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RDC 166/17: É FUNDAMENTAL SE QUALIFICAR

 

 

POR EGLE LEONARDI

Finalmente, agora é para valer! Está em vigor a publicação que traz informações e orientações técnicas sobre a validação de métodos analíticos. A RDC 166/2017 entrou em vigor em 21 de janeiro deste ano e é fruto de muita cobrança por parte dos profissionais que atuam na área, sob a alegação de que a antiga RE 899/2003 estava desatualizada e sem regras claras. Depois de consulta pública, o tema recebeu um upgrade e tem diretrizes consistentes para os profissionais poderem conduzir as validações analíticas.

Claro que toda mudança gera movimentação. “Acredito que um desafio a ser superado neste período inicial de implantação da RDC 166/17 seja a readequação de procedimentos e a consequente necessidade de capacitação da equipe técnica”, fala o diretor do Ephar Instituto Analítico e diretor do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Poatã Casonato.

Ele defende que para atender à resolução é fundamental que o profissional esteja mais qualificado e com o foco estatístico para que possa lidar com os dados gerados durante uma validação.

“Dessa forma, as companhias que não estão adequadas à resolução necessitam rever muitos dos seus procedimentos internos e, acima de tudo, treinar o corpo técnico para que os itens descritos na resolução sejam cumpridos”, ressalta o executivo.

IMPACTO NO PROCESSO PRODUTIVO

De acordo com o professor e especialista em Suporte Analítico da Brainfarma, Renato Cesar de Souza, embora a RDC 166 esteja ligada à validação de métodos analíticos, seus impactos diretos acontecem no processo produtivo: “A qualidade de um produto após um processo produtivo é avaliada sempre com uma ferramenta de medição e, usualmente, as ferramentas de medição mais importantes são métodos analíticos que precisam ser validados”. Ele explica que essa validação tem a função de comprovar que o método é adequado para o seu objetivo, portanto, uma legislação que exige um olhar mais crítico na validação proporciona resultados melhores e mais robustos.

Importante salientar que a qualidade de um produto depende também da metodologia utilizada para sua avaliação. Assim, pode-se compreender que métodos mais robustos e bem validados garantem resultados mais precisos. “Dessa maneira, as incertezas causadas por um método mal validado diminuem e a segurança de liberar um produto adequado ou reprovar um produto inadequado aumenta. Isso tem um impacto direto na capacidade de a indústria garantir a qualidade e a segurança do produto fabricado e comercializado”, destaca Souza.

O especialista afirma ainda que a RDC 166 traz importantes mudanças alinhadas com os guias internacionais e busca melhorar a qualidade de trabalho das empresas, na medida em que é mais detalhada e esclarecedora. “Isso caracteriza uma agência mais aberta a discussões e proporcionando maior liberdade para a indústria trabalhar de forma mais racional”, complementa Souza.

QUANTO MAIS CONHECIMENTO MELHOR

O mercado de trabalho na indústria farmacêutica está mudando muito e bastante rápido. O profissional que não apresenta capacidade de adaptação a esse ambiente vai encontrar grandes dificuldades em um futuro próximo.

As informações estão disponíveis em vários lugares, portanto, a busca pelo conhecimento depende apenas da vontade do profissional em dar sentido na sua atividade de trabalho e se destacar diante dos outros.

“A importância de capacitação do pessoal envolvido no tema da RDC 166 é muito alta. Tanto a Anvisa como a indústria farmacêutica nacional vêm mudando constantemente a forma de se trabalhar, exigindo cada vez mais a capacidade de adaptação dos profissionais que atuam na área. Consequentemente, o profissional precisa se adaptar a essas mudanças para atender às expectativas do mercado de trabalho e não se tornar um colaborador ultrapassado e, portanto, facilmente substituível”, alerta Casonato.

O Ephar, em conjunto com o ICTQ, está rodando o Brasil com o curso sobre a RDC 166, cujo objetivo é capacitar todos os profissionais envolvidos no desenvolvimento e validação de metodologias analíticas, bem como o aprimoramento em ferramentas estatísticas e estudos de caso aplicados, além da compreensão de todos os impactos que essa nova Resolução trouxe para as indústrias farmacêuticas, farmoquímicas e laboratórios analíticos. Mais informações no link: https://bit.ly/2H3i3k0.

“A capacitação do profissional da indústria farmacêutica se inicia na busca constante pelo conhecimento. A participação em workshop ou cursos relacionados ao assunto é de extrema importância, pois esses eventos possibilitam a troca constante de experiência com outros profissionais da indústria farmacêutica que atuam no mesmo ramo, melhorando a senso critico e permitindo a visão da atividade com um ponto de vista diferente do normalmente adotado na rotina de trabalho do profissional”, defende Casonato.

 

DETALHES DA RDC 166/17

 

Apenas em nível de curiosidade, vale ressaltar alguns aspectos dessa norma:

 

  • A RDC se aplica aos métodos analíticos empregados em insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos biológicos nas diferentes fases da produção.
  • Os parâmetros de validação e seus critérios de aceitação devem ser definidos de acordo com as características do método.
  • Quando destinados aos produtos sob investigação utilizados em ensaios clínicos, os métodos analíticos devem ter sua adequabilidade demonstrada de acordo com esta RDC, conforme cada fase de desenvolvimento clínico.
  • O emprego de abordagem alternativa deve ser justificado tecnicamente, baseado em referências científicas reconhecidas.
  • Será admitida a utilização de abordagens alternativas para a validação de métodos analíticos aplicados aos produtos biológicos, como ensaios biológicos e imunológicos.
  • A Resolução exclui os métodos microbiológicos, para os quais deve ser apresentada justificativa técnica para a abordagem escolhida, baseada na Farmacopeia Brasileira ou em outros compêndios oficiais reconhecidos pela Anvisa.
  • Fica revogada a Resolução RE 899, de 29 de maio de 2003; o inciso XXXI do art. 1º, o parágrafo único do art. 11 e o anexo I da RDC 31, de 11 de agosto de 2010.

