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NOVO LABORATÓRIO DE NANOTECNOLOGIA É INAUGURADO NO BRASIL

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Brasil ganha novo laboratório de nanotecnologia. É o NILE – Nanotechnology Innovation Laboratory Enterprise, exclusivo para pesquisa e desenvolvimento de novas plataformas tecnológicas baseadas em Nanotecnologia para aplicação no desenvolvimento de medicamentos, cosméticos e alimentos. Resultado da parceria firmada entre a farmacêutica brasileira Aché e a empresa global Ferring Pharmaceuticals, o NILE está alocado dentro no Innovatech Solutions, o ICT (Instituto de Ciências e Tecnologia) do Aché, em sua sede, em Guarulhos (SP).

Iniciativa pioneira no Brasil, o novo laboratório recebeu R$ 7 milhões em investimentos em equipamentos e infraestrutura e tem como objetivo o desenvolvimento de plataformas tecnológicas e transferência de tecnologia para aplicação em produtos. É a primeira iniciativa da Ferring em pesquisa no Hemisfério Sul e, apesar de a empresa possuir dez centros de P&D em inovação ao redor mundo em países como Alemanha, EUA, Índia e China, o Brasil será o primeiro em nanotech.

A parceria ressalta o interesse e investimento das duas empresas na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias disruptivas, que colocam as necessidades do paciente no centro de partida das pesquisas. “Estamos muito satisfeitos em ver este projeto sair do papel, pois ele está fincado nos pilares inovação, foco no cliente e crescimento de nosso planejamento estratégico, com objetivos claros que irão, em poucos anos, melhorar efetivamente a vida de milhares de pessoas no Brasil e no mundo”, afirma a presidente do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Vânia Nogueira de Alcantara Machado.

Linhas de pesquisa

O NILE tem como foco a pesquisa em novas tecnologias farmacêuticas em diversas áreas, incluindo moléculas como hormônios, peptídeos, anti-inflamatórios, medicamentos para doenças cardiovasculares, inibidores de bombas de prótons (que diminuem a secreção de ácido gástrico e acidez estomacal) entre outras moléculas e áreas.

A parceria é destinada ao desenvolvimento de plataformas tecnológicas que buscam melhorar a disponibilidade dos medicamentos no organismo, transformando, por exemplo, princípios ativos que hoje são apresentados na forma de injetáveis em formulações que poderão ser administradas por via oral, de forma mais prática e indolor. “As pesquisas nesta área proporcionam a redução de efeitos adversos, o aumento da aderência do paciente ao tratamento e a comodidade na administração posológica”, esclarece o diretor do Núcleo de Inovação do Aché, Stephani Saverio.

Com a inauguração desse laboratório, começa a ser explorada a nanotecnologia para sistemas de liberação de fármaco, que é o mecanismo pelo qual o medicamento é disponibilizado no organismo. “Um exemplo é a insulina que, por meio de pesquisas em nanotecnologia, poderá se tornar um medicamento de administração via oral, poupando o paciente do desconforto diário das agulhadas”, explica o diretor de Inovação Incremental do Aché, Edson Bernes. “A via oral é a mais aceita e, na maioria dos casos, a mais confortável para os pacientes”, conclui.

Hub com reconhecimento mundial em nanotecnologia

Um marco no modelo de parcerias entre a universidade e a indústria farmacêutica, o NILE tem como foco a pesquisa com iniciativas mútuas e colaborativas. O novo laboratório irá criar tecnologias exclusivas para o Aché e a Ferring Pharmaceuticals e contribuirá para desenvolver e fomentar a ciência no Brasil, bem como a projeção mundial das pesquisas realizadas aqui.

O laboratório conta com uma equipe de doutores especialistas em Nanotecnologia, que se dedicarão exclusivamente às pesquisas nesta área. Além dos projetos realizados na estrutura alocada na sede do Aché, o laboratório passa a atuar em colaboração com os melhores centros de pesquisa no Brasil e no mundo.

