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Jornalista especializada em produção de conteúdo farmacêutico, de saúde em geral, bem-estar e meio corporativo.
SUPERBACTÉRIAS VERSUS ANTIBIÓTICOS: QUEM VENCE ESSA GUERRA?

SUPERBACTÉRIAS VERSUS ANTIBIÓTICOS: QUEM VENCE ESSA GUERRA?

POR EGLE LEONARDI

Pode parecer um movimento lento...quase inexistente... mas a verdade é que neste ano, pelo menos, dois novos antibióticos entraram no mercado nacional, com a promessa de combater as superbactérias, como o Torgena (Pfizer) e o Zerbaxa (MSD).

Há também aquelas notícias inusitadas que fazem a maioria duvidar, como a publicada na BBC Brasil, sobre uma pesquisa da Rockefeller University, em Nova Iorque (Estados Unidos), que descobriu na poeira uma nova família de antibióticos com potencial para combater infecções difíceis de tratar. Os testes indicaram que os compostos naturais, chamados de malacidinas, foram capazes de debelar uma série de doenças bacterianas que se tornaram resistentes à maioria dos antibióticos, entre elas a superbactéria MRSA (Staphylococcus aureus).

Contrariando aqueles que dizem haver um apagão no lançamento de antibióticos, o principal problema mundial envolvendo essa classe de medicamentos não é propriamente a falta de novos produtos, mas seu consumo irracional e desnecessário.

Importante dizer que a resistência bacteriana pode ser considerada uma das principais ameaças à saúde mundial. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, a partir de 2050, mais de 10 milhões de pessoas morrerão por ano por conta de bactérias resistentes aos antibióticos atuais, superando o número anual de óbitos por câncer, que chega a 8,2 milhões.

Nota assinada pela OMS, em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAH) revelou altos níveis de resistência bacteriana, tanto em países subdesenvolvidos como nos desenvolvidos.

Segundo o Global Antimicrobial Surveillance System (GLASS), o acometimento generalizado de resistência aos antibióticos ocorre em 500 mil pessoas com suspeita de infecção bacteriana em 22 países. Foram relatadas, de forma mais recorrente, as bactérias resistentes Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus e Streptococcus pneumoniae, seguidas da Salmonella spp.

A indústria está focada, mas nem tanto

De acordo com o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini, há, sim, muito interesse da indústria farmacêutica no desenvolvimento de novos antibióticos: “E a razão é a emergência das chamadas superbactérias, resistentes aos antibióticos comuns, que a OMS considera uma das maiores ameaças à saúde humana”.

Ele acredita que, por conta disso, os institutos de pesquisa e laboratórios farmacêuticos de todo o mundo correm contra o tempo para desenvolver novas classes de antibióticos. “A questão é que esta é uma tarefa complexa, demorada e cara”, dispara o executivo. O fato é que está mais difícil, e cada vez mais dispendioso, o desenvolvimento de novos medicamentos por causa do relativo esgotamento de opções de princípios ativos com potencial curativo, obtidos por meio de pesquisa.

Já quem trabalha com os antibióticos no dia a dia tem opinião diferente: “Este ano tivemos alguns lançamentos, mas os lançamentos tem sido raros, pois poucos laboratórios se interessam por esses produtos (antibióticos), já que existe um grande risco de se tornarem obsoletos em curto espaço de tempo devido à resistência”, afirma o responsável farmacêutico do Hospital da Polícia Militar, professor de pós-graduação e diretor da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (Sbrafh), Marcelo Polacow.

Antibióticos novos

O mais recente antibiótico aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o Torgena, da Pfizer, publicado em 25 de junho, no Diário Oficial da União.

O medicamento é específico para o combate de bactérias resistentes, incluindo a superbactéria Klebsiella pneumoniae, produtora de carbapenemase (KPC), que expressa resistência a aproximadamente 95% dos antimicrobianos existentes no mercado.

Além disso, Torgena combate outros dois agentes considerados críticos para a saúde pública pela OMS: a Pseudomonas aeruginosa e as bactérias que expressam outro mecanismo de resistência a antibióticos, as enterobactérias produtoras de ESBL (β-lactamases de espectro estendido). A molécula considerada inovadora é uma combinação do antibiótico ceftazidima com o avibactam.

"As bactérias têm evoluído e se tornado cada vez mais resistentes às opções terapêuticas existentes. Por isso, a importância do desenvolvimento de novos antibióticos. O lançamento do Torgena é um importante marco na luta contra a resistência bacteriana, principalmente contra a KPC", destaca o diretor médico da Pfizer Brasil, Eurico Correia.

Em desenvolvimento, o laboratório mantém também outros dois antibióticos com moléculas associadas ao avibactam, com foco no combate à resistência bacteriana.

Outro antibiótico disponibilizado no Brasil neste ano (maio) é destinado ao tratamento de infecções causadas por bactérias resistentes, como a Pseudomonas aeruginosa - uma das três bactérias mais resistentes, destacadas pela OMS.

Com o nome comercial de Zerbaxa, o ceftolozana-tazobactam foi desenvolvido pela indústria farmacêutica MSD e é de uso hospitalar para tratar pacientes com infecções intra-abdominais e infecções do trato urinário, ambas de maior complexidade.

De acordo com estudos clínicos, o novo antibiótico demonstrou 87% de eficácia no tratamento de infecções intra-abdominais quando comparado ao tratamento padrão com meropeném (83%). Já para o tratamento de infecções do trato urinário causadas pelas P. aeruginosa, os números foram ainda mais expressivos, com aproveitamento de 75%, se comparados aos do levofloxacino (47%), que é um dos tratamentos contra esse tipo de infecção.

“Hoje em dia, ainda há uso de antibióticos de forma indiscriminada na medicina e veterinária, além da pecuária e agricultura. Isso resulta em uma importante pressão seletiva de bactérias. Ceftolozana-tazobactam é uma arma importante que está chegando ao mercado para auxiliar os médicos nessa luta, pois ainda perdemos pacientes com infecções por bactérias multirresistentes”, explica a infectologista na Universidade de Caxias do Sul, Lessandra Michelin, que é mestre e doutora em Biotecnologia e Vacinologia pela Université de Genève.

Bem, quanto ao antibiótico encontrado na poeira, pode parecer exagero, mas foi empregada uma técnica inovadora para sequenciar os genes de micróbios que vivem no solo. Assim, os pesquisadores anunciaram, em março deste ano, que encontraram uma nova classe de antibióticos poderosos, as malacidinas, que são eficazes em debelar bactérias multirresistentes.

Em testes em laboratório e em animais, as malacidinas eliminaram muitas infecções, incluindo algumas que se tornaram resistentes aos antibióticos tradicionais. Além disso, as bactérias infecciosas expostas às malacidinas não desenvolveram resistência aos novos antibióticos em experimentos laboratoriais de longa duração. Os resultados foram publicados na revista Nature Microbiology.

O chefe do Laboratory of Genetically Encoded Small Molecules, da Universidade de Rockefeller (onde a pesquisa foi conduzida), Sean F. Brady, diz que serão necessários anos de pesquisas adicionais antes que as malacidinas possam estar prontas para testes clínicos em humanos. Ainda assim, a descoberta poderá ajudar a enfrentar uma crise de saúde pública, à medida que os antibióticos existentes perdem cada vez mais sua eficácia contra microrganismos que causam infecções perigosas.

É preciso agir

Mussolini, do Sindusfarma, acredita que o principal problema mundial envolvendo antibióticos não é a falta de medicamentos adequados, mas seu consumo irracional e desnecessário. “Segundo estudos internacionais recentes, é esse consumo excessivo de antibióticos que tem provocado o aumento da resistência bacteriana, foco da preocupação de médicos e autoridades sanitárias, por representar uma real ameaça à saúde pública”, evidencia ele.

A solução passa por medidas de educação e controle, como a adotada no Brasil, de dispensar antibióticos somente mediante a apresentação de receita médica. “Nos fóruns de que participa, o Sindusfarma transmite e reitera a mensagem de que o consumo correto e racional de qualquer medicamento será sempre fruto de um enforcement coletivo, do compartilhamento amplo de informações e orientações precisas e da supervisão e fiscalização permanentes envolvendo todos os elos dessa cadeia: órgãos reguladores, médicos, profissionais de saúde, hospitais, população, indústria, varejo, centros de vigilância sanitária etc.”, avalia o presidente da entidade.

Para Polacow, os dados são alarmantes e a população corre o risco de entrar novamente numa era antes dos antibióticos, ou seja, haverá um nível de resistência tão alto que a maioria das infecções pode ficar sem tratamento disponível. “De acordo com algumas projeções apresentadas pelo assessor científico da BD, Patrick Murray, em evento realizado em agosto de 2018, em São Paulo (SP), morrerão mais pessoas de doenças infectocontagiosas em 2050 do que de doenças cardiovasculares e câncer, se nada for feito até lá”, prevê o farmacêutico.

