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PESQUISADORES DESENVOLVEM COMPOSTO QUE INIBE MELANOMA

PESQUISADORES DESENVOLVEM COMPOSTO QUE INIBE MELANOMA

Uma equipe internacional de pesquisadores de cinco universidades desenvolveu um novo composto que é uma esperança para tratamento do melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. “Segundo o estudo, o composto Corin inibe com sucesso o crescimento de células de melanoma ao direcionar proteínas modificadoras epigenéticas específicas dessas células”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa, anunciada no começo desse ano, teve colaboração de um time internacional de pesquisadores das instituições: Boston University School of Medicine, Johns Hopkins University, Università di Pavia, Harvard Medical School e University of Leicester.

No corpo humano, as células ligam e desligam os genes por meio de modificações químicas que alteram o DNA e as proteínas relacionadas. “Essas mudanças epigenéticas são contínuas e estão no centro de como as células saudáveis se transformam em células cancerígenas. Essas modificações contribuem para a capacidade do tumor de crescer indefinidamente, além de tornar as células tumorais resistentes a drogas e capazes de sobreviver a tratamentos”, afirma a médica. Mas, segundo a pesquisa, Corin visa especificamente essas alterações epigenéticas nas células e poderia, portanto, fornecer melhorias significativas em pacientes sem os efeitos colaterais indesejados. A pesquisa destaca que esse composto atua especificamente para inibir a atividade desmetilase e desacetilase nas células, dessa forma, Corin é particularmente atraente como um inibidor de modificações epigenéticas.

De acordo com a pesquisa, atualmente, existem poucos medicamentos epigenéticos em uso clínico, incluindo inibidores da histona desacetilase (HDAC 1), que são usados para tratar alguns linfomas, e inibidores da histona desmetilase (LSD1) que são usados para tratar algumas leucemias. Estes reagentes não têm sido mais amplamente úteis em canceres devido à janela terapêutica limitada e efeitos secundários indesejáveis.

Segundo um dos autores, o médico dermatologista, Rhoda Alani, da Universidade de Boston, a expectativa é a de que “este novo composto terá eficácia significativa em melanomas humanos e outros tipos de câncer, seja como terapia autônoma ou em combinação com outras terapias direcionadas ou baseadas no sistema imunológico", explicou.

A pesquisa

Para avaliar a eficácia deste novo composto, os pesquisadores primeiro testaram usando um sistema de cultura celular para avaliar a biologia celular do melanoma in vitro e descobriram que vários processos associados ao câncer foram afetados, incluindo crescimento celular, diferenciação e migração. O composto foi então testado num modelo experimental para o melanoma e descobriu-se que inibe significativamente o crescimento de células tumorais sem toxicidades apreciáveis.

Os pesquisadores acreditam que existem outras entidades patológicas, além de cânceres, que podem ser significativamente afetadas por terapias epigenéticas direcionadas. Mais notavelmente, espera-se que as doenças mediadas pelo sistema imunológico sejam significativamente influenciadas por tais reagentes, uma vez que as mudanças epigenéticas têm sido amplamente notadas como influenciando o sistema imunológico.

Dados

Melanoma é o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2018 são estimados 2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres. Com relação ao câncer de pele não-melanoma, estimam-se 85.170 casos novos de câncer de pele entre homens e 80.410 nas mulheres para o ano de 2018.

De acordo com Claudia Marçal, embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho).

"O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa", alerta a dermatologista. Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua.

Diagnóstico Precoce

Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença, segundo a SBD. Ensinar o paciente a fazer o autoexame é fundamental! Ele deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, têm mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras. Quem tem lesões em áreas de atrito, como área da peça íntima, soutien, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo, também deve seguir as instruções. A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando.

As dicas para o paciente realizar o autoexame são:

  • Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
  • Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.
  • Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
  • Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
  • Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o soutien. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
  • De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.
  • Sentada (o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
  • Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.
Lesões preocupantes

Para saber se uma lesão é mais preocupante, e o paciente deve ser encaminhado para o atendimento médico, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. "Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm", comenta Claudia.

Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura. "Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente", informa a dermatologista.

10 PASSOS PARA DISPENSAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS NAS FARMÁCIAS

 

POR EGLE LEONARDI

A desinformação da população brasileira sobre o uso racional de antibióticos é preocupante e, em alguns casos, chega a ser considerada até motivo de piadas! Um exemplo disso foi a viralização, nas redes sociais, do depoimento de uma jovem, em um talkshow da Rede TV, afirmando que havia engravidado de um antibiótico. Claro que houve uma abordagem sensacionalista sobre o tema, mas o fato é que alguns antibióticos diminuem ou anulam o efeito dos anticoncepcionais orais. O pior é que, no programa, em momento algum isso foi mencionado ou lembrado. Essa matéria foi desenvolvida por mim, com exclusividade para o portal de Notícias do ICTQ.

Outro exemplo factual do consumo irracional de antibióticos está na pesquisa do ICTQ, realizada em 2014. O estudo apontou que 18,4% dos brasileiros pesquisados em 16 capitais consumiram antibióticos sem prescrição médica e sem a orientação farmacêutica nos 12 meses que antecederam a pesquisa. A capital com o maior índice desse consumo irregular foi Goiânia (GO), com 33%.