“Queremos ser um hub de pesquisa em novas plataformas tecnológicas, com o foco de aumentar a biodisponibilidade de moléculas, desenvolvendo novas tecnologias que poderão ser aplicadas a medicamentos, cosméticos e produtos nutricionais, trazendo comodidade ao paciente”, resume Bernes sobre as expectativas em relação ao NILE.

Além disso, o modelo de “open innovation” será implementado para permitir que ideias e propostas vindas de pesquisadores externos ao projeto possam ser desenvolvidas. Essas plataformas serão transferidas para as empresas parceiras, que criarão os seus próprios produtos.

Para o Aché, a plataforma é estratégica para acelerar o desenvolvimento de novas entidades terapêuticas, com o objetivo de desenvolver melhores alternativas tecnológicas para produtos existentes. Para a Ferring, a plataforma poderá ser aplicada para formulações baseadas em peptídeos e proteínas de administradas por via oral, sendo aplicadas pela empresa em soluções para Medicina Reprodutiva, Gastroenterologia e Urologia.

“O desenvolvimento de novas formulações terapêuticas melhorará as características de liberação de drogas. Isso representa uma forte ferramenta estratégica para proporcionar mais vida às pessoas, onde quer que elas estejam”, afirma o líder de Inovação da Ferring, Robert Woolley. “Nossa colaboração está focada no desenvolvimento de novos tratamentos farmacêuticos baseados em Nanotecnologia para resolver desafios de biodisponibilidade e atender melhor às necessidades de nossos pacientes, além de ser um laboratório estratégico e de referência de P&D em Nanotecnologia”, afirma o vice-presidente global de Pesquisa & Desenvolvimento da Ferring, Alan Harris.

 

Sobre a Nanotecnologia

Nanotecnologia é a capacidade de compreender e controlar a matéria em escalas muito reduzidas, chegando a dimensões de átomos individuais. Nesta escala, as propriedades podem ser muito diferentes quando comparadas àquelas com as quais estamos familiarizados. Essas novas propriedades significam que a Nanotecnologia tem o potencial de revolucionar nossas atuais tecnologias de entrega de fármacos e oferecer muitas oportunidades para criar novos sistemas de liberação para substâncias.

Além das vantagens de aumentar o potencial para administração, os sistemas de liberação de fármaco em escala nano podem também ser utilizados para promover a entrega da droga ao alvo especifico, aliviando, assim, a toxicidade indesejada, o que melhora a adesão do paciente e proporciona resultados clínicos favoráveis.

 

 

VENDAS DE MEDICAMENTOS CRESCEM 8,7% EM SETEMBRO

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A pesquisa mensal da QuintilesIMS mostra que a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) teve um aumento das vendas de 8,7% em unidades de medicamentos e não medicamentos (HPC), em setembro 2017 na comparação com o mesmo mês de 2016.

Foram comercializadas 84 milhões de unidades no período, enquanto que no ano passado foram 77 milhões. Em relação ao faturamento, o montante chegou em R$ 453 milhões em setembro último, sendo que no mesmo período de 2016 o valor foi de R$ 403 milhões, o que representa um aumento de 12,3%.

De janeiro a setembro 2017, os associados da Abradilan, que atendem 85% das farmácias do País, foram responsáveis pelas vendas de 760 milhões em unidades de produtos em farmácias, sendo 88,4% de medicamentos e 11,6% de não medicamentos. Esse número representa um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram comercializadas 724 milhões.

“A demanda é forte, especialmente entre os genéricos, porque o brasileiro está cada vez preocupado com a saúde e tem o acesso mais fácil aos medicamentos”, diz o presidente da Abradilan, Juliano Vinhal.

A Abradilan é formada por 147 empresas distribuidoras de medicamentos, produtos para a saúde, artigos de higiene pessoal e cosméticos no mercado.

DIAGNÓSTICO PRECOCE DA HEPATITE C AINDA É UM DESAFIO

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Segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2015,  existem 71 milhões de pessoas portadoras de hepatite C em todo o mundo. Em 2016, houve 27.358 notificações de casos da doença no Brasil. Essa quantidade representa 13,3 casos por 100 mil habitantes. Atualmente, a parte da população que convive com esse problema de saúde já dispõem de medicamentos que tratam a doença, mas o diagnóstico precoce ainda é um desafio.

