figuras como da chanceler alemã, Angela Merkel; da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May; da chefe de operações do Facebook, Sheryl Sandberg; e da CEO da General Motors, Mary Barra.

Segundo o Movimento Mulher 360, grupo empresarial que luta pelo desenvolvimento econômico das mulheres, o empoderamento feminino passa por sete princípios. São eles:

  • Liderança;
  • Educação e formação;
  • Saúde, segurança e fim da violência;
  • Igualdade de oportunidades, inclusão e não discriminação;
  • Liderança comunitária e engajamento;
  • Desenvolvimento empresarial e práticas da cadeia de fornecedores;
  • Acompanhamento, medição e resultado.

Estes princípios são recomendados para empresas delegarem poder às mulheres em ambiente corporativo. Os direcionamentos também são ideais para o mercado de trabalho e para ações em comunidade. Estes princípios também estão presentes na ONU Mulheres e no Pacto Global das Nações Unidas.

 

O FORTALECIMENTO DAS MULHERES NA SOCIEDADE, NO TRABALHO E NA VIDA

Ao mesmo tempo em que o empoderamento feminino se fortalece em todos os ambientes, em especial no trabalho, o mundo contemporâneo se torna cada vez mais exigente em suas rotinas, horários, funções e atribuições. Nesse sentido, as mulheres se mostram extremamente capazes de cumprir com todos os afazeres com empenho, dedicação e eficiência. São mães, donas de casa, esposas, entre outras funções, além de ocuparem cargos estratégicos nas organizações e entregarem um ótimo resultado em todas as áreas de atuação.

Esse fortalecimento da presença feminina no mercado de trabalho, muitas vezes, não é fácil. A dupla jornada ainda se mostra como um tremendo desafio, que exige um esforço quase sacrificante para as mulheres executivas ou empreendedoras.

O caminho para tornar essa realidade mais leve e fácil é conscientizar os homens, que ainda se recusam a dividir tarefas domésticas e a participar ativamente da educação e criação dos filhos. Igualdade é fundamental para o empoderamento feminino – um movimento que vem trazendo inúmeros benefícios à sociedade.

 

LIDERANÇA E CRIATIVIDADE FEMININA NAS EMPRESAS

Empoderamento é o mesmo que ter força, tornar-se mais forte. Profissionalmente e socialmente, é possível perceber que as mulheres estão mais ativas, conscientes de seus direitos e responsabilidades, definitivamente mais poderosas!

Entre as qualidades mais significativas das mulheres para o ambiente corporativo estão a liderança e a criatividade. Essas habilidades são ideais para a solução de problemas, direcionamento das equipes, desenvolvimento de projetos, cumprimento de metas e prazos. Os resultados são mensurados e comprovados!

Contudo, ainda é preciso que muitas empresas adotem a meritocracia sem qualquer tipo de distinção de gênero e que homens e mulheres entendam que é possível criar um ambiente harmônico, igualitário e justo nas organizações.

Quando mulheres e homens trabalham em conjunto e com a mesma relevância, a sociedade e as empresas ganham em qualidade e representatividade, tornando o conjunto mais completo e eficiente.

O empoderamento feminino é uma realidade que precisa ser respeitada e que vem contribuindo com o desenvolvimento econômico dos países. Por isso mesmo, é essencial promover ambientes saudáveis e igualitários dentro das corporações, percebendo que a presença das mulheres em cargos estratégicos é fundamental para a construção de uma sociedade com oportunidades para todos, sem preconceitos e com condições de igualdade para mulheres e homens!

 

*Daniela Cristina da Silva é empreendedora, palestrante, auditoria nacional e internacional, criadora e gerenciadora da fanpage Q&V e grupos no whatsapp. Engenheira química graduada pela Universidade Federal de São Carlos, especialista em Gestão da Qualidade e Produtividade pela Faculdade Oswaldo Cruz. Com experiência profissional em unidades fabris, de indústrias farmacêuticas e farmoquímicas, multinacionais e nacionais de grande porte há 14 anos, como Sanofi-Aventis, Pfizer, Nicomed, Libbs. Atualmente é diretora executiva M&D Consultoria. Experiência em startup de plantas, comissionamentos, qualificação de equipamentos, validação de limpeza, processos e sistemas computadorizados e realização de FATs de equipamentos de produção na Argentina e Alemanha. É docente do IDVF – Instituto de Desenvolvimento do Varejo Farmacêutico e do Portal EADPLUS e da pós-graduação do ICTQ e Racine.

 

CONSULTA FARMACÊUTICA AUMENTA EM 50% O FATURAMENTO DA FARMÁCIA

 

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POR EGLE LEONARDI

 

A essência da farmácia clínica é tratar gente como gente. Essa é ideia de Angela de Almeida Brites, uma farmacêutica empreendedora que preza o humanismo no atendimento como a essência de seu negócio. Ela constituiu uma farmácia com outros dois sócios: sua irmã, Andréa de Almeida Brites, e seu amigo, Leonardo Aveiro Naymayer. Os três têm a mesma linha de pensamento: juntos são mais fortes. Isso faz de seu estabelecimento uma referência em sua comunidade. Os três fazem atendimento clínico em consultas estabelecidas com hora marcada. Eles não negam seu sucesso por meio do atendimento de excelência. Angela e seus sócios se formaram na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas ela também atribui sua formação aos estágios aos quais se dedicou, dentre estes, os voluntários, que apresentam um valor inestimável em sua carreira. Baseada nessa trajetória, ela e seus sócios farmacêuticos fundaram, em 2004, a Agafarma Auxiliadora. Conheça um pouco mais sobre esse negócio, que tem gerado lucro e, ainda, tem revertido em benefícios importantes para a comunidade.

– O que a senhora considera na sua atuação como farmacêutica?

Angela Brites – Temos em mente que o farmacêutico, por ter uma formação acadêmica forte, tem uma grande responsabilidade social na comunidade em que está inserido. As novas legislações, tanto por parte do Governo Federal como do Conselho Federal de Farmácia (CFF), vêm cobrar e apoiar atividades de farmácia clínica, que já são realidade de longa data em outros países, como Espanha, Canadá, Estados Unidos e Chile. Vivemos um momento de resgate da autoridade técnica na farmácia, com intuito de contribuir para a melhoria no processo do uso racional de medicamentos e dos resultados em saúde.

 – Como a Agafarma surgiu em sua trajetória?

Angela Brites – Ter um negócio próprio foi meu sonho, desde o período universitário compartilhado juntamente com minha irmã, Andréa, e meu colega da faculdade, Leonardo, tanto que meu trabalho de conclusão de curso foi a elaboração de um plano de negócios com o objetivo de abrir uma drogaria. No Brasil é muito difícil constituir uma empresa sem associativismo, principalmente, quando se refere à microempresa. Com esse objetivo, ingressamos na Agafarma desde o início do nosso trabalho. E compartilhamos a mesma filosofia: Juntos somos mais!

– O atendimento clínico já era uma realidade desde o início?

Angela Brites – Nossa sociedade já surgiu compartilhando a ideia de ter o humanismo e técnica na abordagem dos clientes da nossa comunidade. Após o engajamento na rede Agafarma, recebemos suporte de cursos e troca de experiências. Participar desse associativismo agregou muito na nossa jornada. Por fim, em 2015, ingressei na Pós-Graduação do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico. Esse fato, juntamente com as mudanças na legislação por parte do Governo Federal (Lei 13.021) e do CFF (com a RDC 585 e RDC 586), sedimentaram o surgimento da farmácia clínica na Agafarma Auxiliadora.