 

A matéria foi desenvolvida para o portal do Ephar.

P&G COMPRA MERCK POR 3,4 BILHÕES DE EUROS

P&G COMPRA MERCK

Com o  objetivo de ampliar o seu setor de saúde de consumidores, adquirindo um portfólio de rápido crescimento de marcas diferenciadas, a empresa Procter & Gamble (P&G) anunciou hoje (23/04) que assinou um acordo para adquirir o setor de Saúde dos Consumidores da Merck KGaA de Darmstadt, Alemanha, por um preço de compra de cerca de 3,4 bilhões de euros.

Desse modo, a P&G irá fortalecer suas capacidades comerciais e de prestação de serviços de saúde, seus conhecimentos tecnológicos e a liderança comprovada de cuidados da saúde, complementando as capacidades da empresa, bem como suas marcas, como Vicks, Metamucil, Pepto-Bismol, Crest e Oral-B.

“Ficamos muito satisfeitos com o crescimento constante e amplo do mercado de cuidados da saúde de OTC e, portanto, temos o prazer de adicionar o portfólio de Saúde dos Consumidores e o pessoal da Merck KGaA à família P&G”, disse o dirigente do Conselho, presidente e diretor Executivo, David Taylor.

A aquisição do setor de Saúde dos Consumidores da Merck KGaA pela P&G irá melhorar a abrangência geográfica de OTC da empresa, seu portfólio de marcas e seu nível de categoria na maioria dos 15 principais mercados OTC do mundo. Estas marcas oferecem excelentes soluções para aliviar dores musculares, em articulações e nas costas, resfriados e dores de cabeça, além de apoiar a atividade física e a mobilidade, muitas das quais são áreas de tratamento não abordadas atualmente no portfólio da P&G.

“Nos últimos anos, nosso negócio de cuidados da saúde gerou um crescimento consistente, agregando valor aos acionistas”, disse o presidente do Grupo Global Health Care, Steve Bishop. “O setor de Saúde dos Consumidores da Merck KGaA abrange um grande conjunto de marcas, produtos e capacidades, fornecendo uma cobertura atrativa e complementar que impulsiona ainda mais o crescimento à medida que continuamos a promover nossas marcas de liderança existentes”.

ENTRA MERCK SAI TEVA

A aquisição desse setor substitui e agrega à joint venture PGT Healthcare que a P&G possui com as indústrias farmacêuticas Teva, com encerramento previsto para 1º de julho de 2018, dependendo de aprovações regulatórias.

A joint venture PGT Healthcare proporcionou um crescimento desproporcional de resultados de primeira linha e estabeleceu uma maior presença em mais de 50 países desde sua formação. No entanto, após uma revisão recente, a Teva e a P&G concluíram que as prioridades e as estratégias não estavam mais alinhadas e concordaram com o fato de que seria de benefício para ambas as partes encerrar a parceria. Os ativos de produtos da PGT retornarão às suas respetivas empresas matriz a fim restabelecer negócios independentes de OTC.

O setor de Saúde dos Consumidores da Merck, avaliado em 1 bilhão de dólares, registrou um crescimento de 6% nos últimos dois anos e fornece uma ampla linha de medicamentos de produtos de OTC, cujas principais marcas incluem, entre outras, Neurobion, Dolo-Neurobion, Femibion, Nasivin, Bion3, Seven Seas e Kytta. As marcas citadas são vendidas principalmente na Europa, América Latina e Ásia.

“Essas marcas de liderança e o excelente pessoal do setor de Saúde dos Consumidores da Merck irão complementar muito bem nosso setor de Cuidados da Saúde Pessoal”, disse o presidente da P&G Global Personal Health Care, Tom Finn. “Essa aquisição nos ajuda a continuar impulsionando as vendas e o crescimento de lucros para a P&G, fornecendo capacidades e o nível de portfólio que precisamos para operar com sucesso um negócio global de OTC por conta própria, sem a ajuda de uma parceria de saúde”.

“O desinvestimento do nosso setor de Saúde dos Consumidores é um passo importante no nosso foco estratégico em negócios dedicados à inovação nos setores de Saúde, Ciências da Vida e Materiais de Desempenho. É uma demonstração clara do nosso compromisso contínuo de moldar ativamente nosso portfólio como uma empresa líder no campo da ciência e da tecnologia” disse , Presidente do Conselho Executivo e Diretor Executivo da Merck, Stefan Oschmann. “A Saúde dos Consumidores é um grande negócio que merece as melhores oportunidades possíveis para seu futuro desenvolvimento. Com a P&G encontramos um agente forte e altamente reconhecido que possui o nível necessário para conduzir com sucesso o negócio daqui para frente”.