PAPEL DO FARMACÊUTICO

Frente a tanta desinformação e uso irregular desse tipo de medicamento, ficam as perguntas: o que fazer para ampliar a informação à população sobre o uso racional de antibióticos? Qual é o papel do farmacêutico na dispensação desse tipo de medicamento na farmácia? Quais passos ele deve seguir na orientação ao paciente?

O professor do ICTQ, Alexandre Massao Sugawara, que ministra Farmacologia e Atenção Farmacêutica diz que a dispensação de antibióticos em farmácias e drogarias públicas e privadas se dá mediante a retenção da segunda via da receita, devendo a primeira via ser devolvida ao paciente. “Mais que isso, o papel do farmacêutico em suas atribuições clínicas deve observar as metas da farmacoterapia ideal, assegurando um uso necessário, aderente, efetivo e seguro. A prescrição inadequada, falhas de adesão e inefetividade terapêutica podem levar ao desenvolvimento de resistências bacterianas. Cabe ao farmacêutico observar em seguimento farmacoterapêutico tais aspectos da farmacoterapia e propor intervenções farmacêuticas”, fala Sugawara.

Ele afirma que a intervenção em uma prescrição desnecessária de antibióticos deve ser baseada em diretrizes e protocolos clínicos que subsidiem o médico prescritor para uma reanálise. As falhas de adesão podem ser minimizadas com melhoria do conhecimento e colaboração do paciente ao tratamento. Além disso, ferramentas de suporte, como adesivos de lembrança e símbolos de horário, são bem-vindos.

DEVIDAMENTE REGISTRADO

A inefetividade terapêutica é sinal de baixa sensibilidade ao antibiótico à cepa do micro-organismo infectante, aqui novamente um encaminhamento ao médico prescritor se faz necessário. As inseguranças clínicas devem ser sempre monitoradas pelo farmacêutico. Este acompanhamento deve ser registrado em prontuário na farmácia. “Alguns transtornos menores associados ao uso de antibióticos, como diarreias e náuseas, podem ser tratados com prescrição farmacêutica. Queixas e sintomas mais graves e prolongados, sobretudo em gestantes e crianças, devem ser encaminhadas ao médico”, afirma o professor.

A farmacêutica Michelle Dweck lembra que a política para retenção de receitas prescritas de antibióticos vem por um histórico de uso indiscriminado de maneira incorreta. Assim, cabe aos farmacêuticos orientar o seu uso, isto é, fazer uma boa dispensação, fornecendo orientação no ato de entrega e da venda do medicamento. É ela quem indica os 10 passos na hora de dispensar antibióticos, com a resalva de que o tópico 4 é uma contribuição especial do Farmacêutico Jauri Siqueira.

ACOMPANHE OS 10 PASSOS

1 – Certifique-se de que a prescrição está legível. Caso positivo, veja se está com a dose correta (de acordo com a dose usual). Caso haja ilegibilidade lembre-se de que isto invalida a prescrição, mas é possível tentar entrar em contato com o prescritor para validar a receita. Isso ajuda a todos os lados, prescritor, paciente e farmácia.

2 – Verifique se a prescrição está datada, dentro do prazo de validade para uso e tempo de tratamento. A receita de antimicrobianos é válida em todo o território nacional, por dez dias, a contar da data de sua emissão. Em situações de tratamento prolongado a receita poderá ser utilizada para aquisições posteriores dentro de um período de 90 dias.

3 – Complete com dados do paciente e do prescritor. No ato da dispensação, devem ser registrados nas duas vias da receita os seguintes dados: I – a data da dispensação; II – a quantidade aviada do antimicrobiano; III – o número do lote do medicamento dispensado; e IV – a rubrica do farmacêutico, atestando o atendimento, no verso da receita. As receitas e notas fiscais de compra devem ficar retidas pelo prazo de dois anos para fins de fiscalização sanitária. A dispensação é na quantidade adequada, porém não é permitido o fracionamento.

4 – O intercâmbio. A troca de medicamentos, assim como a dispensação de controlados, é atividade privativa do farmacêutico, devendo ser registrada no verso da receita conforme preconizado pela legislação e autorizada pelo mesmo. Alertamos que caso o prescritor no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, os responsáveis pelas prescrições devem adotar obrigatoriamente a DCB, ou na sua falta, a DCI. Nos serviços privados de saúde, a prescrição ficará a critério do prescritor, que pode utilizar o nome genérico ou comercial. Caso tenha alguma restrição à substituição do medicamento de marca pelo genérico correspondente, o prescritor deve manifestar claramente sua decisão, de próprio punho, de forma clara, incluindo no receituário uma expressão como “Não autorizo a substituição”.

5 – Informe o paciente sobre a troca: o medicamento genérico passa por testes de bioequivalência e biodisponibilidade e temos grande confiança em sua segurança e eficácia – Cabe a você farmacêutico, informar ao usuário dessa garantia de segurança.

6 – Antibiótico com leite. Explique ao paciente que é lenda urbana o fato de que, ao tomar o antibiótico com leite, o medicamento não vai prejudicar o estômago. Dependendo do antibiótico, na verdade, não haverá a absorção nem do antibiótico nem mesmo do cálcio do leite.

7 – Antibiótico com água. Antibiótico, e qualquer outro medicamento, se toma com água. O ideal é utilizar um copo de, ao menos, 200 mL.

