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10 PASSOS PARA DISPENSAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS NAS FARMÁCIAS

 

POR EGLE LEONARDI

A desinformação da população brasileira sobre o uso racional de antibióticos é preocupante e, em alguns casos, chega a ser considerada até motivo de piadas! Um exemplo disso foi a viralização, nas redes sociais, do depoimento de uma jovem, em um talkshow da Rede TV, afirmando que havia engravidado de um antibiótico. Claro que houve uma abordagem sensacionalista sobre o tema, mas o fato é que alguns antibióticos diminuem ou anulam o efeito dos anticoncepcionais orais. O pior é que, no programa, em momento algum isso foi mencionado ou lembrado. Essa matéria foi desenvolvida por mim, com exclusividade para o portal de Notícias do ICTQ.

Outro exemplo factual do consumo irracional de antibióticos está na pesquisa do ICTQ, realizada em 2014. O estudo apontou que 18,4% dos brasileiros pesquisados em 16 capitais consumiram antibióticos sem prescrição médica e sem a orientação farmacêutica nos 12 meses que antecederam a pesquisa. A capital com o maior índice desse consumo irregular foi Goiânia (GO), com 33%.

PAPEL DO FARMACÊUTICO

Frente a tanta desinformação e uso irregular desse tipo de medicamento, ficam as perguntas: o que fazer para ampliar a informação à população sobre o uso racional de antibióticos? Qual é o papel do farmacêutico na dispensação desse tipo de medicamento na farmácia? Quais passos ele deve seguir na orientação ao paciente?

O professor do ICTQ, Alexandre Massao Sugawara, que ministra Farmacologia e Atenção Farmacêutica diz que a dispensação de antibióticos em farmácias e drogarias públicas e privadas se dá mediante a retenção da segunda via da receita, devendo a primeira via ser devolvida ao paciente. “Mais que isso, o papel do farmacêutico em suas atribuições clínicas deve observar as metas da farmacoterapia ideal, assegurando um uso necessário, aderente, efetivo e seguro. A prescrição inadequada, falhas de adesão e inefetividade terapêutica podem levar ao desenvolvimento de resistências bacterianas. Cabe ao farmacêutico observar em seguimento farmacoterapêutico tais aspectos da farmacoterapia e propor intervenções farmacêuticas”, fala Sugawara.

Ele afirma que a intervenção em uma prescrição desnecessária de antibióticos deve ser baseada em diretrizes e protocolos clínicos que subsidiem o médico prescritor para uma reanálise. As falhas de adesão podem ser minimizadas com melhoria do conhecimento e colaboração do paciente ao tratamento. Além disso, ferramentas de suporte, como adesivos de lembrança e símbolos de horário, são bem-vindos.

DEVIDAMENTE REGISTRADO

A inefetividade terapêutica é sinal de baixa sensibilidade ao antibiótico à cepa do micro-organismo infectante, aqui novamente um encaminhamento ao médico prescritor se faz necessário. As inseguranças clínicas devem ser sempre monitoradas pelo farmacêutico. Este acompanhamento deve ser registrado em prontuário na farmácia. “Alguns transtornos menores associados ao uso de antibióticos, como diarreias e náuseas, podem ser tratados com prescrição farmacêutica. Queixas e sintomas mais graves e prolongados, sobretudo em gestantes e crianças, devem ser encaminhadas ao médico”, afirma o professor.

A farmacêutica Michelle Dweck lembra que a política para retenção de receitas prescritas de antibióticos vem por um histórico de uso indiscriminado de maneira incorreta. Assim, cabe aos farmacêuticos orientar o seu uso, isto é, fazer uma boa dispensação, fornecendo orientação no ato de entrega e da venda do medicamento. É ela quem indica os 10 passos na hora de dispensar antibióticos, com a resalva de que o tópico 4 é uma contribuição especial do Farmacêutico Jauri Siqueira.

ACOMPANHE OS 10 PASSOS

1 – Certifique-se de que a prescrição está legível. Caso positivo, veja se está com a dose correta (de acordo com a dose usual). Caso haja ilegibilidade lembre-se de que isto invalida a prescrição, mas é possível tentar entrar em contato com o prescritor para validar a receita. Isso ajuda a todos os lados, prescritor, paciente e farmácia.

2 – Verifique se a prescrição está datada, dentro do prazo de validade para uso e tempo de tratamento. A receita de antimicrobianos é válida em todo o território nacional, por dez dias, a contar da data de sua emissão. Em situações de tratamento prolongado a receita poderá ser utilizada para aquisições posteriores dentro de um período de 90 dias.

3 – Complete com dados do paciente e do prescritor. No ato da dispensação, devem ser registrados nas duas vias da receita os seguintes dados: I – a data da dispensação; II – a quantidade aviada do antimicrobiano; III – o número do lote do medicamento dispensado; e IV – a rubrica do farmacêutico, atestando o atendimento, no verso da receita. As receitas e notas fiscais de compra devem ficar retidas pelo prazo de dois anos para fins de fiscalização sanitária. A dispensação é na quantidade adequada, porém não é permitido o fracionamento.

4 – O intercâmbio. A troca de medicamentos, assim como a dispensação de controlados, é atividade privativa do farmacêutico, devendo ser registrada no verso da receita conforme preconizado pela legislação e autorizada pelo mesmo. Alertamos que caso o prescritor no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, os responsáveis pelas prescrições devem adotar obrigatoriamente a DCB, ou na sua falta, a DCI. Nos serviços privados de saúde, a prescrição ficará a critério do prescritor, que pode utilizar o nome genérico ou comercial. Caso tenha alguma restrição à substituição do medicamento de marca pelo genérico correspondente, o prescritor deve manifestar claramente sua decisão, de próprio punho, de forma clara, incluindo no receituário uma expressão como “Não autorizo a substituição”.

5 – Informe o paciente sobre a troca: o medicamento genérico passa por testes de bioequivalência e biodisponibilidade e temos grande confiança em sua segurança e eficácia – Cabe a você farmacêutico, informar ao usuário dessa garantia de segurança.

6 – Antibiótico com leite. Explique ao paciente que é lenda urbana o fato de que, ao tomar o antibiótico com leite, o medicamento não vai prejudicar o estômago. Dependendo do antibiótico, na verdade, não haverá a absorção nem do antibiótico nem mesmo do cálcio do leite.

7 – Antibiótico com água. Antibiótico, e qualquer outro medicamento, se toma com água. O ideal é utilizar um copo de, ao menos, 200 mL.

8 – Horários – Indique ao usuário para ter cuidado também com os horários, pois se o antibiótico foi prescrito de oito em oito horas, ele não deve ser tomado no café da manhã, no almoço e no jantar. Temos que manter os picos do medicamento para garantir o seu efeito. Oriente sempre para que o medicamento seja ingerido nos horários corretos. Vale dar a dica de usar despertador, lembrete no celular ou até aplicativos que ajudam neste tipo de tratamento.

9 – Oriente às mulheres em idade fértil, que utilizam como único método contraceptivo a pílula anticoncepcional, principalmente as de baixo teor de hormônios, que seu uso concomitante ao antibiótico reduz o efeito da pílula. Isso pode gerar uma gravidez indesejada. Sugira o uso de outro método anticoncepcional, além da pílula, como o preservativo durante o tratamento com antibiótico.

10 – Diga ao usuário para evitar as bebidas alcoólicas, que podem ter grandes interações com os antibióticos, pois ambos são metabolizados no fígado, em sua grande maioria.

Matéria publicada no Portal do ICTQ.

10 MANEIRAS INFALÍVEIS DE O FARMACÊUTICO TER SUCESSO COM MKT PESSOAL

POR EGLE LEONARDI

 

Há um provérbio muito conhecido, que diz: À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta! Um farmacêutico que deseja ter sucesso profissional precisa utilizar estratégias de marketing pessoal para projetar-se como competente e comprometido. O marketing pessoal tornou-se uma ferramenta essencial no processo de se conduzir, com sucesso, uma marca pessoal. Na dose certa e de forma planejada, é possível criar e desenvolver uma imagem coerente com a área farmacêutica de atuação e, com isso, conquistar melhores salários e lucros!  Os especialistas na área deram entrevista exclusiva para a Vitae Editora.