“A cobertura global da P&G e seu interesse estratégico na saúde e bem-estar dos consumidores fornecem uma excelente base para acelerar o crescimento, alavancando as capacidades de nossas equipes e expandindo os setores de Saúde dos Consumidores com lucratividade. Os portfólios comercializados, as ofertas de produtos e a presença geográfica de ambas as empresas se complementam com perfeição”, disse a membro do Conselho Executivo da Merck KGaA de Darmstadt, Alemanha, e diretora Executiva de Cuidados da Saúde, Belén Garijo. “Com esta transação, continuamos a cumprir rigorosamente nossa estratégia para nos tornar uma empresa inovadora global e proporcionar medicamentos inovadores aos pacientes”.

O setor de Saúde dos Consumidores da Merck  atua em 44 países e inclui mais de 900 produtos. A P&G pretende fechar este acordo durante o exercício 2018/19, sujeito às condições habituais de fechamento e autorizações regulatórias.

 

GIGANTE AMERICANA – CVS – INCENTIVA PACIENTE A ECONOMIZAR COM MEDICAMENTOS EM SUAS FARMÁCIAS

 

 

 

*POR MARCELO POLACOW E EGLE LEONARDI

Parece algo impensável no Brasil! Mas o nível de amadurecimento do varejo americano está além da imaginação da maioria dos farmacêuticos brasileiros. Uma das maiores redes americana de farmácias – CVS – acaba de lançar uma ferramenta inédita que dá ao farmacêutico a possibilidade de encontrar alternativas viáveis ao tratamento de seus pacientes e que sejam as mais econômicas disponíveis para ele. Vejam que a rede não está focada apenas no aumento de seu faturamento. Isso é que faz dessa ação ser tão inusitada. Vale lembrar que no Brasil, ela é dona da rede de farmácias Onofre.

O nome da ferramenta é CVS Pharmacy Rx Savings Finder e está disponível para os 30 mil farmacêuticos da rede desde 15 de abril deste ano, portanto a informação é fresquíssima! Dessa forma, esses profissionais podem encontrar alternativas mais baratas para seus pacientes e são capazes de rever, no próprio balcão da farmácia, seu regime de prescrição, histórico de medicação e informações do plano de seguro saúde.

Essa iniciativa se deu por conta de uma pesquisa encomendada pela CVS Health à Morning Consult (2018), que descobriu que 83% dos americanos manifestaram preocupação com o impacto do aumento dos preços dos medicamentos prescritos.

“Os consumidores de hoje enfrentam preços mais altos de remédios prescritos do que nunca, e muitos deles agora pagam uma parcela maior de seus custos com remédios prescritos dos seus próprios bolsos no balcão da farmácia devido ao crescimento de planos de saúde que reembolsam menos”, afirmou o diretor de política e assuntos externos da CVS Health, Thomas Moriarty.

É importante mencionar que nos Estados Unidos grande parte dos tratamentos é bancada pelas seguradoras de saúde por meio de programas chamados PBMs (em que parte do custo do tratamento medicamentoso é pago pela empresa seguradora ou plano de saúde). Esse sistema também existe no Brasil, mas de forma diferente. Entretanto, essa realidade vem mudando, pois o nível de reembolso é cada vez menor, o que leva as redes varejistas propor alternativas como esta, da CVS.

O executivo Moriarty complementou: “Até agora, os pacientes não tinham as ferramentas apropriadas disponíveis para ajudar a gerenciar esses custos. Estamos empenhados em encontrar o medicamento certo com o menor custo possível para os pacientes para garantir que eles sejam capazes de acessar e permanecer com os medicamentos que necessitam”.

COMO FUNCIONA NO BALCÃO

A ferramenta CVS Pharmacy Rx Savings Finder permite que o farmacêutico revise rapidamente o regime de prescrição do paciente, histórico de medicação e informações do plano de seguro para determinar a melhor maneira de economizar dinheiro com uma alternativa de menor custo, de acordo com seu plano de benefícios (PBM).

“Nossa experiência direta é que os pacientes que deparam com altos custos no balcão da farmácia são menos propensos a comprar suas receitas e ficam menos predispostos a aderir à terapia prescrita”, destacou o vice-presidente executivo de Varejo da CVS, Kevin Hourican.

 

 

 

O Rx Savings Finder mostra às equipes da farmácia:

  1. Se o medicamento prescrito está no formulário de prescrição do paciente e é a opção de menor custo disponível.
  2. Se há opções de baixo custo cobertas pelo sistema de benefício farmacêutico do paciente, como uma medicação genérica ou alternativa terapêutica com eficácia equivalente de tratamento.
  3. Se o paciente pode economizar dinheiro adquirindo uma receita para 90 dias em vez de uma receita para 30 dias.
  4. Em último caso, se nenhuma alternativa genérica ou de custo mais baixo estiver disponível, outras opções potenciais de economia para pacientes elegíveis ou sem seguro são permitidas pelas leis e regulamentações aplicáveis (prescrições submetidas para reembolso ao Medicare, Medicaid ou outros programas federais ou estaduais americanos não são elegíveis).

OPÇÃO PARA OS CONSULTÓRIOS

Com o mesmo foco de tentar minimizar os custos dos medicamentos aos pacientes, a CVS já havia lançado, recentemente, outro programa de benefícios em tempo real que ajuda a trazer maior transparência do preço dos medicamentos aos prescritores e à equipe da CVS Caremark.

