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4 ERROS DE GESTÃO QUE PREJUDICAM AS VENDAS NAS FARMÁCIAS

É certo que o mercado tem altos e baixos, e que nem sempre as vendas vão bem. Porém, é preciso ficar atento a períodos anormais de baixa, nos quais o problema nem sempre são os preços altos ou a falta de promoções. Pequenas falhas internas podem se tornar grandes problemas orçamentários e é imprescindível corrigir os entraves das vendas o quanto antes. “Pretendemos apontar quatro erros comuns de contabilidade para farmácias que podem prejudicar gravemente as suas vendas”, afirma o CEO da Canella e Santos – Contabilidade para Farmácias, Levi Canella.

1 – Negligência na disposição das mercadorias 

Sempre que um cliente adentra um estabelecimento, ele é assaltado por diversas mensagens identificadas pela visão, o olfato, a audição e tato. Um ambiente climatizado, sem cheiros fortes e com as mercadorias organizadas de forma inteligente nas prateleiras é um convite quase irresistível ao consumo. O cliente precisa gostar de estar dentro da farmácia para assim se sentir disposto a conferir o que há em termos de cosméticos e outros produtos, além dos medicamentos propriamente ditos. Prateleiras incompletas e sem organização tornam difícil a procura por determinados produtos, sugerem amadorismo, escassez e abalam a credibilidade da farmácia.

2 – Equipe sem treinamento e desmotivada

A questão do atendimento na farmácia sempre será um grande desafio para qualquer empresário desse setor. Clientes mal atendidos não pensarão duas vezes em se fidelizar na concorrência e, por essa razão, é preciso ter bom senso na hora de treinar a equipe e cobrar resultados. Clientes que se automedicam não possuem, de um modo geral, amplo conhecimento a respeito dos medicamentos e da sua composição. Por isso, não é recomendável encarregar colaboradores despreparados para funções que envolvem manipulação de medicamentos, fornecimento de informações e outras. Além disso, é importante também que os colaboradores encarregados das vendas estejam bem informados a respeito de tudo o que é comercializado dentro da farmácia. Conceder prêmios, folgas, promoções e bônus, sempre que possível, é fundamental para que a equipe se sinta motivada e sempre disposta a vender mais, melhor e de boa vontade.

3 – Falta de conhecimento em fundamentos de gestão e contabilidade

Se você está à frente do negócio e carece de informações sobre como gerenciar sua farmácia, não pense duas vezes antes de contratar uma empresa ou profissional especializado em assessoria empresarial para farmácias e drogarias. Contar desde o início com a ajuda de alguém capacitado e experiente ajuda a evitar gastos desnecessários e falhas que geram prejuízo, tanto em curto como em longo prazos. Esse profissional saberá indicar exatamente onde está o entrave de suas vendas e traçará um plano estratégico eficiente para combater o problema.

4 – Poucos serviços à disposição

Quanto mais pessoas frequentarem a sua farmácia, tanto melhor: mais referências poderão ser passadas a outros possíveis clientes e mais se falará a respeito do seu negócio. É de extrema importância que o nome da sua farmácia esteja sempre na mente dos seus clientes e das pessoas que moram nas proximidades. Por essa razão, ofertar o máximo de serviços possíveis é fundamental para alavancar as vendas. Aferição de pressão, balança disponível e gratuita e teste de glicemia são alguns exemplos de serviços que contribuem para aumentar o fluxo de clientes nas farmácias. É interessante que alguns desses serviços sejam gratuitos.

PESQUISA REVELA: VENDA DE MEDICAMENTOS CRESCE 10,8%

Em novembro de 2017  houve crescimento de 10,8% nas vendas de medicamentos e não medicamentos (HPC) na comparação com o mesmo período de 2016, segundo a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), entidade que reúne 146 empresas distribuidoras de medicamentos e produtos de higiene pessoal e cosméticos. As vendas totalizaram R$ 440,3 milhões, contra R$ 397,5 milhões do ano passado. Em unidades, o aumento foi de 6%, totalizando 82,2 milhões. Os dados foram apurados em pesquisa pela IQVIA, empresa que é fruto da fusão entre IMS Health e Quintiles, a pedido da Abradilan.