A solução é complexa e envolve desde a mudança de atitude de prescritores e dispensadores com a utilização de boas práticas de prescrição e dispensação, passando pelas ações governamentais que garantam políticas de uso racional de antibióticos.

“Outro ponto importante são os dados laboratoriais de microbiologia clínica que necessitam ser aprimorados e automatizados, sempre que possível, para apresentarem dados confiáveis de perfil de identificação, resistência e sensibilidade dos microrganismos frente aos antibióticos disponíveis”, alerta Polacow.

A Anvisa disponibilizou, no ano passado, o Plano de Ação da Vigilância Sanitária em Resistência aos Antimicrobianos, que demarca o papel da vigilância sanitária nos esforços brasileiros de enfrentamento à resistência aos antimicrobianos.

No documento há estratégias de diferentes campos da vigilância sanitária, como alimentos, serviços de saúde, laboratórios, entre outros. Seguindo recomendações da OMS, a iniciativa oferece um plano estratégico e um plano operacional.

No plano estratégico, encontram-se os objetivos principais, as intervenções estratégicas e as atividades que contribuirão para a prevenção e o controle da resistência aos antimicrobianos. O plano operacional apresenta lista com as atividades secundárias a serem implementadas dentro do que foi estabelecido no plano estratégico e fornece informações detalhadas, especificando resultados esperados, quantidade ou frequência da execução, prazos, responsáveis pela execução, atores envolvidos, custos estimados e fonte de financiamento.

Além disso, outros órgãos ligados à saúde também estão se envolvendo na questão, como o Conselho Federal de Farmácia (CFF), que estruturou recentemente um Grupo de Trabalho para discutir ações em âmbito nacional, coordenado pela farmacêutica e professora, Adryella Luz.

Mundialmente, frente à necessidade de um sistema de vigilância global, a OMS disponibilizou, em outubro de 2015, o Global Antimicrobial Resistance Surveillance System (GLASS), para apoiar o plano de ação global sobre resistência antimicrobiana. O objetivo é fortalecer a base de evidências sobre a resistência e ajudar a tomada de decisões na condução de ações nacionais, regionais e globais.

O sistema global irá, eventualmente, incorporar informações de outros sistemas de vigilância relacionados à resistência antimicrobiana nos seres humanos, como na cadeia alimentar, monitoramento do consumo de antibióticos, projetos de vigilância direcionados e outros dados relacionados.

Todos os dados produzidos pelo GLASS estão disponíveis gratuitamente online e atualizados regularmente. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou seu objetivo de tornar a resistência antimicrobiana uma das principais prioridades da OMS, reunindo especialistas e trabalhando nessa questão no âmbito de um novo conjunto de iniciativas estratégicas.

Tecnologia contra a resistência bacteriana

O Digital AMS é um aplicativo, lançado em agosto de 2018, que auxilia os profissionais de saúde a organizar e consultar dados epidemiológicos dos hospitais onde trabalham, de modo a fazer uso mais racional de antibióticos.

Qualquer hospital pode ter acesso à ferramenta, basta que faça algum tipo de controle da microbiota do hospital. Por meio do aplicativo, os profissionais podem ter uma visão organizada dos microrganismos presentes em cada ambiente da instituição, além de poderem consultar protocolos internos de modo a identificarem o antibiótico correto para cada tipo de infecção.

“O aplicativo permite ao médico consultar qual o perfil de bactérias encontrado dentro do hospital em que trabalha e identificar qual o melhor antibiótico para cada situação. Além disso, em alguns casos, o próprio aplicativo oferecerá sugestões de quais antibióticos utilizar para cada caso”, explica a diretora médica do laboratório MSD, Fabiane El-Far.

A iniciativa faz parte do programa Antimicrobial Stewardship (AMS), da MSD, e até o final de 2018 a expectativa é de que 50 hospitais, em todo o Brasil, façam uso do aplicativo. O objetivo é conscientizar profissionais de saúde e a população em geral sobre o uso racional de antibióticos.

No Brasil, esse laboratório tem promovido o programa junto aos hospitais e operadoras de saúde – tanto no sistema público quanto no privado. A ideia é munir médicos e gestores de saúde com informações a respeito da importância de mapear a resistência bacteriana presente no ambiente hospitalar para, assim, definir o melhor antibiótico para cada situação, diminuindo as chances de resistência e proliferação das chamadas superbactérias.

Essas superbactérias existem mesmo?

Dados da Anvisa apontam que cerca de 25% das infecções registradas no País são causadas por micro-organismos multirresistentes – aqueles que se tornam imunes à ação dos antibióticos. Essas são as superbactérias e, infelizmente, elas existem.

Sem antibióticos eficientes contra as superbactérias, muitos procedimentos médicos, como cirurgias e quimioterapia para pacientes com câncer, por exemplo, poderiam ser inviabilizados. “Nós utilizamos antibióticos em complicações infecciosas de diversos procedimentos hospitalares, o que possibilitou inúmeros avanços em várias áreas da saúde, incluindo os transplantes, por exemplo. Se as bactérias se tornarem resistentes aos antibióticos que temos disponíveis atualmente, poderemos voltar à era pré-antibióticos, em que um simples ferimento infectado poderia causar graves danos”, alerta o infectologista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Clóvis Arns.

"Algumas das infecções mais comuns do mundo – e potencialmente as mais perigosas – estão provando ser resistentes aos medicamentos", diz o diretor do secretariado de Resistência Antimicrobiana da OMS, Marc Sprenger. Ele acrescenta: "E o mais preocupante de tudo: os patógenos não respeitam as fronteiras nacionais. É por isso que a OMS está encorajando todos os países a criar bons sistemas de vigilância para detectar a resistência aos medicamentos e fornecer dados para este sistema global".

A resistência ocorre porque, de modo geral, algumas bactérias já são naturalmente imunes a determinados antibióticos. Outros microrganismos desenvolvem resistência porque incorporam genes de outras bactérias que se tornaram resistentes ou porque seus genes sofrem mutação.

Os genes que codificam a resistência ao medicamento podem ser passados para as gerações seguintes de bactérias ou, às vezes, até mesmo para outras espécies de bactérias. Quanto mais frequentemente são usados antibióticos, mais provável é o desenvolvimento de bactérias resistentes.

Mecanismos comuns de resistência a antibióticos

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Lista da OMS com 12 superbactérias

Conheça a lista com as principais bactérias prioritários da OMS para a pesquisa de novos antibióticos.

Prioridade 1: CRÍTICA

  • Acinetobacter baumannii, resistente à carbapenema
  • Pseudomonas aeruginosa, resistente à carbapenema
  • Enterobacteriaceae, resistente à carbapenema, produtoras de ESBL

Prioridade 2: ALTA

  • Enterococcus faecium, resistente à vancomicina
  • Staphylococcus aureus, resistente à meticilina, com sensibilidade intermediária e resistência à vancomicina
  • Helicobacter pylori, resistente à claritromicina
  • Campylobacter spp., resistente às fluoroquinolonas
  • Salmonellae, resistentes às fluoroquinolonas
  • Neisseria gonorrhoeae, resistente à cefalosporina, resistente às fluoroquinolonas

Prioridade 3: MÉDIA

  • Streptococcus pneumoniae, sem sensibilidade à penicilina
  • Haemophilus influenzae, resistente à ampicilina Shigella spp., resistente às fluoroquinolonas

Publicada no Portal do ICTQ

PRIMEIRA FRANQUIA DE CONSULTÓRIO FARMACÊUTICO NO BRASIL

Você tem ou deseja ter uma farmácia? Excelente! Você é um empreendedor e sabe que empreender no Brasil é para os fortes! No entanto, você também sabe que competir com as grandes redes é uma tarefa de gigantes. O fato é que os empresários farmacêuticos que quiserem ter um diferencial competitivo, e vencer essa barreira, terão de lançar mão dos serviços farmacêuticos – considerado o grande boom do segmento.

Os exemplos são inúmeros de empresários, de farmácias independentes e de redes, que apostaram na oferta de consultas e serviços farmacêuticos e vêm obtendo grande êxito em seus negócios.

Bem, digamos que você tenha comprado essa ideia. Surgem as perguntas: “Como fazer isso sozinho? Como implementar um consultório com pouco conhecimento sobre o tema?”. A resposta é: Franquia!

Por isso, o ICTQ inova, mais uma vez, e lança a primeira franquia de consultórios farmacêuticos do Brasil – a Smart Consulta. Com serviços farmacêuticos prestados de forma dinâmica e objetiva, esse modelo de negócio já foi testado e validado em 62 estabelecimentos em todo o País, com mais de 500 mil atendimentos apenas no segundo semestre de 2017.