Nos consultórios de prescrição (sejam médicos ou farmacêuticos), os profissionais podem ver o custo específico de um medicamento selecionado, com base na cobertura do paciente. Ao mesmo tempo, eles têm acesso a mais cinco alternativas terapêuticas de menor custo, clinicamente apropriadas, com base no formulário do paciente.

O acesso também pode ocorrer no aplicativo CVS Caremark e no portal destinado ao paciente. Os resultados iniciais mostraram que os prescritores que acessaram as informações de benefícios em tempo real, por meio de seu registro eletrônico de saúde, trocaram o medicamento não coberto do paciente por outro com cobertura, em 85% das vezes. Além disso, quando o remédio do paciente é coberto, os prescritores que usam benefícios em tempo real oferecem uma alternativa de mais baixo custo em 30% das vezes. Assim, quando o prescritor mudou para um medicamento de baixo custo, a diferença foi de aproximadamente US$ 75 (cerca de R$ 255) por prescrição.

“Temos trabalhado arduamente para manter os medicamentos de prescrição acessíveis para os pacientes”, afirmou o vice-presidente executivo e diretor médico da CVS Health, Troyen A. Brennan. “Na verdade, em 2017, quase 90% dos membros de planos com PBMs gastaram menos de US$ 300 com remédios prescritos. É por isso que estamos comprometidos em fazer ainda mais em toda a nossa empresa para ajudar os pacientes a encontrar e acessar o medicamento de menor custo na farmácia, o que, em última instância, ajudará a melhorar os resultados clínicos e a remover os custos médicos mais altos do sistema”.

UMA AÇÃO BILIONÁRIA

O lançamento do CVS Pharmacy Rx Savings Finder surge no momento em que a empresa está em processo de compra da Aetna, com a ideia de refazer a experiência de saúde do consumidor, integrando médicos, farmacêuticos e outros profissionais de saúde com benefícios para os usuários.

Apenas para entender melhor o processo, a CVS Health propôs a compra da seguradora de saúde Aetna por US$ 69 bilhões (mais de R$ 235 bilhões) em uma fusão que abrange linhas de negócios no setor de saúde.

Segundo o presidente e diretor executivo da CVS Health, Larry J. Merlo, a fusão da CVS e da Aetna irá “refazer a experiência de saúde do consumidor”. Já o presidente e CEO da Aetna, Mark T. Bertolini, afirmou em nota: “Juntamente com a CVS Health, entenderemos melhor as metas de saúde dos nossos membros, iremos orientá-los por meio do sistema de saúde e ajudá-los a alcançar sua melhor condição”.

Sobre a CVS Health

CVS Health é uma empresa varejista farmacêutica com mais de 9.800 pontos de venda, mais de 1.100 clínicas médicas, um programa de gerenciamento de benefícios com mais de 94 milhões de membros, além de ser uma empresa de assistência farmacêutica que atende mais de um milhão de pacientes por ano nos Estados Unidos.

Importante salientar que a CVS Health, que é a maior rede de farmácias dos Estados Unidos e que no Brasil é dona da rede Onofre, registrou lucro líquido de US$ 3,287 bilhões no quarto trimestre de 2017, um crescimento de 92% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado de todo o ano passado, o lucro foi de US$ 6,622 bilhões, um avanço anual de 24,5%. Mais informações sobre como o CVS Health:  https://www.cvshealth.com.

Observação: este artigo é uma livre interpretação e tradução dos autores sobre informações divulgadas na mídia pela empresa CVS e analisados de maneira independente.

 

AUTORES:

*Marcelo Polacow – Farmacêutico pela USP/Ribeirão Preto, mestre e doutor em Farmacologia pela UNICAMP, coordenador e professor de Pós-Graduação, autor de livros e consultor empresarial.

*Egle Leonardi – Jornalista especializada no segmento farmacêutico, MBA em Gestão de Comunicação Corporativa, especializada em Marketing Digital. Recebeu o Prêmio Abrafarma de Melhor Jornalista na Categoria Imprensa Especializada no Segmento de Saúde. Diretora da Vitae Editora.

 

TER 100% DAS EMBALAGENS RECICLÁVEIS É UMA DAS METAS AMBICIOSAS DA P&G

A Procter & Gamble Company (P&G) acaba de anunciar metas de sustentabilidade ainda mais ambiciosas para proporcionar impactos positivos no ambiente e na sociedade ao redor do mundo. A empresa já havia estabelecido objetivos para 2020,  mas já alcançou quase todos e planeja atingir o restante ao mesmo tempo em que estabelece novas metas de amplo alcance para 2030. Essas são chamadas de Ambição 2030 e irão possibilitar impactos positivos no ambiente e na sociedade e, com isso, a empresa pretende agregar valor às suas marcas e aos seus clientes.

A P&G mantém operações em cerca de 70 países no mundo todo. No Brasil está há quase 30 anos e é um conglomerado de marcas importantes e diversas, como Gillete, Duracell, Hipoglós, Wella e Head & Shoulders, Pampers, Oral-B, Metamucil, Vick, entre outras com forte presença no varejo farmacêutico brasileiro.

“Acreditamos que a P&G possa ser uma força a favor do bem e do crescimento, e assim faremos uma abordagem mais deliberada para agradar aos clientes enquanto possibilitamos o consumo responsável”, disse o presidente e diretor-Executivo da P&G, David Taylor.

