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EM PORTUGAL, ATENDIMENTO CLÍNICO É OBRIGATÓRIO NA DISPENSAÇÃO

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POR EGLE LEONARDI

 

Portugal é um país relativamente pequeno, situado no extremo sudoeste da Europa. Sua população gira em torno de quase 11 milhões de pessoas e seu PIB per capita é de pouco mais de R$ 80 mil.

Depois de seguidos anos de retração, o PIB português passa por um crescimento moderado. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística português, o PIB de Portugal teve um crescimento real de 2,8% no primeiro trimestre de 2017 em relação ao mesmo período no ano anterior, registrando assim a maior alta em 10 anos.

Já o valor do mercado farmacêutico em Portugal está avaliado em cerca R$ 1.263 bilhão (2015), segundo o Centro de Estudos Superiores da Indústria Farmacêutica (CESIF). O país dispõe de ótimas indústrias com excelentes condições e motivadas para aumentar o volume e a qualidade de trabalho.

Existem cerca de 150 empresas farmacêuticas correspondendo a mais de oito mil postos diretos de trabalho naquele país.

Foram os farmacêuticos do Instituto IdeHia, de Portugal, que forneceram as informações sobre a legislação farmacêutica do país: a diretora Científica  da entidade, Ana Paula de Almeida; e o consultor do  instituto, João Campos. Acompanhe:

1 – Regulamentação do comércio farmacêutico    

A atividade farmacêutica e o seu comércio são regulados pelo Ministério da Saúde por meio de três órgãos de domínio público: INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P.; ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica; e DGAV (Direção-Geral de Veterinária).

A área de atuação de cada um destes órgãos encontra-se bem definida de acordo com o tipo de produto farmacêutico, operando desde o desenvolvimento, produção, distribuição, prescrição e dispensa até à utilização. Esses órgãos colocam-se como interlocutores com as agências do medicamento e produtos farmacêuticos dos outros Estados-membros da União Europeia, bem como com a Agência Europeia do Medicamento e com a Comissão Europeia.

– INFARMED – organismo responsável pela avaliação, autorização, disciplina, inspeção e controle de medicamentos de uso humano, incluindo os medicamentos à base de plantas e os homeopáticos, e de produtos de saúde, compreendendo os cosméticos e de higiene corporal, e ainda os dispositivos médicos e dispositivos médicos para diagnóstico in vitro.

– ASAE – autoridade administrativa nacional especializada no âmbito da segurança alimentar e da fiscalização econômica, sendo responsável pela avaliação e comunicação dos riscos na cadeia alimentar e pela disciplina do exercício das atividades econômicas nos setores alimentar e não alimentar. No setor farmacêutico são responsáveis pelos suplementos alimentares e outros gêneros alimentícios.

– DGAV – tem por missão a definição, execução e avaliação das políticas de segurança alimentar, de proteção animal e de sanidade animal, de proteção vegetal e fitossanidade. Dentro das suas competências, se destacam as suas funções como a autoridade nacional do medicamento veterinário, outros produtos farmacêuticos destinados ao uso animal e de fitofarmacêuticos.

2 – Perfil das lojas

As farmácias em Portugal têm o dever de exercer a sua atividade na área da saúde e de interesse público, assegurando a continuidade dos serviços prestados aos usuários. Portanto, apesar de elas serem consideradas espaços de saúde de carácter privado, têm responsabilidades públicas bem definidas. Assim, independentemente do seu carácter comercial necessário para seu funcionamento, existe um elevado padrão de exigência no que diz respeito à ética profissional, centrando o atendimento na saúde e bem-estar do paciente.

Nenhum medicamento, tanto os sujeitos à prescrição médica como os não sujeitos à receita médica, pode estar ao alcance dos usuários. Apenas os suplementos alimentares, cosméticos e outros produtos de higiene e alguns dispositivos médicos é que podem estar ao seu alcance. Sempre que o produto farmacêutico é classificado como medicamento, ele deverá estar inacessível ao paciente, uma vez que o farmacêutico apenas poderá fazer a dispensa do medicamento caso este entenda que o seu uso será racional e necessário.

3 – Prescrição de medicamentos

A farmácia clínica deve ser realizada em qualquer dispensa de medicamento, sendo que durante o levantamento de uma receita médica deve-se promover a chamada dispensa ativa. Assim, o farmacêutico tem o dever de averiguar a necessidade, a segurança e o uso racional do medicamento para cada paciente. Quando este estudo é feito de um modo contínuo e documentado, então, esse atendimento é feito no âmbito de uma consulta farmacêutica. Essa consulta é realizada num espaço apropriado e em ambiente de consultório, promovendo um diálogo privado entre o farmacêutico e o doente.

Em Portugal, o farmacêutico não tem a capacidade legal de prescrição, sendo legalmente considerada como um ato médico. No entanto, o farmacêutico deve prestar um aconselhamento ativo na dispensa dos medicamentos que não necessitam de receita médica (MNSRM – medicamentos não sujeitos a receita médica). Este aconselhamento deve apenas ser realizado para sintomas menores (duração inferior a sete dias), sendo que em situações de sintomas maiores, ou na não resolução do sintoma menor após os sete dias, o paciente deve ser encaminhado para o médico.

4 – Propriedade da farmácia

Ao contrário do que acontecia há alguns anos, o proprietário da farmácia não tem de ser farmacêutico. No entanto, o papel da direção técnica da farmácia apenas pode ser assumido por um farmacêutico. O responsável máximo pela farmácia é o diretor técnico, sendo que este assume ou partilha qualquer atividade realizada pelos funcionários da farmácia. Na ausência deste, o farmacêutico substituto assume o seu papel de responsabilidade.

O aconselhamento farmacêutico é esperado em qualquer dispensa de produtos farmacêuticos, sendo que este está vinculado ao enquadramento legal da atividade farmacêutica e ao estatuto estabelecido pela Ordem dos Farmacêuticos. Do mesmo modo, o próprio espaço da farmácia é regulado, existindo áreas de características bem definas (área de atendimento, laboratório, cuidados farmacêuticos, sanitários, armazéns, entre outros), horários, licença de abertura, entre outros aspetos legais. O não cumprimento dessas disposições legais pode levar à aplicação de sanções pelo INFARMED.