Segundo o médico infectologista que integra o corpo clínico do laboratório Atalaia, José David Urbaez Brito, os sintomas da doença aparecem muito tardiamente e danificam o fígado de maneira lenta e progressiva. “A hepatite C é uma doença silenciosa. No Brasil, cerca de 80% das pessoas com o vírus da hepatite C estão acima dos 40 anos de idade. É importante que os profissionais da área de saúde, principalmente de outras especialidades como clínicos gerais e endocrinologistas, fiquem atentos à essa faixa etária e peçam o exame para identificar a doença”, ressalta.

A hepatite C é uma doença infecciosa transmitida por compartilhamento de sangue e hemoderivados. O infectologista explica que usuários de drogas injetáveis, pessoas que fizeram transfusão de sangue antes de 1993, pessoas tatuadas e populações privadas de liberdade têm risco maior de contrair a doença. Na opinião do médico, identificar a doença é extremamente importante. “A hepatite acomete mais pessoas e mata mais que o vírus da AIDS. Tanto a população quanto a comunidade médica devem se manter alertas à essa realidade”, enfatiza Urbaez.

Evolução no tratamento
Recentemente mais pessoas estão recebendo o tratamento para hepatite C. Segundo informações da OMS, em 2016, 1,76 milhão de pessoas foram tratadas, um aumento significativo em comparação às 1,1 milhão de pessoas que foram atendidas em 2015. A organização espera que até 2030 mais de 80% das pessoas diagnosticadas recebam tratamento no mundo.

No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) incluiu novos medicamentos para o tratamento de doenças virais. “As novas inclusões oferecem mais possibilidades para o tratamento e possibilitam a cura superior a 90% nos casos. Com esses medicamentos temos uma possibilidade real de tratar as pessoas infectadas”, ressalta David Urbaez.

O especialista reforça, ainda, que para ampliar o tratamento é preciso aumentar a oferta dos testes e diagnósticos para a doença. “O teste rápido representa o desenvolvimento tecnológico e é eficiente para detecção do vírus. Com ele é possível alcançar o diagnóstico”, conclui Urbaez.

MEDICAMENTOS BIOLÓGICOS REVOLUCIONAM TRATAMENTO DE DOENÇAS

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Produzir medicamentos sem contra indicação e que não causem dependência é o sonho de toda a indústria farmacêutica. Os remédios vivos ou medicamentos biológicos parecem ter conseguido esse feito.

As substâncias, conseguidas por meio da alteração genética de células, ajudam no tratamento de doenças como a asma, alergias severas, entre outras. O tratamento já corresponde a mais da metade dos investimentos do sistema público de saúde e deve ser expandido em breve. Conheça esse avanço farmacológico e entenda porque ele é tão importante no tratamento de doenças crônicas.

O que são os imunobiológicos?

São medicamentos produzidos por meio da alteração genética de células, que passam a atacar determinadas doenças. Conhecidos também como remédios vivos, são 100% orgânicos e, por isso, não causam dependência ou contra indicações.

As substâncias são produzidas de acordo com a necessidade do paciente, tornando os medicamentos muito mais eficazes. São amplamente usados no tratamento de cânceres e doenças autoimunes.

Remédios biológicos no Brasil

Os biofármacos representam 51% das despesas com medicamentos no Sistema Público de Saúde (SUS) e atendem milhares de pessoas na rede pública de saúde. Infelizmente, a maioria desses medicamentos é importada, o que torna o investimento um pouco salgado aos cofres públicos.

Pela alta complexidade de sua produção, os imunobiológicos não possuem genéricos e chegam a custar até 10 mil reais por uma única ampola. Além disso, o produto não é vendido em farmácias e precisa ser injetado, já que se ingerido poderia ser destruído pelo sistema digestivo.

O próximo passo, de acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, Marco Sireman, é nacionalizar a tecnologia e produzir os medicamentos biológicos dentro do País. Assim, seria gerada uma economia de até 40% com esses insumos.