8 – Horários – Indique ao usuário para ter cuidado também com os horários, pois se o antibiótico foi prescrito de oito em oito horas, ele não deve ser tomado no café da manhã, no almoço e no jantar. Temos que manter os picos do medicamento para garantir o seu efeito. Oriente sempre para que o medicamento seja ingerido nos horários corretos. Vale dar a dica de usar despertador, lembrete no celular ou até aplicativos que ajudam neste tipo de tratamento.

9 – Oriente às mulheres em idade fértil, que utilizam como único método contraceptivo a pílula anticoncepcional, principalmente as de baixo teor de hormônios, que seu uso concomitante ao antibiótico reduz o efeito da pílula. Isso pode gerar uma gravidez indesejada. Sugira o uso de outro método anticoncepcional, além da pílula, como o preservativo durante o tratamento com antibiótico.

10 – Diga ao usuário para evitar as bebidas alcoólicas, que podem ter grandes interações com os antibióticos, pois ambos são metabolizados no fígado, em sua grande maioria.

Matéria publicada no Portal do ICTQ.

96% RECLAMAM DO ATENDIMENTO EM SAÚDE

Segundo um estudo publicado no Journal of Medical Practice Management, com 35 mil avaliações, 96% das reclamações de uma prestadora de serviços de saúde são relacionados ao atendimento ao cliente e apenas 4% são sobre a qualidade do serviço ou erro em diagnósticos. Na contramão desse resultado – com atendimento mais próximo e acessível – a farmácia no Brasil pode desempenhar importante papel nos cuidados com o paciente.

De acordo com o estudo “2018 Global Health Care Outlook: The evolution of Smart Healh”, os gastos globais com cuidados com a saúde devem aumentar a uma taxa anual de 4,1% entre 2017 e 2021. No entanto, o aumento dos gastos nem sempre vão gerar melhores resultados e maiores receitas para o setor.

Espera-se que, até 2020, as despesas com saúde nas principais regiões do mundo deverão chegar a US$8,7 trilhões. Para compensar a redução de margens, muitas organizações buscam novas medidas de redução de custos e exploram novas fontes de receita, porém, com o que está sendo fornecido, não é o que está acontecendo.

Desde 2016, segundo a CNBC, cerca de 66% das empresas seguradoras relataram perdas em suas vendas de plano de saúde e, entre 52% e 77% dos pacientes considerariam trocar de plano por motivos que não envolvem procedimentos médicos.

O que os pacientes esperam?

Um estudo da Mckinsey explica que os pacientes esperam que todas as instituições possam:

  1. Oferecer um bom atendimento ao paciente
  2. Cumprir com as expectativas do serviço
  3. Tornar a vida mais fácil
  4. Oferecer um grande valor em termos de serviço

Sabe-se como é fundamental tratar pacientes com compaixão e empatia, mas nem tudo conspira a favor. Com a pressão de ser extremamente eficiente e produtiva com poucos recursos, a equipe de atendimento muitas vezes não consegue entregar a experiência humanizada e personalizada que os pacientes esperam, fazendo com que a instituição passe uma imagem negativa.

Fornecer um excelente serviço de atendimento ao cliente é um desafio em todos os segmentos de negócios, mas os desafios são muito mais complexos na prestação de serviços no ramo da saúde.

O atendimento ao cliente como vantagem competitiva para o setor de saúde

Segundo a Deloitte, uma melhor experiência do paciente pode ajudar a melhorar as operações internas e as finanças. Instituições que possuem taxas de satisfação altas tem uma performance financeira 60% melhor que as que possuem taxas moderadas, porém, segundo o Observatório da Anahp de 2017, o índice de satisfação dos brasileiros com o setor de saúde é de 59%. Pesquisas sobre NPS fora do Brasil mostraram que nos EUA e na África do Sul possuem um NPS acima de 94%.

E na percepção dos pacientes, o atendimento tem se tornado cada vez mais um diferencial.

Como sair na frente?

De acordo com o Global Health Care Outlook, estudo sobre os consumidores de prestadoras de serviços de saúde nos EUA, a principal prioridade para os pacientes é o atendimento personalizado, incluindo uma comunicação clara e sensível.

Segundo o estudo, as instituições de saúde podem fornecer esse tipo de atendimento se envolvendo melhor com os consumidores e elevando a experiência do paciente usando soluções digitais para auxiliar seu acesso à informação buscada.

Cerca de 72% dos internautas buscam informações sobre questões médicas.

Para reforçar essa tendência, um estudo da Accenture aponta que apenas 40% das instituições de saúde conseguiam medir o impacto das ações de atendimento/engajamento dos pacientes e 70% dos pacientes julgam importante conseguir marcar, alterar ou cancelar os procedimentos pela internet.

A experiência do cliente no setor de saúde está enfrentando uma série de mudanças com o crescimento da participação da interação por canais digitais.

Os usuários digitais estão se tornando, cada vez mais rápido, a maior parte da base de pacientes das instituições de saúde e, provavelmente, esse público se frustra com as experiências de atendimento. A digitalização que ele encontra em outros setores dificilmente ele encontra na área da saúde.

Com isso, o agendamento de consultas pelo telefone acaba se tornando complicado e longo e, como o tempo das pessoas está cada vez mais escasso, esses pacientes vão procurar outros lugares para concluírem seus procedimentos.