Para  ele, os clientes esperam que as marcas nas quais confiam ofereçam um desempenho superior e também ajudem a resolver alguns dos desafios mais complexos enfrentados por nosso mundo. “Nosso alcance global, nossa compreensão dos cinco bilhões de clientes que atendemos e nossas capacidades de inovação nos dão uma habilidade única de fazer uma diferença positiva”, ressalta Taylor.

 

As metas da Ambição 2030 da P&G incluem:

  • Marcas: as 20 marcas líderes da P&G, incluindo Always, Ariel, Dawn, Fairy, Febreze, Head & Shoulders, Pantene, Pampers e Tide, possibilitarão e inspirarão o consumo responsável por meio de embalagens 100% recicláveis ou reutilizáveis, lançando inovações mais sustentáveis e construindo a confiança mediante a transparência e o compartilhamento de nossa ciência sólida.
  • Cadeia de fornecimento: os locais de fabricação da P&G reduzirão a emissão de gases do efeito estufa pela metade e comprarão eletricidade renovável suficiente para manter 100% das suas plantas. A empresa também obterá pelo menos 5 bilhões de litros de água de fontes circulares.
  • Sociedade: a P&G continuará a criar parcerias transformadoras que possibilitam que as pessoas, o planeta e nossos negócios prosperem, incluindo os que estancam o fluxo de plástico nos oceanos, protegem e expandem florestas, ampliam soluções de reciclagem para produtos de higiene absorventes e protegem a água em bacias prioritárias em todo o mundo.
  • Funcionários: a P&G envolverá, equipará e recompensará funcionários que construírem pensamentos e práticas sustentáveis em seu trabalho diário. Recompensará o progresso e integrará o reconhecimento nas avaliações de desempenho.

METAS JÁ ATINGIDAS

Com base em seu legado de liderança ambiental, a P&G já alcançou muitas de suas metas de sustentabilidade para 2020 em suas áreas de foco em clima (redução das emissões absolutas de gases do efeito estufa em 16% desde 2010), água (redução do uso de água em instalações de fabricação em 27% desde 2010) e resíduos (alcançou uma meta de zero resíduos de fabricação para aterros em mais de 80% dos locais de fabricação).

O impacto do progresso da empresa pode ser visto mediante marcas e geografias, incluindo produtos como o Tide Purclean que contam com ingredientes de base biológica e Head & Shoulders que usa plásticos encontrados em praias nas embalagens; alterações de fabricação que abastecem as plantas com eletricidade eólica e vapor de biomassa; e inovações em pesquisa que transformarão a capacidade de reciclagem de toneladas de plástico a cada ano, beneficiando indústrias inteiras muito além do alcance da P&G. Este progresso é ainda mais detalhado no Relatório de Cidadania 2017 da empresa.

“Com base em nosso progresso até o momento, nossas metas de 2030 buscam lidar com dois dos desafios ambientais mais urgentes do mundo: recursos finitos e o crescimento do consumo”, disse a vice-presidente de Sustentabilidade Global da P&G, Virginie Helias. Ela afirma reconhecer que a P&G sozinha não tem todas as respostas. Será preciso criar parcerias e cooperações para que se faça um progresso significativo e que suas marcas desenvolvam inovações para avançar ainda mais no consumo responsável.

De acordo com o presidente e diretor Executivo do Conselho Mundial de Negócios para o Desenvolvimento Sustentável, Peter Bakker, a P&G tem sido líder no direcionamento do desenvolvimento sustentável. “Sua estratégia está alinhada com nossa crença de que os negócios terão mais sucesso se forem mais sustentáveis. Aplaudimos a estrutura da Ambição 2030, que tem o potencial de impulsionar um impacto global positivo para acionistas, o ambiente e a sociedade”.

Sobre a Abordagem à Cidadania da P&G

A Sustentabilidade Ambiental é uma das áreas de foco em Cidadania da P&G, junto com Ética e Responsabilidade Corporativa, Impacto na Comunidade, Igualdade de Gênero e Diversidade e Inclusão. Os programas de Cidadania da Empresa apoiam as Metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir prosperidade para todos. Para obter mais informações sobre os esforços de Cidadania da P&G, leia o Relatório de Cidadania 2017 da P&G aqui.

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10 PASSOS PARA DISPENSAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS NAS FARMÁCIAS

 

POR EGLE LEONARDI

A desinformação da população brasileira sobre o uso racional de antibióticos é preocupante e, em alguns casos, chega a ser considerada até motivo de piadas! Um exemplo disso foi a viralização, nas redes sociais, do depoimento de uma jovem, em um talkshow da Rede TV, afirmando que havia engravidado de um antibiótico. Claro que houve uma abordagem sensacionalista sobre o tema, mas o fato é que alguns antibióticos diminuem ou anulam o efeito dos anticoncepcionais orais. O pior é que, no programa, em momento algum isso foi mencionado ou lembrado. Essa matéria foi desenvolvida por mim, com exclusividade para o portal de Notícias do ICTQ.

Outro exemplo factual do consumo irracional de antibióticos está na pesquisa do ICTQ, realizada em 2014. O estudo apontou que 18,4% dos brasileiros pesquisados em 16 capitais consumiram antibióticos sem prescrição médica e sem a orientação farmacêutica nos 12 meses que antecederam a pesquisa. A capital com o maior índice desse consumo irregular foi Goiânia (GO), com 33%.

PAPEL DO FARMACÊUTICO

Frente a tanta desinformação e uso irregular desse tipo de medicamento, ficam as perguntas: o que fazer para ampliar a informação à população sobre o uso racional de antibióticos? Qual é o papel do farmacêutico na dispensação desse tipo de medicamento na farmácia? Quais passos ele deve seguir na orientação ao paciente?