5 – Presença do farmacêutico

A presença do farmacêutico é obrigatória em todas as horas de funcionamento da farmácia. Qualquer dispensa de um medicamento, mesmo aquela realizada pelo técnico de farmácia, é da responsabilidade do farmacêutico. Assim, a presença do diretor técnico ou do seu representante, farmacêutico substituto, é indispensável, tendo este a responsabilidade de assegurar o bom funcionamento da farmácia e de promover o uso racional do medicamento.

6 – Remuneração do farmacêutico

Existe em vigor um Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) acordado entre o Sindicato Nacional dos Farmacêuticos (SNF) e a Associação Nacional das Farmácias (ANF), em que há a categorização dos farmacêuticos, bem como a tabela salarial aplicável com indicação das remunerações mínimas mensais.

Tabela Salarial mínima

Diretor técnico – R$ 7.300 (1.975,35€)

Farmacêutico Grau I – R$ 5.600 (1.521,26€)

Farmacêutico Grau II – R$ 5.200 (1.399,19€)

Farmacêutico Grau III – R$ 4.600 (1.258,33€)

Farmacêutico Grau IV – R$ 4.400 (1.183,20€)

Farmacêutico Grau V – R$ 3.700 (1.000€)

O acesso a cada categoria se dá após a verificação do exercício efetivo de funções no grau anterior por um período de três anos.

Matéria publicada no Portal do ICTQ

NO IRAQUE, O FARMACÊUTICO MANIPULA POMADAS NO BALCÃO

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POR EGLE LEONARDI

 

Localizado no continente asiático, o Iraque é um país do Oriente Médio, cuja capital é Bagdá. Tem fronteira com a Turquia, Irã, Golfo Pérsico, Kuwait, Arábia Saudita, Jordânia e Síria. Sua moeda é o dinar iraquiano e possui duas línguas oficiais: árabe e curda.

Como consequência da invasão norte-americana e o bloqueio econômico imposto pela comunidade internacional e pela ONU, e culminado pela Guerra Civil (2006 – 2008), as três frentes que habitam o país impõem o medo e a desconfiança mútua.

Dessa forma, o Iraque está imerso em uma profunda crise econômica e social, além de uma instabilidade política. Com isso, amarga uma condição de miséria, piorada pelos altos índices de violência, corrupção e ausência de infraestrutura.

A economia iraquiana é dominada pelo setor petrolífero, o que tem proporcionado tradicionalmente cerca de 95% das receitas em divisas. A falta de desenvolvimento em outros setores resulta em 18% a 30% de desempregados (em uma população de 38 milhões) e um deprimido PIB per capita de 4 mil dólares.

Sobre o mercado farmacêutico, quem oferece mais detalhes é o farmacêutico, Mustafa Rashed Abouleinin, que, embora viva no Brasil, tem muito contato com os profissionais e os países da região. Acompanhe:

 

1 – Regulamentação do comércio farmacêutico      

É o Ministério da Saúde e o Sindicato de Farmácia que fazem a regulamentação do mercado farmacêutico no Iraque. Todos os preços dos medicamentos e de outros itens ligados à saúde são tabelados no país e os preços fixos são determinados por esses dois órgãos oficiais, exceto em alguns produtos importados.

As farmácias no Iraque são consideradas estabelecimentos de saúde. Não se vendem produtos alheios, como alimentos, roupas e sapatos. Há, porém, itens de higiene pessoal e cosméticos nas gôndolas. Os medicamentos nunca ficam ao alcance do consumidor nas farmácias iraquianas. Há uma sala específica para estoque. Como no Brasil, há uma área especial para medicamentos controlados, onde somente os farmacêuticos têm acesso.

As farmácias possuem mesas para instrumentos de laboratório que são usadas para formulação de algumas pomadas e cremes, no próprio ambiente da farmácia. Não é comum a presença de balcões, apenas mesas para atendimento à população. A manipulação dessas substâncias só pode ser feita por farmacêuticos.

2 – Prescrição de medicamentos

No Iraque, o farmacêutico não tem permissão para fazer a prescrição nas farmácias comunitárias, mas ele pode prescrever medicamentos para males menores apenas dentro dos hospitais. Nas drogarias, o profissional pode aplicar injeções, efetuar a mensuração de nível de glicose e medir a pressão arterial, entre outros serviços.

Para a dispensação de antibióticos, não há a exigência de prescrição médica, apenas para os medicamentos controlados.

3 – Presença do farmacêutico

Embora seja obrigatória a presença, por lei, do farmacêutico em período integral, segundo o entrevistado, não é raro encontrar um estabelecimento sem esse profissional, especialmente no período da noite.

O farmacêutico tem de ser o proprietário da farmácia e não há, no país, a presença de grandes redes de farmácia. Prevalece, mesmo, a estrutura de farmácias comunitárias independentes.

4 – Remuneração do farmacêutico

Por conta da instável situação econômica e política do país, é difícil precisar uma média salarial para o farmacêutico. Supõe-se que os ganhos de um profissional sejam entre R$ 800,00 e R$ 1.000,00.

 

Publicado no Portal de Noticias do ICTQ

NA COLÔMBIA, OS FARMACÊUTICOS GANHAM A PARTIR DE R$ 800

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Com uma população de mais de 47 milhões de pessoas, a Colômbia tem a 29ª maior população do mundo e a segunda maior da América do Sul, depois do Brasil. A Colômbia é o terceiro país mais populoso com a língua espanhola como idioma oficial (depois do México e da Espanha), e tem a quarta maior comunidade de língua espanhola no mundo, depois do México, Estados Unidos e Espanha.

A desigualdade de renda é prevalente e sua riqueza é mal distribuída. Seu PIB per capita é de US$ 8.100 (2015), com taxa de inflação em torno de 8% ao ano. Sua população abaixo da linha de pobreza está em 32,9% (2015), com taxa de desemprego em 10,1% (2016). A moeda do país é o peso colombiano.

