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ESTUDO INÉDITO TEM RESULTADO POSITIVO EM TRATAMENTO DE ARTRITE REUMATOIDE

A monoterapia com upadacitinibe resultou em baixa atividade da doença na semana 14 em 45 por cento dos pacientes, no grupo tratado com 15 mg, e em 53 por cento, no grupo de pacientes que recebeu 30 mg do medicamento

 

A AbbVie, companhia biofarmacêutica global dedicada à pesquisa e desenvolvimento, anunciou resultados positivos do estudo de Fase 3 SELECT-MONOTHERAPY, que avaliou o inibidor oral de JAK1, ainda em fase de desenvolvimento, upadacitinibe (ABT-494), como monoterapia para pacientes com artrite reumatoide (AR) de moderada a grave, que não responderam adequadamente a tratamento anterior com metotrexato. Depois de 14 semanas de tratamento, os grupos tratados com 15 mg e 30 mg em doses únicas diárias de upadacitinibe, atingiram as metas principais do estudo com índice ACR20 e baixa atividade da doença (“LDA”) versus a terapia anterior com metotrexato.

Upadacitinibe não está aprovado pelas autoridades regulatórias (incluindo Brasil) e seu perfil de segurança e eficácia ainda não está estabelecido.

“Os resultados positivos do estudo SELECT-MONOTHERAPY são encorajadores, já que são a primeira evidência a corroborar o potencial de upadacitinibe como uma terapia sem a necessidade de associação do metotrexato”, afirmou o médico Michael Severino, vice-presidente executivo de pesquisa e desenvolvimento da AbbVie. “Estes achados se somam ao conjunto de dados que mostram o potencial de upadacitinibe como uma opção de tratamento para pacientes que sofrem de artrite reumatoide. Esperamos compartilhar dados adicionais do programa de Fase 3 para artrite reumatoide com upadacitinibe com a comunidade científica em 2018”.

Artrite reumatoide, que afeta uma população estimada em 23,7 milhões de pessoas em todo mundo, é um doença crônica e debilitante. Metotrexato é comumente usado como terapia de primeira linha em artrite reumatoide, mas muitos pacientes não respondem a este tratamento, o que os coloca em risco de progressão da doença.

“Este estudo mostra o impacto clínico da troca de metotrexato para upadacitinibe como monoterapia em pacientes com resposta inadequada ao metotrexato. Os resultados sugerem que ambas doses de upadacitinibe podem oferecer uma resposta clínica significativa”, afirmou o médico Josef S. Smolen, do Departamento de Medicina, da Divisão de Reumatologia da Universidade de Medicina de Viena, Áustria, e um dos pesquisadores do estudo. “Estes achados corroboram o potencial de monoterapia com upadacinitibe como uma opção de tratamento para pacientes com artrite reumatoide”.

Neste estudo, o perfil de segurança de upadacinitibe foi consistente com os dados relatados anteriormente nos estudos clínicos de Fase 3 e Fase 2. A AbbVie avalia o potencial de upadacinitibe em várias condições autoimunes. Estudos de Fase 3 em artrite psoriásica estão em andamento assim como para doença de Crohn, retocolite ulcerativa, espondilite anquilosante e dermatite atópica.

Conheça mais os envolvidos

1 – SELECT-MONOTHERAPY é um estudo de Fase 3, multicêntrico, duplo-cego, com avaliação de grupos paralelos, desenhado para avaliar a eficácia e segurança de upadacitinibe como monoterapia em pacientes adultos, com artrite reumatoide de moderada a grave e com resposta inadequada a uma dose estável de metotrexato. Os pacientes foram randomizados para a troca de metotrexato para upadacinitibe em monoterapia (15 mg ou 30 mg em dose única diária) ou a continuar com sua dose estável de metotrexato. Os pesquisadores ou pacientes não sabiam o que estavam usando (ou seja, estudo duplo-cego).

2 – O Programa de Estudos SELECT é de fase 3 em Artrite Reumatoide denominado SELECT e avalia mais de 4 mil pacientes com artrite reumatoide de moderada a grave, em seis estudos. Os estudos incluem avaliação de eficácia, segurança e tolerabilidade em múltiplas populações de pacientes com AR. As medidas principais de eficácia avaliadas incluem respostas pelo índice ACR, índice de Atividade da Doença, (DAS28-CRP) e inibição da progressão radiográfica.

3 – Upadacitinibe, descoberto e desenvolvido pela AbbVie, é um agente oral, em fase de pesquisas, construído para seletivamente inibir a JAK1, que desempenha um papel importante na patofisiologia da artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias com componentes imunológicos. Upadacitinibe não está aprovado por autoridades regulatórias e seu perfil de eficácia e segurança não está estabelecido.

4 – AbbVie é uma companhia biofarmacêutica global, que tem o compromisso de desenvolver terapias inovadoras avançadas, para algumas das mais complexas e críticas condições de saúde. A missão da companhia é usar seu conhecimento, equipe dedicada e foco em inovação para aprimorar, de forma notável, tratamentos em quatro áreas terapêuticas principais: imunologia, oncologia, virologia e neurociência.