De janeiro a novembro de 2017, no canal de distribuição, os associados da Abradilan totalizaram R$ 4,8 bilhões em vendas, 9,2% mais do que os R$ 4,4 bilhões registrados anteriormente em 2016. Foram comercializadas pela Abradilan 926,4 milhões de unidades de medicamentos e não medicamentos no período, um aumento de 5,5% em relação a 2016, quando foram distribuídas 878 milhões de unidades pelo mercado.  Segundo o presidente da Abradilan, Juliano Vinhal, esses resultados mostram o crescimento do setor e a importância dos distribuidores da Abradilan, presentes em 95% dos municípios brasileiros, em 23 Estados.

No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas chegaram a 1 bilhão de unidades comercializadas em todo o País, totalizando um aumento de 5,4% na comparação com o mesmo período de 2016, que teve a marca de 955 milhões de unidades. Já em valores, as vendas atingiram a marca de R$ 5,2 bilhões, um aumento de 9,4% em relação a 2016, quando chegou a R$ 4,7 bilhões.

 

 

CRESCEM 4 VEZES NOTIFICAÇÕES SOBRE REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que a Anvisa ampliou significativamente o número de notificações de reações adversas a medicamentos reportadas à OMS em 2017: o total de envios de relatos aumentou quatro vezes em relação a 2016.

Periodicamente, a Anvisa envia ao VigiBase, programa internacional de monitoramento de medicamentos da OMS, as notificações de reações adversas graves e inesperadas a medicamentos que são recebidas e analisadas pela área. Esse programa reúne as notificações de suspeitas de eventos adversos a medicamentos enviadas pelos países membros do Programa da Organização, contribuindo para o monitoramento do uso de medicamentos e garantindo a confidencialidade desses dados.

Para saber mais sobre as ações de prevenção, identificação e avaliação de efeitos adversos de medicamentos, a Farmacovigilância, na Anvisa, acesse:

http://portal.anvisa.gov.br/farmacovigilancia

Para notificar, acesse:

http://portal.anvisa.gov.br/notivisa

OLHO VIVO! LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO DA ANVISA

A Anvisa publicou a Portaria 15/2018. A norma trata do acesso à informação e da aplicação da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) no âmbito da Agência.

O texto estabelece as formas de acesso e divulgação das informações produzidas ou custodiadas pela Agência. A Portaria prevê, ainda, a elaboração de um Plano de Dados Abertos, que tratará da implementação e promoção de abertura de dados, inclusive geoespacializados.

Serviço de Informações ao Cidadão

Outra inovação prevista pela norma é a criação de um Serviço de Informações ao Cidadão da Anvisa (SIC-Anvisa). O serviço tem como objetivo atender e orientar o público quanto ao acesso à informação, informar sobre a tramitação de documentos, recebe, processar e gerenciar os pedidos de informação feitos com base na Lei de Acesso à Informação.

A norma traz ainda os procedimentos para que pedidos de acesso à informação sejam admitidos e registrados, além de estabelecer prazos de resposta às demandas. O regulamento traz, por fim, orientações sobre as negativas e restrição de acesso.

Acesse a Portaria na íntegra.

 

SALIVA PODE SUBSTITUIR RETIRADA DE SANGUE EM EXAMES

 

O mercado farmacêutico está em constante evolução, buscando opções que contribuam para o bem-estar da população, como novas maneiras de descobrir diagnósticos, melhorar procedimentos ou alcançar a cura de doenças. Com base nisso, algumas pesquisas na área de instrumentação analítica e análises clínicas apontaram novas maneiras de coleta além do tradicional exame de sangue: a coleta por saliva.

A obtenção de material por meio da saliva é uma opção menos invasiva. Até o próprio paciente pode coletar sua amostra, sem a necessidade da ida ao laboratório, o que causa menos estresse ou algum tipo de trauma ao indivíduo. O dispositivo utilizado para a coleta desse fluído oral é constituído por um tubo de plástico em formato de cone, com uma base inserida nesse tubo e um algodão. No laboratório, sua manipulação consiste basicamente em uma centrifugação, agilizando os procedimentos pré-analíticos. Existe, na literatura farmacêutica, estudos sobre o dispositivo desde 1989.