Atualmente, a Colômbia é o quinto maior mercado farmacêutico da região, com taxa de crescimento anual em torno de 14%. Quem conta os detalhes sobre a legislação do país é o farmacêutico, Leandro Villanueva Bendek, que trabalha em uma farmácia em Bogotá, a capital da Colômbia.

1 – Regulamentação do segmento farmacêutico

A legislação na Colômbia é bastante complexa no que diz respeito aos medicamentos e à prática farmacêutica em drogarias e farmácias de manipulação. Essas questões são regulamentadas por dois órgãos, concomitantemente: o Mistério da Saúde e o Ministério da Proteção Social.

Os medicamentos de prescrição são isolados do contato direto com os pacientes. Já os de venda livre estão em gôndolas e são expostos no salão e nas partes mais visíveis do balcão.

As farmácias podem ser consideradas drugstores, no entanto, há farmácias que são chamadas de “entrega ou dispensação institucional”. Essas garantem a entrega de medicamentos aos pacientes do sistema básico de saúde da Colômbia. Vendem genéricos e esses medicamentos governamentais devem ter uma inscrição em sua embalagem que diz “uso institucional”. “Isso existe para evitar a comercialização desses produtos, no entanto, há um mercado negro que tira vantagem dos baixos custos de operadores ou laboratórios de vendas que fazem essa dispensação para distribuir em canais comerciais”, revela Bendek.

2 – Prescrição de medicamentos

Na Colômbia, há o farmacêutico (chamado de regente farmacêutico) e o auxiliar de farmácia, além dos vendedores ou balconistas. Eles só estão autorizados a dispensar medicamentos, mas não podem prescrever. Não há necessidade de retenção de receita para os antibióticos. Segundo Bendek, na prática, o que acontece é que o farmacêutico é quem recomenda, prescreve e formula os medicamentos, muitas vezes substituindo o médico.

De acordo com a lei colombiana, mais especificamente a Resolução 1403/2007, do Ministério da Proteção Social, que dispõe sobre a gestão dos serviços farmacêuticos, esses profissionais não poderiam prescrever. Os farmacêuticos podem:

1. Promover e incentivar estilos de vida saudáveis e uso adequado de medicamentos e dispositivos médicos.

2. Prevenir fatores de risco decorrentes do uso inadequado de medicamentos e dispositivos médicos, bem como problemas relacionados com o seu uso.

3. Dispensar medicamentos e dispositivos médicos, e informar aos pacientes sobre seu uso adequado.

4. Fornecer assistência farmacêutica aos pacientes, fazendo intervenções necessárias para o cumprimento da farmacoterapia prescrita pelo médico.

3 – Propriedade da farmácia

Para o proprietário da farmácia, não há a exigência de que ele seja farmacêutico. No entanto, para a aprovação de abertura ou transferência de farmácias em todo o país, deve haver uma distância mínima de 150 metros lineares entre as drogarias. Em shoppings ou centros comerciais, pode ser instituída uma farmácia a cada 100 lojas comerciais.

4 – Presença do farmacêutico

Ao longo do período de funcionamento de uma farmácia é necessária a presença de um farmacêutico permanentemente no estabelecimento. Ele também deve ser apoiado por um químico farmacêutico, como responsável técnico, que não permanece necessariamente no local, mas responde pela qualidade dos processos na farmácia. Além disso, há os auxiliares de farmácia e os vendedores no balcão.

5 – Remuneração do farmacêutico

Os salários dos farmacêuticos, na Colômbia, variam muito de acordo com a rede ou empresa para a qual trabalham, mas variam entre R$ 800,00 a R$ 2.500,00, o que inclui salário fixo e uma parcela variável de taxas ou recompensas e incentivos para promover produtos de marca própria e outros.

 

 

Matéria publicada no Portal de Notícias do ICTQ

NA RÚSSIA NÃO HÁ DRUGSTORES – SÓ SE VENDEM PRODUTOS PARA SAÚDE

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POR EGLE LEONARDI

 

A Rússia, pela primeira vez, irá sediar a Copa do Mundo da FIFA, em 2018. Será a 21a edição deste evento esportivo internacional de futebol masculino. Essa Copa do Mundo, a Universíada de Verão de 2013 e os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 são os primeiros eventos esportivos de importância mundial realizados na Rússia desde os Jogos Olímpicos de Verão de 1980.

É um sinal das mudanças culminadas com os investimentos financeiros no esporte e, principalmente, a ascensão econômica da Rússia após a dissolução da União Soviética, em 1991.

A Rússia fica no norte da Eurásia e tem cerca de 17 milhões de quilômetros quadrados, sendo o país com maior área do planeta, cobrindo mais de um nono da área terrestre. Tem 142 milhões de habitantes e um PIB per capita de pouco mais de US$ 9 mil.

Farmácia na Rússia é a Aптека России. Até muito pouco tempo, o máximo que a farmácia russa dispensava de medicamentos vindos de sua indústria nacional eram os genéricos – análogos de fármacos estrangeiros que perdiam a proteção patentearia.

Atualmente, há investimentos no setor e as empresas biofarmacêuticas russas anunciaram que, até 2020, serão capazes de atender a todo o calendário de vacinação nacional com vacinas russas e também suprir toda a lista de medicamentos essenciais e vitais com produtos nacionais, por conta da realização de pesquisas abrangentes e produção de medicamentos próprios, em conformidade com as normas internacionais de padrão de qualidade Good Manufacturing Practice (GMP).

Vale lembrar que o mercado farmacêutico russo ainda é tímido, avaliado em US$ 19 bilhões ao ano (bem aquém dos US$ 377 bilhões do mercado americano). Conheça três características importantes do mercado farmacêutico na Rússia:

1 – Regulamentação do mercado farmacêutico               

Todas as questões ligadas ao profissional são sujeitas ao controle e regulamentação do Sindicato Farmacêutico. Esse órgão está ligado ao Ministério da Saúde, que também legisla sobre os demais temas ligados à farmácia e ao comércio de medicamentos e correlatos.