Sabe-se que empreender no Brasil exige coragem para enfrentar grandes desafios, e passar por isso sozinho pode ser um convite ao fracasso. No entanto, se o empreendedor receber ajuda consistente e constante, sua chance de vitória é muito maior. Segundo a Sociedade Brasileira de Francising (ABF), o número de fracassos no setor de franchising é muito inferior em relação a outros negócios. A taxa de fechamento das pequenas empresas com até dois anos de operação é de 23% (Sebrae). Enquanto isso, nas franquias, o mesmo índice é de apenas 3%.

Para os que ainda não sabem, franchising é um sistema de venda de licença na qual o franqueador (a Rede, no caso a Smart Consulta) cede ao franqueado (a farmácia ou o farmacêutico) o direito de uso da marca, patente, infraestrutura, conhecimento e direito de distribuição de produtos ou serviços sob sua bandeira.

Isso oferece mais confiança no negócio e o empreendedor não precisa se preocupar em como e o que fazer para prosperar com seu consultório. A fórmula do sucesso é dada pela franqueadora. Leia matéria exclusiva sobre franquias, intitulada Conheça as franquias farmacêuticas existentes no Brasil.

O diferencial da Smart Consulta

Dito tudo isso, chegou o momento de explicar melhor a franqueadora. A Smart Consulta é uma joint venture formada com o ICTQ e uma renomada empresa de tecnologia no segmento farmacêutico, a Automatiza. O modelo foi criado como um diferencial do mercado e para chegar até ele, foram avaliados os casos de sucesso de 62 consultórios, que permitiram, apenas no segundo semestre de 2017, a realização de mais de 500 mil atendimentos no Brasil. Portanto, o modelo de consultório da Smart Consulta já está mais do que testado e aprovado.

O farmacêutico desenvolvedor da metodologia e Diretor da Smart Consulta, Guilherme Torres, conta que esse modelo de negócio, em cada consultório citado, conseguiu crescimento médio de 20% no faturamento dos clientes: “Além disso, percebemos significativo aumento do fluxo nas lojas e do tíquete médio, mostrando o importante resultado que o consultório traz para a farmácia”.

Assim, nasceu a franquia Smart Consulta – um consultório farmacêutico inteligente, completo, com toda a estrutura, equipamentos, know-how de serviços, pronto para o empreendedor entrar e trabalhar. “É um modelo que pode ser aplicado dentro de farmácias e também em lojas próprias de rua. Oferece tanto os serviços básicos de saúde como os mais complexos, como aplicação de vacinas e alguns procedimentos estéticos”, comenta Torres.

A franquia adaptou o modelo de consultas farmacêuticas com atendimentos focados e objetivos, acompanhando o paciente em suas consultas e coletando, paulatinamente, informações específicas, aproveitando a alta frequência em que a população vai às farmácias no decorrer do mês. Segundo a pesquisa do ICTQ (Perfil dos Compradores em Farmácias), 82% dos entrevistados declararam ir semanal, quinzenal ou mensalmente até esses estabelecimentos.

As consultas são documentadas por meio de sistema. Além disso, há um aplicativo (app) exclusivo desenvolvido para a Smart Consulta que o próprio paciente também pode ir acompanhando, e até acrescentando informações.

O aplicativo classifica os medicamentos e avisa seus horários de tomá-los e as respectivas quantidades. O paciente pode incluir peso, IMC, glicemia, pressão arterial, entre outros dados. O app também permite agendar consultas e conversar via chat com o farmacêutico. Ele gera gráficos completos que vão municiando o profissional com informações importantes sobre o paciente.

Entre os mais de 30 serviços e intervenções farmacêuticas oferecidos na Smart Consulta estão perda de peso, avaliação respiratória, tabagismo, avaliação de nível de estresse, débito de sono, questionário de depressão para adultos e idosos (o diagnóstico não é feito na farmácia), hipertensão, diabetes, aula sobre a utilização dos medicamentos, acompanhamento farmacoterapêutico etc. Quando são observados resultados alterados, o paciente é encaminhado ao profissional competente.

“Esse sistema de franquia de consultório inteligente é excelente para o paciente, no entanto, é igualmente importante também para a farmácia porque aumenta seu faturamento e rentabilidade”, avisa Torres.

Nas franquias da Smart Consulta todos os serviços são cobrados, o que valoriza o trabalho do farmacêutico – fundamental nesse modelo de negócio.

Um modelo para cada perfil de empreendedor

Há três modelos da Smart Consulta, atendendo às necessidades do investidor e do público-alvo da região onde a franquia será implementada.

Módulo 1 – O consultório farmacêutico inteligente é montado dentro de uma farmácia;

Módulo 2 – O consultório farmacêutico tem ainda uma sala de vacinação, e também é implementado dentro de uma farmácia;

Módulo 3 – O consultório farmacêutico inteligente recebe também uma sala de vacinas e uma sala de estética. Este modelo funciona em ambiente independente da farmácia, seja numa loja na rua, shopping, galeria ou supermercado. Ele deve ter, no mínimo, 60m² de área livre. Neste módulo estão incluídos os produtos de prevenção, como os nutracêuticos e cosméticos, que serão prescritos pelo farmacêutico com foco em resultado na saúde e bem-estar do paciente.

O investimento inicial varia de acordo com a região, metragem da loja, custos de mão de obra local, entre outros. O valor começa em cerca de R$ 47.500,00 e vai até aproximadamente R$ 133.500,00, dependendo do módulo escolhido. O retorno é estimado em 18 meses.

Entre os serviços que a franqueadora dá suporte aos fraqueados estão: infraestrutura, seguro preventivo; apoio em tecnologia, suporte clínico, marketing, auditoria e acompanhamento, capacitação e treinamentos, software de gestão e serviços e app de celular, entre outros.

Pioneirismo do ICTQ

“Esse novo negócio do ICTQ só vem confirmar o DNA de inovação do Instituto. Vale lembrar que a primeira especialização com foco em serviços e prescrição farmacêutica é do ICTQ e, atualmente, já são milhares de profissionais especializados aqui”, ressalta o diretor do Instituto, Marcus Vinicius de Andrade.

Apenas para elencar outros importantes feitos da entidade, Andrade complementa, dizendo que a primeira pesquisa junto à população brasileira sobre os consultórios farmacêuticos é do ICTQ e a empresa foi pioneira em repercutir essa pauta junto à imprensa nacional. “Enquanto se falava em salas de serviços farmacêuticos e salas de atenção farmacêutica…nós já falávamos em consultório farmacêutico. O termo é inovador e foi reafirmado pela imprensa e por todos os farmas no País”, comemora ele.

Andrade ressalta que o negócio de franquias mostra resultados surpreendentes. Ele se refere aos números da Associação Brasileira de Franchising (ABF) que apontam faturamento das franquias de farmácias no Brasil de R$ 5.413 bilhões em 2017, com crescimento de 31,5% sobre o ano anterior.

“O mercado de franquias farmacêuticas soma 44 redes. Ligadas a elas estão mais de 4.780 unidades, o que mostra o perfil empreendedor do farmacêutico brasileiro, que agora terá a melhor opção para investir, na Smart Consulta”, destaca Andrade.

Para Torres, este é momento de sair na frente da concorrência e usar todo o suporte que uma franqueadora com expertise pode oferecer por meio de uma franquia. “Trabalhar a saúde dentro da farmácia já é realidade no varejo farmacêutico brasileiro”, finaliza.

Anote

– SMART CONSULTA – Primeira franquia de Consultórios Farmacêuticos do Brasil, do ICTQ.

Investimento inicial: R$ 47.500,00 a R$ 133.500,00 (dependendo do Módulo).

Taxa de franquia: R$ 10.000,00 a R$ 30.000,00 (dependendo do Módulo – valor já incluído no investimento inicial).

Royalties: varia de meio salário mínimo a um salário mínimo mensal.

Taxa de publicidade: meio salário mínimo.

Faturamento médio mensal: Módulo I – R$ 15.000,00 a R$ 20.000,00. Módulo II – R$ 20.000,00 a R$ 30.000,00. Módulo III – R$ 45.000,00 a R$ 60.000,00.

Prazo de retorno: estimado em 18 meses.

Mais informações sobre a franquia:

Atendimento para todo o Brasil: 0800 602 6660
Região Norte: Danilson Nascimento (91) 99332-3330
Região Sul: Ari Pereira (41) 99595-0766
Regiões Sudeste e Centro-Oeste: Alexandre Junior (21) 98213-2630 / Raphael Espósito (31) 9845-0031 / Cassiano Gonçalves (19) 99123-0686
Região Nordeste: Deyvid Nery (84) 9 8818-7896 / Diego Savio (85) 99961-8525

Tags: consultório farmacêutico, Farmacêutico empreendedor, Franquia Farmacêutica

Publicado no Portal do ICTQ

13 EVENTOS QUE MOVIMENTARAM A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

13 EVENTOS QUE MOVIMENTARAM A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

POR EGLE LEONARDI

 

Muitos milhões de dólares e muitas fusões, aquisições e inovações movimentaram o setor industrial farmacêutico no período de junho a agosto de 2018. Aqui estão alguns dos mais importantes acontecimentos nas indústrias farmacêuticas. Vale lembrar que alguns fatos também foram destaque em importantes mídias nacionais. Acompanhe.