Anote: Imagem Pessoal + Competência Profissional = $ucesso!!

O farmacêutico, consultor e professor de Pós-Graduação do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Leonardo Doro Pires, é autor do livro O Farmacêutico Gestor – Gestão Estratégica para Farmacêuticos. Ele defende que conferir a devida atenção ao marketing pessoal pode assegurar bases fortes para a elaboração de qualquer projeto durante a vida profissional de um farmacêutico. “A partir do momento que se instaura uma credibilidade em relação a uma pessoa, isso passa a ser projetado em tudo que ela vier a produzir. As principais vantagens de um marketing pessoal bem realizado estão ligadas à transmissão de confiabilidade e competência profissional”, afirma ele.

Qual é a vantagem de o farmacêutico ser admirado no seu meio? Segundo o dicionário Aurélio, admiração é a disposição emocional que traduz respeito, consideração, veneração. Quando trazemos este conceito para o profissional farmacêutico, as vantagens de ser respeitado e venerado são claras. Um profissional respeitado é muito mais procurado por seus serviços, podendo traduzir essa procura em sucesso e status profissional, caso ele corresponda às expectativas de seus clientes.

“Não tenho dúvidas de que o marketing pessoal reverte em lucro para o farmacêutico! Um programa bem realizado leva o profissional para os holofotes da profissão, seja perante os clientes ou demais colegas”, dispara Pires. No varejo, a consequência da admiração gerada por um marketing pessoal bem realizado é a conquista de mais clientes e, consequentemente, maior capacidade de gerar lucro. Já na indústria, o marketing pessoal abre caminho para ascensão na carreira, sendo, juntamente com o desempenho profissional, responsável por promoções e aumentos salariais.

Para a consultora da indústria, varejo e franquias e autora dos livros Atender Bem dá Lucro, Administração de Recursos Humanos em Farmácia e Programa Prático de Marketing em Farmácias, Silvia Osso, imagem profissional é um conjunto agradável de detalhes que facilitam o entrosamento com o público. Vários aspectos compõem essa imagem: aparência, personalidade, entusiasmo e otimismo, autoconfiança, empatia, críticas e liderança.

“Tanto faz no varejo ou na indústria, ao atuar como farmacêutico, ele é um líder, porque conduz a entrevista e orienta o cliente na escolha do produto, fornece informações, tem argumentos respeitados. Se o que os clientes mais querem são informações sobre os produtos, o farmacêutico é a pessoa mais indicada para fornecê-las”, defende Silvia.

 

Acompanhe as 10 formas de construir seu marketing pessoal e ganhar mais dinheiro com isso. As informações são dos especialistas Leonardo Doro Pires e de Silvia Osso.

1 – CONSTRUA SUA IMAGEM PESSOAL NO VAREJO

Se você trabalha no varejo, o primeiro passo é definir exatamente qual imagem projetar. Há dois públicos-alvo para projeção da sua imagem: os clientes e os funcionários. Perante os clientes o farmacêutico deve se projetar como profissional de saúde, competente e seguro de suas capacidades. Já para os funcionários ele deve se projetar como líder e profissional de referência em sua área de atuação.

Uma boa opção para isso é o farmacêutico oferecer atendimento clínico, também como uma maneira de se projetar como profissional de saúde. Já para o público interno, a realização de reuniões semanais com a equipe é uma forma de promover a liderança.

2 – CONSTRUA SUA IMAGEM PESSOAL NA INDÚSTRIA

Se você trabalha na indústria, o primeiro passo é definir exatamente qual imagem projetar para esse meio. Na indústria, o farmacêutico deve se apresentar como profissional técnico e gestor, simultaneamente, demonstrando capacidade de entender o business da sua área de atuação e as especificidades tecnológicas da indústria. Para isso, deve demonstrar conhecimento dos impactos de suas ações e decisões em outros setores da empresa.

3 – IMPACTE O PÚBLICO CORRETO NO VAREJO

Para o farmacêutico poder se vender ao mercado (projetar sua imagem), é necessário saber para quem ele quer ser relevante no varejo. Pense sempre nos clientes, cuja imagem deve estar relacionada ao profissional de saúde. No caso dos funcionários, ela deve estar relacionada à liderança.

4 – IMPACTE O PÚBLICO CORRETO NA INDÚSTRIA

Para o farmacêutico poder se vender ao mercado (projetar sua imagem), é necessário saber para quem ele quer ser relevante no ambiente industrial. Vale lembrar que, nesse ambiente, o profissional farmacêutico possui três públicos-alvo para projeção da sua imagem: seus superiores, seus subordinados e os profissionais de outros setores.

Perante seus superiores ele deve se posicionar como profissional comprometido, capaz de entregar resultados e capacitado para a função.

Para seus subordinados ele deve ser um líder, capaz de conduzir a todos nos desafios do dia a dia industrial.

Já para os colaboradores de outro setor a imagem de profissional sério, influente e realizador deve ser passada de forma clara e contundente.

5 – USE AS FERRAMENTAS ADEQUADAS PARA O VAREJO

Para o farmacêutico projetar a imagem que construiu para seu público, ele precisa de ferramentas de marketing. No varejo, as ferramentas off-line são o vestuário, o comportamento e a linguagem. Como ferramentas on-line, a utilização profissional do facebook, instagram e e-mail marketing enviado para os clientes funcionam muito bem.

Vale lembrar que é muito útil utilizar o facebook para criar uma página profissional, em que o farmacêutico pode divulgar os serviços clínicos oferecidos na farmácia e dar dicas de saúde e bem-estar. O marketing de conteúdo projeta imagem de conhecimento e reverte em relevância para sua imagem pessoal.

6 – USE AS FERRAMENTAS MAIS ASSERTIVAS NA INDÚSTRIA

Para o farmacêutico projetar a imagem que construiu para seu público no meio industrial, ele precisa de ferramentas de marketing.

Na indústria, o vestuário, a linguagem e o comportamento também são fundamentais. No que tange às ferramentas online, os destaques são os grupos de whatsapp, linkedin, facebook e e-mail corporativo. Poste, com frequência, artigos com temas inéditos e relevantes para sua área. Mostre conhecimento e seja lembrado. No entanto, é fundamental se limitar a discutir apenas assuntos profissionais nesses locais.

7 – CUIDE DE SUA APARÊNCIA

O tipo de roupa importa. No varejo, prefira roupa branca ou jaleco diferenciado dos demais funcionários, com identificação de farmacêutico. Na indústria use uniforme ou camisa social e gravata, quando o cargo exigir.

É preciso investir na aparência, ter cabelos bem cortados e penteados. As mulheres podem usar cabelos longos, mas nunca soltos e caídos pelo rosto.

O rosto deve receber atenção especial. Os homens precisam de barbas feitas ou aparadas. Mulheres devem usar maquiagem leve, no máximo, batom e um realce nos olhos.

Mãos devem estar bem cuidadas e limpas e unhas bem-feitas demonstram seriedade para com o trabalho que faz. Higiene diária, como banho, uso de desodorante, higiene bucal e um leve toque de perfume são sinais básicos de cuidado. Se vc trabalha no varejo, evite perfumes que possam impactar seus clientes.

As mulheres devem observar com atenção o uso de bijuterias, adereços, fivelas, que são permitidos, mas com discrição. Sapatos adequados e bem limpos também são necessários. Evite o uso de calçados abertos, como sandálias ou chinelos.

8 – AJUSTE OS TRAÇOS DA PERSONALIDADE

Seja amistoso, sem ser íntimo demais. Transmita tranquilidade e segurança. Trate os outros com cortesia. Ser bom ouvinte e agir com sinceridade são qualidades de uma personalidade agradável, independentemente se o profissional atuar no varejo ou na indústria.