No Brasil, a AbbVie começou a operar no início de 2014. Suas unidades de negócios locais incluem imunologia, neonatologia, virologia e oncologia e, entre suas diferentes áreas de atuação, conduz mais de 20 estudos clínicos, envolvendo mais de 1900 pacientes, em 120 centros de pesquisa.

PACIENTES DEIXAM FILA DO SUS COM APLICATIVOS DE ECONOMIA COMPARTILHADA

 

Aplicativos como o Consulta do Bem e o Consulta Remédios têm facilitado a vida de quem depende do serviço público de saúde no Brasil

 

Não é novidade para ninguém que a saúde pública no Brasil tem vivido uma grande crise. A falta de verba tem impactado negativamente a população que utiliza esse serviço, gerando falta de profissionais, de medicamentos e até da manutenção necessária nos equipamentos. Como exemplo, o Hospital Universitário da USP, em São Paulo, foi obrigado a fechar o pronto-socorro infantil em novembro de 2017. Já o renomado Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, teve o PS interditado pela Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo por conta da superlotação.

Há outro agravante que vai além dos problemas com o atendimento de emergência: a espera para conseguir agendar consultas e exames. Na cidade de São Paulo, as pessoas podem ter que aguardar até mais de cinco meses para realizar procedimentos como endoscopia ou tomografia, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde. Já em outros Estados, a espera por exames pelo SUS é ainda maior. No Rio Grande do Sul, pode-se chegar até dois anos aguardando o procedimento e, na Bahia, a espera pode passar de quatro anos.

Exames têm de ser refeitos por demora na consulta

“O problema vai além do tempo de espera para a consulta e para os exames. Muitas vezes me ligam para avisar que a consulta foi adiada. Uma vez cheguei na consulta e os exames já estavam velhos demais, então o médico pediu para fazer os mesmos exames novamente. Como tenho hipertensão e um único rim, deveria ter um acompanhamento médico mais frequente. Agora, por exemplo, estou desde agosto esperando ser chamada para realizar alguns exames”, conta a aposentada, Sueli Souza Barbosa, de 66 anos.

Quando se trata dos procedimentos mais complexos, como cirurgias, a demora é ainda maior. Segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina, em 16 estados e 10 capitais brasileiras, mais de 900 mil pessoas esperam por uma cirurgia não urgente no Sistema Único de Saúde (SUS). Desse número, 750 aguardavam há mais de 10 anos pelo procedimento.

“Essa demora para realizar os exames pode significar um avanço perigoso em doenças que poderiam ter um tratamento simples e eficaz, se realizado logo que descoberta a doença. Muitas vezes o diagnóstico precoce previne uma série de complicações e prolonga a vida do paciente”, explica o médico cardiologista e CEO do Consulta do Bem, Marcos Vinícius Gimenes.

Sites e aplicativos

Sites e aplicativos baseados em economia compartilhada se mostram como uma opção para driblar o problema das filas e da burocracia com economia compartilhada. Uma das alternativassão os aplicativos que oferecem médicos especialistas, clínicas, laboratórios, hospitais, consultas, exames, vacinas e até cirurgias, com preços acessíveis, sem filas de espera ou burocracias desnecessárias. Sem o auxílio da plataforma, o preço particular cobrado aos pacientes chega a ser até 70% mais caro e sem negociações disponíveis.

Um exemplo é o Consulta do Bem, que trabalha nesse segmento e oferece o serviço por preços populares, ou seja, uma assinatura mensal de R$ 29,90. “Acreditamos que colaborando para melhorar a prevenção e redução do tempo para diagnóstico e tratamento das doenças, estejamos contribuindo para que as pessoas tenham melhor qualidade de vida com menor custo para a sociedade”, conta Gimenes.

Outra opção que pode ajudar o paciente a economizar com a saúde é o Consulta Remédios, uma plataforma completa que permite comparar preços de medicamentos e itens de perfumaria em 2.800 lojas, desde grandes redes de farmácias até farmácias independentes, em todo o Brasil. Por meio da busca geolocalizada, os usuários podem inserir o seu CEP e encontrar apenas lojas que realmente entregam em sua região. O Consulta Remédios pode ser acessado pela internet ou na versão app, e além da comparação de preço, traz informações detalhadas dos produtos, permitindo, inclusive, baixar a bula para ler e obter informações sobre genéricos e similares, para apoiar sua decisão de compra. Pesquisas já realizadas pelo site e app comparador de preços revelaram variações de preços superiores a 900% para o mesmo produto.

“O uso da tecnologia para ajudar na economia com a compra de medicamentos já acontece em todo o Brasil. Hoje, já recebemos mais de 6.5 milhões de visitas por mês, não só para buscas referentes à remédios como também para perfumaria”, destaca o CEO do Consulta Remédios, Paulo Daniel Vion.

Enquanto o SUS não consegue atender à demanda, as inovações proporcionadas pela tecnologia ajudam a população a encontrar alternativas para cuidar da saúde.

