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A tecnologia irá transformar a maneira como a sociedade lida com a saúde, e o brasileiro que viverá 150 anos já nasceu. Para especialistas reunidos no Exame Fórum Saúde, que aconteceu no início de novembro, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, o envelhecimento da população brasileira deve revolucionar a gestão da saúde pública e privada no País.

“Viver mais, à luz do mundo que temos hoje, vai custar mais”, afirmou o médico professor da Escola Paulista de Medicina e presidente do conselho do grupo Fleury, Marcos Ferraz Bosi, durante o painel de abertura sobre demografia e saúde. Já o executivo para estratégia de medicamentos biológicos na AbbVie, Felipe Marques Gonçalves, que também participou do debate, disse que da mesma forma que as tecnologias mudaram outros setores vão mudar a saúde. “A gente vai ter mais indicadores, uma gestão maior e falar mais do pagamento por valor e performance”, ressaltou.

Imaginando o hospital do amanhã durante o painel Tecnologia, o Futuro da Saúde, o presidente e CEO da GE Healthcare para a América Latina,Luiz Verzegnassi, defendeu que “equipamentos de analytics darão soluções que vão facilitar o trabalho do profissional de saúde”. O sócio líder da Deloitte para lifesciences e healthcare, Enrico de Vettori, também analisou a mescla entre saúde e tecnologia. “A tecnologia veio para baixar o custo. Para fazer com que tenhamos maior facilidade de distribuição e de acesso”, disse.

A revolução das startups

Uma realidade no Brasil, as startups da área da saúde estão mudando conceitos e modelos de negócio no setor. “A medicina no Brasil é dividida em pública e privada, e temos ineficiências dos dois lados”, disse o sócio-investidor e membro do conselho do Dr. Consulta, Renato Velloso Dias Cardoso. “Enxergamos uma lacuna onde há pessoas que têm condições de pagar pela saúde privada e que não querem esperar a ineficiência da saúde pública”, completou.

Para o fundador e presidente do Docway, Fábio Tiepolo, a tecnologia na saúde surge como um resgate da medicina a domicílio e humanizada. “Em nossa plataforma o paciente tem autonomia para fazer seus pedidos e escolher o profissional de acordo com o que pode pagar, e o médico é livre para escolher o seu valor”, disse.

O fórum foi encerrado com um talkshow sobre como aproximar o mundo digital do mundo real e ampliar a oferta de saúde para toda a população. “A tecnologia nos permite aproximar não-especialistas de especialistas e cada vez mais o indivíduo de informações que possam ajudar em uma melhor gestão da saúde”, disse a diretora executiva para as áreas médica, técnica e de Pesquisa & Desenvolvimento do Grupo Fleury, Jeane Tsutsui.

“Temos que esperar muito tempo para a validação de novas tecnologias pelos conselhos de medicina”, destacou o diretor médico da Américas Serviços Médicos/UHG Brasil, Charles Al Odeh. Para o gestor, um dos grandes desafios em ampliar a oferta de saúde é que “não há nenhum lugar que prepare profissionais de outras indústrias a trabalhar com o segmento”.

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