As melhores armas de venda não custam absolutamente nada. Dê prioridade ao vínculo humano, antes de se dedicar ao vínculo comercial e profissional.

Em termos de linguagem, no varejo prefira a que mescle o técnico e o coloquial, em que os termos relacionados à área de saúde estejam corretamente colocados para o paciente, mas posteriormente traduzidos para a realidade dele. Para isso, por exemplo, você pode explicar a relação entre seus hábitos alimentares e o controle de sua hipertensão, de acordo com o seu grau de compreensão.

Na indústria, prefira a linguagem técnica e de negócios. Utilize os termos técnicos corretos, inclusive aqueles ligados à língua inglesa.

9 – NO DIA A DIA, MOSTRE ENTUSIASMO E OTIMISMO

Nada substitui um contato pessoal e caloroso. Quanto mais otimista e entusiasmado o profissional for, melhor para sua imagem e para o cliente. Todos saem lucrando!

Olhe-se no espelho e avalie sua expressão facial. Evite expressões de indiferença e tristeza. Sorria quando estiver falando, pois isso faz com que o cliente ou o parceiro de negócio se sinta especial.

Demonstrar entusiasmo em colaborar é um forte aliado profissional. Todos gostam de fazer negócios com players otimistas.

Mostre autoconfiança. As boas oportunidades aparecem mais para os que confiam em si.

Pratique a empatia. Acredite, o atendimento é formado de empatia e atenção. Conhecer o cliente é tão importante quanto conhecer o produto.

Saiba ouvir crítica para se melhorar. Ideias diferentes representam uma oportunidade de aprender algo novo. Em vez de se chatear com opiniões ou pontos de vista diferentes, valorize-os, para o seu próprio crescimento profissional.

10 – EXPONHA SEU CONHECIMENTO

Lembre-se de que Imagem + Competência = $ucesso!

Para se conseguir competência é preciso ter conhecimento. O farmacêutico que tiver conhecimento terá a força e o poder em suas mãos. A força da informação, se bem usada, dá condições de direcionar a conversa e despertar a confiança em sua competência.

O cliente sempre espera que você, farmacêutico, esteja apto a responder perguntas, sanar dúvidas e resolver problemas com facilidade. É seu dever saber tudo o que puder sobre seu trabalho, os produtos que vende e os serviços que a indústria oferece.

Conhecendo mais sobre o produto ou serviço, é mais fácil demonstrar o benefício – o que lhe fará bem. Avalie realmente o que você sabe; se possuir grande parte desses conhecimentos, você está no caminho certo para ganhar dinheiro!

Mostre confiança. É importante demonstrar ao cliente ou ao parceiro de negócio que você realmente confia no que vende ou fala, e que você é confiável. Saiba que as pessoas precisam acreditar nas outras para fazer negócios.

Demonstre que é seguro negociar com você. Clientes satisfeitos e que confiam no profissional geram referências de valor incalculável. São eles que o indicam para os outros clientes, e assim você é quem sai lucrando.

Tenha foco na organização. Mantenha a ordem, a limpeza e a organização em seu local de trabalho, seja na farmácia ou na indústria. Isso tem tudo a ver com o seu marketing pessoal. Cuide sempre dos detalhes, eles podem demonstrar o seu profissionalismo. Faça a organização agir em seu favor, facilitando a vida do cliente.

No varejo, mantenha seu espaço limpo, claro e organizado. Deve-se ter uma sala em separado para atendimento farmacêutico, de preferência um consultório. Na indústria, é possível manter organizada sua estação de trabalho no modelo 5S, com mesa sem relatórios acumulados ou pendentes, entre outros detalhes.

 

IMAGEM PESSOAL + COMPETÊNCIA PROFISSIONAL = $UCESSO!

 

MULHER: EMPREENDEDORISMO E SUPERAÇÃO

Neste Dia Internacional das Mulheres, eu gostaria de contar a história de uma grande empreendedora para poder representar todas as outras mulheres que se superam e que transpõem obstáculos profissionais e pessoais. Assim, logo me lembrei de uma grande amiga, Daniela Silva, empreendedora e guerreira. É a história dela que está retratada aqui. 

 

Daniela Silva nasceu na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo. Desde a infância, sonhou em ser dentista, motivada principalmente pela influência dos dentistas de sua família.

Durante a adolescência, mudou-se para a cidade de Ribeirão Preto, onde fez o ensino colegial. Sua meta era passar em uma universidade federal ou estadual e, para isso, contou com o apoio incondicional de seus pais, que faziam de tudo para que essa meta de vida pudesse se tornar realidade.

Em seu primeiro vestibular, não conseguiu avançar para a segunda fase, mas isso não fez com que ela desistisse. Pelo contrário, Daniela iniciou uma trajetória de dois anos de cursinho pré-vestibular ,mas, ainda assim, continuava distante da realização de seu sonho.

Verdadeira vocação

Nessa trajetória, durante uma prova prática de odontologia em uma universidade, a jovem percebeu que essa não era sua verdadeira vocação. Ela queria, na verdade, fazer Engenharia Química, o que, no início, foi uma decepção para sua mãe.

Em 1998, Daniela Silva prestou o vestibular para Química, em uma universidade estadual em Londrina, no Paraná. Essa prova foi feita sem o conhecimento de seus pais, todos achavam que ela prestaria o vestibular para a faculdade de Engenharia Química.

Para a felicidade da jovem estudante, ao sair o resultado do processo de seleção, seu nome constava na lista de aprovados. Mesmo assim, ela continuou o cursinho e passou a se inscrever para vestibulares de Química e Engenharia Química em diversas universidades estaduais e federais por todo o Brasil, não medindo esforços para viajar e fazer as provas.

A preferência de Daniela era por uma universidade específica: a UFSCar! Ela não passou na primeira chamada dessa universidade, mas já havia sido aprovada em Química, na Unesp, e em Engenharia Química, na Faenquil. Decidiu fazer Engenharia Química, conversou com seus pais e eles a apoiaram. Depois disso, Daniela se mudou para a cidade de Lorena, no interior do Estado de São Paulo, município próximo à Aparecida.

Mudança de vida

Foi com emoção que seus pais e seu irmão a levaram até seu novo lar, pois a jovem nunca havia saído de casa antes disso. Agarrando a oportunidade de receber uma formação de excelência, Daniela iniciou sua nova trajetória, mas, um mês depois, recebeu o resultado da terceira chamada da UFSCAR, e seu nome constava na lista. A felicidade foi imensa!

De matrícula feita na universidade de seus sonhos, Daniela se mudou novamente. A partir desse momento, a jovem iniciou sua vida profissional. Foram tempos difíceis, com renda curta. Para ajudar no custeio do curso, Daniela passou a almejar a iniciação científica. Após três meses de tentativas, conseguiu uma bolsa CNPq.

Durante os cinco anos de universidade integral, com algumas reprovações em matérias, dificuldades financeiras e muito esforço, a jovem estudante chegou à fase de conseguir um estágio. O desafio novamente foi grande. Várias entrevistas, dinâmicas e muitas negativas, até que conquistou seu primeiro estágio em uma indústria farmacêutica multinacional, no ano de 2003.

A conexão com o mercado profissional e a conciliação de estudo e trabalho não foram fáceis. O estágio era na cidade de Mogi das Cruzes, São Paulo, e ela seguiu firmemente. Ao final do contrato, o gestor da empresa anunciou que não havia uma vaga efetiva, o que fez com que Daniela passasse a procurar uma nova vaga de emprego. Novamente, passou por várias entrevistas até conseguir seu primeiro emprego efetivo.

Sentiu o machismo na pele

Foi um marco de sua trajetória profissional. Daniela acumulou passagens por empresas de diversas cidades e Estados brasileiros. Um dos momentos marcantes foi quando ela decidiu largar seu emprego fixo em Mogi das Cruzes, vendeu tudo o que tinha e se mudou para Recife, onde sentiu na pele o “machismo” em não ser respeitada como Cargo de Liderança,  até que, em um momento estratégico, ela se viu tomada pelo espírito do empreendedorismo, dando início à construção de seu maior projeto: a MD Consultoria.