 

NOVO NORDISK COMPRA ZIYLO E ACELERA DESENVOLVIMENTO DE INSULINAS - A Novo Nordisk anunciou, no início de agosto, a aquisição de todas as ações da Ziylo, uma empresa da University of Bristol baseada na incubadora científica Unit DX, em Bristol, Reino Unido. A Ziylo tem sido pioneira no uso de sua tecnologia com moléculas sintéticas de ligação a glicose para aplicações terapêuticas e de diagnóstico.

De acordo com o Portal de Notícias Worldpharmanews, a aquisição dá à Novo Nordisk direitos totais sobre a plataforma de molécula de ligação de glicose da Ziylo para desenvolver insulinas que respondem à glicose. Essa é uma área estratégica fundamental para a Novo Nordisk em seu esforço para desenvolver sua próxima geração de insulina, o que a levaria a uma insulinoterapia mais segura e eficaz.

A substância ajudaria a eliminar o problema da hipoglicemia, que é o principal risco associado à terapia com insulina e uma das principais barreiras para alcançar o controle ideal da glicose. Assim, uma insulina responsiva à glicose também poderia levar a um melhor controle metabólico e, assim, reduzir a carga de diabetes para as pessoas que vivem com a doença.

Antes do fechamento da aquisição, algumas atividades de pesquisa foram retiradas da Ziylo para uma nova empresa, a Carbometrics, que entrou em colaboração de pesquisa com a Novo Nordisk para auxiliar na otimização contínua de moléculas de ligação à glicose para uso em insulinas.

 

TAKEDA RECEBE APROVAÇÃO PARA AQUISIÇÃO DA SHIRE - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra da biofarmacêutica irlandesa Shire pela farmacêutica japonesa Takeda. A decisão foi tomada em de agosto de 2018 pela autoridade antitruste.

O acordo, anunciado no início de junho, é avaliado em US$ 62 bilhões (US$ 79,7 bilhões, incluindo dívidas). O negócio é uma tentativa da Takeda de ampliar seu portfólio de medicamentos e recuperar seus ganhos. O acordo deve criar uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo, com uma receita combinada de US$ 30 bilhões.

Os lucros da farmacêutica japonesa diminuíram quase pela metade durante o primeiro trimestre deste ano, devido à queda brusca nas vendas de seu conhecido remédio contra o câncer, o Velcade, que perdeu a proteção de sua patente nos Estados Unidos. A empresa busca se expandir no mercado americano e sua intenção é absorver os medicamentos para tratar doenças raras da Shire, além de vacinas e medicamentos que estão para ser aprovados.

Em seu parecer, a Superintendência-Geral do Cade afirmou que a operação no Brasil não resultará em sobreposições horizontais entre os produtos da Takeda e Shire que existem no mercado e aqueles que estão em estágio avançado de pesquisa. O negócio também não causa integração vertical no País.

 

ABBOTT LANÇA NO BRASIL FAMÍLIA DE SISTEMAS DE DIAGNÓSTICO - A Abbott anuncia o lançamento de Alinity no Brasil, a família de sistemas integrados de diagnósticos clínicos. Com os diagnósticos influenciando cerca de 70% das decisões clínicas críticas, o Alinity muda o paradigma de diagnóstico laboratorial. O conjunto de sistemas de última geração inclui imunoensaios, química clínica, point-of-care, hematologia, triagem de sangue e plasma e diagnósticos moleculares.

Alinity é projetado com recursos inteligentes para aumentar a velocidade, o volume e a eficiência dos testes em um formato mais flexível, versátil e adaptável. O design compacto pode proporcionar uma redução significativa – de quase 50% em alguns casos – na área ocupada pelos equipamentos no laboratório.

Nos testes de hematologia, o Alinity h3-series é até 40% mais rápido por metro quadrado do que qualquer outro sistema integrado de hematologia disponível atualmente. Com frascos de reagentes com trava de segurança, o produto assegura que eles só podem ser encaixados em determinadas posições, ajudando a evitar erros nos resultados.

"Alinity é um importante passo adiante em inovação laboratorial”, afirma o gerente Geral da Divisão de Diagnósticos da Abbott no Brasil, Vitor Muniz. "Essa nova família de sistemas usa projeto orientado para o cliente para ajudar os laboratórios a serem mais eficientes e fornecer resultados precisos, enquanto auxilia hospitais na busca por um melhor atendimento ao paciente".

 

MYLAN NEGOCIA DIREITOS DO ZOTEON, DA NOVARTIS – A Mylan N.V., por meio da subsidiária BGP Products Operations GmbH, uma empresa constituída sob leis suíças, pretende adquirir da Novartis Pharma AG e a Novartis Vaccines and Diagnostics os direitos de comercialização e propriedade intelectual dos medicamentos TOBI e TOBI Podhaler (este último comercializado no Brasil sob a marca Zoteon).

Os produtos do acordo são medicamentos à base de tobramicina, princípio ativo indicado para o tratamento de infecção bacteriana pulmonar contínua em pacientes com fibrose cística.

A Novartis é a holding controladora do grupo multinacional de empresas farmacêuticas que atuam em três grandes áreas: produtos farmacêuticos/medicamentos inovadores; cuidados com os olhos; e medicamentos genéricos/biossimilares. A Mylan é uma companhia farmacêutica global, presente em 165 países.

 

 

AMYRIS PRETENDE CONSTRUIR DUAS FÁBRICAS NO BRASIL - A empresa americana de biotecnologia Amyris, que produz esqualano a partir da cana-de-açúcar, declarou, em julho de 2018, que investirá US$ 110 milhões (quase R$ 450 milhões) até 2020 para erguer duas fábricas no Brasil e ampliar a oferta da matéria-prima usada em cosméticos.

A título de curiosidade, o esqualano é uma substância produzida pelo corpo humano que mantém a elasticidade, brilho e hidratação da pele, mas diminui com o passar dos anos. Na natureza, também é encontrado no fígado de tubarão, na azeitona e na palma.

O presidente da Amyris, John Melo, conheceu o esqualano em viagem à Ásia. “Percebi que muitos cosméticos no Japão e na Coreia do Sul têm essa molécula na composição. Depois, iniciamos pesquisas para criar uma variação sustentável, que foi patenteada. No primeiro ano da Biossance (marca própria da companhia), a receita em vendas ao consumidor foi de US$ 600 mil, sendo em 2017 atingiu US$ 5 milhões e a meta para este ano é quadruplicar o valor”.

Há seis anos, a multinacional produz o esqualano a partir do farneseno, uma molécula de hidrocarboneto extraída da cana que pode ser transformada em vários produtos, inclusive lubrificante de automóvel.

A primeira unidade da empresa no Brasil, em Campinas (SP), fabrica 15 milhões de toneladas da matéria-prima por ano. A segunda, que será em Brotas (SP), em parceria com a Raízen, receberá US$ 70 milhões (R$ 286 milhões), com previsão de ficar pronta em 2019.

Até 2020, será finalizada a terceira fábrica em Sertãozinho (SP), com US$ 75 milhões (R$ 306 milhões). Segundo Melo, as duas unidades novas terão capacidade para produzir nove milhões de toneladas por ano. “Os recursos para construir as plantas serão provenientes de empréstimos contratados principalmente no exterior e dos parceiros”, afirmou.

 

JOHNSON & JOHNSON COMPRA AMERICANA ZARBEE'S - A Johnson & Johnson (J&J) finalizou a compra, em julho de 2018, da fabricante de xaropes e vitaminas americana Zarbee's Naturals. A empresa, que é líder em produtos para saúde feitos com matérias-primas naturais, foi fundada em 2008 pelo médico pediatra Zak Zarbock, que criou itens alternativos aos medicamentos tradicionais de venda livre. O primeiro produto foi um xarope para tosse infantil à base de mel feito com vitamina C e zinco, sem adição de álcool, drogas e sabores artificiais.

Na última década, o Zarbee's Naturals tornou-se uma marca de saúde e bem-estar de base ampla, atuando também em categorias como sono, suporte imunológico e vitaminas.

A estratégia da J&J é ampliar o portfólio na área de saúde, que possui itens como Tylenol, Mylanta Plus e Resprin, e atender às mudanças no perfil do consumidor. Os últimos detalhes da compra da companhia serão concluídos durante o terceiro trimestre deste ano, afirmou a empresa ao Valor Econômico.

 

 

LUCRO DA HYPERA CRESCE 50% - Resistindo bravamente à desvalorização do real e à greve dos caminhoneiros, a Hypera anunciou, no final de julho, que teve alta de 50,7% no lucro líquido no segundo trimestre de 2018, em comparação ao mesmo período do ano passado.