Ainda de acordo com o secretário, apesar dos produtos representarem uma fatia significativa do orçamento da saúde, eles trazem outros benefícios à rede pública. Principalmente porque os pacientes tratados com esses medicamentos não retornam com frequência às unidades de saúde e têm melhora importante. Isso implica em economias indiretas aos cofres públicos e torna esses medicamentos um excelente investimento.

O que esperar do futuro?

Apesar do alto preço e requisitos impostos para se encaixar no tratamento, os medicamentos biológicos são considerados grandes avanços da indústria farmacológica. Os novos medicamentos ajudam a resolver doenças crônicas e ainda evitam efeitos colaterais.

Com a promessa de nacionalização da tecnologia, logo o preço ficará mais acessível e mais pessoas terão acesso ao tratamento. Uma esperança que motiva centenas de pessoas que sofrem com artrite reumatoide, diabetes, asma, hepatite e outras doenças.

 

Fonte: Espaço Farmacêutico

 

DIA MUNDIAL DO DIABETES: RISCOS DE UMA DOENÇA SILENCIOSA

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No Dia Mundial do Diabetes, comemorado em 14 de novembro, é fundamental saber como a doença pode afetar a saúde durante anos sem causar nenhum sintoma. O diagnóstico tardio aumenta as chances de complicações.

As escolhas e o estilo de vida da população têm refletido no aumento de algumas doenças, como o diabetes. Passar muitas horas sentado, comer mais açúcar e carboidratos do que o indicado e se manter sedentário são alguns hábitos que colaboram para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Quando diagnosticado no início, os prejuízos à saúde podem ser evitados com o tratamento adequado.

“O problema é que o diabetes, em especial o tipo 2, evolui muitas vezes de forma silenciosa e a pessoa só descobre a doença ao acaso, quando faz um exame laboratorial de rotina ou, pior, em decorrência de alguma complicação relacionada, como uma patologia oftalmológica, por exemplo”, como explica a , endocrinologista que integra o corpo clínico do Sérgio Franco Medicina Diagnóstica, Yolanda Schrank.

Segundo levantamento recente feito pela International Diabetes Federation (IDF),  o número de adultos que sofrem com diabetes no mundo já chega a 415 milhões, ou seja, 1 em cada 11 adultos tem diabetes. O mais alarmante é que mais de 46% dos adultos com diabetes desconhecem ser portadores da doença. Se nenhuma medida de prevenção for efetiva, a estimativa é que o número de pessoas diabéticas chegue a 1 em cada 10 adultos em 2040.

Nesse contexto, a médica ressalta que uma consulta regular com o médico assistente deve fazer parte da rotina, sendo o rastreio para a doença indicado nas seguintes situações:

· portadores de pré-diabetes (glicemia de jejum alterada);

· pessoas com pressão alta;

· portadores de colesterol alto ou aqueles com alterações na taxa de triglicérides no sangue;

· pacientes com sobrepeso ou obesidade, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;

· pacientes com familiar de primeiro grau com diabetes;

· pacientes com alguma condição de saúde que pode estar associada ao diabetes, como a doença renal crônica;

· história de diabetes gestacional; 

· história de síndrome de ovários policísticos;

· história de apneia do sono.

Com o diagnóstico precoce da doença há como intervir de forma efetiva no controle da glicose e, assim, evitar ou diminuir a progressão das tão temidas complicações da patologia, com destaque para complicações como retinopatia, nefropatia, obstrução arterial, infarto ou AVC.

Yolanda lembra que a prevenção do diabetes tipo 2 pode ser realizada de forma efetiva por meio de intervenções no estilo de vida, com ênfase na alimentação saudável e prática regular de atividade física. O Finnish Diabetes Prevention Study (DPS), por exemplo, mostrou que mudanças de estilo de vida, em sete anos, diminuíram a incidência da doença em 43%.

Os principais exames para a detecção da diabetes são: glicemia de jejum, hemoglobina glicada e curva glicêmica. “A glicemia em jejum costuma fazer parte dos exames de análises clínicas de rotina. Se houver alguma alteração, o médico pode solicitar exames complementares para confirmar o quadro”, finaliza a especialista.