Segundo o pós-doutor em toxicologia pela Universidade de São Paulo, Marcelo Filonzi, a saliva obtida por meio deste dispositivo, é uma excelente matriz biológica e pode ser utilizada nos procedimentos para identificação e quantificação de cortisol, di-hidrotestosterona (DHT), dehidroepiandrosterona (DHEA), androstenediona, progesterona, testosterona, estrona, estradiol, estriol, insulina, anticorpo IgA, estudos com DNA incluindo avaliações de SNP (single nucleotide polymorphism – polimorfismo de nucleotídeo único) e toxicologia analítica (dosagens de álcool e outras drogas de abuso, fármacos). “Há estudos para utilizar o fluido oral e obter biomarcadores de doenças cardíacas, renais, autoimunes, infecciosas e diabetes”, exemplifica Filonzi.

Aqui no Brasil, a responsável pela fabricação deste dispositivo é o Laboratório Sarstedt. De acordo com a empresa, o uso do produto vem aumentando a cada ano. “Não há a necessidade de ‘perfurar’ o corpo do paciente para coletar a amostra. Inclusive, o próprio paciente pode realizar a coleta, desde que receba as orientações necessárias”, reforça o gerente de produtos da linha Life Science da Sarstedt, Flávio Capelossa. A companhia explica também que seus principais clientes são Institutos de Pesquisa e Laboratórios Clínicos.

Filonzi destaca que alguns laboratórios já estão substituindo o tradicional exame de sangue pela saliva, pensando na praticidade e conforto dos pacientes. “Há exames que devem ser colhidos em momentos diferentes em um mesmo dia. Utilizando-se o fluído oral, o paciente pode retirar os dispositivos de coleta no laboratório, colher na casa dele e entregar no dia seguinte ou solicitar ao laboratório, caso esse tenha o serviço disponível, a retirada domiciliar dos materiais. É comum encontrarmos pessoas com muito medo e traumas de agulhas, idas ao hospital ou laboratório. A opção de coleta salivar minimiza esses desconfortos”, complementa.

A Sarstedt possui duas opções de dispositivo para coleta: um geral e outro para o cortisol. O segundo é muito usado para coleta de saliva em áreas sensíveis do diagnóstico, em que as quantidades de saliva e/ou o nível de cortisol são mínimos para um resultado confiável. “O cortisol  foi desenvolvido para uma elevada recuperação do líquido e da concentração de cortisol. Ele é especialmente indicado para analitos, que oscilam ao ritmo das horas. Mesmo com pequenas quantidades de saliva e concentrações muito baixas de analito, o produto permite resultados confiáveis e exatos”, explica o gerente.

O pós-doutor também salienta que para muitos exames diagnósticos, ambas matrizes biológicas apresentam os mesmos resultados. “É importante o laboratório validar o método com o fluído oral e observar se há correlação entre os resultados de sangue e saliva. Dependendo do caso e da situação, um pode ser mais eficaz do que o outro”, conclui.

O uso do dispositivo já existe em alguns centros de diagnóstico, e a tendência é um aumento rápido de outras quantificações devido à confiabilidade dessa matriz biológica. Outro ponto positivo é que os exames laboratoriais poderão ser mais acessíveis e que ocorrerá, consequentemente, uma redução dos custos de todo processo, desde a coleta até a liberação dos resultados.

Todas estas tendências do mercado e da indústria farmacêutica serão apresentadas na FCE Pharma, que acontece entre os dias 22 e 24 de maio, no São Paulo Expo. Credencie-se para evento e tenha acesso a conteúdos exclusivos e de relevância para o setor.

DUAS PESSOAS SE INTOXICAM COM MEDICAMENTOS POR HORA NO BRASIL

Por hora, duas pessoas se intoxicam com medicamentos no Brasil devido a problemas como a automedicação, segundo dados extraídos das estatísticas do SINITOX – Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (para acessar, clique aqui). A automedicação é um hábito entre os brasileiros, sendo praticada com indicação de leigos e, cada vez mais, da internet. O combate esse mau hábito e o incentivo à busca de informações sobre medicamentos em fontes seguras, entre as quais o farmacêutico, são o foco da campanha do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e conselhos regionais.

“Nós, farmacêuticos, temos um papel estratégico e fundamental na prevenção dessa prática perigosa”, alerta o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João. Por isso, desde 2012, os conselhos têm trabalhado por um contato cada vez maior dos farmacêuticos com a população. Mudanças na regulamentação profissional e na legislação ampliaram a prática do cuidado à saúde nas farmácias, que são obrigadas a contar com o farmacêutico durante todo o seu período de funcionamento. “Estamos à disposição para contribuir”, frisa, destacando, também, a recente liberação pela Anvisa, da aplicação de vacinas nesses estabelecimentos.