– Como está configurada a sua farmácia clínica? Quais os serviços são prestados?

Angela Brites – Em agosto de 2016, a Agafarma padronizou os serviços farmacêuticos por meio do Projeto Cuidados Farmacêuticos (CFA). A unidade da Agafarma Auxiliadora foi um dos projetos piloto. Realizamos aplicação de injetáveis, aferição de pressão arterial, glicemia capilar, temperatura corporal, perfuração do lóbulo auricular e acompanhamento farmacoterapêutico. Os atendimentos são realizados com agendamento prévio e também podem ser em domicílio. Vale ressaltar que prescrição farmacêutica não é um serviço, mas um ato possível durante um atendimento de manejo de problema de saúde autolimitado.

– Onde são realizadas as consultas?

Angela Brites – As consultas são feitas em local privativo. Nós temos uma sala exclusiva para a realização desse atendimento, que é feito com hora marcada. No local, realizamos a anamnese e acompanhamento farmacoterapêutico de cada paciente e realizamos a prescrição farmacêutica documentada, se necessária. Já a aferição de pressão, mensuração de glicose e aplicação de injetáveis, entre outros, são realizadas em sala separada, destinada apenas aos serviços de saúde.

 – Vocês cobram a consulta? Quanto ela custa?

Angela Brites – Sim, as consultas são cobradas, mas os valores dependem do tipo de atendimento. Nossas consultas duram cerca de 30 minutos.

– Vocês têm conquistado bons resultados com as consultas?

Angela Brites – Os resultados têm sido muito satisfatórios e nós temos fidelizado os clientes. Eu vejo que nossa farmácia tem se tornado uma referência em saúde na nossa comunidade. Oferecemos as consultas farmacêuticas há um ano. Posso te garantir que, desde sua implantação, a atividade fez crescer o faturamento geral da loja em 50%. Isso é extremamente positivo.

– Quais as novas etapas para o crescimento do seu negócio?

Angela Brites – Estamos no aguardo da nova legislação, que pretende ampliar e regulamentar a prestação de serviços na farmácia. Para isso, o farmacêutico, cada vez mais, tem a necessidade de ocupar seu lugar no setor. É um momento de revolução e redimensionamento de nossas atividades no varejo. A farmácia deve e precisa ser vista como um local prestador de serviços e referência de saúde.

A essência da farmácia clínica é tratar gente como gente. Essa é ideia de Angela de Almeida Brites, uma farmacêutica empreendedora que preza o humanismo no atendimento como a essência de seu negócio. Ela constituiu uma farmácia com outros dois sócios: sua irmã, Andréa de Almeida Brites, e seu amigo, Leonardo Aveiro Naymayer. Os três têm a mesma linha de pensamento: juntos são mais fortes. Isso faz de seu estabelecimento uma referência em sua comunidade. Os três fazem atendimento clínico em consultas estabelecidas com hora marcada. Eles não negam seu sucesso por meio do atendimento de excelência. Angela e seus sócios se formaram na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas ela também atribui sua formação aos estágios aos quais se dedicou, dentre estes, os voluntários, que apresentam um valor inestimável em sua carreira. Baseada nessa trajetória, ela e seus sócios farmacêuticos fundaram, em 2004, a Agafarma Auxiliadora. Conheça um pouco mais sobre esse negócio, que tem gerado lucro e, ainda, tem revertido em benefícios importantes para a comunidade.

Matéria publicada no Portal do ICTQ

DROGARIA ARAÚJO – PRECISOU? A MAIOR DE MINAS TEM

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POR EGLE LEONARDI

 

O empreendedorismo já está no sangue da família Araújo. O primeiro foi o avô, que fundou uma pequena farmácia, há 111 anos..depois veio o pai, que fez o negócio crescer…daí o neto entrou no jogo há 35 anos e deu a maior guinada que o mercado varejista farmacêutico já viu.

Estou falando, obviamente, de Modesto Araújo Filho, que pegou uma rede com 8 lojas e a transformou em uma potência com 170 unidades, com previsão de fechar 2017 com 200 lojas e um faturamento de mais de R$ 1,9 bilhão!

São números de tirar o fôlego, mas que Modesto comemora com a perspectiva de conquistar todo o Estado de Minas Gerais e, depois disso, prosseguir abraçando outros Estados com força total!

Nada mal para um garoto que começou a carreira num balcão de farmácia, como atendente, e foi percorrendo cada função dentro do negócio, seja ela administrativa ou comercial. Acredite, ele já fez de tudo!

Modesto já é presidente da Rede Araújo há 25 anos e ele não se vê fazendo outra coisa, mas há os que digam que ele está sendo cogitado para as eleições de Minas Gerais em 2018, porém ele nega. Veremos…

Seu bom-humor é contagiante e suas ideias polêmicas e inovadoras também o são. Isso faz com que ele seja um dos players mais interessantes e arrojados do mercado. Acompanhe suas ideias:

 

ICTQ – Como o senhor desenhou esse crescimento ao longo de todos esses anos?

Modesto Araújo Neto – Primeiro eu aprendi muito trabalhando em todas as áreas da farmácia. Já varri muito o salão! Depois fui aplicando meu conhecimento do mercado financeiro em prol da melhoria da gestão. Daí, passei a informatizar a rede de forma maciça e fomos crescendo de maneira estruturada.

Investi muito em treinamento e capacitação de pessoal. Atualmente temos 7.100 funcionários competentes, totalmente comprometidos e de altíssima qualidade.

 

ICTQ – Sua rede tem também um centro de distribuição?

Modesto Araújo Neto – Sim. Há um centro de distribuição totalmente automatizado na cidade de Contagem (MG), com capacidade para abastecer mais de 650 lojas. Nós estamos nos organizando para o crescimento do negócio, pois cada loja da rede comporta entre 18 mil a 20 mil itens. Assim, estamos preparados para abastecer as futuras lojas.

 

ICTQ – Apesar de seu forte apelo comercial, o senhor tem investido também na área clínica em suas unidades, não é?

Modesto Araujo Neto – Estamos trabalhando em parceria com clínicas com profissionais de saúdes. Já temos 15 unidades fazendo exames e vacinação. As clínicas oferecem atendimento médico e farmacêutico. No entanto, já oferecemos atendimento farmacêutico no balcão. Lá, ele pode dar assistência e orientação ao paciente com relação às dúvidas sobre medicamentos e possíveis interações. O trabalho de assistência farmacêutica é maravilhoso, já que esse profissional é peça importantíssima nas farmácias. Por isso, seria ideal tirá-lo da burocracia que uma farmácia exige.

 

ICTQ – O senhor mencionou a aplicação de vacinas. Essa é uma atividade ainda não muito explorada nas farmácias.

Modesto Araujo Neto – Sim, mas acredite que nós já aplicamos vacina há mais de 15 anos! Fazemos também exames laboratoriais rápidos. Temos o pioneirismo no sangue!

Para você ter uma ideia, nossa rede teve o primeiro plantão 24 horas da capital, o primeiro telemarketing, a primeira drogaria do País com serviço drive-thru e a primeira drugstore.