Ao longo de nove anos de mercado, a empresa se consolidou, tornando-se uma referência para o setor. Desde 2015, a MD Consultoria vem sendo premiada na área de empreendedorismo por institutos internacionais e brasileiros. A empresa já fez auditorias internacionais no Chile, EUA e na Colômbia, além de ter ministrado treinamentos em todo o Brasil, passando pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará e Amazonas.

Desde 2014, a empresa vem investindo na propagação da área de Qualificação e Validação, por meio de iniciativas pessoais de Daniela, que atualmente possui seis grupos de WhatsApp de Q&V, um grupo e uma fanpage no Facebook com mais de 1k seguidores, além de ter lançado, em 2017, um e-book de perguntas e respostas da área de Q&V.

Marco  histórico

Em março de 2018, Daniela Silva conquistou mais um marco histórico em sua vida profissional: o lançamento da Revista Digital de Q&V, com artigos escritos pelos membros dos grupos, e o lançamento da Mentoria em Q&V.

Foram muitos desafios e também muitas conquistas ao longo de toda a sua trajetória profissional, e o que fica claro nessa história de superação é que, ao invés de buscar estabilidade e um bom salário, a empreendedora Daniela Silva buscou, em primeiro lugar, a realização de seus sonhos.

Ao contrário do que muitas pessoas fazem, Daniela não se preocupou em construir uma carreira de sucesso em uma grande empresa por décadas, fincando raízes. Ela se preocupou em construir sua própria empresa, um negócio sólido e de sucesso.

Hoje, a Engenheira Química, Daniela Cristina da Silva, é um exemplo a ser seguido no campo do empreendedorismo e uma prova clara de que esforço, dedicação, apoio familiar e inovação são as peças-chave para uma carreira bem-sucedida!

COMO FUNCIONA A PROFISSÃO FARMACÊUTICA NA TERRA SANTA

Israel está localizado no Oriente Médio e tem território relativamente pequeno, com área de 20.770 km2. O país é definido como um estado judeu e com uma democracia representativa com sistema parlamentar. Tem uma população de pouco mais de 8 milhões de habitantes, com PIB per capita de US$ 33 mil. O centro financeiro de Israel é Tel Aviv, enquanto Jerusalém é capital e também a cidade mais populosa do país.

Segundo o Israel Trade & Investment, o setor de saúde israelense é extremamente qualificado em todos os seus segmentos. O país é o primeiro em número de patentes per capita de produtos para a saúde no mundo e possui mais de 1.400 empresas no setor de saúde. O governo israelense gasta cerca de 7,5% do PIB anualmente com saúde.

Devido ao grande potencial do capital humano de Israel e aos incentivos à pesquisa e desenvolvimento, as maiores empresas do mundo de produtos para a saúde possuem centros de P&D em Israel: Boston Scientific, GE, Johnson & Johnson, Philips, Siemens Medical, entre outras.

A área de saúde corresponde a mais de 50% das pesquisas realizadas em universidades israelenses, e um em cada três cientistas israelenses é especialista em saúde. Na última década, a Autoridade Nacional de Inovação de Israel investiu mais de US$ 100 milhões anuais no setor.

O segmento de Biotecnologia e Farmacêutica é o segundo maior em Israel. Tratamento de neuropatologias, inovações em medicina regenerativa e genética são apenas alguns exemplos de áreas que o país domina com maestria.

Para disponibilizar mais informações para a composição desta matéria sobre o mercado farmacêutico, foi entrevistado o diretor da Sociedade de Química, Farmacêutica e Meio Ambiente de Israel, Nir Kantor, que fica em Tel Aviv. O contato foi possibilitado pela diretora de Desenvolvimento de Negócios do Ministério da Economia, da Embaixada de Israel no Brasil, Tamires Poleti. Acompanhe:

1 – Regulamentação do setor farmacêutico

O comércio farmacêutico tem seus princípios gerais decretados na Portaria dos Farmacêuticos de 1981 (The Pharmacists Ordinance) e as regras práticas são detalhadas nos regulamentos correspondentes, como o Regulamento de Farmacêuticos, de 1986, e as diretrizes emitidas pelo Ministério da Saúde (Ministry of Health – MOH).

Com relação ao comércio de produtos farmacêuticos, o regulamento dos farmacêuticos distingue entre comércio por atacado e varejo. O comércio atacadista só cuida da distribuição aos centros de saúde e ao varejo. Por sua vez, somente as farmácias podem dispensar medicamentos diretamente ao consumidor, e só por meio do farmacêutico.

No que tange à regulamentação dos preços dos medicamentos, há uma atuação conjunta entre os Ministérios da Saúde e das Finanças.  

2 – Perfil das farmácias

O perfil das farmácias em Israel é uma combinação de estabelecimentos de saúde, drugstores e, em certos pontos de vendas não farmacêuticos, há a venda de medicamentos constantes de uma lista geral de vendas (GSL).

A legislação israelense distingue entre a distribuição de medicamentos prescritos e os isentos de prescrição (MIPs), e ambos só podem ser dispensados por um farmacêutico. A venda de itens da lista GSL não precisa ser, necessariamente, realizada em farmácia ou mesmo por um farmacêutico, já que acontece fora da farmácia. A classificação dos medicamentos é determinada pelo Ministério da Saúde.

3 – Prescrição de medicamentos

A prática de farmácia clínica e da prescrição farmacêutica aplica-se apenas ao farmacêutico responsável de cada farmácia, desde que satisfaça as condições estabelecidas no Regulamento dos Farmacêuticos (que se refere principalmente à experiência do farmacêutico e existência de licença profissional concedida pelo Ministério da Saúde). A principal prática da farmácia clínica acontece nos serviços de saúde. Nas farmácias, um farmacêutico com um diploma de clínico pode emitir uma prescrição, atendendo aos requisitos específicos previstos na lei.

4 – Propriedade da farmácia

A Portaria dos Farmacêuticos diferencia a propriedade de uma farmácia e a gestão dela. A lei estabelece que o proprietário da farmácia é obrigado a delegar o gerenciamento profissional do estabelecimento a um farmacêutico responsável (um farmacêutico titular de licença e com pelo menos dois anos de experiência como farmacêutico aprovado pelo Ministério da Saúde). O proprietário da farmácia é obrigado a operar de acordo com o farmacêutico responsável em assuntos profissionais e a abastecê-lo com os recursos necessários para que cumpra os regulamentos do Ministério da Saúde, conforme exigido por lei.

5 – Presença do farmacêutico

Um farmacêutico deve estar presente na farmácia durante todo o período de sua operação. De acordo com a lei israelense, todos os medicamentos prescritos e os MIPs só podem ser dispensados aos pacientes por um farmacêutico.

6 – Remuneração do farmacêutico

A moeda em Israel se chama Shekel. Em média, o farmacêutico em Israel ganha entre R$ 9 mil e R$ 16 mil, dependendo do tempo de experiência, se é responsável técnico ou não e se atua no varejo ou na indústria.

Matéria publicada no Portal do ICTQ

FARMACÊUTICO NA NOVA ZELÂNDIA TEM SALÁRIO DE R$ 20 MIL

Woman reaching for body lotion in department store

POR EGLE LEONARDI

 

A Nova Zelândia é um país da Oceania, no sudoeste do Oceano Pacífico, formado por duas grandes ilhas principais (Ilha do Norte e Ilha do Sul) e por numerosas ilhas menores.

O país fica num ponto isolado do planeta, a dois mil quilômetros da Austrália, com área de 268 mil km². A maioria de sua população (cerca de 4,5 milhões) tem ascendência europeia (67,6%), sobretudo britânica. Sua renda per capita é de quase US$ 35 mil.