Desafio de reduzir em 50% os danos graves

A orientação dos conselhos é não usar medicamentos sem orientação profissional e consultar sempre o farmacêutico. A iniciativa visa, também, colaborar com a meta da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em seu desafio global, de reduzir em 50% os danos graves e evitáveis provocados pelo mau uso dos medicamentos nos próximos cinco anos. Segundo a OPAS/OMS, os erros de medicação causam pelo menos uma morte todos os dias e prejudicam aproximadamente 1,3 milhões de pessoas, anualmente, apenas nos Estados Unidos. Os números são semelhantes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil.

Prevenir erros relacionados ao uso de medicamentos, além de salvar vidas, evita uma enorme e desnecessária pressão sobre os orçamentos de saúde. Levantamento recente feito pelo farmacêutico Gabriel Freitas, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), indica que o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta R$ 60 bilhões por ano para tratar consequências negativas do uso de medicamentos no Brasil. A cada real gasto no fornecimento, o governo gasta cinco reais para tratar morbidades relacionadas a medicamentos. E metade dos casos seriam evitados com uma supervisão mais cuidadosa e efetiva do uso destes, segundo o pesquisador.

 

ALERTA: VACINA CONTRA FEBRE AMARELA EM PACIENTES COM DOENÇA REUMÁTICA

Várias regiões do Brasil vivenciam crescente número de casos de febre amarela – doença transmitida pela picada de um mosquito infectado (a transmissão não é de pessoa para pessoa), e a proteção mais eficaz é a vacina, que pode ser obtida em postos de saúde e clínicas particulares de vacinação. Entretanto, existem algumas restrições, como informa a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), incluindo pacientes em tratamento com terapias imunossupressoras e em uso com medicamentos “modificadores da doença”, como alguns dos biológicos usados no tratamento de doenças reumáticas, entre outras.

“As doenças reumáticas não são o motivo principal da contraindicação – mas sim um conjunto de fatores como os tipos e doses de medicamentos utilizados no tratamento. Por isso, é importante que antes de buscar uma vacinação por conta própria, o paciente deve conversar com seu médico, para avaliação e orientação. Pacientes com doenças reumáticas que não utilizam medicamentos imunossupressores, como aqueles que convivem com artrose, osteoporose, gota, entre outras doenças, podem ser vacinados seguindo a orientação médica”, afirma , ouvidor da SBR e ex-presidente da entidade, Fernando Neubarth.

Para mais informação, acesse www.reumatologia.org.br e nota técnica sobre assunto em https://www.reumatologia.org.br/pacientes/orientacoes-ao-paciente/sbr-nota-tecnica-febre-amarela-2-atualizacao/

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA DEVE GARANTIR EXCELÊNCIA DA ÁGUA NOS PROCESSOS PRODUTIVOS

 

Por Daniela Silva*

 

O valor da água como matéria-prima dentro da indústria farmacêutica é inegável. O recurso está presente em diversas fases do ciclo produtivo – da lavagem de equipamentos industriais à composição de diversos produtos.

Contudo, ainda existem erros cometidos na condução de processos de qualificação de sistemas de água dentro de muitas empresas que produzem medicamentos,  principalmente no que diz respeito à purificação da água, que deve estar em conformidade com as resoluções da diretoria colegiada (RDCs) da Anvisa.

Qualidade assegurada

Para que a água da indústria farmacêutica esteja dentro dos padrões estabelecidos de qualidade é essencial adotar os requisitos de qualificação conforme as regulamentações e boas práticas estipuladas pelos órgãos competentes. A qualificação de sistemas de água é a garantia de que toda a cadeia produtiva não será comprometida, e que os produtos finais terão a qualidade assegurada.

Dentro da indústria farmacêutica, os principais tipos são: a água purificada, a água para injetáveis, vapor puro e a água ultrapurificada. Cada uma dessas matérias-primas precisa seguir um nível de qualidade específico, de acordo com as regulamentações do setor.

Como adotar a qualificação de um sistema de água?

O guia de qualidade para sistemas de purificação de água para uso farmacêutico impõe diversas exigências regulatórias da Anvisa – condutas importantes para garantir a excelência da água como matéria-prima dos processos produtivos.

Para trabalhar em conformidade com as regulamentações, as indústrias precisam fazer a análise de risco do sistema (AR), o plano de validação do sistema (PV) , a qualificação da instalação do sistema de água (QI), a qualificação da operação (QO) e a qualificação de desempenho (QD).