Tudo o que nós implementamos em nossa lojas está baseado no conceito one stop (uma parada), ou seja, o máximo que se pode oferecer em termos de conveniência para uma pessoa dentro de uma farmácia. Nós só não vendemos bebidas alcoólicas e cigarro. De resto, nós oferecemos de tudo para proporcionar maior conveniência aos nossos clientes!

 

ICTQ – O senhor acredita que essas clínicas que estão sendo montadas em drogarias poderão se configurar um bom negócio?

Modesto Araujo Neto – Claro! Nós só trabalhamos por lucro quando se trata de varejo. Toda a prestação de serviços, não importa qual seja, tem de ser cobrada, porque o trabalho tem valor. Uma empresa tem sócios, acionistas, funcionários, paga impostos…ela tem de ser rentável. Você pode fazer um trabalho que gere resultado financeiro e, ao mesmo tempo, traga resultados para a sua comunidade.

 

ICTQ – Voltando à questão da drusgtore, o senhor é conhecido por polemizar com relação a esse tema. Como o senhor vê o modelo de negócio?

Modesto Araujo Neto – Imagine um cliente que tem de conviver com esse o trânsito do dia a dia, com uma vida agitada e com a falta de tempo. Tudo o que ele quer é resolver sua vida em um único lugar. Nós temos a filosofia de one stop, ou seja, com uma parada você compra a ração do cachorro, o seu remédio, o refrigerante, o sorvete para uma sobremesa, o pão de amanhã, o leite, o café, tudo. Isso é conveniência e é prestação de serviço ao consumidor.

A drugstore é uma realidade nacional. Atualmente já existe uma lei que protege este modelo de negócio. Eu defendo que é a escolha do empresário implantar ou não o serviço de drugstore. É um direito dele, enquanto gerador de empregos e de impostos. O empresário é quem deve decidir se vai vender sorvete, coca-cola, refrigerante. Há os que não querem adotar esse modelo de negócio. Eu respeito. É uma opção do empresário. Eu continuo nessa direção, firme e forte!

 

Matéria publicada no Portal do ICTQ

O CAPITÃO FARMACÊUTICO QUE FATURA R$ 1,8 MILHÃO/MÊS

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POR EGLE LEONARDI

 

Farmacêuticos, é possível que muitos de vocês apresentem histórias semelhantes de empreendedorismo, mas este paranaense, apaixonado pela farmácia e por todas as questões que envolvem esse universo, construiu uma distribuidora de medicamentos dando várias reviravoltas em sua vida! Ele é o Giuliano Jamberci, dono da G1 Distribuidora de Produtos Farmacêuticos, que conquistou o mercado pernambucano a custa de muito trabalho.

A G1 Distribuidora é especializada em medicamentos genéricos e similares das principais indústrias farmacêuticas do País. Com sede própria, está instalada em três mil metros quadrados no Recife (PE).

Mas esse nem é o seu maior trunfo! Jamberci tem muita história para contar! Ele perdeu o pai ainda menino, aos 15 anos. Foi trabalhar como auxiliar em uma pequena farmácia situada em Cambará (PR). A paixão começou e, aos 18 anos, foi aprovado no curso de Farmácia na Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR).

Recém-formado e muito determinado, comprou sua primeira farmácia e, no ano seguinte, veio a segunda unidade. Ambas se chamavam Farmaclin.

No entanto, com muito estudo e o seu espírito inquieto ele tentou uma carreira no exército. Assim, resolveu prestar concurso para farmacêutico daquela instituição. E, por um capricho do destino, como ele mesmo diz, foi aprovado em primeiro lugar na Escola de Saúde do Exército para a vaga de farmacêutico hospitalar.

Posteriormente, fez o Curso de Formação de Oficiais da Escola de Saúde do Exército Brasileiro, no Rio de Janeiro (RJ), quando recebeu a medalha Marechal Hermes por conquistar o primeiro lugar entre os farmacêuticos. Assim, foi promovido a 1º Tenente Farmacêutico, e, posteriormente, foi designado para servir em Recife (PE), no hospital do exército.

Embora paranaense de nascença, o Estado do Pernambuco o abraçou, e sua trajetória de sucesso foi ainda mais brilhante. Logo no início do milênio, ele continuava em Recife, mas administrava suas farmácias no Paraná, graças à ajuda de um irmão, que também acabava de se formar no curso de Farmácia; e da esposa, Gisele Hoffmann, também farmacêutica. Naquele momento, o mercado da distribuição entrava no seu foco de atuação. Acompanhe a entrevista exclusiva com Giuliano Jamberci, e conheça as guinadas que ele impôs à sua trajetória profissional.

ICTQ – O senhor já atuou em diferentes segmentos farmacêuticos. Como a distribuição surgiu na sua carreira profissional?

Giuliano Jamberci – Em meados de 2003, eu não tinha condições de me transferir para o Paraná com o objetivo de administrar minhas farmácias mais de perto. Naquele momento, decidi colocá-las à venda, mas o meu tino comercial e a minha paixão pelo segmento farmacêutico me fizeram buscar alternativas para não abandonar meu sonho. Foi quando vislumbrei uma oportunidade de me tornar um distribuidor de protetores solares em Pernambuco, mais precisamente em Recife.

ICTQ – Foi quando o senhor montou a G1 Distribuidora?

Giuliano Jamberci – Na verdade, ainda não. Eu inaugurei uma pequena distribuidora de cosméticos, a qual também batizei de Farmaclin, nome das minhas antigas farmácias no Paraná. O começo foi muito difícil, pois eu não tinha conhecimento do ramo de atacado, nem mesmo do mercado local. Mas, com muita persistência e perseverança, fomos em frente e a empresa foi crescendo.

ICTQ – E desde então o senhor vem atuando no ramo da distribuição?

Giuliano Jamberci – Sim, mas o sonho de atuar no varejo farmacêutico não foi esquecido. Em 2008, inaugurei minha primeira farmácia em Pernambuco e a paixão pelo segmento era tão grande que, alguns anos depois, eu já possuía quatro unidades na região.

ICTQ – E o senhor se dividia entre todas essas frentes de atuação?

Giuliano Jamberci – Claro, mas a carga começou a pesar demais, já que ainda trabalhava diariamente no Hospital do Exército, cuidava da distribuidora de cosméticos e ajudava a gerir as farmácias. Tive de tomar uma decisão muito importante. Precisava reestruturar minha vida profissional, pois era difícil conciliar tudo. Em decorrência dessa decisão, comecei a colocar em prática a reestruturação da minha vida profissional, e acabei esbarrando no meu principal dilema, que era a carreira militar, já que eu já era capitão farmacêutico naquela época. Por tudo isso, com o apoio da minha família, acabei pedindo exoneração do exército.

ICTQ – Como isso impactou o negócio?

Giuliano Jamberci – Eu acreditava que concentrar todos os recursos em um único negócio me faria crescer ainda mais. Então, vendi minha rede de farmácias e foquei no meu maior projeto. Montei a G1 Distribuidora de Produtos Farmacêuticos, especializada na distribuição de medicamentos genéricos e similares das principais indústrias farmacêuticas do País. Ela abrange o mercado de distribuição de todo o Estado de Pernambuco.

ICTQ – Ela foi estabelecida no Recife?

Giuliano Jamberci – Sim. Possuímos sede própria na capital pernambucana de, aproximadamente, três mil metros quadrados, distribuídos em área administrativa, de armazenamento e de logística, inclusive com entrega própria e terceirizada. Na G1 Distribuidora eu passei a colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, na distribuição de cosméticos e nas farmácias.