ESTUDO REVELA PORQUE O BRASILEIRO TEM DIFICULDADE PARA EMAGRECER

Levantamento realizado com 187 homens e mulheres de idades que variam entre 14 e 65 anos comprova que a obesidade pode ser resultado de diversas dietas que prometem resultado rápido. A pesquisa publicada pela médica nutróloga brasileira, Cláudia Benevides, no International Journal of Nutrology pela Associação Brasileira de Nutrologia mostra que o efeito “sanfona” acarretado por estas dietas permanece no corpo por muito tempo, e este fato pode ser determinante para dificultar o controle do peso e gerar obesidade.

A descoberta é resultado de um estudo que tem o objetivo de avaliar a relação entre o número de tentativas de dietas e as chances de apresentar obesidade. Os dados mostraram que o maior número de obesos (57,8%) permaneceu entre aqueles que tinham tentado mais dietas ao longo da vida (5 ou mais vezes), enquanto que no grupo que havia tentado 3 ou 4 dietas, apenas 34,1% dos indivíduos apresentaram obesidade posteriormente e o número diminui para 16,4% entre aqueles que fizeram dietas restritivas 2 ou menos vezes.

A realizadora da pesquisa, Cláudia, acredita que os dados obtidos durante o estudo só comprovam que quem quer perder peso só vai conseguir conquistar esse propósito, e sustentá-lo por um longo período, se encontrar um estilo de vida que não envolva abrir mão do que lhe dá prazer: “Você pode e deve comer as coisas que gosta, desde que não haja restrições médicas, claro!”

Percepção de quanto peso perder

Além disso, em outro estudo apresentado pela especialista no 10th International Conference and Exhibition on Obesity & Weight Management 2016 USA e publicado na Revista Internacional Advances in Nutrition & Food Science, a respeito da percepção da necessidade de perda de peso para pessoas que buscam emagrecer, complementa que quanto maior for o excesso de peso que a pessoa apresenta, menos ela consegue realmente entender o quanto deveria perder para chegar a um limite que imprima menos riscos à saúde.

Claudia acrescenta que suas pesquisas também revelaram que 38,5% do público analisado gostaria de perder peso para prevenir doenças, enquanto 33,6% quer emagrecer por questões estéticas e apenas 18,2% querem alcançar este objetivo para ter mais disposição no dia a dia. Porém, a grande preocupação encontrada entre os participantes se dá porque eles confessaram que não têm disciplina suficiente para atingir seus objetivos, não têm tempo para assumir uma rotina com hábitos saudáveis ou que falta disposição para mudar a rotina.

A médica acredita que essas dificuldades demonstram a falta de um método de controle de peso que esteja de acordo com as necessidades individuais: “É importante conhecermos o que se passa na mente de nossos pacientes para escolher uma estratégia que garanta o sucesso do tratamento”.

Ciência dos alimentos

Por esse motivo, a pesquisadora desenvolveu um método em que qualquer um pode se encontrar em um estilo de vida saudável, comendo à vontade, sem contar calorias e mesmo assim emagrecer protegendo o que é mais valioso no processo, a saúde. A metodologia chamada Saudável sem Neura foi desenvolvida com base em muitos estudos e no que há de mais atual sobre a ciência dos alimentos para pessoas que têm um dia a dia corrido, estressante e não querem abrir mão de pequenos prazeres, mas buscam ter mais energia, saúde e emagrecimento.

Cláudia explica que para não fazer parte do índice de obesidade permanente entre os brasileiros não basta simplesmente abandonar as dietas mágicas e passar a comer em qualquer momento tudo que lhe vier à cabeça: “Entender como funciona o nosso organismo e como ele pode ajudar nas nossas conquistas diárias é o verdadeiro segredo do estilo de vida que se encaixa na rotina de todos os brasileiros. Os alimentos precisam trabalhar a favor da nossa energia, saúde e mudanças que quisermos em nossos corpos. Dá para ser saudável sem ficar neurótico ou antissocial”.

CHEGADA DAS CHUVAS ALERTA PARA PERIGO DE DENGUE

Para a detecção precoce é necessário conhecer os sintomas e realizar o exame a tempo

O mês de dezembro sempre vem acompanhado do início do período de chuvas constantes. Nessa época, é indispensável que as famílias redobrem a atenção aos cuidados necessários para evitar a formação de locais com água parada e a consequente proliferação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Dados do Ministério da Saúde divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostram que, até novembro deste ano, foram registrados 239.076 casos prováveis de dengue no País, o que representa uma incidência de 116,0 casos por 100 mil habitantes.

Segundo o infectologista do  Laboratório Atalaia, Jessé Alves, , a dengue se caracteriza como uma doença febril em que, na maioria dos casos, os sintomas são leves e não específicos. “Os indícios mais comuns são queixas de dores de cabeça, especialmente ao redor dos olhos; dores musculares intensas; fadiga e vermelhidão na pele que podem durar até uma semana”, explica.