O professor do ICTQ, Alexandre Massao Sugawara, que ministra Farmacologia e Atenção Farmacêutica diz que a dispensação de antibióticos em farmácias e drogarias públicas e privadas se dá mediante a retenção da segunda via da receita, devendo a primeira via ser devolvida ao paciente. “Mais que isso, o papel do farmacêutico em suas atribuições clínicas deve observar as metas da farmacoterapia ideal, assegurando um uso necessário, aderente, efetivo e seguro. A prescrição inadequada, falhas de adesão e inefetividade terapêutica podem levar ao desenvolvimento de resistências bacterianas. Cabe ao farmacêutico observar em seguimento farmacoterapêutico tais aspectos da farmacoterapia e propor intervenções farmacêuticas”, fala Sugawara.

Ele afirma que a intervenção em uma prescrição desnecessária de antibióticos deve ser baseada em diretrizes e protocolos clínicos que subsidiem o médico prescritor para uma reanálise. As falhas de adesão podem ser minimizadas com melhoria do conhecimento e colaboração do paciente ao tratamento. Além disso, ferramentas de suporte, como adesivos de lembrança e símbolos de horário, são bem-vindos.

DEVIDAMENTE REGISTRADO

A inefetividade terapêutica é sinal de baixa sensibilidade ao antibiótico à cepa do micro-organismo infectante, aqui novamente um encaminhamento ao médico prescritor se faz necessário. As inseguranças clínicas devem ser sempre monitoradas pelo farmacêutico. Este acompanhamento deve ser registrado em prontuário na farmácia. “Alguns transtornos menores associados ao uso de antibióticos, como diarreias e náuseas, podem ser tratados com prescrição farmacêutica. Queixas e sintomas mais graves e prolongados, sobretudo em gestantes e crianças, devem ser encaminhadas ao médico”, afirma o professor.

A farmacêutica Michelle Dweck lembra que a política para retenção de receitas prescritas de antibióticos vem por um histórico de uso indiscriminado de maneira incorreta. Assim, cabe aos farmacêuticos orientar o seu uso, isto é, fazer uma boa dispensação, fornecendo orientação no ato de entrega e da venda do medicamento. É ela quem indica os 10 passos na hora de dispensar antibióticos, com a resalva de que o tópico 4 é uma contribuição especial do Farmacêutico Jauri Siqueira.

ACOMPANHE OS 10 PASSOS

1 – Certifique-se de que a prescrição está legível. Caso positivo, veja se está com a dose correta (de acordo com a dose usual). Caso haja ilegibilidade lembre-se de que isto invalida a prescrição, mas é possível tentar entrar em contato com o prescritor para validar a receita. Isso ajuda a todos os lados, prescritor, paciente e farmácia.

2 – Verifique se a prescrição está datada, dentro do prazo de validade para uso e tempo de tratamento. A receita de antimicrobianos é válida em todo o território nacional, por dez dias, a contar da data de sua emissão. Em situações de tratamento prolongado a receita poderá ser utilizada para aquisições posteriores dentro de um período de 90 dias.

3 – Complete com dados do paciente e do prescritor. No ato da dispensação, devem ser registrados nas duas vias da receita os seguintes dados: I – a data da dispensação; II – a quantidade aviada do antimicrobiano; III – o número do lote do medicamento dispensado; e IV – a rubrica do farmacêutico, atestando o atendimento, no verso da receita. As receitas e notas fiscais de compra devem ficar retidas pelo prazo de dois anos para fins de fiscalização sanitária. A dispensação é na quantidade adequada, porém não é permitido o fracionamento.

4 – O intercâmbio. A troca de medicamentos, assim como a dispensação de controlados, é atividade privativa do farmacêutico, devendo ser registrada no verso da receita conforme preconizado pela legislação e autorizada pelo mesmo. Alertamos que caso o prescritor no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, os responsáveis pelas prescrições devem adotar obrigatoriamente a DCB, ou na sua falta, a DCI. Nos serviços privados de saúde, a prescrição ficará a critério do prescritor, que pode utilizar o nome genérico ou comercial. Caso tenha alguma restrição à substituição do medicamento de marca pelo genérico correspondente, o prescritor deve manifestar claramente sua decisão, de próprio punho, de forma clara, incluindo no receituário uma expressão como “Não autorizo a substituição”.

5 – Informe o paciente sobre a troca: o medicamento genérico passa por testes de bioequivalência e biodisponibilidade e temos grande confiança em sua segurança e eficácia – Cabe a você farmacêutico, informar ao usuário dessa garantia de segurança.

6 – Antibiótico com leite. Explique ao paciente que é lenda urbana o fato de que, ao tomar o antibiótico com leite, o medicamento não vai prejudicar o estômago. Dependendo do antibiótico, na verdade, não haverá a absorção nem do antibiótico nem mesmo do cálcio do leite.

7 – Antibiótico com água. Antibiótico, e qualquer outro medicamento, se toma com água. O ideal é utilizar um copo de, ao menos, 200 mL.

8 – Horários – Indique ao usuário para ter cuidado também com os horários, pois se o antibiótico foi prescrito de oito em oito horas, ele não deve ser tomado no café da manhã, no almoço e no jantar. Temos que manter os picos do medicamento para garantir o seu efeito. Oriente sempre para que o medicamento seja ingerido nos horários corretos. Vale dar a dica de usar despertador, lembrete no celular ou até aplicativos que ajudam neste tipo de tratamento.