O lucro de suas operações continuadas somou R$ 278,8 milhões no período, com alta de 22,3% frente ao ano anterior. Já o lucro líquido cresceu 50,7%, para R$ 277,8 milhões.

O resultado operacional da Hypera medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) das operações continuadas, somou R$ 339,5 milhões, com avanço de 12,1%.

Na onda das boas notícias, a Hypera confirmou que deve iniciar até o final do ano operação em uma fábrica piloto em seu complexo industrial em Anápolis (GO). A unidade piloto permitirá à empresa agilizar seus processos de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.

Segundo declaração à Exame do presidente-executivo da companhia brasileira, Breno Oliveira, “a planta piloto vai nos dar o benefício de não dependermos tanto da fábrica para fazermos lotes piloto”.

Sobre aumento de capacidade produtiva, Oliveira avaliou que a Hypera não tem necessidade no curto prazo de fazer investimentos relevantes em ampliação, diante de ações que melhoraram a produtividade das atuais instalações da companhia, no entanto, esse investimento deverá acontecer no futuro.

A companhia espera atingir, em 2018, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,35 bilhão. No primeiro semestre, a cifra foi de R$ 702 milhões, cerca de 52% da estimativa.

 

UNIÃO QUÍMICA COMPRA FÁBRICA DA ELANCO - A União Química finalizou um acordo, em junho de 2018, para a compra de uma fábrica de biotecnologia da Elanco (divisão de saúde animal da americana Eli Lilly, nos Estados Unidos).  Esse é o primeiro negócio internacional da farmacêutica brasileira. Ela atua em saúde animal por meio da divisão Agener, que representa cerca de 20% dos negócios da União Química.

A farmacêutica, no ano passado, teve receita líquida consolidada de R$ 1,12 bilhão e usará recursos próprios na aquisição. Nos últimos oito anos, as receitas do grupo cresceram 20% ao ano e possibilitaram uma série de aquisições, que foram financiadas com caixa próprio e algumas operações de mercado.

No entanto, a compra também deve repercutir nos negócios de saúde humana da União Química (que segue como principal negócio do grupo). A empresa atua nas linhas de oftalmologia, sistema nervoso central e dor, medicamentos isentos de prescrição (MIPs) e genéricos, além de medicamentos de prescrição e hospitalar.

Inicialmente, a União Química pretendia, conforme declarou ao Valor Online, comprar os equipamentos do complexo fabril da Elanco e trazê-los para o Brasil. Após visita à unidade, que está instalada em uma área de 111 mil metros quadrados, o laboratório brasileiro decidiu estender sua oferta a ativo fixo e produtos.

Para a transação, a farmacêutica brasileira constituiu uma nova empresa nos Estados Unidos, a Union Agener. A conclusão do negócio está sujeita às aprovações de órgãos reguladores.

 

 

NOVAMED COMPRA A MULTILAB - A Novamed assumiu oficialmente, no início de julho, a totalidade dos negócios do laboratório Multilab, em São Jerônimo (RS). O novo controle acionário foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), em junho.

A Novamed pertence ao Grupo NC, que também é detentor da EMS. Com a decisão do órgão, o Grupo NC passa a ser o responsável pela unidade fabril e incorpora todo o portfólio de produtos da Multilab.

A fábrica do Sul está apta a produzir medicamentos sólidos, semissólidos e líquidos. Como parte da estratégia de crescimento e consolidação da liderança no setor farmacêutico, o Grupo NC irá mais do que dobrar a produção da planta adquirida, que é de quatro milhões de unidades (caixas de medicamentos) por mês, devendo chegar, em um ano, a dez milhões de unidades mensais - 120 milhões de unidades anuais.

A Multilab teve faturamento de R$ 745 milhões em 2017 e é a 10ª maior empresa farmacêutica do Brasil no mercado de produtos similares de marca e 37ª no mercado total. Seu portfólio mantém produtos de marca (OTC e tarjados), como Multigrip (antigripal), Buprovil (anti-inflamatório) e Lozeprel (analgésico).

 

LABORATÓRIO EXELTIS INVESTE NO BRASIL – Empresa do grupo espanhol Insud Pharma, presente em 40 países, o laboratório Exeltis aumentou investimentos em produtos, aquisições e instalações. A empresa adquiriu o medicamento Gynotran, da Bayer, que registrou vendas de R$ 17 milhões em 2017.

Para se tornar líder em saúde feminina e pediatria no Brasil, a Exeltis importa alguns medicamentos e suplementos alimentares de suas plantas da Espanha e também desenvolve produtos por meio de parceiros locais.

Com crescimento de faturamento no Brasil de 26% em 2017 (sobre ano anterior), a empresa planeja crescer mais 80% até o final de 2018. Para isso, está trabalhando no lançamento de três novos produtos na área de saúde feminina e um na área de pediatria.

Atualmente, a empresa tem como carro-chefe a marca Regenesis, que após dois anos de lançamento caminha para a liderança de sua categoria de suplementação para gestantes, com o maior índice de crescimento em 2017 – 136% de evolução em valores (fonte IQVIA DDD MAT jan/18).

 

DAIICHI-SANKYO APOSTA NO BRASIL PARA CRESCIMENTO - A detentora do famoso Hirudoid, a Daiichi-Sankyo, maior farmacêutica do Japão, declarou, em junho de 2018, que está usando sua fábrica do Brasil como foco para a América Latina. O laboratório japonês está adaptando suas unidades para a fabricação de produtos oncológicos, que serão somados ao portfólio local, que conta com 12 medicamentos, principalmente, na linha de cardiologia.

Até 2025, a ambição da Daiichi-Sankyo é ser reconhecida como farmacêutica global inovadora e de referência no tratamento do câncer, conforme apurou o jornal Valor. Assim, a operação brasileira contará com uma nova unidade de negócios, de oncologia, entre 2019 e 2020.

A partir de 2022, essa deve ser a principal área de negócios também no Brasil. A introdução do portfólio de oncologia no mercado brasileiro vai estimular novas contratações. Atualmente, a operação local da Daiichi-Sankyo emprega 400 pessoas, frente a 364 no ano passado. A previsão é de expansão de 10% nos próximos dois anos.

No ano fiscal de 2017, encerrado em 31 de março, a receita global do laboratório totalizou cerca de US$ 10 bilhões (quase R$ 41 bilhões), dos quais R$ 332 milhões no Brasil.

O País representa apenas 3% da receita global da farmacêutica japonesa, que nasceu em 2005 da fusão entre a Sankyo Co. e a Daiichi Pharmaceutical, mas é estratégico por garantir acesso ao mercado latino-americano e por causa da relevância do mercado doméstico de medicamentos.

 

EMS E BOSCH FIRMAM PARCERIA PARA A PRIMEIRA INDÚSTRIA 4.0 - A EMS se une à Bosch, em junho de 2018, para alavancar a Indústria 4.0 em suas unidades fabris no País. A implementação de máquinas conectadas pretende tornar a produção do laboratório mais inteligente e eficiente, trazendo um crescimento significativo na capacidade produtiva da empresa nos próximos três a cinco anos.

A EMS é o primeiro laboratório do setor farmacêutico na América Latina a adotar soluções da indústria 4.0. A implementação ocorrerá, inicialmente, por meio de um projeto piloto em uma linha de embalagem de medicamentos e no processo de gerenciamento da manutenção.

A expansão dessa tecnologia para outras linhas e equipamentos, bem como para o restante da cadeia produtiva - desde a entrada da matéria-prima até a saída do produto final - deve ser o próximo passo da parceria. A Bosch, uma líder mundial em soluções 4.0 para a indústria farmacêutica e referência do modelo na Europa, desenvolveu um software específico para a indústria farmacêutica, chamado Pharma i 4.0 Solution Platform, um Manufacturing Execution System (MES).

O programa será instalado nas máquinas que a EMS já possui em sua planta em Hortolândia, transformando-as em equipamentos mais conectados, seguindo o conceito de fábricas inteligentes.

 

ACHÉ VENCE PRÊMIO INTERNACIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL - O Aché Laboratórios, empresa 100% brasileira, conquistou o 1º lugar na categoria Best Latin America IP Departament, da premiação International Legal Alliance Summit Awards, que aconteceu em junho deste ano, nos Estados Unidos. O evento, promovido pela Leaders League, reconhece, anualmente, os melhores Departamentos de Propriedade Intelectual das empresas no mercado em que elas atuam, considerando a excelência alcançada nos resultados anuais e seu desempenho diferenciado em gerenciamento e liderança.

O Aché foi premiado devido ao seu time especializado que elaborou e implementou procedimentos que permitem maior controle interno das atividades na área de Propriedade Intelectual, bem como a captura ágil e assertiva de regulamentações externas. Outro destaque foi a implantação de governança corporativa e compliance em todos os projetos da companhia, reduzindo riscos e antecipando situações críticas que envolvam a área e o desenvolvimento de softwares exclusivos de gerenciamento e gestão para a área de patentes.