ICTQ – E quais foram seus principais desafios?

Giuliano Jamberci – Atualmente, a empresa cresce a passos largos, mas isso só se deu porque superamos os desafios de convencer as indústrias farmacêuticas de que a G1 Distribuidora era capaz de prestar um serviço eficiente e de qualidade.

ICTQ – O senhor sofreu os impactos com a recente crise econômica brasileira?

Giuliano Jamberci – Não é fácil conciliar nosso crescimento com a instabilidade da economia, mesmo assim, não paramos de investir em nenhum momento.

A crise não afetou nosso negócio de maneira contundente. Investimos na aquisição de novos produtos, na qualificação profissional e no crescimento de nossa rede de fornecedores. Mensalmente, disponibilizamos recursos para treinamento de pessoal, principalmente na força em vendas.

ICTQ – O senhor tem fama de ser bem arrojado, não é mesmo?

Giuliano Jamberci – Eu não meço esforços para fazer meu negócio crescer. Para se ter uma ideia, somos a única distribuidora do mercado a atender pedidos até as 21 horas, e ainda fazer estas entregas já no dia seguinte. Se o pedido for de um cliente da Grande Recife, consigo fazer a entrega até às 9 horas da manhã seguinte. Isso é para poucos que têm coragem.

ICTQ – Quais linhas de produtos são distribuídas?

Giuliano Jamberci – Nosso portfólio é baseado em medicamentos genéricos e similares, mas também temos correlatos e uma linha de filtros solares exclusiva, que se chama Anasol, do laboratório Dahuer, do qual temos uma boa participação no mercado pernambucano.

ICTQ – Qual sua região de atuação?

Giuliano Jamberci – Nossa distribuição abrange todo o Estado do Pernambuco. Ainda não conquistamos outros Estados por conta das legislações tributárias estaduais, que inviabilizam a comercialização interestadual, no que se refere ao atacado e ao varejo.

Temos diversos parceiros comerciais na linha de fornecimento: Eurofarma, Legrand, Merck, Cimed, Cremer, Takeda/Multilab, Ranbaxy, Geolab, Globo, Delta, Dahuer, Brasterápica, Farmax, Medquimica, Natulab, Nova Quimica, Pharlab, Pharmascience, Zydus, entre outros.

ICTQ – Qual o faturamento atual da G1?

Giuliano Jamberci – Nós temos crescido muito. Nosso faturamento atual encontra-se na casa de R$ 1,8 milhão/mês. A movimentação fica em torno de 550 mil unidades/mês.

Nossa distribuidora ainda não é uma das maiores, mas temos aumentado nosso tamanho mensalmente devido ao aporte de novos fornecedores e, consequentemente, ao aumento da disponibilidade de novos negócios. Iremos entrar em 2018 com o mesmo potencial de crescimento percebido no decorrer deste ano.

 

 

 

FARMACÊUTICO LUCAS PORTILHO: DE ESTAGIÁRIO A PALESTRANTE NA HARVARD

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POR EGLE LEONARDI

Você, farmacêutico, já se pegou reclamando do excesso de trabalho? Você já achou que não daria conta de executar todas as tarefas que seu chefe designou?

Esqueça tudo isso…eu vou lhe dar o exemplo de um farmacêutico empreendedor que tem, nada menos, que nove atribuições executivas. Estou falando do farmacêutico empresário Lucas Portillho!

Para se ter uma ideia, ele é sócio-diretor científico na Consulfarma Assessoria e do Congresso Consulfarma, sócio-diretor no IPUPO (Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele), sócio-diretor no Instituto Hi Nutrition, sócio-diretor no Laboratório de P&D do Instituto de Cosmetologia, consultor em P&D para indústrias e farmácias, palestrante internacional, coordenador da Comissão de Farmácia Estética no Conselho Regional de Farmácia, colunista internacional no Prospector e coordenador dos estágios internacionais em P&D cosmético na Itália, França e Espanha.

É um dos farmacêuticos com maior número seguidores no Facebook e é o palestrante mais convidado pelos principais eventos de cosmetologia em todo o Brasil.

Internacionalmente, ele já palestrou em Hamburgo, Alemanha, Chile e, em novembro, irá palestrar na Harvard Medical School, em Boston (EUA), no curso de harmonização orofacial. Além disso, anualmente vai à Europa com seus alunos, onde coordena o estágio internacional em cosmetologia realizado na Itália, França e Espanha.

Seus desenvolvimentos na área cosmética já foram destaque em mídias televisivas como Rede Globo, Globo News, Record, Bandeirantes e os principais jornais e revistas em todo Brasil.

Você quer saber como ele chegou até esse ponto? Acredite…ele começou lá de baixo! Acompanhe a entrevista exclusiva, concedida ao Portal de Conteúdos do ICTQ.

ICTQ – Como se deu sua trajetória profissional?

Lucas Portilho – Entrei na área da saúde influenciado por um professor de ciências. Assim, me matriculei em um curso técnico de bioquímica e fui estagiar em uma farmácia de manipulação. De cara, me apaixonei pela atuação em laboratório e percebi que aquele ambiente seria meu local de trabalho pelo resto da vida. Daí, foi natural ingressar no curso superior de farmácia e bioquímica, e tenho certeza que foi a escolha certa. Após atuar em farmácia de manipulação passei pela indústria farmacêutica e um dia recebi uma proposta para atuar em uma consultoria farmacêutica, chamada Consulfarma, onde entrei como estagiário.

ICTQ – Então a Consulfarma entrou desde cedo em sua vida?

Lucas Portilho – Sim. Fui contratado por aquele que considero um dos farmacêuticos mais empreendedores do Brasil, o professor Mauricio Pupo. Fui efetivado rapidamente, como pesquisador. A Consulfarma foi uma escola complementar à faculdade, pois eu atuava em laboratório realizando desenvolvimentos de produtos e ainda preparando material técnico para os clientes da empresa. Isso me obrigava a estudar muito e estar sempre antenado com as novidades farmacêuticas.

ICTQ – E como o senhor complementou sua qualificação?

Lucas Portilho – Fiz especialização na área da cosmetologia e também fiz um MBA para me capacitar melhor nessa área. Comecei a palestrar, ensinar alunos a desenvolver produtos, e acabei virando professor. Após ser convidado para fazer uma demonstração prática em uma aula, fui convidado para montar um curso de cosméticos veterinários, e partir daí não parei mais.

Em 2006, depois de três anos na Consulfarma, fui contratado como gerente de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em uma empresa de cosméticos chamada Adatina, onde tive a oportunidade de viajar para a Itália para realizar desenvolvimento de produtos.

ICTQ – E quando o senhor começou a empreender?

Lucas Portilho – Naquele mesmo ano, em 2006, juntamente com o professor Mauricio Pupo, abri uma escola de Cosmetologia que oferecia cursos de pós-graduação em Cosmetologia – o IPUPO Educacional. Em 2009 fui contratado pela Natura Cosméticos como coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento onde atuei em diversas categorias realizando a criação de produtos cosméticos. No entanto, a escola de cosmetologia foi crescendo e se destacando no cenário brasileiro como uma das melhores do Brasil. Utilizando minha rede de contatos nas indústrias cosméticas, criei um time de professores de grandes empresas, como Boticário, L’Occitane, J&J, Natura e outras grandes companhias para compor meu quadro de ministrastes. Assim, nos transformamos na instituição com as maiores turmas de cosmetologia do Brasil. Aquelas turmas iniciais em Campinas com 20 alunos se transformaram em turmas com mais de 100 alunos e expandimos para São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, além dos cursos online, em que atingimos toda a América Latina. Já chegamos a vender cursos para uma empresa cosmética de Israel.