9 – Oriente às mulheres em idade fértil, que utilizam como único método contraceptivo a pílula anticoncepcional, principalmente as de baixo teor de hormônios, que seu uso concomitante ao antibiótico reduz o efeito da pílula. Isso pode gerar uma gravidez indesejada. Sugira o uso de outro método anticoncepcional, além da pílula, como o preservativo durante o tratamento com antibiótico.

10 – Diga ao usuário para evitar as bebidas alcoólicas, que podem ter grandes interações com os antibióticos, pois ambos são metabolizados no fígado, em sua grande maioria.

Matéria publicada no Portal do ICTQ.

96% RECLAMAM DO ATENDIMENTO EM SAÚDE

Segundo um estudo publicado no Journal of Medical Practice Management, com 35 mil avaliações, 96% das reclamações de uma prestadora de serviços de saúde são relacionados ao atendimento ao cliente e apenas 4% são sobre a qualidade do serviço ou erro em diagnósticos. Na contramão desse resultado – com atendimento mais próximo e acessível – a farmácia no Brasil pode desempenhar importante papel nos cuidados com o paciente.

De acordo com o estudo “2018 Global Health Care Outlook: The evolution of Smart Healh”, os gastos globais com cuidados com a saúde devem aumentar a uma taxa anual de 4,1% entre 2017 e 2021. No entanto, o aumento dos gastos nem sempre vão gerar melhores resultados e maiores receitas para o setor.

Espera-se que, até 2020, as despesas com saúde nas principais regiões do mundo deverão chegar a US$8,7 trilhões. Para compensar a redução de margens, muitas organizações buscam novas medidas de redução de custos e exploram novas fontes de receita, porém, com o que está sendo fornecido, não é o que está acontecendo.

Desde 2016, segundo a CNBC, cerca de 66% das empresas seguradoras relataram perdas em suas vendas de plano de saúde e, entre 52% e 77% dos pacientes considerariam trocar de plano por motivos que não envolvem procedimentos médicos.

O que os pacientes esperam?

Um estudo da Mckinsey explica que os pacientes esperam que todas as instituições possam:

  1. Oferecer um bom atendimento ao paciente
  2. Cumprir com as expectativas do serviço
  3. Tornar a vida mais fácil
  4. Oferecer um grande valor em termos de serviço

Sabe-se como é fundamental tratar pacientes com compaixão e empatia, mas nem tudo conspira a favor. Com a pressão de ser extremamente eficiente e produtiva com poucos recursos, a equipe de atendimento muitas vezes não consegue entregar a experiência humanizada e personalizada que os pacientes esperam, fazendo com que a instituição passe uma imagem negativa.

Fornecer um excelente serviço de atendimento ao cliente é um desafio em todos os segmentos de negócios, mas os desafios são muito mais complexos na prestação de serviços no ramo da saúde.

O atendimento ao cliente como vantagem competitiva para o setor de saúde

Segundo a Deloitte, uma melhor experiência do paciente pode ajudar a melhorar as operações internas e as finanças. Instituições que possuem taxas de satisfação altas tem uma performance financeira 60% melhor que as que possuem taxas moderadas, porém, segundo o Observatório da Anahp de 2017, o índice de satisfação dos brasileiros com o setor de saúde é de 59%. Pesquisas sobre NPS fora do Brasil mostraram que nos EUA e na África do Sul possuem um NPS acima de 94%.

E na percepção dos pacientes, o atendimento tem se tornado cada vez mais um diferencial.

Como sair na frente?

De acordo com o Global Health Care Outlook, estudo sobre os consumidores de prestadoras de serviços de saúde nos EUA, a principal prioridade para os pacientes é o atendimento personalizado, incluindo uma comunicação clara e sensível.

Segundo o estudo, as instituições de saúde podem fornecer esse tipo de atendimento se envolvendo melhor com os consumidores e elevando a experiência do paciente usando soluções digitais para auxiliar seu acesso à informação buscada.

Cerca de 72% dos internautas buscam informações sobre questões médicas.

Para reforçar essa tendência, um estudo da Accenture aponta que apenas 40% das instituições de saúde conseguiam medir o impacto das ações de atendimento/engajamento dos pacientes e 70% dos pacientes julgam importante conseguir marcar, alterar ou cancelar os procedimentos pela internet.

A experiência do cliente no setor de saúde está enfrentando uma série de mudanças com o crescimento da participação da interação por canais digitais.

Os usuários digitais estão se tornando, cada vez mais rápido, a maior parte da base de pacientes das instituições de saúde e, provavelmente, esse público se frustra com as experiências de atendimento. A digitalização que ele encontra em outros setores dificilmente ele encontra na área da saúde.

Com isso, o agendamento de consultas pelo telefone acaba se tornando complicado e longo e, como o tempo das pessoas está cada vez mais escasso, esses pacientes vão procurar outros lugares para concluírem seus procedimentos.

O agendamento por outras vias pode trazer benefícios e otimizações de processos nas instituições que são instaurados.

Índices que sofrem impacto da otimização por processos digitais:

Enquanto um agendamento via telefone dura aproximadamente 15 minutos, quando feito por canais online tem um gasto médio de 2 minutos.