Para se ter uma ideia da pujança do país, vale citar que a Nova Zelândia é um dos países mais desenvolvidos e industrializados do mundo, e que tem altos índices de desenvolvimento humano, qualidade de vida, expectativa de vida, alfabetização, educação pública, falta de corrupção, entre outros.

A farmacêutica, Amy Chan, é formada na Nova Zelândia. Ela chegou a trabalhar no varejo farmacêutico daquele país, mas mudou-se para o reino Unido e atualmente é pesquisadora da Fundação Scientista, na Universidade de Cambridge (Massachusetts). É ela quem contou detalhes sobre a profissão e forneceu os contatos nos órgãos oficiais para a busca dos dados que estão compondo este artigo. Acompanhe:

1 – Regulamentação do setor farmacêutico

A Medsafe é a Autoridade de Segurança de Medicamentos e Dispositivos Médicos da Nova Zelândia (www.medsafe.govt.nz). É responsável pela regulamentação de medicamentos no país.

2 – Perfil das lojas

As lojas podem ser apenas estabelecimentos de saúde ou uma drugstore com um local específico para a dispensação de medicamentos e o atendimento ao púbico.

De qualquer um desses casos, os medicamentos estão localizados, dentro da área da farmácia, de acordo com sua classificação. Os medicamentos que ficam ao alcance da população são os destinados a problemas simples, como alguns analgésicos. O restante fica armazenado de forma segura.

A farmácia no país tem foco em pessoas (orientação de uso racional) e em medicamentos (fabricação/manipulação e dispensação). A principal preocupação da farmácia é garantir que o paciente receba os medicamentos apropriados e se beneficie do seu uso.

Existem mais de 900 farmácias na Nova Zelândia e elas são uma parte essencial do sistema de saúde do país. Mais de 50 milhões de prescrições para medicamentos são dispensadas a cada ano, fora medicamentos isentos de prescrição médica.

3 – Prescrição de medicamentos

O farmacêutico pode prescrever na Nova Zelândia apenas em unidades de saúde básicas, e com uma formação especial para isso. O acesso ao médico é fácil, por isso são esses profissionais que geralmente fazem a prescrição.

A maioria dos farmacêuticos emprega técnicos de farmácias para ajudá-los a dispensar medicamentos prescritos. Os técnicos de farmácia detêm um certificado reconhecido e sempre trabalham sob a supervisão de um farmacêutico. Já os assistentes de farmácia trabalham no lado do varejo da farmácia. Eles geralmente são o primeiro ponto de contato com os clientes.

4 – Propriedade da farmácia

Não há a necessidade de o farmacêutico ser o proprietário de farmácias na Nova Zelândia. Por conta disso, há grandes redes atuando no país. A Green Cross Health é uma das maiores e possui cerca de 350 farmácias comunitárias em toda a Nova Zelândia sob as marcas Unichem e Life Pharmacy. Além disso, detém participações em mais de 80 farmácias. Para se ter uma ideia da potência da Rede, vale lembrar que todos os anos seus farmacêuticos dispensam mais de 31 milhões de produtos.

5 – Presença do farmacêutico

A presença do farmacêutico no ambiente de dispensação e serviços é obrigatória durante todo o período de funcionamento da farmácia. No entanto, ele só pode atuar como farmacêutico após obter a graduação de quatro anos de estudos clínicos e profissionais e mais um estágio de um ano dentro do programa de treinamento Interno da Sociedade Farmacêutica da Nova Zelândia (www.psnz.org.nz).

6 – Remuneração do farmacêutico

Farmacêuticos com mais de cinco anos de experiência geralmente ganham de NZD$ 75 mil (172 mil) a NZD$ 105 mil (R$ 240 mil) por ano. Farmacêuticos com até cinco anos de experiência geralmente ganham de NZD$ 45 mil (R$ 103 mil) a NZD$ 75 mil (172 mil) por ano. As chances de conseguir um bom emprego como farmacêutico na Nova Zelândia são boas devido ao aumento da demanda por seus serviços.

Apenas a título de curiosidade, os técnicos de farmácia qualificados geralmente ganham entre NZD$ 42 mil (R$ 96 mil) e NZD$ 56 mil (R$ 128 mil) por ano, e são necessários dois anos de treinamento. Já os técnicos de farmácia estagiários ganham entre NZD$ 36 mil (R$ 82 mil) e NZD$ 42 mil (R$ 96 mil) por ano.

Publicada no Portal do ICTQ.

VOCÊ ACEITARIA SALÁRIO DE R$93? OS FARMACÊUTICOS DE CUBA ACEITAM!

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POR EGLE LEONARDI

Cuba é um país do mar do Caribe, na América Central. É formado por um arquipélago que possui a ilha principal de Cuba e outras menores. Havana é a maior cidade de Cuba, e é também a capital do país. Sua língua oficial é o espanhol e seu sistema de Governo é socialista marxista-leninista. Tem população de quase de 12 milhões de habitantes e um PIB per capita de US$ 10.200 (R$ 31.816).

Em Cuba, os salários são baixíssimos (o salário mínimo é referente a R$ 90). No entanto, a prestação de serviços relacionados à saúde é totalmente gratuita. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de mortalidade infantil para crianças abaixo de cinco anos de idade foi de sete para cada mil nascidos, índice superado, na América, apenas pelo Canadá (onde o índice corresponde a seis crianças a cada mil nascidos).
Cuba gasta 7,7% de seu PIB em saúde (Estados Unidos 15,3%, Canadá 10%, Brasil 7,5%). PPP int.$ é o dólar internacional, que é a moeda americana ajustada para a equivalência de poder aquisitivo, assim, em Cuba o dispêndio per capita é de apenas PPP int.$ 674, enquanto os Estados Unidos gastam em saúde PPP int.$ 6719, o Canadá PPP int.$ 3673 e o Brasil PPP int.$ 674.

Apesar de o sistema de saúde funcionar, a questão dos medicamentos deixa a desejar. Conseguir informações detalhadas sobre o tema é muito difícil, já que Cuba tem um sistema extremamente fechado e o acesso via internet é bem limitado. Para se ter uma ideia, Cuba tem um dos índices de posse de computador que estão entre os mais baixos do mundo. O direito de utilizar a internet é monitorado e só é concedido a quem contrata os serviços do governo cubano. Para ter acesso à internet é necessário pagar uma taxa específica em pontos fixos de acesso (lan-houses). Para ter acesso a toda internet paga-se algo em torno de R$ 14,00 (4,50 CUC) por hora para navegar por sites nacionais. Para e-mails internacionais a quantia cobrada é em torno de R$ 4,70 (1,50 CUC) a unidade.
Quem falou sobre o assunto foi a cubana Margaret Jardinot Mustelier, que viveu e trabalhou no país. Atualmente ela é dentista na Espanha, mas conhece muito bem o varejo farmacêutico de Cuba. Acompanhe:

1 – Regulamentação do setor farmacêutico

A regulamentação da legislação cubana é feita pelo Ministério da Saúde. Em Cuba, o governo detém controle e propriedade de todos os players que atuam no campo da saúde. As farmácias, clínicas médicas, hospitais e indústrias são governamentais e seus funcionários trabalham para o governo. A indústria farmacêutica está em desenvolvimento, principalmente por conta do bloqueio econômico sofrido pelo país. Assim, há um grande investimento em pesquisa e desenvolvimento neste setor.

2 – Perfil dos estabelecimentos

Em Cuba não há lojas como são conhecidas no Brasil. Lá apenas há um local de dispensação de medicamentos. Nada mais é vendido nas farmácias cubanas, nem mesmo itens de higiene pessoal e cosméticos. Só estão nas farmácias o que pode ser considerado medicamento ou item de uso medicinal, e eles nunca ficam ao alcance da população. Apenas os farmacêuticos podem manipulá-los.

Existem medicamentos vendidos sem receita médica, como analgésicos e vitaminas, o restante necessita de prescrição médica, e muitos com um visto de um hospital.