Em 2013 me desliguei da Natura para empreender de fato e fiz a aquisição do Instituto de Cosmetologia como sócio majoritário. Compramos a Consulfarma, a assessoria farmacêutica na qual eu havia atuado como estagiário, e abrimos mais um instituto educacional, desta fez com foco em nutrição: o Instituto Hi Nutrition, que oferece cursos de pós-graduação na área de nutracêuticos.

ICTQ – São várias frentes de atuação?

Lucas Portilho – Sim. Após sair da Natura, várias empresas me buscaram como consultor em desenvolvimento de produtos, e atualmente tenho um laboratório de P&D que elabora formulações para indústrias e farmácias.

Desenvolvi uma plataforma de ensino à distância para atender aos cursos de minhas empresas, no entanto, devido à facilidade de acesso e intuitividade, a plataforma despertou o interesse de outras empresas. Foi quando vi a oportunidade de transformá-la em um novo negócio. Atualmente a plataforma, chamada Liveclass, é utilizada por outras empresas para treinamentos e aulas.

Além disso, abrimos uma agência de propaganda farmacêutica, a Consulfarma Agência, onde produzimos todos os tipos de campanhas, vídeos, materiais publicitários e consultoria em marketing digital.

ICTQ – Quais foram seus maiores desafios profissionais?

Lucas Portilho – Sem dúvida o meu maior desafio profissional é o momento atual à frente das minhas empresas. Ser colaborador é algo totalmente diferente de ser responsável pelos colaboradores. Meus cargos de coordenador e gerente não se comparam à responsabilidade de ser proprietário. No Brasil, o maior desafio de um empreendedor é a carga tributária. É fundamental ter a noção de quão saudável está sua empresa e, além disso, um bom empresário precisa entender de pessoas e ter uma inteligência emocional muito grande. Creio que os maiores desafios sempre estão por vir, que é buscar a perfeição sempre. A perfeição é ter uma empresa saudável financeiramente, com colaboradores satisfeitos e que contribui de forma satisfatória para os clientes.

ICTQ – Quais as suas principais realizações à frente dos seus negócios?

Lucas Portilho – Já capacitamos mais de 20 mil profissionais nas áreas da cosmetologia, farmácias de manipulação e nutracêuticos.

Na Consulfarma, estamos transformando donos de farmácias em verdadeiros empresários, por meio de capacitação. Sabemos que no curso de farmácia pouco aprendemos sobre empreendedorismo e gestão, portanto, os donos de farmácia são tecnicamente bons, mas têm deficiência no quesito gestão.  Na Consulfarma, temos atuado de forma eficaz nesse sentido.

No Instituto de Cosmetologia, temos certificado milhares de farmacêuticos e profissionais da saúde na área da cosmetologia e farmácia estética.

No instituto Hi Nutrition, capacitamos farmacêuticos, nutricionistas e médicos a prescreverem nutracêuticos de forma eficiente.

Realizamos o maior congresso para farmácias de manipulação do mundo. O Congresso Consulfarma reúne mais de 120 expositores e 55 cursos em um Congresso que, todo ano, leva novidades que podem ser encontradas nas farmácias de manipulação.

ICTQ – O senhor acredita que tem influenciado o mercado nacional farmacêutico?

Lucas Portilho – Por meio de minhas redes sociais, levo diariamente novidades em tratamentos de pele e tendências em cosmetologia, mantendo os mais de 50 mil seguidores sempre atualizados.

Alguns dos produtos que desenvolvi contribuem para impulsionar o mercado cosmético no Brasil. Entre os produtos, destaco o primeiro filtro solar que protege a pele e ainda permite a síntese de vitamina. Uma verdadeira inovação no mercado da dermatologia.

ICTQ – Nem a crise chegou a afetar seu negócio?

Lucas Portilho – De forma alguma. Felizmente a área de educação no Brasil, em cursos de pós-graduação, recebe uma busca constante após a graduação. Em 2013, foi aprovado pelo Conselho Federal de Farmácia a atuação do farmacêutico na área de estética, porém só é possível atuar em clínica farmacêutica de estética após cursar pós-graduação em farmácia estética. Nós oferecemos esse curso e, de 2013 pra cá, o número de alunos em nosso instituto só tem aumentado.

Na área de consultoria farmacêutica também não observamos problemas, pois diversificamos o número de produtos da empresa, como consultorias para redes sociais para farmácias, implementação de ações novas, como o inbound marketing para farmácias, e assim aumentamos o número de clientes.

ICTQ – Quais são seus próximos desafios?

Lucas Portilho – Meu desafio principal é implementar uma incubadora em meu laboratório com foco em desenvolvimento de produtos e novas tecnologias cosméticas. Visitando um parque tecnológico em Barcelona, na Espanha, tive essa ideia, que pretendo colocar em prática em 2018. Vejo que temos excelentes ideias surgindo por aí e também há colegas farmacêuticos que não possuem estrutura para colocar essas ideias em prática. Por meio da incubadora, pretendo oferecer recursos para que profissionais possam desenvolver seus projetos.

Além disso, pretendo expandir para a área da educação médica. Abrir um Instituto de Cosmiatria em parceria com médicos prescritores é uma das metas para os próximos anos.

ICTQ – Como as empresas estão configuradas?

Lucas Portilho – Atualmente nosso quadro de colaboradores conta com 93 profissionais divididos em farmacêuticos, químicos, publicitários, programadores e vendedores.

Nossa principal vantagem é a autonomia em produzir tudo “in loco”, desde nossos sites, plataformas online, peças publicitárias, gravação de aulas, edição de material, desenvolvimento de novos produtos e produção de material científico.

Produzimos conteúdo relevante por meio de pesquisa e desenvolvimento de produtos e materiais técnicos. Nossa sede fica em Campinas, no interior de São Paulo, e conta com mil metros quadrados com escritórios segmentados por áreas, sendo vendas, marketing, administrativo, laboratório e estúdio de gravação e edição.

ICTQ – Qual a expectativa de fechar 2017?

Lucas Portilho – Desde que assumi a frente da Consulfarma, juntamente com meu sócio Neto Motagnini, dobramos o faturamento das empresas, e a projeção para 2018 é crescer sempre.

 

Matéria publicada no Portal de Notícias do ICTQ

PARA O FARMACÊUTICO EVANDRO TOKARSKI, NÃO EXISTEM PROBLEMAS, EXISTEM DESAFIOS

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POR EGLE LEONARDI

Farmacêutico, faça uma reflexão comigo: você sabe medir o tamanho do seu sonho? Você tem claro aonde quer chegar em sua carreira? Respostas difíceis… mas vamos dar mais complexidade a questão: Você conhece alguém que tenha sonhado algo pequeno e tenha realizado algo grande? Aposto que sua resposta é NÃO!

Você sabe que só tem grandes realizações quem tem grandes sonhos, e podemos dizer isso com conhecimento, principalmente, porque entrevistamos um dos mais importantes líderes empresariais do varejo e da indústria farmacêutica do Brasil. Estamos falando de Evandro Tokarski, que, generosamente, compartilhou seus sonhos, em entrevista exclusiva para o Portal do ICTQ.