O especialista destaca que existem sinais de alerta que devem ser conhecidos por todos, pois podem indicar uma progressão para formas mais graves da doença e se manifestam como dores abdominais intensas, vômitos, sonolências, sinais de sangramento de mucosas e diminuição do volume de urina.

Importante conhecer os sintomas. O farmacêutico, na farmácia, também pode ajudar e, assim, encaminhar o paciente para atendimento.

“Quando a pessoa apresenta esses sintomas mais severos, ela deve buscar o serviço de saúde para que sejam feitos exames laboratoriais e medidas de suporte imediato para garantir o diagnóstico precoce. Com isso, conseguimos indicar o tratamento mais adequado para cada caso e afastar a possibilidade de outras doenças, cujos sintomas podem ser confundidos”, acrescenta o médico.

Mas como detectar precocemente?

Após passar por uma consulta médica, a pessoa com suspeita de dengue recebe um pedido de exame para a obtenção do diagnóstico da doença. De acordo com Alves, existem diferentes tipos de procedimentos, sendo que os mais conhecidos são os testes sorológicos e o PCR. “No primeiro método, identificamos se há presença de anticorpos ou de antígeno [proteína NS1] liberado na circulação sanguínea durante a infecção pelo vírus e, no segundo tipo, é feita uma pesquisa que verifica a existência de material genético do vírus em circulação”, esclarece.

O biólogo molecular que compõe o corpo clínico do Laboratório Atalaia, José Eduardo Levi, conta que cada um desses exames é indicado para um período específico do início dos sintomas. De dois a dez dias do começo do quadro sintomático, é recomendado o NS1 e, de um a cinco dias, o PCR.

O NS1 é uma proteína encontrada em todos os Flavivírus, família a qual pertence o vírus da dengue. Neste caso, trata-se de um teste sorológico que indica se existe infecção atual, pois esta proteína permanece apenas durante a fase mais aguda da doença. Já o PCR, consiste na amplificação de pequenas partículas de material genético do agente causador da infecção, a fim de que a partir do conhecimento da sequência genética do vírus da dengue, seja feito o diagnóstico.

FIBROMIALGIA: UMA CONVERSA COM 0,7% A 5% DA POPULAÇÃO MUNDIAL

Por Cristiano Ricardo*

A fibromialgia é uma síndrome clínica dolorosa não-inflamatória que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura, cursa com sintomas de fadiga, parestesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos, dor em pontos específicos sob pressão,  intolerância ao exercício e sono não repousante.

A palavra Fibromialgia deriva do latim fibro (tecido fibroso: tendões, fáscias), do grego mio (tecido muscular), algos (dor – algós) e ia (condição)

Entre 0,7% e 5% da população mundial sofrem com o problema. No Brasil, atinge cerca de 2,5% da população, sendo 3,9% das mulheres brasileiras que são afetadas pela síndrome – uma relação de oito mulheres para cada homem com fibromialgia, ocupando assim, a segunda doença reumatoide com maior incidência no país.

Na Espanha, 2% apresentam diagnóstico para fibromialgia e apenas 0,4% na Grécia; 3,1% nas Américas; 2,5% na Europa; e 1,7% na Asia. Já na Turquia, 8,8% da população apresentam fibromialgia; 12,5% das turcas. Nos Estados Unidos, 15% dos pacientes com a síndrome solicitam aposentadoria e 30% buscam trabalhar com carga horária reduzida ou atividades que não demandem esforço físico.

Atenção ao estresse prolongado

Várias pesquisas indicam que anormalidades na recepção dos neurotransmissores são frequentes, em pacientes com fibromialgia. Essas alterações podem ser o resultado de estresse prolongado grave. Depressão maior e transtornos de ansiedade, especialmente transtorno de estresse pós-traumático, são comorbidades comuns. Dentre os vários prováveis responsáveis pela dor constante estão problemas no sistema dopaminérgico, no sistema serotoninérgico, no hormônio de crescimento, no funcionamento das mitocôndrias e/ou no sistema endócrino.

A síndrome de Joanina Dognini (outra denominação para fibromialgia), é uma síndrome de caráter reumático e crônico, o principal sintoma – a dor musculo-esquelética difusa – já era descrito por Hipócrates, no fim dos anos 400 e começo dos anos 300 a.C., mas foi em 1824 d.C que a associação entre reumatismo e pontos dolorosos foi contemplada nos estudos do médico e botânico escocês John Hutton Balfour. Várias descrições sobre a síndrome podem ser encontradas desde os meados do século XIX.

O conceito atual de fibromialgia foi introduzido por Smythe e Moldofsky entre 1975 e 1977, ao descreverem a presença de pontos dolorosos específicos (os chamados “tender points”) e as alterações do sono durante a fase 4 de sono profundo (n-REM) desses pacientes, a fibromialgia só foi reconhecida como tal pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no fim da década de 1970. Crianças a partir de dois anos podem ser diagnosticadas com fibromialgia, mesmo com preconceitos que podem interferir na avaliação clínica.