É um processo complexo e que exige análises críticas e uma avaliação profunda das condutas produtivas e das próprias instalações.

Vale lembrar que a qualificação de desempenho – uma etapa super importante da qualificação – deve ser realizada em três fases:

  • Fase 1 – monitoramento contínuo de todos os pontos por 15 consecutivos;
  • Fase 2 – monitoramento contínuo de todos os pontos por 15 consecutivos;
  • Fase 3 – monitoramento contínuo em sistema de rodízio dos pontos por 1 ano.

O processo de qualificação de sistema de água deve seguir à risca a RDC 17/2010 (Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos) e o guia de qualidade para sistemas de purificação de água.

Pontos importantes dessas normas dizem respeito aos sistemas de instalações de água e à qualidade da matéria-prima. Os textos indicam que as empresas devem determinar de forma clara todas as especificações físico-químicas e microbiológicas da água que será utilizada na fabricação dos produtos.

O rigor das normas tem por objetivo garantir que a água empregada nessas indústrias atenda aos padrões microbiológicos de potabilidade.

Pureza da água

Neste contexto, alguns requisitos essenciais devem ser adotados para assegurar a pureza da água de acordo com a RDC da Anvisa. São eles:

  • Manter as tubulações de transporte de água limpas e em bom estado de conservação;
  • Utilizar materiais sanitários na construção do sistema de água;
  • Documentar todos os componentes utilizados na instalação, como tubulações, lacres, soldas e válvulas;
  • Realizar o tratamento prévio da água antes de armazenar a matéria-prima;
  • Adotar procedimentos e registros da operação, limpeza, sanitização e manutenção do sistema de tratamento e distribuição de água;
  • Monitorar a qualidade da água constantemente e avaliar pontos críticos do sistema;
  • Adotar dispositivos ou tratamentos que evitem o risco de contaminação microbiológica da água;
  • Fazer a análise microbiológica e físico-química da água com laudos;
  • Validar o sistema de tratamento de água, entre outras exigências.

É importante que as empresas entendam que é necessário realizar estudos e testes de qualificação em todo o sistema de instalação de água e operação, além de coletar amostras de água periodicamente para análises microbiológicas e físico-químicas.

Avaliação integral do processo

Para obter resultados seguros e realizar a completa validação do sistema, todas as fases de análise, amostragem e desempenho devem ser seguidas. Isso envolve avaliar integralmente o processo, desde tanques, filtros, tubulações e armazenamento até o uso efetivo da água na composição dos produtos.

Vale ressaltar, no entanto, que os requisitos de qualidade da água dependem diretamente da sua finalidade de uso dentro da indústria. Sendo assim, a escolha do sistema de purificação deve ser considerada de forma específica e particular para cada objetivo de utilização da água, de acordo com as recomendações das autoridades sanitárias.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a equipe da MD Consultoria!

Referências: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33836/2501339/Guia+de+Qualidade+para+Sistemas+de+Purifica%C3%A7%C3%A3o+de+%C3%81gua+para+Uso+Farmac%C3%AAutico/35afe39c-30a4-4714-87b5-0c421d5deb27

 

* Daniela Silva é empreendedora, Palestrante, Auditoria Nacional e Internacional, Criadora e Gerenciadora da fan page Q&V e grupos no whatsapp. Engenheira Química graduada pela Universidade Federal de São Carlos, especialista em Gestão da Qualidade e Produtividade pela Faculdade Oswaldo Cruz. Com experiência profissional em unidades fabris, de indústrias farmacêuticas e farmoquímicas, multinacionais e nacionais de grande porte há 14 anos, como Sanofi-Aventis, Pfizer, Nicomed, Libbs. Atual Diretora Executiva da MD Consultoria. Experiência em start-up de plantas, comissionamentos, qualificação de equipamentos, validação de limpeza, processos e sistemas computadorizados e realização de FAT´s de equipamentos de produção na Argentina e Alemanha. Docente do IDVF – Instituto de Desenvolvimento do Varejo Farmacêutico e do Portal EADPLUS e da pós-graduação do ICTQ e Racine.