Na Rússia, há os medicamentos prescritos e os isentos de prescrição, e nenhum deles fica ao alcance do consumidor, exceto alguns itens de gôndola como algumas pomadas e medicamentos que eles chamam de comerciais, como analgésicos e antigripais. No entanto, a grande maioria dos medicamentos fica mesmo atrás do balcão.

Não há venda de produtos que não sejam destinados à saúde. Não há drugstores. O que predomina nas gôndolas são os correlatos, os itens de higiene pessoal, cosméticos e dermocosméticos.

Há, na Rússia, um tipo bem específico de farmácia, que costuma ser federal ou estadual, e é baseada apenas na oferta de produtos manipulados.

2 – Sobre os Farmacêuticos na Rússia

Os farmacêuticos russos não prescrevem medicamentos. Eles apenas realizam os aconselhamentos relativos ao uso correto dos medicamentos e prestam poucos serviços farmacêuticos. No entanto, o forte é mesmo a dispensação.

A presença do farmacêutico é obrigatória nas farmácias em todo seu período de funcionamento, e a legislação é rígida nesse sentido. O controle é feito por um órgão exclusivo do Ministério da Saúde.

3 – Remuneração do farmacêutico

O proprietário da farmácia costuma ser bem remunerado para os padrões locais. Geralmente, o farmacêutico empreendedor (dono do estabelecimento) ganha entre R$ 13.000,00 e R$ 16.000,00. Já o farmacêutico empregado da farmácia recebe por volta de R$ 1.000,00.

 

 

Matéria publicada no Portal do ICTQ.

QUER GANHAR SALÁRIO DE R$ 25 MIL? #PARTIU ALEMANHA!

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POR EGLE LEONARDI

 

A economia da Alemanha é a mais importante da Europa e é a quarta potência econômica mundial, depois dos Estados Unidos, China e Japão. O país é o sexto no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.

O país agrega quatro importantes feiras para negócios farmacêuticos: World Drug Safety Congress Europe, Expopharm, Global Pharmaceutical Regulatory Affairs Summit e Biotechnica. A indústria farmacêutica do país é bastante forte e tem como representantes as gigantes Altana, Bayer, Boehringer Ingelheim, Merck KGaA e Schering.

Com população de 82,9 milhões de habitantes, sua expectativa de vida chega a 80,57 anos, com um índice de desenvolvimento humano (IDH) muito alto, de 0,926 (Pnud 2016). A Alemanha é formada por 16 unidades federadas e fica no centro-norte da Europa. Confira a seguir 4 aspectos importantes da profissão e do mercado farmacêutico na Alemanha:

1 – Regulamentação do comércio farmacêutico      

Na Alemanha há um Conselho Regional que regulamenta as relações do segmento farmacêutico, chamado de Regierungspräsidium Apotheker.

Farmácia em alemão é Apotheke. São estabelecimentos de saúde, e não são configurados como drugstores. Somente nesses locais é que são encontrados os medicamentos propriamente ditos. Na Alemanha, para a maioria dos medicamentos, são requeridas prescrições médicas. Nas Apothekes, os medicamentos ficam todos acondicionados atrás do balcão de atendimento, fora do alcance dos consumidores.

Medicamentos para gripes ou dores de cabeça podem ser comprados sem prescrição em pequenas quantidades e em baixas dosagens de princípios ativos. No entanto, medicamentos com maiores concentrações e até mesmo anticoncepcionais não são passíveis de compra sem prescrição médica.

Nesses estabelecimentos são ainda comercializados alguns produtos voltados para cuidados da pele, cabelos e higiene pessoal de marcas sofisticadas e com perfil voltado para preservação da saúde da pele e cabelos (como os dermocosméticos no Brasil).

Há ainda na Alemanha outro tipo de estabelecimento chamado de Drogarie, no qual não são comercializados medicamentos propriamente ditos, somente produtos alternativos, como chás e pomadas de origem natural. E além desses produtos são vendidos os mais diferentes tipos de cosméticos e produtos de higiene. Há sessões de alimentos naturais, guloseimas, brinquedos, produtos eletrônicos, produtos para animais de estimação e itens de limpeza da casa. Lá, as redes mais conhecidas desse tipo de estabelecimento são a Müller e DM, e estão distribuídas em grande número por todas as cidades.

 

2 – Perfil das farmácias

Não há prática de farmácia clínica propriamente dita na Alemanha. São poucos os medicamentos fornecidos sem receita médica.

No entanto, o cuidado adequado e seguro para a população com os medicamentos é importante para o Estado alemão. Assim, apenas os farmacêuticos podem abrir uma farmácia.

Definitivamente não são encontrados os mesmos tipos de produtos dentro de um estabelecimento alemão, como ocorre no Brasil. Na Apotheke há medicamentos e dermocosméticos. Na Drogarie há uma mescla entre itens para a saúde e higiene pessoal e cosméticos, mas não há medicamentos. Já as perfumarias só comercializam itens para a beleza e higiene e não podem vender itens para a saúde (chás e pomadas).

3 – A formação do farmacêutico

É importante ressaltar que, na Alemanha, após o término do curso básico de farmácia (quatro anos), é necessário um ano adicional de estudo especializado para o farmacêutico se tornar apto a atuar nas Apothekes. Portanto, o proprietário deverá, não somente ser farmacêutico, como ainda ter a especialização de Apotheker.  A fim de abrir uma Apotheke, o farmacêutico deverá apresentar toda a sua documentação para o órgão regulamentador e apresentar as futuras instalações, visando à manutenção do padrão de qualidade das Apothekes. Por lá, o farmacêutico proprietário deve permanecer a maior parte do tempo no estabelecimento enquanto ele estiver aberto, podendo se ausentar por no máximo três meses por ano. Não há redes de Apothekes na Alemanha.

4 – Presença e remuneração do farmacêutico

As farmácias ficam abertas somente com a presença do farmacêutico. Se ele precisar se ausentar por algum momento, o estabelecimento deve permanecer fechado até a sua volta.