O agendamento por outras vias pode trazer benefícios e otimizações de processos nas instituições que são instaurados.

Índices que sofrem impacto da otimização por processos digitais:

Enquanto um agendamento via telefone dura aproximadamente 15 minutos, quando feito por canais online tem um gasto médio de 2 minutos.

Em uma análise rápida, segundo a Anahp, em 2016 foram realizados 66.702.033 exames. Se os pacientes tivessem acesso à canais digitais, quantos mais teriam sido marcados?

Fonte:  NeoAssist

É POSSÍVEL COLETAR SANGUE NA FARMÁCIA?

 

É possível colher sangue na farmácia para fazer exames? A Anvisa possui dois regulamentos que devem ser considerados para responder a questão.  A RDC 302/2005, que regula o funcionamento de laboratórios clínicos, informa que na fase de solicitação da análise, denominada fase pré-clínica, deve-se ter no cadastro a informação de quem foi o solicitante do exame, não restringindo a um profissional ou a outro.

Vale salientar que a RDC não traz a exigência de pedido médico para a realização de exames, fala apenas que no laudo deve constar o solicitante. É fato: na Anvisa não há exigência de prescrição médica para o exame de sangue.

Porém, não é possível negar que haja uma disputa de conselhos. O Conselho Federal de Medicina (CFM) defende que só o médico pode requisitar, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) fala que enfermeiro pode solicitar no âmbito de programas de saúde. Há controvérsias também entre os conselhos de nutrição, farmacêuticos, biomédicos, entre outros.

A RDC 44/2009, que dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias, permite a aferição apenas da glicemia capilar como parâmetro bioquímico. A resolução inclusive considera que as medições do parâmetro bioquímico de glicemia capilar devem ser realizadas por meio de equipamentos de autoteste, onde não há coleta de sangue da forma usualmente feita em laboratórios clínicos, mas uma amostra pequena, em geral uma gotícula de sangue.

Porém, as Visas estaduais e municipais, que autorizam o funcionamento das farmácias e podem fazer normas suplementares,  podem autorizar, sim.

Laboratório longe da farmácia

Nesse sentido, é importante acrescentar que o § 2º do artigo 18 da Lei 5991/1973 coloca que a “farmácia poderá manter laboratório de análises clínicas, desde que em dependência distinta e separada, e sob a responsabilidade técnica do farmacêutico bioquímico”.

Assim, o posto de coleta pode funcionar na farmácia desde que devidamente autorizado pela vigilância sanitária local e respeitando o descrito na Lei 5991/1973 e na norma vigente sobre o funcionamento desse serviço, a RDC 302/2005.

Neste caso, a farmácia pode realizar exames, mas nem sempre os faz! Segundo o farmacêutico, mestre e doutor em Farmacologia, coordenador e professor de Pós-Graduação, autor de livros e consultor empresarial, Marcelo Polacow, os laboratórios não veem com bons olhos essa atividade. A farmácia seria mais um ponto de competição para eles. A realização de exames é uma reserva de mercado dos laboratórios.

“A tendência nas farmácias não é ser um ponto de coleta de material para os laboratórios. O mais importante para esses estabelecimentos é a realização dos testes rápidos – que é uma tendência mundial – e evita o deslocamento desnecessário do paciente. Importante ressaltar que esses testes rápidos servem para monitoramento e não para disgnóstico”, finaliza Polacow.

 

PRATI-DONADUZZI ENTRA NO MERCADO DE ALIMENTOS FUNCIONAIS

Pesquisas globais apontam que cerca de 40% a 60% da população brasileira sofrem com a intolerância à lactose. É fato que o consumo de leite e seus derivados seja comum no cotidiano dos brasileiros, pois esses alimentos são considerados benéficos, e até mesmo  indispensáveis. O problema é que, com o passar do tempo a lactase, enzima responsável pela absorção do açúcar presente no leite, diminui sua eficácia, e pode acarretar problemas como gases, diarreia e dores abdominais – sintomas da intolerância à lactose.

Há diferentes tipos de manifestações de intolerância. A congênita ocorre devido a um problema genético e raro, quando a criança não consegue produzir lactase. A primária é permanente e genética, desenvolve-se naturalmente ao longo do tempo, diminuindo a produção de lactase. A secundária, por sua vez, é temporária devido a lesões no intestino. Se houver cura e o tratamento da lesão for feito da forma correta, a lactase é recuperada, caso contrário a condição pode se tornar permanente.

Prati-Donaduzzi entra na briga por esse mercado

A maior produtora de medicamentos genéricos do Brasil (IMS Health MAT Dezembro/2017 PMB + NRC/Doses Terapêuticas), lança o Sensilatte, alimento funcional que auxilia na digestão da lactose presente nos alimentos. Os comprimidos possuem tecnologia orodispersível patenteada que dissolve na boca sem a necessidade de ingestão da água, o produto conta as opções sem sabor e baunilha. Além disso, o blister fracionado permite que o paciente destaque e leve consigo a quantidade necessária.

Para o Diretor-Presidente da Prati-Donaduzzi, Eder Maffissoni, o comprimido permite que o leite volte a fazer parte da dieta dos brasileiros que convivem com a intolerância. “Entramos no mercado de alimentos funcionais com um produto inovador e que oferece mais opções para quem precisa. Nosso objetivo é proporcionar uma rotina em que o leite não seja um problema”, explica.