Matéria desenvolvida com exclusividade para o Portal de Notícias do ICTQ

 

Baixa adesão acontece também em vacinas contra câncer

BAIXA ADESÃO ACONTECE TAMBÉM EM VACINAS CONTRA CÂNCER

De acordo com dados do Ministério da Saúde, os níveis de cobertura de todas as vacinas estão abaixo da meta ideal. Há uma baixa adesão à vacinação que inclui também a imunização contra alguns tipos de câncer. Segundo relatório recente feito pela Unicef e a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de cobertura entre as crianças caiu no Brasil nos últimos três anos.

Desde 2004, o Ministério da Saúde organiza os calendários de vacinação por ciclos de vida – crianças, adolescentes, adultos e idosos. A tríplice viral, por exemplo, teve queda de 15%, enquanto a vacina contra a poliomielite caiu 17%. Mas essa tendência também pode ser vista nas demais faixas etárias. Diante deste quadro preocupante, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) alerta sobre a importância de a população aderir às campanhas de vacinação.

Segundo a diretora da SBOC, Andréia Melo, as vacinas são algumas das formas mais simples e eficazes de prevenir doenças, inclusive algumas formas de câncer. A situação é grave e acende um alerta vermelho para alguns tipos de câncer cuja principal forma de prevenção advém de vacinas.

“O câncer já é uma doença epidêmica e se tornará a maior responsável por mortes no Brasil até 2020. É crucial que façamos tudo sob nosso alcance para diminuir ao máximo sua incidência e salvar vidas. Entretanto, parece passar despercebido por boa parte das pessoas que as vacinas têm um papel central na prevenção de algumas formas bastante incidentes da doença", comenta Andréia.

O caso da vacina do vírus do papiloma humano (HPV) – principal forma de prevenção do câncer do colo de útero, o terceiro mais comum entre as mulheres no Brasil – é emblemático. O grupo-alvo estabelecido pela OMS para essa vacina é de meninas entre 9 e 14 anos – e esse público pode tomá-la gratuitamente no SUS durante todo o ano. Entretanto, apenas 48,7% dessas meninas receberam a vacina desde o início da imunização, há cinco anos, sendo que a cobertura necessária é de 80%. No ano passado, 900 mil vacinas ficaram encalhadas e precisaram ser disponibilizadas para pessoas de outras faixas etárias. Para a especialista, esse tipo de situação é inaceitável.

VACINA CONTRA HEPATITE B

Outra vacina importante para o cenário oncológico é a que atua contra o VHB – o vírus causador da hepatite B, que é um dos principais fatores relacionados ao câncer de fígado. Entretanto, de acordo com o Ministério da Saúde, essa vacina é uma das que menos teve adesão nos últimos 24 anos: de 1994 para cá, apenas 39,4% dos adultos foram imunizados contra a hepatite B. “Apesar de a baixa adesão da população estar sendo exacerbada nos últimos tempos com a proliferação de fake news – que duvidam da segurança das vacinas e as ligam a mortes e até casos de autismo –, esse é um problema mais amplo, que vem de longe. O fato de seis em cada dez pessoas não terem se imunizado contra a hepatite B em um período de mais de 20 anos mostra que a questão não é nova”, diz Andréia.

Para endereçar a questão de forma séria, é preciso não apenas educar e conscientizar a população, mas também implantar políticas de atenção primária que capacitem os profissionais de saúde em todo o País. No Brasil, é sempre difícil apontar apenas um fator por trás dos problemas. Neste caso, há uma mistura de várias questões difíceis de resolver, como a desinformação e o medo – que não atingem apenas os pacientes, mas também os profissionais de saúde.

"No caso específico do câncer, a questão é ainda mais delicada, pois ainda não há uma formação adequada (em qualidade e quantidade) de médicos oncologistas no País, o que faz passos importantes do tratamento e diagnóstico do câncer sejam tomados por profissionais não-especialistas. Em 2015, por exemplo, quase 60% dos profissionais de saúde não sabiam que a vacina contra o HPV protege contra o câncer de colo de útero. Se eles não sabem, como é que vão recomendar a linha de ação adequada para os pacientes?”, indaga ela.

É fundamental a mudança desse cenário. A SBOC tem feito esforços para qualificar o debate público sobre o tema – com notas técnicas sobre as vacinas contra a febre amarela e a influenza –, conscientizar a população sobre a importância das campanhas da vacinação – em especial contra o HPV e a hepatite B, cuja importância oncológica não é reconhecida por 14% dos brasileiros, segundo pesquisa da entidade.

Aumentar a quantidade e qualidade de profissionais especialistas formados com conhecimento sólido em oncologia é essencial. Passos importantes nesse sentido foram o recente reconhecimento da Oncologia Clínica como especialidade médica e os esforços despendidos para estabelecer um Título de Especialista em Oncologia Clínica. “Apenas levando esse problema a sério, desde suas causas mais profundas – como a insuficiência de profissionais devidamente capacitados – até suas consequências mais visíveis – como a falta de conhecimento e a baixa adesão às vacinas por parte dos brasileiros – conseguiremos melhorar essa situação”, finaliza ela.

Biofarmacêutica AbbVie cresce 17,1%

Biofarmacêutica AbbVie cresce 17,1%

Por conta de seu desempenho operacional em Pesquisa e Desenvolvimento e à performance de produtos chaves em Imunologia, Oncologia e Virologia, a companhia biofarmacêutica AbbVie teve crescimento global de 17,1%, no segundo trimestre de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017.  Importante salientar que, avaliando os resultados acumulados até julho, a expectativa de crescimento para o semestre é de 39,5%.

“Este trimestre representou um momento importante para nossa companhia, apresentando um resultado acima de nossas expectativas”, afirmou o CEO da AbbVie, Richard Gonzales, que complementa: “Pelo desempenho acima do esperado neste período, estamos, mais uma vez, revendo, para cima, nossas expectativas para o ano”.

Durante o trimestre, a companhia avançou alguns de seus programas de inovação, como a recente aprovação do primeiro tratamento para endometriose aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) em uma década e de submissões de novas indicações para suas terapias em oncologia e hematologia.

A BIOFARMACÊUTICA

A AbbVie é uma companhia biofarmacêutica global, presente em mais de 75 países, que tem foco em inovação de tratamentos em quatro áreas terapêuticas principais: imunologia, oncologia, virologia e neurociência. 

No Brasil, a AbbVie começou a operar no início de 2014, com sede em São Paulo (SP) Suas unidades de negócios locais incluem imunologia, neonatologia, virologia e oncologia e, entre suas diferentes áreas de atuação, conduz mais de 50 estudos e projetos clínicos, envolvendo mais de 200 equipes e centros de pesquisa brasileiros.

Por aqui, a empresa mantém mais de 350 colaboradores distribuídos em oito áreas terapêuticas: anestesiologia, dermatologia, endocrinopediatria, gastroenterologia, nefrologia, neonatologia, reumatologia e virologia.

A companhia mundial ficou no topo do ranking Dow Jones de Sustentabilidade no segmento de biotecnologia em 2017. Participam do Índice Dow Jones de Sustentabilidade 3.900 companhias, avaliadas segundo critérios de práticas ambientais, sociais e de governança. Assim, a AbbVie recebeu a mais alta pontuação geral entre 40 companhias de biotecnologia e liderou em 13 dos 25 critérios exigidos.

Estresse aumenta leucócitos e causa doenças cardiovasculares

ESTRESSE AUMENTA LEUCÓCITOS E CAUSA DOENÇAS CARDIOVASCULARES

estresse causa doenças coraçãoPesquisa da Escola Médica de Harvard em Boston demonstrou, pela primeira vez, a ligação entre o estresse e as doenças cardíacas. Os cientistas concluíram que a produção excessiva de células brancas (leucócitos) é a causa do problema. Vale lembrar que, segundo dados do Ministério da Saúde, 30% das mortes no Brasil são causadas por doenças cardiovasculares. E o estresse é apontado como uma das principais causas de infarto e Acidente Vascular Cerebral.

De acordo com os pesquisadores, a produção excessiva de leucócitos é estimulada por altas cargas emocionais que bloqueiam as artérias e outras partes do sistema cardiovascular, impedindo a circulação regular do sangue. Segundo o estudo, o estresse ativa as células-tronco da medula óssea, que por sua vez geram em excesso as células brancas. Os pesquisadores descobriram que a ligação entre estresse e o sistema imunológico estaria, exatamente, na produção excessiva de células brancas.

O estresse é o 4º maior fator de risco para infarto no País, perdendo apenas para o colesterol alto, cigarro e hipertensão. E o problema ainda é mais grave entre as mulheres. O Brasil tem a maior taxa de mortalidade por cardiopatias em mulheres da América Latina e os números não param de crescer. "A mulher está mais presente no mercado de trabalho, mas continua tendo a maior parte da responsabilidade sobre as tarefas de casa. Ela vive pressionada e ansiosa para dar conta de tantas atividades e isso tem reflexo direto na sua saúde. Se ela já traz um histórico de cardiopatia, a tendência é que esses fatores externos agravem o quadro clínico", explica o cardiologista Paulo Frange.