Ele tem o empreendedorismo no sangue! Mas não pense que veio de família abastada. Sua origem é humilde e sua família sonhava em ver seus filhos na universidade, embora tenham frequentado a escola pública. No entanto, recebeu como herança o caráter e o princípio básico: tenha sonhos e realize-os! Dito e feito!

Há 36 anos deu início a uma farmácia, que atualmente se transformou em nada menos que a rede de Farmácias Artesanal, com 22 unidades próprias e mais 24 franquias, baseadas em Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Pará. Possui um modelo de expansão muito bem estruturado e planeja atingir de 50 a 60 franquias até 2020. Além disso, Tokarski foi dono de uma indústria farmacêutica, a TKS, negociada posteriormente com um grupo indiano, a Sun Pharma.

Aos 62 anos, não lhe faltam fôlego e nem vitalidade. Ao contrário! Este farmacêutico acaba de finalizar sua 6ª pós-graduação, desta vez em Liderança e Gestão Organizacional. E tudo isso, tendo superado um de seus maiores desafios pessoais: ele foi vítima de uma paralisia infantil, que exigiu, incialmente, sua locomoção por meio de muletas, mas recentemente ele conta com o auxílio de uma cadeira de rodas. Mas isso nunca foi um fator limitante para ele.

O fato é que Tokarski é ímpar, e sua inteligência e persistência o transformaram num dos empresários farmacêuticos mais importantes do Brasil. Acompanhe um pouco de sua trajetória e de suas ideias.

ICTQ – Antes de falarmos propriamente sobre a Farmácia Artesanal, o senhor poderia comentar sua trajetória na indústria TKS?

EVANDRO TOKARSKI – Eu iniciei a indústria farmacêutica TKS em 1998. Em 2009 eu vendi 80% da operação ao grupo indiano Sun Pharma, e continuei na gestão. Já em 2013 deixei a negócio industrial para me dedicar exclusivamente à Artesanal.

ICTQ – E como surgiu a Farmácia Artesanal?

EVANDRO TOKARSKI – Há 36 anos, eu fundei uma unidade magistral em Goiânia (GO). De lá para cá, fomos estabelecendo 22 unidades próprias distribuídas no Brasil. Porém, nosso foco, atualmente, é a montagem de franquias. Há 24 unidades franqueadas, e nossa expectativa é atingir a marca de 50 a 60 franquias nos próximos três anos.

ICTQ – E como o senhor tem enfrentado a crise em seu negócio?

EVANDRO TOKARSKI – Acredito que não existem problemas, existem desafios! Eu transformo os desafios em oportunidades. Atravessamos todas as turbulências nesta crise, mas ela não nos afetou tão profundamente. Estamos saindo dela com mais força e conhecimento.

ICTQ – Isso significa que a Artesanal não experimentou retração?

EVANDRO TOKARSKI – Não. Crescemos em 2016 10,4% (em relação ao ano anterior). Nossa expectativa é fechar 2107 com crescimento similar ao de 2016. Conquistamos isso com cerca de 35 mil atendimentos ao mês, nas 46 unidades.

ICTQ – O senhor tem algum desafio em curso?

EVANDRO TOKARSKI – Sim! Nossa mais recente conquista foi a inauguração, dia 10 de julho de 2017, do nosso e-commerce, que atende no www.farmaciaartesanal.com.

ICTQ – Quais são os planos para esse novo negócio?

EVANDRO TOKARSKI – Nós planejamos este lançamento por 10 meses e articulamos um plano de negócios muito bem estruturado. Com isso, estimamos iniciar a operação com receitas entre R$ 500 mil e R$ 600 mil. Nos próximos 12 meses, a previsão de faturamento gira em torno de R$ 1 milhão, já que a demanda irá aumentar com a divulgação do serviço.

ICTQ – É fato que o senhor tem energia de sobra para abraçar vários projetos.

EVANDRO TOKARSKI – Claro. Não se pode parar. Eu também sou diretor financeiro do Conselho Regional de Goiás (CRF-GO) e participo do conselho diretivo da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag). Mas participo de outro projeto que considero de fundamental importância para o setor magistral no País. É o Grupo Katalis.

ICTQ – O senhor poderia dar detalhes desse projeto?

EVANDRO TOKARSKI – Sou o presidente do grupo. É uma jointventure formada por mais de 150 pontos de vendas, de farmácias de manipulação. Ele tem como propósito fomentar novos negócios e oportunidades para os participantes do negócio.

O Grupo Katalis busca gerar sinergias, inovação de novos produtos e serviços, capacitação técnica de seus profissionais e a representatividade perante o mercado, parceiros, fornecedores e clientes.

ICTQ – Quem participa do Grupo Katalis?

EVANDRO TOKARSKI – São redes que já tem representatividade em 18 Estados: Farmácia Artesanal, Artpharma, Drogaderma, Equilíbrio, Essencial, Farmafórmula, Officilab e Almaderma.

ICTQ – Para finalizar, o senhor não se cansa de estudar?

EVANDRO TOKARSKI – Não. Estou terminando minha sexta pós-graduação e não vou parar. Não se pode achar que sabe tudo. Estudar abre os horizontes e as possibilidades. Eu prezo isso para mim e para minha equipe. Para você ter uma ideia, meu comitê de gestores cursaram, em média, duas a três pós-graduações cada. Isso faz o conhecimento ser compartilhado. Eu não pretendo parar. Tenho energia positiva transbordando.

 

CONHEÇA O FARMACÊUTICO QUE REVOLUCIONOU A HISTÓRIA REGULATÓRIA E SANITÁRIA NO BRASIL

Por Egle Leonardi

“Para ter sucesso como farmacêutico, é preciso, fundamentalmente, fazer o que gosta… e fazê-lo bem feito. Isso trará realização e ajudará a manter o foco”. Eu mesma gostaria de ter dito esta frase…mas não! Sua autoria é de um dos maiores líderes do mercado farmacêutico… desde sempre! E saiba que sua atuação à frente de importantes instituições tem mudado o rumo da história farmacêutica no Brasil.

Claro que estou me referindo a Dirceu Raposo de Mello, que foi presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre 2005 e 2010, e foi presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF–SP), no período de 1998 a 2003. Atualmente, preside o Conselho Científico do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico.

Considerado um líder polêmico e com mãos de ferro, Raposo (como é conhecido) fez uma carreira brilhante à frente dos mais exigentes e importantes órgãos reguladores nacionais, tendo lidado com os mais diversos e polêmicos temas referentes à manutenção e à recuperação da saúde e à preservação da vida no Brasil.

Embora ele seja uma figura proeminente nesse cenário – e dispense apresentações – vale destacar, também, parte de sua atuação fora da Anvisa e do CRF-SP. Ele é doutor em Análises Clínicas, mestre em Ciências da Saúde e especialista em Bioética, Administração Hospitalar, Análises Clínicas e Toxicológicas, Patologia Clínica e Farmácia Homeopática. Foi servidor público da Prefeitura de São Paulo, diretor do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de São Paulo e atuou como conselheiro do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

Apesar da atuação brilhante nesses órgãos, seria importante salientar o período em que a Anvisa se estabeleceu como uma referência, nacional e internacional, para a regulação de objetos da vigilância sanitária, que foi entre 2005 e 2010, ou seja, nos seis anos em que se tornou uma instituição reconhecida pela sociedade como a guardiã da confiança e do respeito em sua área de atuação. E foi este o período presidido por Raposo, cujas ações revolucionárias favoreceram, prioritariamente, o bem-estar da população. E elas perduram até os dias atuais.