Em uma análise rápida, segundo a Anahp, em 2016 foram realizados 66.702.033 exames. Se os pacientes tivessem acesso à canais digitais, quantos mais teriam sido marcados?

Fonte:  NeoAssist

MAIS DE 44 MIL EMPREGOS FORAM CRIADOS NA SAÚDE EM 2017

No acumulado de janeiro a dezembro de 2017, houve criação de 44.505 postos de trabalho nas atividades do setor de hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos de serviços privados de saúde no país, totalizando o contingente de 2.144.481 trabalhadores.

Entre as atividades, destaca-se a criação de 18.612 vagas no Atendimento Hospitalar e também a geração de 7.494 vagas na atividade Médica ambulatorial. Por outro lado, a atividade de Serviço móvel de urgência gerou um saldo de 1.007 demissões.

O Estado de São Paulo representa 33% do emprego no setor de todo o Brasil e emprega 712.052 trabalhadores, tendo gerado 15.152 vagas no ano passado, com destaque para a criação de 7.357 postos na atividade de Atendimento Hospitalar.

Dados integram o Boletim Econômico da FEHOESP, lançado no final de março de 2018, e que oferece importantes dados do setor saúde a partir de estatísticas do SUS, Ministério do Trabalho, IBGE, ANS e outras fontes de dados econômicos oficiais.

O Boletim Econômico contém tabelas infográficas e textos explicativos em linguagem simples, de fácil entendimento mesmo para os que não são especializados em economia. E será atualizado periodicamente.

Segundo o presidente da FEHOESP- Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, Yussif Ali Mere Jr. o Boletim Econômico da FEHOESP será uma importante fonte de consulta e informação para os gestores dos serviços de saúde e para a imprensa.

Cresce serviço de home care no País

O número de estabelecimentos de saúde no país teve um crescimento de 4,8% em dezembro de 2017 em comparação a dezembro de 2016. Destaca-se no período em questão o crescimento de 34% no número de unidades de atenção em Home Care.

No estado de São Paulo, o número de estabelecimentos de saúde cresceu 5,1% no ano de 2017 em relação a 2016 com destaque para as unidades de atenção em Home Care com aumento de 19,2% das clínicas e laboratórios especializados que tiveram incremento de 10,2%.

Apesar do crescimento do nível de emprego e de serviços de saúde no Brasil, o presidente da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr, destaca que esses números ainda são muito tímidos. “Não podemos falar em crescimento do setor. Há 3 anos, o segmento saúde criava 45 mil empregos em apenas 30 dias, portanto, esses números apontam para uma lenta e pequena recuperação da crise econômica, que também afetou o segmento saúde. Este ano esperamos uma recuperação mais expressiva”, avalia o médico.

Segundo Mere, o único segmento que teve crescimento expressivo foi o de serviços de Home Care. E o desenvolvimento das empresas de home care está diretamente ligado ao processo de envelhecimento da população brasileira. “Reflete a necessidade de uma assistência menos onerosa e com maior resolutividade. A desospitalização, nesses casos, é uma realidade”, avalia ele.

Documento da OMS-Organização Mundial da Saúde indica que o Brasil está envelhecendo acima da média mundial. Enquanto a quantidade de idosos vai duplicar no mundo até o ano de 2050, ela quase triplicará no país. Serão 64 milhões de pessoas acima dos 60 anos equivalendo a 30% da população brasileira. Atualmente os idosos representam 12,5% da população.

DROGARIAS PACHECO E SÃO PAULO LANÇAM MARCA PRÓPRIA

Grupo DPSP – Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo lançou em março/18 a sua marca própria, a Ever Care, uma linha de produtos para cuidados essenciais e diários. A linha estará disponível em todas as lojas a partir  de abril de 2018.

Nesta primeira fase de lançamento, a linha Ever Care apresenta mais de 50 itens de cuidados e assepsia, atendendo consumidores com perfis e momentos de vida diferentes. Entre os primeiros produtos da nova marca estão: hastes flexíveis, algodão, gel antisséptico, absorvente para seios, gaze estéril, curativos, atadura, fita microporosa, água boricada, água oxigenada, oficinais, luvas látex, soro fisiológico, esparadrapo, ataduras, entre outros.

“Ever care é a primeira marca própria lançada pelo Grupo DPSP. Quando iniciamos a criação e o desenvolvimento da marca, a qualidade de cada produto foi nossa prioridade. Nossos consumidores podem contar agora com uma ótima alternativa em itens essenciais com a mesma qualidade das marcas líderes de mercado. Entregamos soluções inteligentes e de bom custo-benefício para os clientes em produtos para cuidados diários”, explica o diretor Comercial e Marketing do Grupo DPSP, Roberto Tamaso.

A inserção da nova marca Ever Care está conectada à estratégia das duas bandeiras – Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo – em oferecer cuidado e bem-estar para seus consumidores. O lançamento dá início a um movimento importante para os pilares estratégicos da companhia.

O Grupo DPSP nasceu em 2011, a partir da fusão das redes Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo. Empregando mais de 26 mil colaboradores e atendendo mensalmente milhões de clientes, as marcas Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo carregam em seu DNA uma história de confiança e credibilidade no mercado. Isso se deve também às respectivas trajetórias individuais, pontuadas pelo respeito à prescrição médica e à ética na orientação e atendimento ao cliente. Juntas somam quase dois séculos de cuidado, respeito e proximidade, se preocupando constantemente em oferecer excelência em seus processos e a garantia da satisfação do consumidor. 


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