3 – Prescrição de medicamentos

Farmacêuticos não prescrevem legalmente em Cuca. Essa é uma atribuição apenas dos médicos. A possibilidade de prescrição é dada aos médicos do governo, que carregam um número para identificá-los e controlar sua emissão das receitas.

A função do farmacêutico dentro de uma farmácia é apenas a orientação com relação aos medicamentos e algum acompanhamento de pacientes com doenças crônicas. Não há prestação de serviços, como se conhece no Brasil. Toda a área de saúde é controlada pelo governo cubano.

Vale lembrar que os medicamentos com uma prescrição médica recebem um subsídio do governo de cerca de 90% nas farmácias, e isso inclui também os medicamentos manipulados. Nos hospitais, a medicação é gratuita durante os atendimentos e internações.

4 – Propriedade da farmácia

Todas as farmácias são do governo cubano, mesma aquelas destinadas aos turistas (geralmente dentro de hotéis ou aeroportos).

5 – Presença do farmacêutico

Há a exigência de farmacêuticos para o funcionamento da farmácia. Eles são funcionários do governo.

6 – Remuneração do farmacêutico

Todos os salários em Cuba são muito baixos. Os farmacêuticos ganham cerca de 30 CUC, ou seja, aproximadamente R$ 93,00 ao mês!

 

Matéria publicada no Portal do ICTQ

A VEZ DO PROTAGONISMO FEMININO

 

daniela Silva

 

Por Daniela Cristina da Silva*

 

Cada vez mais, o ambiente corporativo está sendo ocupado por mulheres. Desde postos mais simples até em cargos estratégicos, é possível observar a capacidade que as mulheres têm para desempenhar o papel profissional com eficiência, organização, concentração, paciência e bom humor.

É certo que as mulheres nunca fizeram parte de um sexo frágil – é mais provável que, na competição entre homens e mulheres em vários papeis sociais – inclusive no ambiente profissional -, os homens tenham sido mais agressivos, deixando o resultado desfavorável a elas por muitos anos.

O empoderamento feminino, no entanto, vem mudando esse cenário e, aos poucos, garantindo às mulheres o papel ao qual elas sempre tiveram direito.

Prova disso é a atual representatividade feminina em diversos governos, cargos estratégicos e no comando de grandes empresas mundiais. A Revista Forbes, recentemente, divulgou a lista das mulheres mais poderosas do mundo, destacando o protagonismo de figuras como da chanceler alemã, Angela Merkel; da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May; da chefe de operações do Facebook, Sheryl Sandberg; e da CEO da General Motors, Mary Barra.

Segundo o Movimento Mulher 360, grupo empresarial que luta pelo desenvolvimento econômico das mulheres, o empoderamento feminino passa por sete princípios. São eles:

  • Liderança;
  • Educação e formação;
  • Saúde, segurança e fim da violência;
  • Igualdade de oportunidades, inclusão e não discriminação;
  • Liderança comunitária e engajamento;
  • Desenvolvimento empresarial e práticas da cadeia de fornecedores;
  • Acompanhamento, medição e resultado.

Estes princípios são recomendados para empresas delegarem poder às mulheres em ambiente corporativo. Os direcionamentos também são ideais para o mercado de trabalho e para ações em comunidade. Estes princípios também estão presentes na ONU Mulheres e no Pacto Global das Nações Unidas.

 

O FORTALECIMENTO DAS MULHERES NA SOCIEDADE, NO TRABALHO E NA VIDA

Ao mesmo tempo em que o empoderamento feminino se fortalece em todos os ambientes, em especial no trabalho, o mundo contemporâneo se torna cada vez mais exigente em suas rotinas, horários, funções e atribuições. Nesse sentido, as mulheres se mostram extremamente capazes de cumprir com todos os afazeres com empenho, dedicação e eficiência. São mães, donas de casa, esposas, entre outras funções, além de ocuparem cargos estratégicos nas organizações e entregarem um ótimo resultado em todas as áreas de atuação.

Esse fortalecimento da presença feminina no mercado de trabalho, muitas vezes, não é fácil. A dupla jornada ainda se mostra como um tremendo desafio, que exige um esforço quase sacrificante para as mulheres executivas ou empreendedoras.

O caminho para tornar essa realidade mais leve e fácil é conscientizar os homens, que ainda se recusam a dividir tarefas domésticas e a participar ativamente da educação e criação dos filhos. Igualdade é fundamental para o empoderamento feminino – um movimento que vem trazendo inúmeros benefícios à sociedade.

 

LIDERANÇA E CRIATIVIDADE FEMININA NAS EMPRESAS

Empoderamento é o mesmo que ter força, tornar-se mais forte. Profissionalmente e socialmente, é possível perceber que as mulheres estão mais ativas, conscientes de seus direitos e responsabilidades, definitivamente mais poderosas!

Entre as qualidades mais significativas das mulheres para o ambiente corporativo estão a liderança e a criatividade. Essas habilidades são ideais para a solução de problemas, direcionamento das equipes, desenvolvimento de projetos, cumprimento de metas e prazos. Os resultados são mensurados e comprovados!

Contudo, ainda é preciso que muitas empresas adotem a meritocracia sem qualquer tipo de distinção de gênero e que homens e mulheres entendam que é possível criar um ambiente harmônico, igualitário e justo nas organizações.

Quando mulheres e homens trabalham em conjunto e com a mesma relevância, a sociedade e as empresas ganham em qualidade e representatividade, tornando o conjunto mais completo e eficiente.

O empoderamento feminino é uma realidade que precisa ser respeitada e que vem contribuindo com o desenvolvimento econômico dos países. Por isso mesmo, é essencial promover ambientes saudáveis e igualitários dentro das corporações, percebendo que a presença das mulheres em cargos estratégicos é fundamental para a construção de uma sociedade com oportunidades para todos, sem preconceitos e com condições de igualdade para mulheres e homens!

 

*Daniela Cristina da Silva é empreendedora, palestrante, auditoria nacional e internacional, criadora e gerenciadora da fanpage Q&V e grupos no whatsapp. Engenheira química graduada pela Universidade Federal de São Carlos, especialista em Gestão da Qualidade e Produtividade pela Faculdade Oswaldo Cruz. Com experiência profissional em unidades fabris, de indústrias farmacêuticas e farmoquímicas, multinacionais e nacionais de grande porte há 14 anos, como Sanofi-Aventis, Pfizer, Nicomed, Libbs. Atualmente é diretora executiva M&D Consultoria. Experiência em startup de plantas, comissionamentos, qualificação de equipamentos, validação de limpeza, processos e sistemas computadorizados e realização de FATs de equipamentos de produção na Argentina e Alemanha. É docente do IDVF – Instituto de Desenvolvimento do Varejo Farmacêutico e do Portal EADPLUS e da pós-graduação do ICTQ e Racine.

 

SALÁRIOS BAIXOS SÃO UMA REALIDADE NAS FARMÁCIAS EM ANGOLA

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POR EGLE LEONARDI

 

Angola é um país africano de língua portuguesa. Tem uma área de 1.246.700 km² com uma população de quase 26 milhões de habitantes. Seu PIB per capta é de US$ 8.185 (pouco mais de R$ 25 mil). Sua moeda é o Kwanza (AOA).

Os portugueses estiveram presentes desde o século XV em alguns pontos do que é hoje o território de Angola, interagindo de diversas maneiras com os povos nativos. A independência do domínio português só foi alcançada em 1975, depois de uma longa guerra de libertação.

O país tem vastos recursos naturais, como grandes reservas de minerais e de petróleo e, desde 1990, sua economia tem apresentado taxas de crescimento que estão entre as maiores do mundo. Apesar disso, os padrões de vida angolanos continuam baixos, já que cerca de 70% da população vivem com menos de dois dólares por dia.

Além disso, as taxas de expectativa de vida e mortalidade infantil no país continuam entre os piores do mundo, e impera a desigualdade econômica. Segundo a Organização das Nações Unidas, Angola é considerado um dos países menos desenvolvidos do planeta e um dos mais corruptos do mundo, segundo a Transparência Internacional.