Diagnóstico é clínico

Como o diagnóstico é efetuado por meio da observação clínica, ao apresentar respostas doloridas em 11 dos 18 pontos de sensibilidade à dor, além destes, temos, dor difusa em cinco a sete partes do corpo por mais de três meses, cansaço crônico, problemas de memória e concentração, insônia e sono não reparador, diarreia ou prisão de ventre,  vontade constante de urinar, suor em excesso, sensibilidade ao frio, especialmente ao estar associado a depressão, ansiedade, hipotireoidismo e doenças reumáticas, medicamentos que necessitam ser evitados são: corticosteroides, clonazepam, tizanidina, alprazolam e anti-inflamatórios não esteroidais.

Uma dieta equilibrada pode reduzir a incidência de dor, alimentos ricos em magnésio que auxiliam no relaxamento muscular, como potássio (que impacta no fortalecimento dos músculos) e o omega 3 (por sua ação anti-inflamatória), associados, podem potencializar o tratamento.

Uma maior concentração do neurotransmissor substancia P é observado no cérebro em pacientes com fibromialgia, comparados com pacientes sem a síndrome. Medicamentos normalmente prescritos são: antidepressivos, especialmente ISRS e ISRSN; analgésicos, inclusive opiáceos leves; tramadol; relaxantes musculares; pramipexol; tropisetrona; zopiclona e zolpidem, ambos para distúrbios do sono; gabapentina; e pregabalina.

*Cristiano Ricardo é farmacêutico e professor

QUE VENHA 2018!

Por Ricardo Amorim*

 

Apesar do caos político, em 2017, o Brasil finalmente deixou para trás a mais profunda, longa e dura depressão econômica da sua História. O PIB cresceu nos três primeiros trimestres do ano e os indicadores já conhecidos sugerem que o ritmo de crescimento se acelerou no 4º trimestre. A confiança dos consumidores e de empresários de todos os setores da economia vêm melhorando desde dezembro de 2015. Desde abril, os empregos começaram a voltar e 2,3 milhões de pessoas antes desempregadas voltaram a trabalhar. A nova legislação trabalhista deve ajudar a sustentar esta tendência.

Com a inflação caindo para o nível mais baixo em 20 anos, a taxa Selic caiu para o menor nível da História. Recentemente, isto começou a impulsionar também os setores de bens duráveis – sempre os últimos a se recuperarem após crises econômicas. Em outubro, as vendas e a produção de veículos cresceram mais de 40% em relação a outubro de 2016 e as vendas de imóveis no país cresceram mais de 20% no ano. As vendas de papelão ondulado – o melhor indicador das expectativas da indústria para o futuro – cresceram 4% no ano e 8% no último mês. O comércio espera o melhor Natal em pelo menos 3 anos; talvez, em 5 anos.

Futuro incerto

O futuro é sempre incerto e, com relação a 2018, não é diferente. A Reforma da Previdência e a Reforma Tributária serão aprovadas? Se forem, podem contribuir para melhorar as contas públicas e fortalecer a competividade da economia brasileira, colaborando para o aumento dos investimentos produtivos e, por consequência, para a geração de mais empregos e para um crescimento mais acelerado e mais duradouro.

Maior ainda é a incerteza eleitoral. Ainda não sabemos ao certo quem serão os candidatos, menos ainda o que farão se eleitos. Apesar disso, o risco de uma guinada substancial na política econômica que possa colocar em risco a recuperação parece relativamente limitado.

Eleições

As maiores preocupações viriam de uma eventual eleição de Lula à Presidência, mas essa possibilidade é mais remota do que parece. Em janeiro, o TRF-4 deve decidir sobre o apelo de Lula à decisão do juiz Sergio Moro, que o condenou a 9,5 anos de prisão. Em 70% das decisões do TRF-4 sobre apelos de decisões da 1ª instância da Justiça em casos da Lava–Jato, o TRF-4 não apenas confirmou a condenação, mas endureceu as penas dadas por Moro. Mantida a condenação, mesmo que a pena seja abrandada, Lula será enquadrado como fixa suja e impossibilitado de se candidatar nas eleições. Uma eventual condenação é passível de embargo pela defesa de Lula, mas os embargos normalmente são rejeitados. Ainda caberia um apelo ao STF sobre a decisão, mas Lula permaneceria impedido de participar das eleições. Assim, a chance de que Lula possa vir a ser candidato é de menos de 30%.

Em segundo lugar, mesmo que seja candidato, sua chance de ser eleito é menor do que uma leitura rápida das pesquisas eleitorais mais recentes sugeriria. As mesmas pesquisas mostram que a maioria dos eleitores ainda não optou por nenhum dos candidatos e Lula – como aliás a grande maioria dos pré-candidatos conhecidos – tem taxas de reprovação maiores do que as de aprovação, o que mantém o resultado da eleição bastante incerto.