 

TAKEDA É RECONHECIDA COMO A FARMACÊUTICA MAIS AMADA DO BRASIL

 

 

A Takeda Farmacêutica, que conta com presença no Brasil por mais de 60 anos, foi reconhecida como a farmacêutica mais amada por seus funcionários, de acordo com ranking realizado pela plataforma Love Mondays. Dentro da categoria ‘50 grandes empresas mais amadas pelos seus funcionários no Brasil’, a companhia está em segundo lugar com índice de satisfação geral de 4,51 em uma escala que vai até 5.

Anualmente, o portal realiza um ranking com as organizações de todo o País que possuem alguma avaliação na plataforma. O resultado se dá de acordo com a avaliação dos colaboradores que publicam resenhas anônimas e de maneira espontânea no próprio site.

A presidente da Takeda Brasil e Área Head LATAM, Renata Campos, afirma: “Ser reconhecida pela 3º vez consecutiva como uma das empresas mais amadas do Brasil é resultado de nossas práticas internas e esforços diários em empoderar nossos colaboradores como agentes de mudança na sociedade, com uma base de valores sólida, prioridades claras e o compromisso de colocar foco em nossos pacientes acima de qualquer decisão do negócio. Esse reconhecimento reflete que o caminho que estamos seguindo como companhia está na direção certa”.

Programas de desenvolvimento

A colocação da empresa entre as TOP3 é o reflexo do efetivo trabalho que a organização vem realizando com foco no cuidado e bem-estar de seu público interno.  Além dos programas de desenvolvimento profissional como mentoring e quality conversation, a Takeda busca sempre ouvir seus funcionários. “Prezar pelo clima da companhia e criar um canal aberto e de mão dupla com todos os colaboradores da empresa nos faz compreender as necessidades do nosso público e buscar soluções que proporcionem um ambiente de trabalho leve, descontraído e com maior eficiência”, afirma a Diretora de RH, Administração e Comunicação, Veronika Falconer.

“Ações como day off de aniversário dos filhos, assessoria de corrida, horário flexível, oportunidades de job rotation internacional, entre outros benefícios, saíram de conversas entre líderes e liderados e opiniões expostas em canais de comunicação. Essas ideias foram apesentadas para o RH e Comitê Executivo da empresa que estudou a possibilidade de execução”, complementa Veronika.

Cada prática que a Takeda tem hoje é uma conquista do trabalho de cada individuo da companhia, para a presidente “mais do que um dever, é um grande prazer para nós cuidar e desenvolver nossos colaboradores, inspirar e proporcionar uma experiência de trabalho única. Assim, podemos juntos oferecer uma saúde melhor e um futuro mais brilhante para nossos pacientes por meio da liderança em inovação de medicamentos”.

O perfil da Takeda no website da Love Mondays conta atualmente com 227 avaliações e, entre os pontos elogiados pelos colaboradores na plataforma estão a evolução das pessoas e dos processos, os valores realmente colocados em prática no dia a dia, as oportunidades de aprendizado que formam o ambiente leve, interativo e respeitoso e a abertura da companhia para novas ideias e projetos. Além dessas informações, a Love Mondays também divulga vagas disponíveis na empresa e faixa salarial dos cargos contemplados.

 

Sobre a Takeda Farmacêutica

Sediada em Osaka, Japão, a Takeda é uma companhia farmacêutica global que investe em pesquisa e inovação para comercializar mais de 700 produtos em 70 países, sendo especialmente forte na Ásia, América do Norte, Europa e Mercados Emergentes, incluindo América Latina, Rússia-CIS e China. Fundada há mais de 230 anos, é hoje uma das 15 maiores farmacêuticas do mundo e a número 1 no Japão, graças ao esforço contínuo de seus 31.000 colaboradores em lutar pela melhoria da saúde e um futuro mais brilhante das pessoas em todo o mundo, por meio da liderança na inovação de medicamentos. Com a integração da Millennium Pharmaceuticals e da Nycomed, a Takeda vem se transformando, aumentando sua expertise terapêutica e alcance geográfico.

A Takeda está entre as 10 principais farmacêuticas do Brasil e tem duas fábricas instaladas em território nacional – Jaguariúna (SP) e São Jerônimo (RS) –, contando com quase 2.000 colaboradores. A área de MIPs (medicamentos isentos de prescrição) possui medicamentos que são líderes no mercado e representam 48% do faturamento da companhia, que tem no portfólio produtos para dor de cabeça, problemas digestivos, antibactericida e tratamento dos sintomas da gripe4. Na área de prescrição médica, as principais especialidades atendidas pela Takeda são: gastroenterologia, cardiometabólica e imunologia, além da oncologia, lançada em 2015.