A Direção Nacional de Medicamentos e Equipamentos é o órgão que regulamenta a farmácia em Angola, ligada ao Ministério da Saúde. O decreto que regula a atividade farmacêutica é o de número 36/92, de 7 de agosto, I Serie n.º31.

Quem forneceu as informações sobre a atividade farmacêutica em Angola foi o farmacêutico Luis Teixeira, que atua em um estabelecimento em Luanda, capital do país; e o farmacêutico, Eugenio Muniz, diretor-executivo do ICTQ, que atuou em um projeto junto a uma rede de farmácias em Luanda. Confira as informações abaixo:

1 – Regulamentação do setor farmacêutico                                                 

O segmento farmacêutico em Angola é regulado pelo Ministério da Saúde, mas as relações com os farmacêuticos ficam por conta da Ordem dos Farmacêuticos de Angola (cuja atuação e abrangência se assemelham ao Conselho Federal de Farmácia no Brasil).

2 – Perfil das lojas

Apenas ficam ao alcance dos clientes os itens de higiene pessoal e cosméticos, que permanecem nas gôndolas, além dos medicamentos isentos de prescrição. Esses ficam nas gôndolas e também no balcão, mas podem ser apanhados pelos usuários e levados diretamente ao caixa.

Os medicamentos prescritos ficam atrás do balcão e são dispensados pelo farmacêutico e pelo técnico de farmácia (um profissional com formação técnica média). As farmácias em Angola também têm auxiliares, que dão suporte aos técnicos farmacêuticos.

3 – Propriedade da farmácia

Não há exigência de que o farmacêutico seja o proprietário de uma farmácia. Assim, qualquer empreendedor pode ter uma unidade ou várias delas, configurando grandes redes de farmácias naquele país. No entanto a presença do farmacêutico nas farmácias é exigida por lei.

4 – Remuneração do farmacêutico

O salário do farmacêutico que atua em farmácias em Angola fica entre R$ 2.500,00 e R$ 3.500,00. É ruim, mas vale lembrar que o salário mínimo daquele país gira em torno de R$ 500,00.

 

Matéria publicada no Portal do ICTQ

NA ÁFRICA DO SUL LIDERAM AS DRUGSTORES

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POR EGLE LEONARDI

 

Considerado uma economia de renda média alta pelo Banco Mundial, a África do Sul tem um mercado emergente. A economia sul-africana é a segunda maior do continente (atrás apenas da Nigéria). O país tem três capitais: Pretória, onde há a administração oficial (governo, tribunais, presidência e parlamento) e é a sede do Poder Executivo; Cidade do Cabo (sede do Poder Legislativo); e Bloemfontein (sede do Poder Judiciário). A moeda na África do Sul se chama Rand (R).

Multiétnico, o país possui as maiores comunidades de europeus, indianos e mestiços da África e tem 70% da população sul-africana composta por negros. Sua população é de quase 55 milhões, com PIB Per capita de US$ 12.721 (R$ 39,5 mil). No entanto, cerca de um quarto da população está desempregada e vive com menos de US$ 1,25 por dia.

O farmacêutico, Kenny Baker, é proprietário da Springbok Pharmacy, em Alberton. Sua farmácia ocupa uma área de 4 mil  metros quadrados em dois pisos de um dos maiores shoppings da região, e emprega mais de 150 pessoas.

Ele diz que Springbok é a maior farmácia independente do hemisfério sul e a principal farmácia de desconto da África do Sul. Ele emprega 10 farmacêuticos qualificados, 8 assistentes de farmacêuticos registrados, além de pessoal especializados em homeopatia e remédios naturais, nutricionistas, esteticistas, enfermeiros e pessoal de vendas e administrativo.

A estrutura de sua farmácia conta com diversos departamentos que funcionam quase como empresas separadas, ou seja, lojas dentro da loja: cosméticos, produtos de higiene pessoal e fragrâncias, remédios homeopáticos e naturais, suplementos desportivos, calçados especializados, equipamentos cirúrgicos e auxiliares para deficientes, serviços clínicos, medicamentos prescritos e de venda livre etc.

“Os negócios estão difíceis na África do Sul, principalmente devido à situação econômica ruim. Os consumidores têm cada vez menos renda disponível para o consumo”, comenta Baker. Por conta disso, ele explica que é quase impossível uma farmácia progredir apenas com a venda de medicamentos.

“Os preços de medicamentos listados são determinados pelas Assistências Médicas – todos os medicamentos programados têm um único preço de saída, e não é permitido desconto ou bônus. Podemos adicionar 26% chegando até a R26,00 (referente a R$ 6,34) como lucro por item, independentemente do custo do medicamento. Como não é possível lucrar mais de R26,00 por item, confiamos em volumes para permanecer no negócio”, explica o farmacêutico empresário.

Ele lamenta que as farmácias independentes estejam desaparecendo rapidamente na África do Sul, pois estão sendo compradas por grupos empresariais ou apenas fechando suas portas. Apenas os maiores independentes, como Springbok, ainda conseguem sobreviver, porque tem uma grande base de clientes que construiu nos seus 54 anos de existência. “Nós não temos dívidas. Oferecemos uma grande variedade de produtos não médicos e anunciamos agressivamente a cada mês. Esse é nosso segredo de sucesso”, revela Baker. É ele quem dá mais detalhes sobre a legislação farmacêutica em seu país. Acompanhe:

1 – Regulamentação do setor farmacêutico              

A regulamentação do segmento farmacêutico na África do Sul, que inclui a farmácia, os medicamentos e o farmacêutico, é feita pelo South African Pharmacy Council (SAPC), baseada na Lei 53 de 1974 daquele país.

Legalmente há suporte para venda de itens alheios à farmácia nos estabelecimentos, que podem trabalhar como drugstores. Nesse tipo de loja se vende de tudo! Há também o modelo de estabelecimento de saúde, como no Brasil, onde se vendem somente medicamentos e itens de higiene pessoal e cosméticos. No entanto, segundo o entrevistado, com as baixas margens em medicamentos praticadas no país, poucas farmácias podem ser sustentadas vendendo apenas remédios.

Para entender a disposição dos produtos dentro de uma farmácia na África do Sul, vale mencionar que os medicamentos estão divididos por categorias. Por exemplo, a categoria 0 compõe os medicamentos que podem permanecer disponíveis no autoatendimento. As categorias de 1 a 6 são compostas por medicamentos que não ficam diretamente acessíveis ao público, e são mantidos atrás do balcão. A categoria S3 e acima são vendidas apenas com uma prescrição médica.

2 – Prescrição de medicamentos

Não há a prática de prescrição por farmacêuticos.  Entretanto, há uma prestação de serviços muito consistente. Como exemplo, vale citar a farmácia Springbok, que mantém equipe de enfermagem para dar suporte aos farmacêuticos nos serviços de saúde básicos e que também está licenciada para a venda de medicamentos nível S4. Na clínica, são oferecidos os seguintes serviços:

– Triagem de sangue

– Medição da pressão arterial

– Planejamento familiar

– Vacinações

– Gerenciamento de peso

– Cuidados com feridas avançadas

– Cuidados com o Diabetes

– Saúde geral

– Saúde materno-infantil

– Aconselhamento para HIV

– Saúde da Mulher

– Colocação de brincos

– Laboratório de testes rápidos

3 – Propriedade da farmácia e presença do farmacêutico

Não há restrições com relação à propriedade de uma farmácia, no entanto, somente o pessoal registrado no SAPC (farmacêuticos e assistentes) pode lidar com medicamentos.

É obrigatória a presença de um farmacêutico responsável em serviço em todos os momentos em que a área da farmácia esteja funcionando. As compras de todos os medicamentos devem ser registradas juntamente com as informações do usuário.