TECNOLOGIA: BRASILEIRO QUE VIVERÁ 150 ANOS JÁ NASCEU

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A tecnologia irá transformar a maneira como a sociedade lida com a saúde, e o brasileiro que viverá 150 anos já nasceu. Para especialistas reunidos no Exame Fórum Saúde, que aconteceu no início de novembro, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, o envelhecimento da população brasileira deve revolucionar a gestão da saúde pública e privada no País.

“Viver mais, à luz do mundo que temos hoje, vai custar mais”, afirmou o médico professor da Escola Paulista de Medicina e presidente do conselho do grupo Fleury, Marcos Ferraz Bosi, durante o painel de abertura sobre demografia e saúde. Já o executivo para estratégia de medicamentos biológicos na AbbVie, Felipe Marques Gonçalves, que também participou do debate, disse que da mesma forma que as tecnologias mudaram outros setores vão mudar a saúde. “A gente vai ter mais indicadores, uma gestão maior e falar mais do pagamento por valor e performance”, ressaltou.

Imaginando o hospital do amanhã durante o painel Tecnologia, o Futuro da Saúde, o presidente e CEO da GE Healthcare para a América Latina,Luiz Verzegnassi, defendeu que “equipamentos de analytics darão soluções que vão facilitar o trabalho do profissional de saúde”. O sócio líder da Deloitte para lifesciences e healthcare, Enrico de Vettori, também analisou a mescla entre saúde e tecnologia. “A tecnologia veio para baixar o custo. Para fazer com que tenhamos maior facilidade de distribuição e de acesso”, disse.

A revolução das startups

Uma realidade no Brasil, as startups da área da saúde estão mudando conceitos e modelos de negócio no setor. “A medicina no Brasil é dividida em pública e privada, e temos ineficiências dos dois lados”, disse o sócio-investidor e membro do conselho do Dr. Consulta, Renato Velloso Dias Cardoso. “Enxergamos uma lacuna onde há pessoas que têm condições de pagar pela saúde privada e que não querem esperar a ineficiência da saúde pública”, completou.

Para o fundador e presidente do Docway, Fábio Tiepolo, a tecnologia na saúde surge como um resgate da medicina a domicílio e humanizada. “Em nossa plataforma o paciente tem autonomia para fazer seus pedidos e escolher o profissional de acordo com o que pode pagar, e o médico é livre para escolher o seu valor”, disse.

O fórum foi encerrado com um talkshow sobre como aproximar o mundo digital do mundo real e ampliar a oferta de saúde para toda a população. “A tecnologia nos permite aproximar não-especialistas de especialistas e cada vez mais o indivíduo de informações que possam ajudar em uma melhor gestão da saúde”, disse a diretora executiva para as áreas médica, técnica e de Pesquisa & Desenvolvimento do Grupo Fleury, Jeane Tsutsui.

“Temos que esperar muito tempo para a validação de novas tecnologias pelos conselhos de medicina”, destacou o diretor médico da Américas Serviços Médicos/UHG Brasil, Charles Al Odeh. Para o gestor, um dos grandes desafios em ampliar a oferta de saúde é que “não há nenhum lugar que prepare profissionais de outras indústrias a trabalhar com o segmento”.

16 DICAS DE COMO MONTAR UM CONSULTÓRIO FARMACÊUTICO

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POR EGLE LEONARDI

 

A partir das Resoluções 585 e 586 de 2013, do Conselho Federal de Farmácia (CFF), e da Lei nº 13.021/14, começou a surgir um movimento entre os farmacêuticos, ainda que tímido, de montar suas clínicas para prestação de serviços farmacêuticos à população, dentre eles, a prescrição de medicamentos.

Aqueles profissionais que saíram na frente e partiram para a prescrição têm dado depoimentos defendendo a atividade e referindo excelente adesão de sua clientela e até mesmo bons lucros.

Claro que para vender serviços farmacêuticos e dentre eles exercer a prescrição é preciso maior capacitação e certa dose de coragem e empenho, já que a atividade exige conhecimento e muita responsabilidade.