Em média, um farmacêutico ganha por ano na Alemanha 60 mil euros (R$ 225 mil). Um Apotheker ganha de 3.380 € (R$ 12.673,79) a 6.873 € (R$ 25.771,30) e um farmacêutico técnico ganha entre 1.852 € (R$ 6.944,34) e 3.121 € (R$ 11.702,64).

 

Matéria publicada no Portal de Notícias do ICTQ

JAPÃO – O PAÍS DA FARMÁCIA DRIVE THRU

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POR EGLE LEONARDI

 

O Japão é um país com muitos idosos. Sua taxa de mortalidade é baixa e a expectativa de vida da população japonesa é uma das mais elevadas do mundo, chegando a 83,6 anos. Além disso, há uma baixa taxa de natalidade. Sua população é de 127,3 milhões de pessoas, mas o curioso é a alta densidade demográfica, que chega a 336,8 habitantes por km² (no Brasil esse índice é de 24 hab./km²).

O país é formado por um arquipélago que fica no Oceano Pacífico, no extremo leste do continente asiático. O território japonês possui uma área de 377.899 km². Com a terceira maior economia do mundo (perdendo apenas para os Estados Unidos e a China), o Japão possui renda per capita de US$ 43 mil (R$ 142 mil).

Quem falou sobre a farmácia no Japão foi Elza Satoko Mio Nakahagi, que publicou o Dicionário de Termos Médicos com nove mil palavras em japonês, português, espanhol e inglês. Embora ela seja formada em medicina no Brasil, atua no Japão como intérprete trilíngue e dá aulas em faculdades de saúde, inclusive na área farmacêutica, para estrangeiros que vivem naquele país.

Ela trabalha no SABJA-DISQUE-SAÚDE do Conselho de Cidadãos do Consulado Geral do Brasil, em Nagoya, para o atendimento, informações e aconselhamentos gratuitos sobre saúde, e é voluntária de ONGs de assistência aos estrangeiros residentes no Japão. Elza conta que, naquele país, há três tipos de linha de medicamentos:

Linha 1– Só se vende com prescrição médica. Inclui todos os medicamentos utilizados para enfermidades em geral (antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, hormônios, medicamentos oncológicos, antiácidos, antialérgicos etc.). Os itens dessa linha possuem as seguintes características:

– Necessitam da presença do farmacêutico para sua venda;

– São vendidos nas farmácias de manipulação;

– Podem ser vendidos tanto nas farmácias dentro do hospital como nas farmácias fora do ambiente hospitalar;

– São cobertos pelo seguro de saúde público, portanto o paciente paga apenas 30% do seu custo real.

Linha 2 – Pode ser vendida na ausência do farmacêutico, mas necessita de um técnico de medicamentos – profissional licenciado pelo governo nacional. A linha compõe medicamentos mais leves, com menos efeitos colaterais, como itens para dores leves, antigripais, alergias comuns, xarope simples para tosse etc. Estes produtos não são cobertos pelo seguro de saúde público, portanto, seus usuários pagam 100% do seu valor real.

Linha 3 – Agrega os medicamentos mais comuns do que os da segunda linha, e que não necessitam do farmacêutico ou técnico de medicamentos, ou seja, são dispensados apenas pelo balconista, como emplasto para torção, produtos para curativo, gargarejo, sabonete antisséptico etc. Eles não são cobertos pelo seguro de saúde público, portanto, os consumidores pagam 100% do seu valor real.

Conheça a seguir outros 7 aspectos da farmácia e da profissão farmacêutica no Japão:

1- Regulamentação do segmento farmacêutico

O governo estadual (no caso do Japão, diz-se governo provincial) é quem controla e autoriza o funcionamento das farmácias por meio do Departamento de Medicamentos, Drogas e Burocracias. Há muita rigidez com relação às regras, leis e normas que regulam o setor.

2 – Perfil das lojas

Uma farmácia pode optar por vender as três linhas de medicamentos, apenas a primeira, a primeira e segunda, ou apenas a terceira, desde que o farmacêutico esteja presente, o técnico de medicamentos ou o balconista, ou seja, o profissional responsável pela dispensação de cada linha.

Os medicamentos de primeira linha ficam localizados dentro de um recinto particular, onde apenas os farmacêuticos têm acesso. Os itens das linhas 2 e 3 ficam à vista dos consumidores.

3 – Prescrição de medicamentos por farmacêuticos

Não há a permissão da prescrição para o farmacêutico. Apenas o médico pode prescrever. Cada receita é válida apenas por quatro dias, a partir da data aviada. Também não se aplicam injeções em farmácias. Todas as consultas, intervenções e procedimentos são realizados nos hospitais ou clínicas.

4 – Propriedade das farmácias

Não há exigência legal sobre a propriedade das farmácias. Qualquer pessoa pode comprar um estabelecimento, mas o local deve seguir as regras de dispensação dos medicamentos, atendidas pelos profissionais responsáveis por cada linha, sejam farmacêuticos, técnicos ou balconistas.

5 – Presença do farmacêutico na farmácia

O farmacêutico pode ser contratado e remunerado por horário de trabalho. Não há a exigência de período integral. No entanto, se ele estiver ausente, o estabelecimento pode funcionar, mas não pode vender os medicamentos de primeira linha. Com isso, as farmácias procuram manter os farmacêuticos durante todo o período de funcionamento, pois os medicamentos de primeira linha são os mais vendidos (por conta do subsídio governamental).

6 – Remuneração do farmacêutico

Os farmacêuticos japoneses recebem, em média, 250.000 ienes por mês (R$ 7.312,50).  Podem também receber por hora, entre 2.000 (R$ 58,28) a 2.500 (R$ 72,85) ienes.

7 – Algumas curiosidades da farmácia no Japão

Os japoneses veem vantagem em comprar medicamentos de primeira linha, mesmo que sejam obrigados a passar por uma consulta, pois, além de poderem adquirir o medicamento, eles ainda pagam somente 30% do seu valor por conta da cobertura do plano de saúde do governo. “Eu sempre digo que, às vezes, é mais prático e menos oneroso passar por consulta médica e receber uma prescrição”, afirma Elza.