4 – Remuneração do farmacêutico

A moeda na África do Sul se chama Rand (R). Os salários dos farmacêuticos variam de acordo com a experiência e seu papel dentro da farmácia (ou seja, se é de dispensação ou gerencial). Os salários médios variam entre R40.000 a R60.000 (de R$ 9.700,00 a R$ 14.500,00), mas há aqueles mais experientes e de nível gerencial que chegam a ganhar  R70.000 (R$ 17.000,00) por mês.

EM PORTUGAL, ATENDIMENTO CLÍNICO É OBRIGATÓRIO NA DISPENSAÇÃO

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POR EGLE LEONARDI

 

Portugal é um país relativamente pequeno, situado no extremo sudoeste da Europa. Sua população gira em torno de quase 11 milhões de pessoas e seu PIB per capita é de pouco mais de R$ 80 mil.

Depois de seguidos anos de retração, o PIB português passa por um crescimento moderado. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística português, o PIB de Portugal teve um crescimento real de 2,8% no primeiro trimestre de 2017 em relação ao mesmo período no ano anterior, registrando assim a maior alta em 10 anos.

Já o valor do mercado farmacêutico em Portugal está avaliado em cerca R$ 1.263 bilhão (2015), segundo o Centro de Estudos Superiores da Indústria Farmacêutica (CESIF). O país dispõe de ótimas indústrias com excelentes condições e motivadas para aumentar o volume e a qualidade de trabalho.

Existem cerca de 150 empresas farmacêuticas correspondendo a mais de oito mil postos diretos de trabalho naquele país.

Foram os farmacêuticos do Instituto IdeHia, de Portugal, que forneceram as informações sobre a legislação farmacêutica do país: a diretora Científica  da entidade, Ana Paula de Almeida; e o consultor do  instituto, João Campos. Acompanhe:

1 – Regulamentação do comércio farmacêutico    

A atividade farmacêutica e o seu comércio são regulados pelo Ministério da Saúde por meio de três órgãos de domínio público: INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P.; ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica; e DGAV (Direção-Geral de Veterinária).

A área de atuação de cada um destes órgãos encontra-se bem definida de acordo com o tipo de produto farmacêutico, operando desde o desenvolvimento, produção, distribuição, prescrição e dispensa até à utilização. Esses órgãos colocam-se como interlocutores com as agências do medicamento e produtos farmacêuticos dos outros Estados-membros da União Europeia, bem como com a Agência Europeia do Medicamento e com a Comissão Europeia.

– INFARMED – organismo responsável pela avaliação, autorização, disciplina, inspeção e controle de medicamentos de uso humano, incluindo os medicamentos à base de plantas e os homeopáticos, e de produtos de saúde, compreendendo os cosméticos e de higiene corporal, e ainda os dispositivos médicos e dispositivos médicos para diagnóstico in vitro.

– ASAE – autoridade administrativa nacional especializada no âmbito da segurança alimentar e da fiscalização econômica, sendo responsável pela avaliação e comunicação dos riscos na cadeia alimentar e pela disciplina do exercício das atividades econômicas nos setores alimentar e não alimentar. No setor farmacêutico são responsáveis pelos suplementos alimentares e outros gêneros alimentícios.

– DGAV – tem por missão a definição, execução e avaliação das políticas de segurança alimentar, de proteção animal e de sanidade animal, de proteção vegetal e fitossanidade. Dentro das suas competências, se destacam as suas funções como a autoridade nacional do medicamento veterinário, outros produtos farmacêuticos destinados ao uso animal e de fitofarmacêuticos.

2 – Perfil das lojas

As farmácias em Portugal têm o dever de exercer a sua atividade na área da saúde e de interesse público, assegurando a continuidade dos serviços prestados aos usuários. Portanto, apesar de elas serem consideradas espaços de saúde de carácter privado, têm responsabilidades públicas bem definidas. Assim, independentemente do seu carácter comercial necessário para seu funcionamento, existe um elevado padrão de exigência no que diz respeito à ética profissional, centrando o atendimento na saúde e bem-estar do paciente.

Nenhum medicamento, tanto os sujeitos à prescrição médica como os não sujeitos à receita médica, pode estar ao alcance dos usuários. Apenas os suplementos alimentares, cosméticos e outros produtos de higiene e alguns dispositivos médicos é que podem estar ao seu alcance. Sempre que o produto farmacêutico é classificado como medicamento, ele deverá estar inacessível ao paciente, uma vez que o farmacêutico apenas poderá fazer a dispensa do medicamento caso este entenda que o seu uso será racional e necessário.

3 – Prescrição de medicamentos

A farmácia clínica deve ser realizada em qualquer dispensa de medicamento, sendo que durante o levantamento de uma receita médica deve-se promover a chamada dispensa ativa. Assim, o farmacêutico tem o dever de averiguar a necessidade, a segurança e o uso racional do medicamento para cada paciente. Quando este estudo é feito de um modo contínuo e documentado, então, esse atendimento é feito no âmbito de uma consulta farmacêutica. Essa consulta é realizada num espaço apropriado e em ambiente de consultório, promovendo um diálogo privado entre o farmacêutico e o doente.

Em Portugal, o farmacêutico não tem a capacidade legal de prescrição, sendo legalmente considerada como um ato médico. No entanto, o farmacêutico deve prestar um aconselhamento ativo na dispensa dos medicamentos que não necessitam de receita médica (MNSRM – medicamentos não sujeitos a receita médica). Este aconselhamento deve apenas ser realizado para sintomas menores (duração inferior a sete dias), sendo que em situações de sintomas maiores, ou na não resolução do sintoma menor após os sete dias, o paciente deve ser encaminhado para o médico.

4 – Propriedade da farmácia

Ao contrário do que acontecia há alguns anos, o proprietário da farmácia não tem de ser farmacêutico. No entanto, o papel da direção técnica da farmácia apenas pode ser assumido por um farmacêutico. O responsável máximo pela farmácia é o diretor técnico, sendo que este assume ou partilha qualquer atividade realizada pelos funcionários da farmácia. Na ausência deste, o farmacêutico substituto assume o seu papel de responsabilidade.

O aconselhamento farmacêutico é esperado em qualquer dispensa de produtos farmacêuticos, sendo que este está vinculado ao enquadramento legal da atividade farmacêutica e ao estatuto estabelecido pela Ordem dos Farmacêuticos. Do mesmo modo, o próprio espaço da farmácia é regulado, existindo áreas de características bem definas (área de atendimento, laboratório, cuidados farmacêuticos, sanitários, armazéns, entre outros), horários, licença de abertura, entre outros aspetos legais. O não cumprimento dessas disposições legais pode levar à aplicação de sanções pelo INFARMED.

5 – Presença do farmacêutico

A presença do farmacêutico é obrigatória em todas as horas de funcionamento da farmácia. Qualquer dispensa de um medicamento, mesmo aquela realizada pelo técnico de farmácia, é da responsabilidade do farmacêutico. Assim, a presença do diretor técnico ou do seu representante, farmacêutico substituto, é indispensável, tendo este a responsabilidade de assegurar o bom funcionamento da farmácia e de promover o uso racional do medicamento.

6 – Remuneração do farmacêutico

Existe em vigor um Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) acordado entre o Sindicato Nacional dos Farmacêuticos (SNF) e a Associação Nacional das Farmácias (ANF), em que há a categorização dos farmacêuticos, bem como a tabela salarial aplicável com indicação das remunerações mínimas mensais.

Tabela Salarial mínima

Diretor técnico – R$ 7.300 (1.975,35€)

Farmacêutico Grau I – R$ 5.600 (1.521,26€)

Farmacêutico Grau II – R$ 5.200 (1.399,19€)

Farmacêutico Grau III – R$ 4.600 (1.258,33€)

Farmacêutico Grau IV – R$ 4.400 (1.183,20€)

Farmacêutico Grau V – R$ 3.700 (1.000€)

O acesso a cada categoria se dá após a verificação do exercício efetivo de funções no grau anterior por um período de três anos.

Matéria publicada no Portal do ICTQ


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