O produto também é uma das grandes conquistas da farmacêutica paranaense por ser a primeira molécula de pesquisa e desenvolvimento da empresa no segmento de alimentos funcionais. “Investimos em nossa área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para oferecer produtos com qualidade e eficácia. O Sensilatte é um dos resultados desse investimento e marca nossa entrada neste mercado, que é promissor e oferece muitas oportunidades”, frisa o executivo.

Para os que sofrem com os sintomas e ainda suspeitam serem portadores da intolerância à lactose, a Prati-Donaduzzi preparou um quiz do Sensilatte que reúne informações importantes sobre o tema e pode auxiliar a identificação do problema. Vale ressaltar que os resultados apresentados não são um diagnóstico final. Os pacientes devem procurar um médico de confiança para análise completa de cada caso.

A Prati-Donaduzzi, indústria farmacêutica especializada no desenvolvimento e produção de medicamentos genéricos e similares, é a primeira no país a comercializar os medicamentos fracionáveis. Com sede em Toledo, oeste do Paraná, tem mais de 4 mil colaboradores e possui um dos maiores portfólios de medicamentos genéricos do Brasil. Produz, em média, 12 bilhões de doses terapêuticas por ano.

MUDANÇA NO DNA PODE CURAR CÂNCER

O Congresso Anual do AAD (Academia Americana de Dermatologia), realizado nos Estados Unidos, mostrou que estamos muito próximos de ‘tratar o DNA’. Pesquisas mundiais com novas tecnologias para ‘edição do genoma’ conferem um novo fôlego ao tratamento do câncer de pele e de doenças crônicas de pele, como psoríase, vitiligo, lúpus, entre outras. . “Por meio da técnica de edição CRISPR-Cas9, há uma esperança em retirar as sequências defeituosas do DNA, fazendo uma espécie de reparo, que seria um importante avanço no tratamento dermatológico de doenças crônicas de pele”, afirma a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. O estudo foi apresentado por Jennifer A. Doudna, PhD, professora de química, molecular e biologia celular na Universidade da Califórnia. A especialista tem um extenso trabalho de pesquisa de câncer.

De acordo com a dermatologista Thais, o CRISPR é uma sigla em inglês para ‘grupos de repetições palindrômicas curtas regularmente espaçadas’. “Ele é um mecanismo natural do qual as bactérias se protegem de infecções virais. Ela incorpora uma cópia do DNA estranho e cria um registro de todos que tentam invadi-la. Cada vez que um novo micro-organismo intruso é identificado, a bactéria recorre a esse registro e usa isso para destruí-lo”, explica ela. Nos últimos anos, houve uma tentativa de adaptação do mecanismo para a edição do genoma humano, o que traria um potencial de curar doenças e aperfeiçoar organismos. Isso é possível por meio da ‘imunidade adaptativa’, com ação semelhante à das bactérias.

Além das configurações clínicas, a ferramenta CRISPR abre as portas para outras aplicações. Atualmente, ela está sendo usada em ensaios em animais para fornecer benefícios para a saúde humana, especificamente em fazer órgãos de crianças doadoras apropriados para adultos, e mudança de DNA na edição germinal de células de vida para transmitir às gerações futuras. “Embora esta aplicação possa ter impactos significativos no tratamento de doenças crônicas, ela enfrenta um desafio com relação às questões éticas”, comenta Thais.

Entenda algumas doenças de pele

Psoríase – doença autoimune, não transmissível e que causa lesão na pele com descamações e vermelhidão. Estima-se que cerca de 2% da população mundial sofra com a doença. “A psoríase é uma inflamação — onde os anticorpos começam a bombardear (agredir) os queratinócitos (célula produtora de queratina – proteína morta que reveste e forma o estrato córneo). Em resposta a essa agressão, os queratinócitos começam a se proliferar, multiplicando-se de maneira muito mais rápida e não ocorre o processo natural de descamação, por isso existe a formação das crostas”, explica a dermatologista. Então, acontece inicialmente a lesão inflamatória, pela dilatação dos vasos sanguíneos levando a uma mácula, uma mancha vermelha. Existe o processo inflamatório, que leva à formação das crostas, que na verdade são escamas prateadas. E posteriormente, ainda em uma fase mais importante, há o orvalho sangrento que ocorre com a remoção das crostas, as escamas, e ocorre um processo de micropontos de sangramento no local. Segundo a médica, não há cura, e sim controle das manifestações clínicas. As opções terapêuticas são variadas, dependendo do grau da doença, podendo ser só local com hidratação, uso de corticoides, biológicos injetáveis, medicações via oral, fototerapia, terapia sistêmica convencional ou terapia biológica.

Vitiligo – doença caracterizada pela perda da coloração da pele. “As lesões formam-se devido à diminuição ou à ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo”, afirma a médica. O tratamento tem por objetivo estabilizar o quadro, freando o aumento das lesões, e também a repigmentação da pele. Existem medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas como tacrolimus derivados de vitamina D e corticosteroides.

Lúpus – doença crônica potencialmente grave que atinge qualquer parte do corpo, no momento em que o sistema imunológico começa a ver as células do próprio corpo como inimigas. Uma vez que qualquer órgão ou tecido pode ser afetado, os sintomas são inúmeros e os mais comuns são manchas avermelhadas na face, orelhas, decote e braços, e até queda de cabelo.