Os brasileiros que vão ao Japão e tentam comprar seus medicamentos de costume, como anticoncepcionais, por exemplo, não conseguem fazê-lo, pois a maioria desses medicamentos são itens de primeira linha, vendidos sob prescrição.

É muito comum que um japonês frequente a sua farmácia de costume. Ao passar por uma consulta, em clínica ou hospital, é comum que esses órgãos já enviem a receita diretamente à farmácia. Assim, o usuário só precisa ir até o estabelecimento para retirar o pacote pronto e pagar uma pequena parcela.

O sistema de drive thru é facilmente encontrado nessas condições. O hospital, por exemplo, já envia a receita, os dados do paciente, seu cartão de saúde etc. É só pegar e sair.

Dessa forma, todo o histórico do paciente fica registrado na farmácia de costume, e o farmacêutico tem o cuidado para não cruzar as reações e doses medicamentosas, pois mantém todas as informações das consultas realizadas nas diversas especialidades.

O próprio paciente também recebe uma Caderneta de Medicamentos, onde fica registrado todo o histórico de medicamentos, para o caso de ele precisar visitar outra farmácia além daquela de costume.

 

 

Matéria publicada no Portal de Notícias do ICTQ.

NO EGITO, A FARMÁCIA É PROFISSÃO DE BAIXA RENDA

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POR EGLE LEONARDI

Com a riqueza de sua história, reconhecida mundialmente, não é de se admirar que o principal setor da economia do Egito seja o turismo, com ênfase às pirâmides e o litoral do Mar Mediterrâneo. Há também forte movimento econômico por conta do tráfego do Canal de Suez. O Egito possui um PIB de cerca de 200 bilhões de dólares.

Um dos principais obstáculos com que depara sua economia é a distribuição de renda. Muitos egípcios criticam o governo pelos altos preços de produtos básicos, já que seu padrão de vida e poder aquisitivo permanecem relativamente estagnados. Por conta disso, mais de três milhões de egípcios trabalham no exterior, em especial na Arábia Saudita, no Golfo Pérsico e na Europa. Sua população é de 95.538.227 pessoas.

O Egito, oficialmente chamado de República Árabe do Egito, é um país do nordeste da África, numa região predominantemente desértica, que inclui também a península do Sinai, na Ásia, o que o torna um Estado transcontinental.

A cidade do Cairo mantém algumas feiras de interesse dos farmacêuticos, como a Glass World Exhibition, a EgyMedica & Hospital Build e a Medicine New Advance.
O farmacêutico, Mustafa Rashed Abouleinim, forneceu mais detalhes sobre o segmento farmacêutico em seu país. Acompanhe:

1 – Regulamentação do segmento farmacêutico
No Egito, a legislação farmacêutica é regulamentada pelo Ministério da Saúde e o Sindicato de Farmácia (Egyptian Pharmacists Syndicate), inclusive esses órgão também atuam no tabelamento dos preços dos medicamentos.

As farmácias no Egito são consideradas pela classe profissional um estabelecimentos de saúde, ou seja, só dispensam medicamentos e produtos para a saúde, além de artigos de higiene pessoal e cosméticos. Não existe a venda de produtos alheios, como chinelo, roupas, sorvetes, chocolates etc.

Na mesma farmácia também funciona, além da dispensação de remédios industrializados, a manipulação de medicamentos. É comum esses locais ostentarem equipamentos e instrumentos de laboratório que podem ser utilizados para realizar alguns exames e fracionamento de doses.

Os medicamentos ficam em armários dentro da loja, e não permanecem ao alcance e nem à vista do usuário. Também é comum que o atendimento seja feito em mesas. Mas há farmácias que nem mantêm balcões em seu interior.

2 – Prescrição de medicamentos
No Egito, é possível que o farmacêutico faça a prescrição de medicamentos, inclusive de antibióticos nas farmácias. Além disso, eles executam vários procedimentos de menor complexidade nos estabelecimentos, o que, de certa forma, facilita o acesso da população à saúde primária. Há o acompanhamento farmacêutico do tratamento, e o paciente só é encaminhado ao serviço médico se não houver melhora do quadro.

3 – Propriedade da farmácia
Todas as farmácias no Egito têm, necessariamente, um farmacêutico como proprietário. No entanto, há aqueles leigos que compram farmácias, mas dão a propriedade do estabelecimento a um farmacêutico (não que a lei permita tal fato) – o famoso laranja como apelidamos no Brasil.

Há uma lei de zoneamento que não permite a existência de uma farmácia a menos de 500 metros da outra. Não existem redes grandes de farmácias no país e é obrigatória a presença do farmacêutico no estabelecimento em tempo integral.

4 – Remuneração do farmacêutico
Os salários não são, grosso modo, pagos por um contrato mensal de trabalho. Os farmacêuticos contratados para ficar nas farmácias recebem, na maioria das vezes, por hora trabalhada. Eles ganham pouco, por volta de R$ 7,50 a R$ 8,00 a hora, mas podem ser contratados por apenas algumas horas no dia ou na semana, já que a propriedade das farmácias, em sua maioria já são de farmacêuticos.

 

 

Matéria publicada no Portal do ICTQ

A CARREIRA DO FARMACÊUTICO CLÍNICO

POR EGLE LEONARDI

PERFIL

A carreira farmacêutica especializada em farmácia clínica vem sendo cada vez mais valorizada pelo mercado, principalmente após a aprovação da Lei Federal 13.021, de agosto de 2014, que garante a presença do farmacêutico nas farmácias e ainda conceitua o estabelecimento como sendo de saúde. Esta carreira permite ao profissional prestar serviços clínicos farmacêuticos, como por exemplo, o acompanhamento farmacoterapêutico, a conciliação terapêutica e a revisão da farmacoterapia.