Conheça, a seguir, um pouco sobre a trajetória transformadora de Raposo por meio de algumas de suas mais importantes ações à frente da Anvisa.

ICTQ – O senhor propôs, e a Anvisa aprovou, a RDC 44/10, que é considerada um avanço no setor farmacêutico. Como o senhor vê isso?

Dirceu Raposo de Mello – A RDC 44/2010 foi um importante passo na regulação sanitária com forte balizamento ao mercado farmacêutico. Ela reforça a importância de as farmácias agirem como estabelecimentos de saúde, trazendo o controle de forma efetiva à dispensação dos antibióticos. A resolução mudou as regras para o comércio e dispensação desses produtos, exigindo a apresentação de duas vias da receita médica, o que evita seu uso indiscriminado e, em consequência disso, o aumento da resistência das bactérias a esses medicamentos. Essa mudança foi possível porque as receitas com as substâncias antimicrobianas de uso sob prescrição médica tiveram as vendas registradas no SNGPC.

ICTQ – Falando nisso, o senhor criou o SNGPC. Ele ainda é outro ponto polêmico?

Dirceu Raposo de Mello – Primeiro, em nome da verdade eu não criei. O projeto já existia, enquanto ideia, quando cheguei à Agência. Meu papel foi, na verdade, materializá-lo e, sem dúvida, ele é um avanço. O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) aprimora o monitoramento e a fiscalização de substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. O sistema possibilita o controle efetivo da movimentação desse tipo de substâncias nas farmácias e drogarias, como anorexígenos e antidepressivos e também mais recentemente de antibióticos.

Com o SNGPC, os estabelecimentos informam, via internet, os dados sobre compra, venda, transferência e perda de medicamentos controlados e outros, possibilitando a rápida identificação de problemas, como desvios etc.

Antes, esse processo era feito em livros de registro. As informações disponíveis atualmente no sistema são detalhadas, incluindo, por exemplo, o nome do prescritor e do estabelecimento distribuidor. Assim, a Anvisa pode acompanhar o uso desses produtos e, em caso de irregularidades, adotar medidas imediatas, em conjunto com as vigilâncias sanitárias dos estados e municípios.

ICTQ – O senhor e sua equipe propuseram a RDC que redefiniu as Boas Práticas para Farmácias e Drogarias. Como isso se deu?

Dirceu Raposo de Mello – A norma foi definida em 2009 e visa à prestação de serviços de assistência farmacêutica em farmácias e drogarias, como a aferição de pressão arterial e o monitoramento de parâmetros fisiológicos e bioquímicos, por exemplo.

Além disso, de acordo com a legislação, somente produtos relacionados à saúde podem ser comercializados em farmácias e drogarias, como medicamentos, cosméticos, produtos de higiene pessoal e produto de saúde para uso por leigos, entre outros.

É preciso salientar que essa foi outra norma bastante polêmica, pois o varejo farmacêutico no Brasil comportava-se de maneira, a meu ver, até desrespeitosa para com o paciente. Muitos empresários e entidades¸ na época, insurgiram-se contra as medidas, alegando que, por exemplo, a prática comercial de outros produtos era comum nos Estados Unidos. O fato é que isso é uma verdade pela metade. Nos Estados Unidos, vende-se de tudo (ou quase) em farmácias, mas lá o tratamento dado ao medicamento é diferente do de outros produtos. Lá, a área reservada à farmácia não funciona se o farmacêutico não estiver presente. Quando o farmacêutico está almoçando não se vendem medicamentos que necessitam de receita, por exemplo. Se quiser seguir esse modelo, eu topo, mas integralmente, sem o jeitinho brasileiro.

ICTQ – Com relação aos medicamentos manipulados, por que a Anvisa decidiu regulamentar suas atividades?

Dirceu Raposo de Mello – Entre 2004 e 2007, equipes da Anvisa trabalharam na regulamentação das atividades de manipulação em farmácias. A RDC 214, de 2006, que foi atualizada em 2007 pela RDC 67, fixou os requisitos mínimos para a manipulação de medicamentos, abrangendo questões relacionadas a instalações, equipamentos, recursos humanos, aquisição e controle de qualidade da matéria-prima. Ela é muito importante, na medida em que traz também as exigências para o armazenamento, conservação, transporte e atenção farmacêutica aos usuários. Seu objetivo é garantir a qualidade, segurança, efetividade e promoção do uso racional de medicamentos manipulados. A medida, sem dúvida, trouxe uma série de exigências que foram vistas primeiramente como problemas não relevantes pelo mercado, mas que se mostraram absolutamente eficientes em melhorar a atividade no País. Muitas empresas que tinham condições precárias de funcionamento foram instadas a se adequar, e as que o fizeram estão hoje concorrendo em condições muito melhores. Ganhou o setor em organização, respeito e confiança, e ganhou a sociedade em segurança, eficácia e qualidade.

ICTQ – Sua equipe também trabalhou no registro de insumos farmacêuticos, certo?

Dirceu Raposo de Mello – Instituímos a DC 57/2009, que tornou obrigatório o registro dos insumos farmacêuticos ativos. A nova regra passou a incentivar a indústria nacional de insumos, além de melhorar as garantias sanitárias dos medicamentos utilizados pela população. Com o registro de insumos, produtores nacionais e internacionais têm que atender a critérios mínimos para produzir e comercializar seus produtos.

O registro tem validade de cinco anos e pode ser revalidado por períodos iguais. A agência publicou ainda uma instrução normativa (IN 15/2009) que definia os prazos, cronogramas e priorizações para o registro.

ICTQ – Mudando de assunto, qual a importância das parcerias, principalmente com o SUS, efetivadas em sua gestão à frente da Anvisa?

Dirceu Raposo de Mello – No começo de meu mandato, demos início a um verdadeiro processo de reformas institucionais, com o objetivo de alcançar maior eficiência e qualidade nas ações da Agência. O primeiro passo foi participarmos firmemente do Pacto pela Saúde, e dentro dele do Programa Mais Saúde: Direito de Todos, do SUS. A Anvisa participou na construção, apoio e implementação dos programas, que tiveram impacto direto no desempenho institucional da Agência.

Lembro que o então presidente do Conselho Nacional de Saúde entre 2006 e 2010, Francisco Batista Júnior (também farmacêutico), apoiou nossa ação, dizendo: “Num sistema grandioso, como o SUS, as ações de prevenção de doenças e de promoção da saúde têm sofrido resistências, em função dos interesses que são atendidos pelo modelo de atenção vigente pautado no tratamento da doença. Invertendo prioridades de forma positiva, entre 2005 e 2010, a Anvisa cumpriu um papel estratégico, mudando paradigmas e estruturando a rede de proteção à saúde das pessoas no SUS”.

ICTQ – Ainda sob a ótica da gestão institucional, como surgiu o Prêmio de Inovação na Gestão Pública?

Dirceu Raposo de Mello – Bem, diga-se oportunamente que esse era um prêmio instituído pelo Governo Federal a partir de sua escola de Administração Pública. Ocorre que ao assumirmos a direção da Agência, definimos com a Diretoria Colegiada três pilares para a gestão: Transparência, Excelência e Descentralização.