 

DRAUZIO VARELLA E PRATI-DONADUZZI, JUNTOS CONTRA A AUTOMEDICAÇÃO

 

O quinto fascículo da série “Tudo sobre medicamentos” está no ar. Produzido pela Prati-Donaduzzi, a maior produtora de medicamentos genéricos do Brasil*, em parceria com o Dr. Drauzio Varella, o projeto valoriza os medicamentos genéricos apresentando suas vantagens e peculiaridades. O conteúdo está disponível para download gratuito.

Nesta edição, Drauzio Varella alerta sobre os perigos da automedicação excessiva e suas consequências. Além de distúrbios hormonais, a pessoa que abusa dos medicamentos pode ter espinhas, ganho de peso e até desenvolver problemas mais graves como dependência química e intoxicação medicamentosa. O volume esclarece que não é necessário prescrição médica para todas as vezes que sentir azia ou dor de cabeça, mas caso os sintomas persistam é recomendável procurar ajuda profissional.

Outro tema levantado nesta edição é o armazenamento e descarte correto de medicamentos, mas antes de tudo, chama a atenção para a data de validade que vem na caixa do produto. Também é comum encontrar, nos lares brasileiros, algum cantinho para armazenar medicamentos, a fim de ter um auxílio em momentos de dificuldade. Saiba que o local precisa seguir uma série de orientações para a conservação dos compostos. O procedimento para descarte também é algo que requer atenção. Todos esses detalhes são abordados pelo especialista no quinto fascículo.

É possível baixar gratuitamente o número cinco da série e acompanhar as próximas edições:
https://drauziovarella.com.br/genericos/tudo-sobre-medicamentos-volume-5-uso-consciente-de-medicamentos/. Os volumes 1, 2, 3 e 4 de “Tudo sobre medicamentos” estão no ar e podem ser encontrados no site do médico.

*Fonte: IMS Health MAT Dezembro/2017 PMB+NRC Doses Terapêuticas

A Prati-Donaduzzi, indústria farmacêutica especializada no desenvolvimento e produção de medicamentos genéricos e similares, é a primeira no país a comercializar os medicamentos fracionáveis. Produz, em média, 12 bilhões de doses terapêuticas por ano.

CIGARRO ELETRÔNICO PODE INDUZIR NÃO FUMANTES AO VÍCIO

 

 

Conhecidos por diversos nomes, dentre eles e-cigarette ou caneta vapor, o cigarro eletrônico surgiu como uma promessa de auxílio para quem deseja parar de fumar. O problema é que não existem estudos que comprovam a segurança na utilização do produto.

Em 2017, a Anvisa recebeu um documento de apoio da Associação Médica Brasileira (AMB) e das Sociedades Médicas a ela filiadas à proibição dos Dispositivos Eletrônicos no Brasil. O texto aborda quão nocivo pode ser o uso do cigarro eletrônico para a saúde do usuário. A AMB destaca, também, o poder do produto para atrair usuários jovens, instigando o hábito de fumar.

A alegação de trazer menos risco à saúde transmite a falsa sensação de segurança e pode induzir não fumantes a aderirem ao cigarro eletrônico. Os e-cigarettes também não têm comprovação de que promova a cessação de uso dos cigarros convencionais. Isso faz com que algumas pessoas façam o uso “dual”, ou seja, usam o cigarro eletrônico, mas não param de usar o cigarro convencional.

Ausência de conclusões

Resultados preliminares de uma pesquisa da faculdade de medicina da Universidade de Nova York indicaram que o cigarro eletrônico poderia aumentar o risco de danos ao coração, pulmões e bexiga. Porém, os resultados não são conclusivos, já que esse tipo de investigação pode levar alguns anos.

Da mesma forma, as evidências de que o uso do produto reduz os riscos para os fumantes ainda não estão claras e não há certeza dos benefícios e riscos da substituição do cigarro tradicional pelo uso de vaporizadores.

Proibição

Em 2016 foi publicada uma pesquisa que concluiu pela falta de evidências científicas sobre a segurança desses produtos. O estudo foi realizado em parceria entre o Ministério da Saúde – Instituto Nacional do Câncer (INCA), a  Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e a Anvisa.

Um Relatório da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT – OMS) convida os 181 países participantes da Convenção a proibirem Dispositivos Eletrônicos para Fumar.

No Brasil esses produtos estão proibidos desde 2009, quando foi publicada a resolução RDC 46/2009. Esta norma traz as seguintes proibições:

Art. 1º Fica proibida a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos, e-cigaretes, e-ciggy, ecigar, entre outros, especialmente os que aleguem substituição de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo e similares no hábito de fumar ou objetivem alternativa ao tratamento do tabagismo.

Cigarro convencional em queda

Os produtos fumígenos derivados do tabaco, como o cigarro convencional, são extremamente nocivos à saúde. Por ter uso secular e ser autorizado pela legislação nacional, a Anvisa não pode simplesmente banir o produto. Entretanto, diversas medidas sanitárias são tomadas para informar sobre os malefícios desses produtos à população.