Devido à grande capilaridade do varejo farmacêutico brasileiro, o profissional que deseja seguir a carreira de farmacêutico clínico tem um campo de ação nacional, podendo atuar, inclusive, fora dos grandes centros urbanos.

Ser especialista em farmácia clínica exige que o profissional tenha um perfil multidisciplinar, habilidade de comunicação, capacidade de tomar decisões e de interagir com os pacientes, além de possuir conhecimentos aprofundados em fisiologia humana, patologia, farmacologia e farmacoterapia. Ter fluência na língua inglesa é importante para acessar a literatura técnica dessa carreira, e o espanhol é um importante diferencial.

O QUE FAZ

– Realiza e desenvolve procedimentos para a promoção, proteção e recuperação da saúde;

– Assegura que o medicamento seja administrado na dose, frequência, via de administração e horário corretos;

– Verifica se a prescrição médica está de acordo com aspectos técnicos e legais;

– Promove intervenções terapêuticas, quando necessário;

– Realiza consulta, anamnese e avaliação farmacêutica;

– Integra comissões, criadas com o objetivo de promover o uso racional de medicamentos e garantir a segurança do paciente;

– Planeja e coordena, junto com outros profissionais da saúde, estudos epidemiológicos e outras investigações relacionadas à área da saúde;

– Participa de comitês de ética em pesquisa;

– Monitora e avalia os resultados da farmacoterapia por meio da solicitação de exames;

– Analisa os níveis terapêuticos dos fármacos administrados durante o tratamento do paciente;

– Identifica interações medicamentosas;

– Desenvolve plano de cuidado farmacêutico individual para cada paciente;

– Analisa, em períodos pré-determinados, os resultados das intervenções farmacêuticas;

– Administra medicamentos aos pacientes, quando for de sua competência profissional;

– Orienta quanto à administração de formas farmacêuticas;

– Prescreve no âmbito de sua competência profissional;

– Verifica a adesão do paciente ao tratamento medicamentoso.

– Desenvolve métodos para promover a maior adesão do paciente ao tratamento;

– Informa e orienta a sociedade quanto ao uso racional de medicamentos, por meio de programas e materiais educativos;

– Participa da formação e desenvolvimento profissional de farmacêuticos;

– Faz parte da coordenação, supervisão, auditoria, acreditação e certificação de ações e serviços relacionados às atividades do profissional farmacêutico;

– Elabora e atualiza formulários terapêuticos e protocolos clínicos para a utilização de medicamentos;

ONDE ATUA

– Hospitais públicos;

– Hospitais privados;

– Hospitais filantrópicos;

– Farmácias e Drogarias;

– Clínicas.

FAIXA SALARIAL

De R$ 1.800,00 a R$ 12.000,00

COMO SE PREPARAR

O curso de graduação em Farmácia é imprescindível para profissionais que desejam seguir carreira em farmácia clínica. Especializações em farmácia hospitalar ou farmácia clínica são obrigatórias para se destacar nessa carreira.

É importante que durante a preparação para exercício desta carreira o profissional realize estágios que permitam experiências em semiologia e anamnese na avaliação inicial de pacientes para prescrição farmacêutica.

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A FARMÁCIA NA ÍNDIA – O PAÍS DAS VACAS SAGRADAS

POR EGLE LEONARDI

Você já ouviu algo sobre o funcionamento de uma farmácia na Índia? Acredito que não…Por isso, dando sequência à série de reportagens que abordam, com exclusividade, a estrutura dos estabelecimentos farmacêuticos ao redor do mundo, você irá conhecer as peculiaridades das drogarias daquele país.

E, para começar, vale dizer que a Índia (Bharat Juktarashtra) é um país situado na Ásia Meridional. É o sétimo maior em área geográfica e o segundo país mais populoso do mundo, com população de 1,311 bilhão (2016). Sua capital é Nova Deli e sua língua oficial é a hindi, seguida do Inglês.

Com renda per capita em torno de R$ 5.650,00, tem força de trabalho girando em torno de 502 milhões (2015) e taxa de analfabetismo chegando a mais de 37% da população. Sua economia gira em torno da agricultura, pecuária, mineração, além de uma área industrial bem desenvolvida e baseada em produção de medicamentos, entre outros produtos.

Para conhecer melhor a estrutura da farmácia no país das vacas sagradas, o farmacêutico, Sachin Jadhav, fala sobre a legislação e conta sua experiência no estabelecimento onde trabalha, em Aurangabad – uma cidade do Estado de Maharashtra, com cerca de 945 mil habitantes.

1 – Regulamentação do comércio farmacêutico              

O comércio farmacêutico é regulado pela Organização Central de Controle Padrão de Medicamentos do Governo da Índia (é como se fosse a Anvisa no Brasil). E detalhe…na Índia, somente os farmacêuticos podem ser proprietários das farmácias, e eles são os responsáveis técnicos em seus estabelecimentos.

A exigência de um farmacêutico nos estabelecimentos é em período integral. Nenhum estabelecimento pode estar aberto sem a presença desse profissional.

2 – Perfil das lojas

Todos os medicamentos na Índia ficam atrás do balcão, inclusive os medicamentos isentos de prescrição (MIPs).

Não se vendem alimentos nesses locais, porém, fora isso, é possível encontrar de tudo: óculos, camiseta, chinelo e muito mais nas gôndolas, pelo menos nos grandes centros (mas há notícias de que farmácias de áreas remotas comercializam também todo tipo de alimento, como doces, balas, chocolates, sorvetes e refrigerantes). É muito comum encontrar também artigos cirúrgicos e médico-hospitalares nas gôndolas de todo o país.

3 – Prescrição de medicamentos

Em algumas farmácias há a prática da prescrição farmacêutica, amparada por lei. No entanto, a maioria não abraçou essa prática, pendendo apenas para a dispensação de medicamentos industrializados e manipulados e para a prestação de serviços farmacêuticos, como aplicação de injetáveis.

4 – Remuneração do farmacêutico

Jadhav afirma que o salário do farmacêutico é muito bom na Índia. Eles ganham mensalmente de 30.000 INR (R$ 1.500,00) a 60.000 INR (R$ 3.000,00) – considerado alto para os padrões do país.