Assim, no sentido da melhoria da gestão da Agência, o Programa de Implantação e Aperfeiçoamento da Gestão da Qualidade (Pimaq) foi talvez o primeiro dos muitos programas instituídos para dar suporte ao alcance dos objetivos projetados. O resultado desse nosso esforço foi o prêmio da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), no 11° Concurso Inovação na Gestão Pública Federal em 2006, com o trabalho Melhoria de gestão com foco no trinômio: pessoas, processos e tecnologia de informação. Em 2007, o Pimaq foi substituído pelo Programa de Modernização da Gestão do Governo Federal.

ICTQ – O senhor se orgulha por dar mais agilidade no trâmite documental da Anvisa. Qual foi o impacto dessa ação?

Dirceu Raposo de Mello – Importante dizer que a Anvisa foi a primeira agência reguladora a contar com normas próprias para definir o tempo obrigatório de arquivamento dos documentos produzidos e recebidos pelas diversas áreas da instituição. Também foi a precursora no estabelecimento de prazos específicos para guarda e destinação de documentos concedidos ao setor regulado, como autorizações de funcionamento, registros de produtos, licenças de importação, entre outros.

Acesso às informações de forma simples, ágil e segura foram os principais benefícios decorrentes do Programa IPE – do Impresso para o Eletrônico. Essa foi mais uma estratégia que implementamos para a modernização da gestão da Anvisa.

Esse programa, iniciado em 2009, permitiu a migração do papel para a documentação eletrônica. Para isso, foram utilizados recursos como a digitalização de documentos, a construção de um sistema para a gestão eletrônica de toda a documentação da Agência, assim como a definição dos fluxos para produção, classificação, avaliação, tramitação e arquivamento dos documentos. O programa foi um sucesso e atingiu, em sua fase inicial, a marca de 20 milhões de folhas digitalizadas.

 

ICTQ – Ainda na questão do tratamento das informações, o senhor foi o responsável pelo acesso eletrônico?

Dirceu Raposo de Mello – Sim. Nós instituímos, em nossa gestão, a Plataforma Eletrônica de Serviços em Vigilância Sanitária. Abrangendo inúmeros recursos e possibilidades, a plataforma passou a atuar em diversas frentes e de variadas formas, buscando atender às necessidades identificadas pela Anvisa no que se refere à gestão da informação. O primeiro passo dado naquela época foi o embrião para a implantação do registro eletrônico de medicamentos.

Ressalte-se que, por estarmos conscientes da importância da pesquisa em vigilância sanitária e preocupados com as ações desenvolvidas nesse sentido, criamos, em 2006, a Comissão de Pesquisas em Vigilância Sanitária (Copesq), para delinear a estrutura do plano estratégico de pesquisa nesse campo de atuação, além de promover a articulação com órgãos de fomento e instituições de pesquisa, contribuindo para a expansão da produção técnico-científica em vigilância sanitária. No ano seguinte, apresentamos o Plano Estratégico de Pesquisa em Vigilância Sanitária, o Pep-Visa, para orientar e incentivar a pesquisa na área, além de buscar a transparência e o aperfeiçoamento da aplicação dos recursos nesse setor.

Outro exemplo: criado em 2008, o Diretório de Conhecimento em Vigilância Sanitária, DCVisa, é um serviço de governo eletrônico que permite aos integrantes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e aos demais profissionais que se relacionam com a vigilância sanitária, o registro de seus conhecimentos, experiências e capacitações nessa área da saúde.

ICTQ – Como o senhor conseguiu que a Anvisa se tornasse referência também para outros países?

Dirceu Raposo de Mello – Mais uma vez quero ressaltar que a visibilidade e o respeito conquistados pela Agência não são frutos de uma pessoa ou de uma só gestão, são frutos de toda uma equipe envolvida e competente que se dedica a isso e da qual tenho muito orgulho de ter feito parte. Mas respondendo a sua pergunta, além dos avanços ocorridos em âmbito nacional, a regulação e a avaliação econômica de medicamentos no Brasil também obtiveram grande destaque internacionalmente, tornando-se referência para muitos países. Por exemplo, em 2007, representantes dos governos do Uruguai, da Colômbia e da República de Cabo Verde visitaram a Agência para conhecer o nosso trabalho na área.

No ano seguinte, foi a vez de Cuba, que veio representada pelo Centro para Controle Estatal de Qualidade de Medicamentos (Cecmed). Ainda em 2008, a Agência recebeu representantes de Moçambique. Além de conhecer detalhadamente o papel da Anvisa na regulação e monitoramento econômico de medicamentos, alguns desses países também estabeleceram termos de cooperação técnica, como é o caso de Cuba, Cabo Verde e Moçambique.

 

13 – Ainda na linha internacional, a Anvisa também se aproximou da FDA?

Dirceu Raposo de Mello – Bem lembrado! Em setembro de 2010, a Anvisa e a FDA – uma das principais entidades reguladoras do mundo – anunciaram em Washington um termo de confidencialidade, possibilitando uma maior aproximação nas áreas de inspeção, registro e vigilância pós-mercado. Na prática, a medida visava melhorar as trocas de informações sobre medicamentos e produtos médicos, e talvez no futuro diminuir a necessidade de inspeções e acelerar a avaliação sobre entrada e retirada de produtos do mercado.

O acordo com a mais antiga agência de regulação do mundo expressa um reconhecimento da qualidade do nosso trabalho, tanto é que a diretora Adjunta de Programas Internacionais da Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, Lou Va ldez, disse: “Ficamos muito honrados em receber a delegação de alto nível da Anvisa na sede da FDA. Durante nosso encontro, o então diretor-presidente Dirceu Raposo e a presidente Hamburg assinaram um acordo entre a Anvisa e a FDA para compartilhar informações confidenciais, com o objetivo de fortalecer a cooperação entre as duas agências para proteger e promover a saúde e a segurança de nossas populações. A FDA tem muito a aprender com a Anvisa. Na verdade, nós podemos aprender muito uns com os outros. Por isso, nós nos dedicamos a trocar informações sobre nossas respectivas estratégias e processos regulatórios”.

ICTQ – O senhor poderia dizer que sua atuação foi uma das mais frutíferas da história da Agência?

Dirceu Raposo de Mello – Não desejo e nem devo ser pretencioso a tal ponto. Credito o sucesso daquele período a todo o grupo de colaboradores que nos acompanharam naquela jornada. Eu diria que minha atuação foi pautada por um impulso transformador e realizador. Meus parceiros podem confirmar isso. Um excelente exemplo é o depoimento do gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur: “Como dizer para a sociedade que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faz muito mais que publicar normas sobre medicamentos e fiscalizar? Esta pergunta orientou a parceria com a Pastoral da Criança, que se iniciou em maio de 2005. Com linguagem simples, direta e inovadora, construímos uma estratégia de comunicação e materiais educativos que levaram informações sobre saúde, higiene e prevenção às comunidades mais pobres do Brasil. Falamos das diversas áreas de atuação da Anvisa. Mostramos como a Vigilância Sanitária faz parte do cotidiano das pessoas. Utilizamos os meios de comunicação de rotina da Pastoral da Criança, como jornais e as parcerias com mais de duas mil rádios espalhadas pelo país. A notícia chegou aos lugares mais distantes, e mudou o jeito das pessoas falarem sobre a Vigilância”.

Para saber mais sobre o tema, acesse o relatório da Anvisa: Gestão 2005-2010 – principais realizações

Matéria publicada no Portal de Notícias do ICTQ.

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