Política econômica

A última questão é, se eleito, Lula mudaria radicalmente a política econômica, colocando a recuperação em risco? Possível, mas improvável. Nunca é demais lembrar que, quando assumiu em 2002, ele fez exatamente o contrário, trazendo para Presidente do Banco Central o atual Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, banqueiro internacional respeitado e então recém-eleito deputado federal pelo PSDB. Lula está magoado com “as elites” e, ameaçado por um número de processos que não para de crescer, deve ter atitudes diferentes se chegar à Presidência desta vez, mas a liberdade de imprensa e a independência da Justiça parecem muito mais em risco do que a política econômica.

Lula não é o único que, se eleito, eventualmente poderia mudar radicalmente a política econômica, colocando a recuperação econômica em risco. Ciro Gomes, Marina da Silva e Jair Bolsonaro também representam algum risco, mas as chances de Ciro Gomes ser o próximo presidente parecem baixas e Marina e Bolsonaro vêm, cada vez mais, apoiando as políticas econômicas atuais. Só teremos certeza se suas conversões à ortodoxia econômica são genuínas se um dos dois vier a ser eleito, mas os riscos de loucuras econômicas parecem estar diminuindo.

Os outros principais potenciais candidatos que se vislumbram hoje – Henrique Meirelles, Geraldo Alckmin, João Dória, João Amôedo e Alvaro Dias – têm diferenças enormes entre si, mas nenhum apoia mudanças de política econômica que colocariam a recuperação em risco.

Crescimento da economia

Em resumo, riscos eleitorais existem – até porque não é possível descartar o surgimento de outros candidatos competitivos – mas parecem limitados. Riscos externos – uma guerra ou uma crise financeira global – talvez sejam até mais significativos, mas o resumo da ópera é que, se nenhum deles se materializar, o mais provável é que o crescimento da economia brasileira em 2018 e nos próximos anos supere – talvez por muito – a expectativa média de crescimento da maioria dos economistas na casa de 2% a.a..

 

*Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes.

DOENÇA CAUSADA POR EXAUSTÃO NO TRABALHO ATINGE 33% DOS BRASILEIROS

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Férias e finais de semana são motivos de alegria, diversão e descanso. Porém, para cerca de um terço da população trabalhadora (33%) essas ‘pausas no trabalho’ são sinônimos de tensão e não são suficientes para superar a exaustão da qual estão acometidos.

O fato é que o bem-estar e até mesmo a produtividade estão estreitamente relacionados à angústia e à insegurança com o trabalho. A crise econômica e o medo do desemprego pioraram a situação entre os brasileiros. Os farmacêuticos clínicos têm condições de investigar o problema e encaminhar o paciente ao atendimento médico.

Pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma-BR) revelou que cerca de 33% dos brasileiros economicamente ativos apresentam sintomas da Síndrome de Burnout.  Ou seja, quase 1 em cada 9 pessoas está dentro de um ciclo de esgotamento físico e psíquico por causa de condições extenuantes no ambiente de trabalho. O País está atrás apenas do Japão na lista elaborada pela Associação.

Incapacitados no trabalho

O estudo mostra ainda que 94% dos entrevistados relataram que se sentem incapacitados para trabalhar, mas continuam por medo de serem demitidos. Por trás dessa falta de ‘capacidade’ estão as três dimensões da Síndrome de Burnout. A primeira é a exaustão, que vai muito além do cansaço. Isso porque férias ou o final de semana não resolvem a fadiga. O problema ainda perpassa por um sentimento de ‘rua sem saída’ e despersonalização (ceticismo), além da falta de produtividade (ineficácia).

5 características que definem o Bournout:

• Sensação constante de negatividade, como se nada fosse dar certo;

• Falta de vontade para fazer atividades sociais ou estar com outras pessoas;

• Falta de energia para manter hábitos saudáveis, como ir na academia ou ter um sono regular;

• Sentimento de que não se está fazendo o suficiente dentro e fora do trabalho;

• Dificuldade para gostar das mesmas coisas que se gostava anteriormente.

5 dicas para superar a doença:

• Organize seu tempo, definindo suas prioridades;

• Preze pela qualidade de vida, reservando um tempo para o lazer, para a família e os amigos;

• Faça exercícios e/ou atividades que dão prazer;

• Fale com alguém de confiança sobre as dificuldades pelas quais está passando. É importante também conversar com seus superiores no trabalho sobre eventuais problemas que esteja enfrentando;

• Relaxe! Atividades como ioga, pilates e meditação podem ajudar muito.

Medicina do Trabalho 

O médico do trabalho pode ajudar tanto na detecção inicial dessa doença quanto tratar dos fatores estressores psicossociais que possam vir a causá-la. Em caso de ocorrer, esse profissional tem chances de a identificar precocemente, para que haja um tratamento adequado e um desfecho favorável para a empresa e para o trabalhador, indica a  POSFG.

USO INDISCRIMINADO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS CAUSA MAIS RISCO DO QUE BENEFÍCIO

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Sentir dor articular, por exemplo no punho, joelho e tornozelo, é uma sensação bastante desagradável e que, em muitos casos, pode até mesmo prejudicar as atividades diárias. Em busca de uma maneira de fazê-la passar mais rápido, muitas pessoas acabam recorrendo aos anti-inflamatórios não hormonais (AINHs), ou seja, que não são derivados de cortisona. Porém, o uso indiscriminado desses medicamentos, especialmente quando feito sem acompanhamento médico e por períodos prolongados, pode trazer sérios riscos para a saúde. A automedicação é nociva e deve ser combatida com o auxílio do farmacêutico e do médico.