Em 1989 o percentual de fumantes no Brasil era de 34,8% (Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição), índice que caiu ao longo dos anos devido ao combate ao tabagismo. Em 2016 o percentual de fumantes no Brasil foi de 10,2% (Vigitel, 2016).  Em cumprimento à Convenção Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT – OMS), ações são desenvolvidas para que o número de fumantes no Brasil continue em queda.

Fonte: Anvisa

 

COMO FAZER O GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS NA FARMÁCIA

O responsável técnico da farmácia deve  dar o destino correto aos resíduos gerados em seu estabelecimento. Ao não tomar as medidas certas, o proprietário pode ser devidamente responsabilizado. Por isso, é importante ficar atento às medidas de gerenciamentos de resíduos nas farmácias. Veja algumas dicas para não ter dor de cabeça com esse assunto.

O que é PGRSS?

O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde (PGRSS) é um documento que apresenta como devem ser tratados os resíduos farmacêuticos e hospitalares de um estabelecimento de saúde. É preciso que as determinações desse documento estejam em conformidade com a legislação sanitária.

Como cada região pode ter suas próprias determinações, é necessário que o responsável pela farmácia busque orientação junto a Vigilância Sanitária de sua região. Esse órgão é o responsável pela fiscalização do descarte de resíduos e saberá orientar corretamente sobre os procedimentos.

Além disso, existem empresas e consultorias especializadas para dar esse suporte. Essas empresas fazem a coleta e direcionamento dos materiais da farmácia, conforme orienta a legislação.

Como descartar os resíduos farmacêuticos corretamente?

Há algumas determinações gerais a respeito dos resíduos de farmácias que merecem a nossa atenção. Trata-se de orientações sobre o descarte de resíduos hospitalares ou farmacêuticos, que ajudam a entender como descartar corretamente esses materiais. Veja os tipos de materiais e as formas corretas de descarte:

1 – Sacolas específicas

Todo o lixo farmacêutico produzido proveniente da manipulação de medicamentos deve ser descartado no saco branco leitoso. Esse saco pode ter a capacidade de até 30 litros e precisa ter a identificação de “lixo hospitalar”, indicada pela presença da cruz vermelha e a escrita no pacote.

Quando for descartado seringas e outros materiais cortantes, as sacolas devem ser resistentes ao furo. Além disso, a embalagem de descarte deve apresentar a inscrição de “lixo biológico” e “perfurocortante”.

Para resíduos como gases, ataduras, algodão e outros a sacola deve ser de lixo biológico, impermeável e de cor bege.

Todas as lixeiras da farmácia para destinação desses prodgerenciamentos de resíduos, pgrss farmácia, pgrss drogaria, resíduos farmacêuticosutos devem possuir tampa, ser impermeável e resistente para evitar o contágio com os itens em seu interior.

2 – Coleta e descarte

A coleta do resíduo deve ser feita por empresa especializada, com veículo próprio e que siga as regras da vigilância sanitária.

A remoção desses materiais deve ser feita pelo menos uma vez por dia, a depender do volume de lixo produzido pela unidade.

O material coletado pode ser incinerado ou destinado a aterros sanitários específicos, ficando sob a responsabilidade da empresa coletora tomar essas medidas. Mesmo no caso de incineração, as cinzas e demais detritos provenientes da queima também devem ser destinados aos aterros.

Fonte: Espaço Farmacêutico

10 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS MAIS FREQUENTES

 

POR EGLE LEONARDI

As interações medicamentosas podem ser consideradas erros evitáveis? Sim e não! Sim, porque o farmacêutico (e o médico) deveria ter conhecimento das reações causadas pela combinação de medicamentos, alimentos, fitoterápicos etc. Não, porque na era da polifarmácia é comum que pacientes com doenças crônicas e que estejam usando até uma dezena de medicamentos diferentes não relatem o fato ao profissional de saúde, já que recebem receitas de prescritores de diferentes especialidades.

Vale lembrar que esse problema pode ser causado por alterações nos efeitos de um medicamento por conta do consumo concomitante de outro medicamento ou sua utilização juntamente com determinado alimento ou bebida. Embora em alguns casos os efeitos de medicamentos combinados sejam benéficos, é comum que as interações medicamentosas tendam a ser prejudiciais.

Quase todas as interações do tipo medicamento-medicamento envolvem itens de prescrição obrigatória, mas algumas incluem medicamentos isentos de prescrição (MIPs), como o ácido acetilsalicílico, antiácidos e descongestionantes.

Reações secundárias

Segundo o farmacêutico e professor, Fabricio Favero, a atuação de um fármaco pode ocorrer em diferentes tecidos, visto que esses ativos podem atingir diversos alvos moleculares. Por esse motivo, há reações secundárias ao efeito principal de interesse no tratamento com um princípio ativo.

“As interações podem ocorrer na fase farmacocinética (na movimentação do ativo, da absorção até excreção) e na farmacodinâmica (relacionado ao local de ação de um fármaco). As interações farmacocinéticas são as mais frequentes e influenciam de forma significativa a terapêutica medicamentosa”, explica ele.

Favero lembra que o farmacêutico deve verificar inicialmente o número de fármacos que o paciente faz uso e ele deve pesquisar os outros medicamentos, incluindo os fitoterápicos, além de suplementos alimentares: “Há medicamentos com fármacos associados (mais de um princípio ativo) e assim as possíveis interações devem ser verificadas”.