VÁRIAS JORNADAS

Um levantamento recente feito pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica - SBCM - com mulheres de várias regiões do País apontou que 55% das entrevistadas trabalhavam pelo menos 8 horas por dia, costumavam enfrentar o trânsito nos deslocamentos para o trabalho e ainda faziam dupla jornada para cuidar das rotinas da casa. 70% delas disseram que sofrem com o estresse diário.

O número de homens também é elevado, 60% das vítimas da doença são homens, com média de 56 anos de idade. O Ministério da Saúde, a partir de dados do IBGE, concluiu que os homens cuidam menos da saúde do que as mulheres, o que no caso do coração, ajuda a explicar a alta taxa de mortalidade masculina.

Há vários tipos de doenças cardiovasculares, variando desde a causa até o grau de agressividade. Elas podem ser causadas por fatores genéticos ou ambientais. Mas o risco de desenvolver a doença é muito maior em pessoas com colesterol alto, diabetes, pressão alta e com hábitos de vida pouco saudáveis, como o sedentarismo, a obesidade ou pessoas com níveis elevados de estresse. Para o cardiologista, só a adoção de medidas preventivas pode ajudar a conter esse número alarmante de mortes causadas por doenças do coração. "A população precisa se conscientizar da necessidade de adotar hábitos de vida saudáveis. Quando maus hábitos alimentares se unem ao estresse diário e ao sedentarismo, as chances de a pessoa ter um problema cardíaco aumentam consideravelmente", conclui o Frange .

Novamed compra Multilab com aposta de elevar  produção para 120 milhões de unidades

NOVAMED COMPRA MULTILAB COM APOSTA DE ELEVAR PRODUÇÃO

A Novamed, pertencente ao Grupo NC (que também é detentor da EMS) assumiu oficialmente, em 12 de julho, a totalidade dos negócios do laboratório Multilab, em São Jerônimo (RS). O novo controle acionário foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), em 22 de junho. Com a decisão do órgão, o Grupo NC passa a ser o responsável pela unidade fabril e incorpora todo o portfólio de produtos da Multilab.

A fábrica do sul está apta a produzir medicamentos sólidos, semissólidos e líquidos. Como parte da estratégia de crescimento e consolidação da liderança no setor farmacêutico, o Grupo NC irá mais do que dobrar a produção da planta adquirida, que hoje é de 4 milhões de unidades (caixas de medicamentos) por mês, devendo chegar, em um ano, a 10 milhões de unidades mensais - 120 milhões de unidades anuais.

A Multilab, cujo faturamento foi de R$ 745 milhões no último ano (auditoria IQVIA - MAT Maio 2018), é a décima maior empresa farmacêutica do Brasil no mercado de produtos similares de marca e 37ª no mercado total, detentora de marcas consagradas. A força do portfólio está nos produtos de marca (OTC e tarjados), como Multigrip, Buprovil e Lozeprel, respectivamente, antigripal, anti-inflamatório e analgésico para o tratamento de dores e antiulceroso.

“A Multilab é um laboratório de tradição no mercado farmacêutico, com atuação nacional e detentora de marcas reconhecidas. Nosso objetivo é realizar um grande investimento na empresa e manter seu crescimento acelerado para conquistar uma posição ainda mais relevante no mercado”, diz o presidente do Conselho de Administração do Grupo NC, Carlos Sanchez.

Segundo ele, o Grupo NC está sempre atento às boas oportunidades no mercado. “Os números positivos que temos obtido com nosso desempenho em diferentes áreas nos permitem ampliar nossa atuação e realizar constantes investimentos no País”, afirma. O Grupo NC, no setor farmacêutico, já tem fábricas instaladas no Estado de São Paulo, Amazonas e Distrito Federal. Em 2017, o Grupo, por meio da sua principal empresa, a EMS, também adquiriu a estatal Galenika, terceira farmacêutica da Sérvia e com duas unidades fabris, uma na capital do país e outra na vizinha Montenegro.

A holding brasileira tem feito aquisições no Brasil e no mundo para se consolidar como um dos maiores grupos econômicos do País. Em 2016, para diversificar seus negócios, majoritariamente farmacêuticos, o Grupo NC comprou ainda o Complexo Eólico Corredor do Senandes, em Rio Grande (RS), e 100% das operações de mídia da RBS em Santa Catarina, fundando a marca NSC Comunicação.

O contrato para a aquisição da totalidade dos negócios da Multilab havia sido assinado em março de 2018 pelo Grupo NC e pela farmacêutica japonesa Takeda, que desde 2012 detinha o controle acionário do laboratório. Com a Multilab, o Grupo NC passa a contar com mais de 8 mil colaboradores.

Sobre a Novamed

A Novamed, inaugurada em 2014, é uma das maiores e mais modernas fábricas de medicamentos sólidos do mundo, pertencente ao Grupo NC. Primeira indústria a produzir medicamentos na Zona Franca de Manaus. Com processo de fabricação de medicamentos totalmente automatizado, exclusivo sistema robotizado de pesagem de matéria-prima e os mais modernos equipamentos disponíveis no mercado mundial, tem capacidade produtiva de 1,5 bilhão de comprimidos por mês.

 Sobre o Grupo NC
Lançado oficialmente em 2014, o Grupo NC atua com solidez em setores econômicos variados, em uma trajetória de mais de 50 anos, com presença inclusive nos Estados Unidos. O Grupo, de origem brasileira e com sede em Hortolândia (SP), conta com mais de 8 mil colaboradores diretos e mais de 10 empresas de destaque, como a EMS e a NSC Comunicação (que inclui a NSC TV, afiliada da Rede Globo), em Santa Catarina. Desde 2016, o Grupo NC também marca presença no setor de energia eólica. Está entre os 140 maiores grupos do Brasil, segundo levantamento do Valor Grandes Grupos 2017.

Sobre a EMS

Pertencente ao Grupo NC, tem cinco mil colaboradores e mais de 50 anos de história. Atua nos segmentos de prescrição médica, genéricos, medicamentos de marca, OTC e hospitalar, fabricando produtos para praticamente todas as áreas da Medicina. Tem presença no mercado norte-americano por meio da Brace Pharma, empresa com foco em inovação radical. Conta com a Novamed, localizada em Manaus (AM), uma das maiores e mais modernas fábricas de medicamentos sólidos do mundo; e se instalou em 2017 em Brasília (DF). A EMS exporta para mais de 40 países.

Sobre a Multilab

Fundada em 1988, a Multilab é uma empresa farmacêutica brasileira dedicada à pesquisa, desenvolvimento, fabricação e distribuição de medicamentos de prescrição, OTC e genéricos.

PESQUISADORES DESENVOLVEM COMPOSTO QUE INIBE MELANOMA

PESQUISADORES DESENVOLVEM COMPOSTO QUE INIBE MELANOMA

Uma equipe internacional de pesquisadores de cinco universidades desenvolveu um novo composto que é uma esperança para tratamento do melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. “Segundo o estudo, o composto Corin inibe com sucesso o crescimento de células de melanoma ao direcionar proteínas modificadoras epigenéticas específicas dessas células”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa, anunciada no começo desse ano, teve colaboração de um time internacional de pesquisadores das instituições: Boston University School of Medicine, Johns Hopkins University, Università di Pavia, Harvard Medical School e University of Leicester.

No corpo humano, as células ligam e desligam os genes por meio de modificações químicas que alteram o DNA e as proteínas relacionadas. “Essas mudanças epigenéticas são contínuas e estão no centro de como as células saudáveis se transformam em células cancerígenas. Essas modificações contribuem para a capacidade do tumor de crescer indefinidamente, além de tornar as células tumorais resistentes a drogas e capazes de sobreviver a tratamentos”, afirma a médica. Mas, segundo a pesquisa, Corin visa especificamente essas alterações epigenéticas nas células e poderia, portanto, fornecer melhorias significativas em pacientes sem os efeitos colaterais indesejados. A pesquisa destaca que esse composto atua especificamente para inibir a atividade desmetilase e desacetilase nas células, dessa forma, Corin é particularmente atraente como um inibidor de modificações epigenéticas.

De acordo com a pesquisa, atualmente, existem poucos medicamentos epigenéticos em uso clínico, incluindo inibidores da histona desacetilase (HDAC 1), que são usados para tratar alguns linfomas, e inibidores da histona desmetilase (LSD1) que são usados para tratar algumas leucemias. Estes reagentes não têm sido mais amplamente úteis em canceres devido à janela terapêutica limitada e efeitos secundários indesejáveis.