Vale lembrar que os AINHs tradicionais podem apresentar efeitos nocivos que limitam a sua utilização, principalmente a médio e a longo prazos, podendo trazer sérios transtornos gástricos e intestinais, além de aumento da pressão arterial. Nos rins, as complicações podem comprometer sua função, resultando em insuficiência renal. Embora sejam menos frequentes, outros são alterações na pele, como urticária, e complicações hepáticas, pulmonares e hematológicas.

Dor: um alerta importante

Todos os profissionais de saúde sabem que, por mais incômoda que seja, a dor é um alerta do organismo de que algo não vai bem e, portanto, não deve ser ignorada. Se um atleta, por exemplo, fizer uso precoce de anti-inflamatório com o intuito de evitá-la, estará inibindo a resposta inflamatória que o corpo desencadeia frente a um trauma agudo ou crônico.

Ao fazer isso, ele deixará de sentir dor (um sinal de alerta para não continuar o movimento que, inclusive, está agredindo seu corpo), impedindo também o processo de restabelecimento. Logo, dificilmente conseguirá identificar problemas como tendinite e distensão muscular. Assim, uma lesão inicialmente simples pode se tornar grave e irreversível.

“A principal recomendação é não se automedicar e, ao sentir dor, procurar auxílio de um médico, para que ele identifique a causa e, com base no diagnóstico correto, possa indicar o tratamento mais adequado”, aconselha a gerente médica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Wanessa Scala.

Segundo ela, uma dieta equilibrada, com menos calorias e mais vitaminas, e praticar atividades físicas regularmente e com orientação de um profissional especializado auxiliam na manutenção do peso, no fortalecimento dos músculos e na proteção das articulações. “Essas medidas ajudam a prevenir os quadros de dor. Porém, se ela tiver intensidade leve, o indivíduo pode, ao invés de fazer uso indiscriminado de anti-inflamatórios, lançar mão de medidas não farmacológicas, tais como o repouso da área afetada e o uso de compressas geladas. Caso não haja melhora, deve procurar um profissional médico”, diz Wanessa.

Além disso, dores recorrentes nas articulações podem ser sinal de osteoartrite (também conhecida como artrose). A prevenção se torna a melhor aliada para o problema, o que é feito por meio de hábitos de vida saudáveis, inclusive alimentares.

A importância do colágeno e da vitamina C

Sintetizado pelo organismo, o colágeno é uma proteína que confere resistência e elasticidade às cartilagens, fortalecendo os músculos, os ossos, os tendões, os ligamentos, a pele e os vasos sanguíneos. Como a vitamina C auxilia na reposição do colágeno, é recomendado incluir na dieta alimentos ricos nesse nutriente.

 

BRASIL É CAMPEÃO DE CASOS DE DEPRESSÃO DA AMÉRICA LATINA

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Acordar sem vontade de levantar, sentir tristeza profunda, não realizar tarefas que causavam prazer, grandes variações de humor, esgotamento emocional e físico, estresse, procrastinação, baixa autoestima, desesperança, dor. É desta maneira que 320 milhões de pessoas diagnosticadas com depressão se sentem ao redor mundo. O número representa cerca de 5% da população mundial e, até 2020, a doença chamada de ‘mal do século’ deve ser a segunda maior causa de saúde pública do planeta. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A incidência de casos de depressão no Brasil é ainda mais alarmante. O País abriga o maior número de pessoas depressivas na América Latina, com 11,5 milhões de diagnósticos, segundo a OMS. O número representa 5,8% da população total, entre idosos, adultos e crianças que sofrem com o distúrbio.

Diagnóstico e tratamento
Ao contrário da tristeza natural proveniente de causas pontuais, como luto, desencontros amorosos, desemprego, entre outras situações cotidianas, a depressão não é transitória, e pode não ter relação com causas aparentes. O humor permanece deprimido por um longo período de tempo e pode ser descrito em três níveis: leve, moderado ou grave.

O farmacêutico clínico pode perceber os sintomas da depressão e encaminhar o paciente para o diagnóstico, que deve ser apontado por médicos especializados, e tem como base o histórico de vida do paciente e os sintomas descritos por ele. Para se encaixar em um quadro depressivo é preciso sentir quatro ou mais sintomas que caracterizam a doença. “A depressão já é a maior causa de piora da saúde e incapacitação no mundo, e está crescendo”, ressalta o médico doutor em psiquiatria pela Universidade de São Paulo, Teng Chei Tung.

De acordo com a OMS, apenas metade das pessoas com quadros depressivos trata a doença, seja com sessões de terapia – em casos considerados leves – ou com uso de medicamentos destinados à doença – em situações moderadas e graves.