5 – Curiosidade

As farmácias maiores, localizadas nas cidades, se parecem muito com as do Brasil, porém com uma diferença básica: a manipulação também acontece no mesmo ambiente. Além de dispensar medicamentos industrializados, os farmacêuticos também manipulam as substâncias dentro da própria farmácia, e muitas vezes no balcão mesmo, na frente do cliente. Isso inclui medicamentos e cosméticos, como cremes (hidratantes, emolientes, etc.) e filtros solares.

É importante salientar que, em outubro de 2016, foi firmada uma parceria na área de regulação de produtos farmacêuticos entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Organização Central de Controle Padrão de Medicamentos do Governo da Índia.

A cooperação é feita a partir de experiências regulatórias entre as duas instituições, troca de informações sobre exigências regulatórias do Brasil e da Índia e visitas mútuas de técnicos para conhecer os procedimentos de trabalho. A parceria engloba: inspeções internacionais, regulação de estudos de bioequivalência e biodisponibilidade e de estudos clínicos, regulação de dispositivos médicos, regulação de Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs), farmacovigilância, regulação de produtos biológicos e medicamentos, farmacopeia e medicamentos espúrios e fora da qualidade padrão.

Matéria publicada no Portal de Notícias do ICTQ

COMO TRABALHAM OS FARMACÊUTICOS RICOS DA SUÍÇA

 

POR EGLE LEONARDI

 

Em suas andanças pelo mundo, o ex-presidente da Anvisa e do CRF-SP, e  presidente do Conselho Cientifico do ICTQ, Dirceu Raposo de Mello, pesquisou as diversas facetas da farmácia na Suíça. Descubra todas as peculiaridades daquele país.

1 – Regulamentação do comércio farmacêutico

A agência suíça que regula os medicamentos se chama Swissmedic. Qualquer produto médico para humanos ou animais precisa ser aprovado pela agência para ser comercializado no mercado da Suíça. E isso só ocorre se os testes de qualidade, segurança e eficácia forem suficientemente avaliados e comprovados.

A lei federal sobre medicamentos e dispositivos médicos (Lei de Produtos Terapêuticos, TPA) é a 812.21, de 15 de dezembro de 2000, da Assembleia Federal da Confederação Suíça.

2 – Perfil das lojas

Na Suíça, as farmácias são chamadas de Apotheke. Elas mantêm um expediente bem diferenciado, ou seja, funcionam em dois períodos comerciais – manhã e tarde -, e fecham no horário do almoço e á noite. Quem precisar de um medicamento aos domingos ou fora do horário comercial, terá de se dirigir até as farmácias de aeroportos ou de estações de ônibus e trem para o atendimento.

Em todos esses estabelecimentos, os medicamentos ficam escondidos, longe da visão dos consumidores. Há a possibilidade de expor alguns medicamentos isentos de prescrição (MIPs) sobre o balcão, mas sempre com bula, e nunca em blisters.

Nas gôndolas, há somente itens de higiene pessoal, correlatos e cosméticos. Não há sequer vestígios de venda de produtos alheios à saúde nesses estabelecimentos, portanto, a ideia de drugstore está muito longe da realidade daquele país.

3 – Prescrição farmacêutica

Os farmacêuticos não fazem a prescrição, mas oferecem uma orientação bem consistente aos pacientes. Para o auxílio do farmacêutico, não há balconistas. Há técnicos em farmácia, com formação para tal.

De qualquer forma, cerca de 60% dos medicamentos comercializados na Suíça são de prescrição médica, e eles podem ser dispensados nas farmácias mediante apresentação de receita médica. A regulamentação é muito rigorosa.

Importante lembrar que é função do farmacêutico checar as possíveis interações medicamentosas das receitas múltiplas. Para isso, é muito comum que a população adquira seus medicamentos sempre na mesma farmácia (chamada de hausapotheke – farmácia de casa). Isso garante controle mais eficiente dos medicamentos de prescrição e de uso contínuo.

4 – Propriedade da farmácia

Apenas o farmacêutico pode ser proprietário das farmácias, e ainda há a hereditariedade da propriedade. Por conta disso, não há a possibilidade da formação de redes farmacêuticas. Como as farmácias na Suíça são, geralmente, o estabelecimento de saúde inicial para a busca de alívio de sintomas leves de doenças, os profissionais das farmácias possuem boa formação e oferecem um aconselhamento competente.

5 – Presença do farmacêutico

Há a presença obrigatória do farmacêutico durante as cerca de oito horas de expediente na farmácia, que fecha para o almoço do farmacêutico e de seus funcionários.

6 – Remuneração do farmacêutico

Independentemente de seu local de atuação, os farmacêuticos na Suíça ganham remuneração média mensal (salário, comissão e bônus) em torno de R$ 25 mil! O país é considerado um dos dez que oferecem a melhor remuneração para farmacêuticos no mundo!

Mas que ninguém se iluda! O governo suíço indica que apenas 9% da população economicamente ativa (330 mil suíços) recebem rendimento mensal inferior R$ 10.000,00, portanto, os salários altos não são privilégios apenas dos farmacêuticos naquele país!

7 – Curiosidade

Na Suíça, cerca de 80% dos custos com medicamentos são bancados pelos planos de saúde. Esses medicamentos constam de uma lista de especialidades, que contém todos os itens autorizados para tal. No entanto, apenas os medicamentos prescritos por médico recebem reembolso, e isso exclui os MIPs consumidos por conta própria, o que dificulta muito a prática da automedicação.

Geralmente o pagamento é feito via reembolso, mas há algumas circunstâncias em que o paciente mantém um cartão com um crédito pré-aprovado para o pagamento dos medicamentos.

Vale lembrar que as farmácias na Suíça também dispensam medicamentos genéricos, que custam cerca de 20% mais baratos que os de referência. Sendo assim, há a orientação para que os médicos prescrevam, sempre que possível, essa classe de medicamentos para efeito de reembolso.

Matéria publicada no Portal de Notícias do ICTQ


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