A afiliada no Brasil adquiriu em julho de 2012 o laboratório nacional Multilab – com portfólio focado em MIPs, genéricos e genéricos de marca – com o objetivo de diversificar a carteira de produtos da companhia e aproximar-se ainda mais da nova classe média.

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1IMS Health do Brasil Classe N02b – MAT Mai/16

2IMS Health do Brasil – MAT Mai/16

3IMS Health do Brasil Classes D06A0; D08A0 e D04A0 – MAT Mai/16

4IMS Health do Brasil Classe R05A0- MAT Mai/16

 

OSMOSE REVERSA – FUNDAMENTAL NA ANÁLISE DE RISCO NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

 

Em todos os setores da indústria há algum tipo de risco envolvido na produção, porém, dependendo do setor, esta ameaça pode impactar em diferentes níveis no produto final. Em áreas que envolvem a saúde das pessoas, é imprescindível identificar, avaliar e controlar os riscos. Na indústria farmacêutica, por exemplo, que tem como responsabilidade garantir a segurança da saúde do paciente que irá consumir os medicamentos, qualquer problema pode ser fatal. Assim, todos os fatores envolvidos na produção devem ser considerados na análise de riscos, inclusive a água utilizada. Em uma indústria farmacêutica, não é permitido simplesmente abrir a torneira e usar a água oriunda de rede de abastecimento, visto que é necessário controle absoluto das substâncias manipuladas para que não haja contaminação dos produtos.

Da mesma forma que em outros setores industriais, a água tem importância fundamental para indústria farmacêutica. Não só para a limpeza e higienização de materiais e superfícies, como também nas formulações dos produtos, o que demanda ainda mais atenção e cuidado na análise de sua qualidade. Mesmo sendo considerada própria para consumo, a água potável ainda possui em sua composição substâncias que podem comprometer as propriedades dos medicamentos. Para chegar ao estado ideal na utilização pelo laboratório, a água precisa passar por tratamentos como destilação, deionização, osmose reversa ou ultra-purificação, para evitar que contaminantes alterem o resultado final do procedimento.

MAIS SEGURANÇA
Mesmo a água utilizada na limpeza de equipamentos e instrumentos da indústria deve ser pura e isenta de qualquer microrganismo, mineral ou substância nociva. Entre os diversos tipos de tratamento para purificação da água utilizados na indústria farmacêutica está a osmose reserva. Utilizada de maneira isolada ou combinada com outros processos, a osmose reversa garante maior segurança para o produto final e as pessoas, empresas, clínicas ou hospitais que farão uso das substâncias ali manipuladas. Para cada tipo de aplicação em que a água pura é utilizada, existem exigências diferentes para quais as empresas devem ficar atentas para não ocorrerem erros e contaminações. No momento de escolher o sistema tratamento de água correto, deve-se avaliar a qualidade e volume da água, o nível de certificação, entre outros itens. Optar por processo considerados mais baratos, ao invés de economia, pode significar aumento dos custos já que a qualidade inferior do processo afeta os resultados dos medicamentos e coloca vidas em risco.

A osmose reversa na indústria farmacêutica é usada para obtenção de água pré-purificada de alta qualidade para muitas aplicações rotineiras de laboratório, já que é capaz de eliminar até mesmo as menores partículas da água, inclusive minerais e moléculas orgânicas que comprometem alguns processos de produção. Após o processo de osmose reversa, as empresas possuem uma água extremamente filtrada que não ocasionará sedimentação de partículas em seu uso e não vai acrescentar nenhuma substância aos processos nos quais for empregada. Aliando este tratamento, com processos que eliminam outras substâncias, a água enfim se torna apropriada para suas aplicações na indústria farmacêutica.

De acordo com a Asstefil , empresa especializada em tratamento de água , a osmose reversa é um dos passos iniciais no tratamento e purificação da água, que depois deverá ser esterilizada ou passar por novos procedimentos até que se atinja o nível de tratamento indicado para cada procedimento realizado. “Porém este tratamento é essencial. Apenas através do processo realizado pelos equipamentos de osmose reversa, é que se mostra possível conseguir atingir a qualidade exigida para a água utilizada na indústria farmacêutica para realização de diversos procedimentos como lavagem de materiais, análises clínicas, aplicações laboratoriais, etc.”, explica.


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