 

LABORATÓRIOS INVESTEM RS$ 10 MILHÕES EM NOVOS FÁRMACOS DA BIODIVERSIDADE BRASILEIRA

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O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o Aché Laboratórios e a empresa Phytobios fecharam uma parceria para identificar substâncias bioativas em extratos vegetais da biodiversidade brasileira. Com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e investimento inicial de R$ 10 milhões, o programa de prospecção da biodiversidade nasce com o objetivo de descobrir e desenvolver novos medicamentos inicialmente nas áreas de oncologia e dermatologia, baseados em moléculas encontradas em plantas de diferentes biomas brasileiros.

O programa é inédito no País por reunir parceiros estratégicos e capazes de integrar todas as atividades necessárias para chegar a um novo medicamento com base na biodiversidade brasileira: o CNPEM, que tem grande expertise no desenvolvimento e condução dos ensaios para a identificação de compostos bioativos utilizando equipamentos de altíssima tecnologia; a Phytobios, que possui mais de dez anos de experiência na condução de expedições de bioprospecção em biomas brasileiros e o Aché, que tem expertise nas etapas de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos inovadores, incluindo otimização de moléculas e know-how em fitoterápicos, tendo sido o criador do primeiro produto farmacêutico inovador 100% brasileiro.

Biblioteca

A busca por moléculas bioativas se iniciará a partir de biblioteca de produtos naturais construída pela parceria entre o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) do CNPEM e a empresa Phytobios, biblioteca que irá se expandir com novas expedições nesta nova fase. No acervo, há extratos e frações derivados de centenas de espécies vegetais do Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Floresta Amazônica. Essas substâncias serão testadas em ensaios de alto desempenho, desenvolvidos para predizer suas atividades biológicas e potencial terapêutico. As substâncias identificadas como promissoras para terapias em oncologia e dermatologia com diversas indicações potenciais serão otimizadas antes de seguirem para avaliações de segurança e eficácia em testes pré-clínicos e clínicos. A expectativa é que novos produtos e tecnologias sejam patenteados e disponibilizados ao mercado em até 15 anos.

De acordo com o Diretor do LNBio, Kleber Franchinio, o lançamento do programa demonstra que resultados de pesquisas de excelência podem promover a inovação e contribuir para a cadeia produtiva do País. “A participação de uma indústria farmacêutica no projeto evidencia que os conhecimentos gerados nas pesquisas científicas são importantes no cenário contemporâneo, que depende da inovação como competência estratégica. Ao reunir parceiros com expertises complementares, o programa pode, em um futuro próximo, posicionar o Brasil entre os países que têm a capacidade de inovar na criação de medicamentos a partir de compostos presentes em sua própria biodiversidade”, explica Franchini.

Duas décadas de inovação

O Programa de Prospecção da biodiversidade brasileira é mais um passo do processo de inovação da farmacêutica Aché. Desde a década de 90 a empresa trabalha em P&D de novas moléculas. Esses esforços foram fundamentais para o desenvolvimento do primeiro produto farmacêutico inovador 100% nacional, que tem base na biodiversidade local. Mais recentemente, a empresa construiu o Laboratório de Design e Síntese Molecular, estrutura pioneira no Brasil que busca internalizar as atividades de síntese de moléculas inovadoras, e ingressou no conceituado Structural Genomics Consortium (SGC), um consórcio internacional que busca acelerar o desenvolvimento de novos fármacos por meio do modelo de Inovação Aberta.

“Fazer algo que ainda ninguém fez é complexo porque é um processo, muitas vezes, de tentativa e erro. A estruturação do programa é um passo importante para o Aché e uma prova de que acreditamos na força da inovação brasileira. O aprendizado de muitos anos de P&D, o apetite ao novo, a construção de uma base científica forte e, principalmente, a valorização do capital humano envolvido neste processo são alguns dos diferenciais que ilustram porque o Aché é a primeira farmacêutica nacional a investir em uma parceria deste alto nível”, diz a presidente do laboratório, Vânia Nogueira Alcantara Machado.

Inovação sustentável

A dinâmica das pesquisas com a biodiversidade brasileira tornou-se mais simples, menos burocrática e mais esclarecida em relação às regras com a Lei 13.123 de 20 de maio de 2015. Conhecida como Marco da Biodiversidade, a nova legislação regulamentou o acesso à biodiversidade e repartição de benefícios, e garantiu a segurança jurídica necessária para programas de inovação como este.

“Nesse cenário, o Programa de Prospecção da biodiversidade brasileira nasce com o objetivo de desenvolver medicamentos para necessidades médicas não atendidas, a partir da prospecção sustentável de diferentes biomas, respeitando a conservação do meio ambiente e promovendo a prosperidade por meio da inovação”, comenta a presidente da Phytobios, Cristina Ropke. O panorama favorável levou a Phytobios a processar produtos naturais também no novo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação que o Grupo Centroflora, do qual a Phytobios faz parte, está implementando em Campinas-SP. “A proximidade ao campus do CNPEM potencializará ainda mais a interação com os parceiros desta iniciativa”, completa Cristina.

 


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