Desafios dos farmacêuticos

Favero é incisivo em afirmar que há desafios que devem ser encarados pelos farmacêuticos para minimizar os problemas com medicamentos. Ele destaca os três principais:

1 – Dedicação na pesquisa – Há a necessidade de o farmacêutico se dedicar durante o atendimento para a avaliação da interação. Há softwares e aplicativos para aparelho celular que realizam isso de forma a otimizar o trabalho. A atualização desses recursos deve ocorrer com frequência, pois se trata de um banco de dados que é enriquecido conforme as reações são registradas e documentadas.

2 – Interpretação cuidadosa – Nem todas as interações estão documentadas e são conhecidas. Isso quer dizer que há a possibilidade de ocorrer uma interação e ela ser interpretada erroneamente, como se fosse uma reação adversa dos fármacos envolvidos, e na realidade o que ocorreu foi uma manifestação da interação medicamentosa.

3 – Orientação assertiva – Além de verificar as possíveis interações, deve-se afastar as administrações de diferentes fármacos durante do dia. Orientar o paciente que ele deve utilizar os medicamentos com certo intervalo de tempo, a fim de evitar possíveis interações desconhecidas, lembrando que muitos pacientes, principalmente idosos, utilizam vários medicamentos ao mesmo tempo, o que ocasiona grandes chances de interações.

Segundo o farmacêutico, Diego Medeiros Guedes, como as interações entre medicamentos podem ser de caráter físico, químico, farmacocinético ou farmacológico, cabe ao farmacêutico conhecer as possíveis causas de interação e intervir quando necessário: no local de absorção (alterações na flora intestinal, motilidade intestinal e interação química direta), fora do organismo (mistura de medicamentos), durante a distribuição (ligação às proteínas plasmáticas e ligação a tecidos – o adiposo principalmente), nos receptores (ação nos receptores e em órgãos e sistemas), durante o metabolismo (indução enzimática e inibição enzimática), na excreção (difusão passiva – reabsorção e transporte ativo).

Exemplos de 10 interações medicamentosas

Para Favero, não há uma escala para classificar quais são as interações mais perigosas, pois elas estão dentro de um contexto de uso.  “A interação pode ser perigosa, mas pode não ser frequente. Mais importante é ressaltar as de maior frequência”, lembra ele, que cita alguns exemplos de interações.

1. Ácido acetilsalicílico (AAS) e captopril  O ácido acetilsalicílico pode diminuir a ação anti-hipertensiva do captopril.

2. Omeprazol, varfarina e clopidogrel – O omeprazol (inibidor da bomba de prótons) pode aumentar a ação da varfarina  e diminuir a ação do clopidogrel (antitrombóticos).

3. Ácido acetilsalicílico e insulina – O AAS pode aumentar a ação hipoglicemiante da insulina.

4. Amoxicilina e ácido clavulânico – A amoxicilina associada ao ácido clavulânico aumenta o tempo de sangramento e de protrombina (elemento proteico da coagulação sanguínea) quando usada com AAS.

5. Inibidores da monoamina oxidase (MAO) e tiramina (monoamina derivada da tirosina) – O inibidores da monoamina oxidase (tratamento da depressão) associada à tiramina (tyros = queijo) pode promover crises hipertensivas e hemorragia intracraniana.

6. Omeprazol e fenobarbital – O omeprazol usado com fenobarbital (anticonvulsivante) pode potencializar a ação do barbitúrico.

7. Levodopa e dieta proteica – Levodopa (L-dopa) – usada no tratamento da doença de Parkinson – tem ação terapêutica inibida por dieta hiperproteica.

8. Leite e tetraciclina – Os íons divalentes e trivalentes (Ca2+, Mg2+, Fe2+ e Fe3+) – presentes no leite e em outros alimentos – são capazes de formar quelatos não absorvíveis com as tetraciclinas, ocasionando a excreção fecal dos minerais, bem como a do fármaco.

9. Óleo mineral e vitaminas – Grandes doses de óleo mineral interferem na absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), β-caroteno, cálcio e fosfatos, devido à barreira física e à diminuição do tempo de trânsito intestinal.

10. Diurético e minerais – Altas doses de diuréticos (ou seu uso prolongado) promove aumento na excreção de minerais. Exemplo: furosemida, diurético de alça, acarreta perda de potássio, magnésio, zinco e cálcio.

Interações do bem

Há também as interações de efeito que ocorrem quando dois ou mais fármacos em uso concomitante têm ações farmacológicas similares ou opostas, atuando em sítios e por mecanismos diferentes. Podem produzir sinergismos ou antagonismos, sem modificar a farmacocinética ou o mecanismo de ação, como a potencialização do efeito sedativo dos hipnóticos e anti-histamínicos pelo uso do etanol.

“Deve-se considerar que há interações benéficas que são utilizadas como ferramentas da terapêutica, como o sulfametoxazol associado com trimetroprima, que produzem uma reação sinérgica para aumento do espectro antibacteriano”, comenta Favero.

Outro exemplo é a naloxona (antagonista opioide) usada no tratamento de intoxicações de fármacos opioides. Eles são utilizados intencionalmente para bloqueio da toxicidade dos opioides, em caso de superdosagem de opipoides, e depressão respiratória por essa substância.

 

Fonte: ICTQ


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