Segundo um dos autores, o médico dermatologista, Rhoda Alani, da Universidade de Boston, a expectativa é a de que “este novo composto terá eficácia significativa em melanomas humanos e outros tipos de câncer, seja como terapia autônoma ou em combinação com outras terapias direcionadas ou baseadas no sistema imunológico", explicou.

A pesquisa

Para avaliar a eficácia deste novo composto, os pesquisadores primeiro testaram usando um sistema de cultura celular para avaliar a biologia celular do melanoma in vitro e descobriram que vários processos associados ao câncer foram afetados, incluindo crescimento celular, diferenciação e migração. O composto foi então testado num modelo experimental para o melanoma e descobriu-se que inibe significativamente o crescimento de células tumorais sem toxicidades apreciáveis.

Os pesquisadores acreditam que existem outras entidades patológicas, além de cânceres, que podem ser significativamente afetadas por terapias epigenéticas direcionadas. Mais notavelmente, espera-se que as doenças mediadas pelo sistema imunológico sejam significativamente influenciadas por tais reagentes, uma vez que as mudanças epigenéticas têm sido amplamente notadas como influenciando o sistema imunológico.

Dados

Melanoma é o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2018 são estimados 2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres. Com relação ao câncer de pele não-melanoma, estimam-se 85.170 casos novos de câncer de pele entre homens e 80.410 nas mulheres para o ano de 2018.

De acordo com Claudia Marçal, embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho).

"O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa", alerta a dermatologista. Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua.

Diagnóstico Precoce

Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença, segundo a SBD. Ensinar o paciente a fazer o autoexame é fundamental! Ele deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, têm mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras. Quem tem lesões em áreas de atrito, como área da peça íntima, soutien, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo, também deve seguir as instruções. A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando.

As dicas para o paciente realizar o autoexame são:

  • Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
  • Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.
  • Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
  • Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
  • Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o soutien. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
  • De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.
  • Sentada (o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
  • Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.
Lesões preocupantes

Para saber se uma lesão é mais preocupante, e o paciente deve ser encaminhado para o atendimento médico, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. "Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm", comenta Claudia.

Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura. "Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente", informa a dermatologista.

DESAFIOS DA QUALIFICAÇÃO E VALIDAÇÃO NA VISÃO DOS ESPECIALISTAS

POR EGLE LEONARDI

É fato que a qualidade dos medicamentos e de todos os produtos farmacêuticos depende, de maneira contundente, da Qualificação e Validação. Em alguns segmentos há a obrigatoriedade de qualificar equipamentos e validar processos, entretanto, no Brasil ainda há atrasos nesse quesito, principalmente se comparado aos países mais desenvolvidos.

Para ouvir a opinião dos maiores especialistas no assunto, a diretora da MD Consultoria, Daniela Silva, me passou a incumbência de registrar a visão de alguns profissionais da área e registrar em sua Revista de Qualificação & Validação. Ela destaca que é fundamental que os profissionais envolvidos estejam sempre atualizados para acompanhar a evolução da produção farmacêutica.

“Acredito, com muita propriedade, que a área de Qualificação e Validação será o diferencial para novos mercados. Vejo um futuro com abrangência maior para essa área, exigência de outras agências reguladoras e órgãos de fiscalização”, afirma o diretor-executivo da Conceito Q Consultoria e Auditoria de Processos, Andre Santos. Ele defende que, quem conseguir visualizar e implantar antes da normatização terá, com toda certeza, uma imagem muito melhor dos clientes. “Afinal, quem não quer adquirir produtos confiáveis, qualificados e validados?”, indaga ele.

Daniela ouviu também o diretor Técnico da Engenews Serviços de Engenharia e Engefarma Consultoria e Serviços, Luiz Alberto da Rocha Torres: “Desde a emissão da primeira RDC 134/2001, sobre BPF de medicamentos, é fundamental as empresas terem uma área de Qualificação e Validação. Elas tiveram de se adaptar rapidamente para atender esta resolução e a consequência foi que muitas indústrias farmacêuticas fecharam ou foram adquiridas por outros grupos”.

Já a diretora Técnica da Consultoria Farmacêuticas, Fernanda Bidoia, também dá sua visão sobre a legislação que regula a atividade. Ela destaca que, em termos gerais, há poucos guias e estudos de validação nacionais da Anvisa, e os poucos existentes estão desatualizados em comparação com os de outras agências regulatórias internacionais. “Para nos mantermos atualizados recorremos aos guias e normas internacionais, sejam eles do WHO, EMA, FDA, ICH, PDA, entre outros”.

Fernanda defende que a área de Qualificação e Validação está em constante mudança, e que novas regras, artigos científicos e estudos são frequentemente lançados: “Por isso, é necessário o aprimoramento constante, e cabe ao profissional de validação buscar o conhecimento em novos estudos, ou requalificação e revalidação”.

RECONHECIMENTO DA INDÚSTRIA

Para o diretor técnico da Validacon Soluções Integradas, Marcelo Vicente, a área de Qualificação e Validação cresceu e se desenvolveu muito nos últimos anos: “As indústrias farmacêuticas querem a garantia de que o produto manterá todas as suas características, qualidade e eficácia”.

Fernanda concorda com ele. Ela diz que logo que a RDC n 134/2001 foi publicada, os profissionais e a indústria farmacêutica não compreendiam em sua totalidade a necessidade e a importância dos estudos de validação. No entanto, atualmente, esse conceito de qualidade assegurada é respeitado e amplamente compreendido por grande parte das indústrias farmacêuticas e pelos profissionais que nelas atuam. São poucas as empresas e profissionais que não utilizam os estudos de Qualificação e Validação como ferramenta de melhoria contínua e monitoramento de seus processos e sistemas.

Ela vai além: “Infelizmente, ainda existem profissionais com grande falta de conceitos básicos de validação, incluindo a necessidade do acompanhamento de no mínimo três lotes consecutivos, por exemplo. A falta de comprometimento pode levar a uma interdição parcial, ou até mesmo total da empresa”.

FALTA LEGISLAÇÃO

Para Vicente, o Brasil está engatinhando na área normativa, se comparado a qualquer outro país que possui normas e legislações mais avançadas. O especialista acredita que esse é um gap muito grande que o País tem de cobrir.

A farmacêutica Comercial e Técnica do Grupo Emba EPS, Renata Curatolo, concorda: “Falta muito ainda por porte dos órgãos reguladores sobre esse assunto. Uma área de extrema importância, que não possui legislação especifica, é a de qualificação, armazenagem e transporte de medicamentos, seja carga seca ou cadeia fria”.

Apesar das críticas, parece haver luz no fim do túnel. O sócio diretor da LTL Serviços, Luciano Silva, vê o segmento bem amadurecido: “Temos portarias da Anvisa que preconizam o que é necessário, além de muitas normas nacionais e internacionais que descrevem melhor os processos. Contudo, essa é uma área em constante movimento, muito dinâmica. Mesmo estando amadurecidos, ainda temos muitas lacunas a serem preenchidas quanto ao conhecimento e disseminação da atividade”.

Torres também tem esperança em uma evolução: “Há diversos órgãos que nos auxiliam, como a Anvisa, FDA, WHO, ICH etc., mas ainda existem muitas dúvidas, e o ideal é sempre usar o bom senso, procurando manter a qualidade do produto”.

DESAFIOS DA ÁREA

Daniela Silva sabe muito bem quais são os desafios da Qualificação e Validação, e os especialistas entrevistados por ela também! Importante ressaltar que, frequentemente, surge uma exigência nova, e as áreas não estão preparadas e não possuem colaboradores suficientes para atender às demandas. Assim, é necessário que as indústrias recorram às consultorias externas.

Segundo Fernanda, há três grandes dificuldades e desafios nas empresas:

1) Falta de guias e normas nacionais atualizados sobre alguns temas de validação;

2) Falta de comprometimento e interesse dos profissionais na busca pelo aperfeiçoamento e capacitação técnica;

3) Falta de recursos materiais (equipamentos analíticos para o laboratório, por exemplo) e de mão de obra, para que os estudos de validação e qualificação possam ser executados.

Com relação à falta de normas, Renata evidencia sua maior dificuldade: “Qualificação de embalagens, com absoluta certeza, é uma área que precisa urgentemente de uma norma, pois possui, no máximo, um guia orientativo da vigilância, e somente para produtos biológicos”.

Torres também ressalta seus problemas com relação à falta de normas, já que a área de utilidades farmacêuticas está sendo muito visada. “Temos muita dificuldade em definir qual a classe do ar comprimido, de acordo com a ABNT NBR 8573-1:2013, que devemos utilizar para cada produto”.

“Apesar de todas as dificuldades e atrasos enfrentados no Brasil na área de Qualificação e Validação, estamos no caminho da capacitação. Vale destacar que os consultores que são dedicados ao tema têm grande contribuição a dar para a indústria no sentido dessa evolução”, finaliza Daniela.

 

Publicado na 2a edição da Revista Qualificação & Validação


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