Grandes redes do varejo farmacêutico já operam seus consultórios em todo o País. No entanto é importante enfatizar que o modelo de consultório farmacêutico independente de farmácias ou drogarias ainda é muito novo. O que tem gerado inúmeras incertezas e perguntas muitas vezes sem resposta assertiva por parte dos órgãos de regulação.

Para os farmacêuticos cujo objetivo é empreender nessa área, o professor do ICTQ, Lincoln Cardoso recomenda os principais aspectos a serem observados para a montagem de uma clínica farmacêutica, em 16 passos importantes. Confira todos eles:

1- Exigências iniciais

O primeiro passo para a montagem de um consultório farmacêutico consiste na formação do empreendedor, que deve ser farmacêutico, graduado como Bacharel em Farmácia por uma instituição de ensino superior devidamente reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Ainda, o profissional deve estar devidamente registrado no Conselho Regional de Farmácia (CRF) da sua jurisdição, e não se encontrar impedido por motivos éticos ou administrativos de exercer a profissão. Este primeiro requisito é fundamental para a consolidação do farmacêutico clínico que busca empreender na prestação de serviços farmacêuticos e de saúde direcionados aos usuários de medicamentos.

O próximo passo a ser cumprido é o da capacitação. A grande maioria dos farmacêuticos que atuam em farmácias comunitárias e drogarias, públicas ou privadas, no Brasil, não tiveram formação clínica durante a graduação. Isso mudará a partir da conclusão da revisão das Diretrizes Curriculares dos Cursos de Farmácia – processo em andamento atualmente. Portanto, agregar conhecimentos e competências clínicas e em gestão de serviços de saúde é fundamental para o farmacêutico que busca empreender em um consultório.

Outro passo de grande importância: estabelecer de forma bem nítida os verdadeiros objetivos de um consultório farmacêutico. Para isso é necessário um estudo crítico da legislação que regulamente as atribuições clínicas do farmacêutico e a prescrição farmacêutica no Brasil, especificamente as Resoluções 585 e 586 do CFF, ambas publicadas em 29 de agosto de 2013. É recomendável, também, uma releitura da RDC-ANVISA 44, de 17 de agosto de 2009, que dispõe, entre outros temas, sobre a prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias. Completando este estudo preliminar, a leitura analítica da Lei 13.021, de 08 de agosto de 2014, será de grande contribuição para a conclusão quanto aos objetivos de um consultório em relação à prestação da assistência farmacêutica e de serviços em saúde.

Os próximos passos dependerão de uma decisão estratégica: o consultório farmacêutico será implantado dentro da instalação de uma farmácia ou drogaria ou será instalado de forma independente, sem relação ou interligação com um estabelecimento farmacêutico.

No primeiro caso (consultório farmacêutico instalado em farmácia ou drogaria), a regulamentação segue uma via mais simples, pois este estará anexado a uma estrutura já existente e que será regulamentada como um estabelecimento farmacêutico (farmácia ou drogaria) que passa a oferecer serviços na sua prática profissional. Serão necessárias atualizações da documentação quanto às atividades desenvolvidas para os estabelecimentos já em funcionamento ou, em caso de estabelecimentos novos, uma adequada descrição inicial das atividades a serem desenvolvidas quando do processo de abertura do estabelecimento junto à Vigilância Sanitária local. Em ambos os casos, o enquadramento da atividade econômica na Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE se dará por um dos seguintes códigos: 4771-7/01 (comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas); e/ou 4771-7/02 (comércio varejista de produtos farmacêuticos, com manipulação de fórmulas); e/ou 4771-7/03 (comércio varejista de produtos farmacêuticos homeopáticos).

No segundo caso (consultório farmacêutico independente de farmácia ou drogaria) o processo de abertura ainda é incerto. Isso porque não existe um código CNAE que contemple este tipo de atividade especificamente e, ainda, não há uma regulamentação sanitária específica da Anvisa que regulamente ou normatize a infraestrutura mínima e as atividades destes tipos inovadores de estabelecimentos. Assim, o desafio se torna ainda maior para os farmacêuticos empreendedores que se lançam na vanguarda dessa nova iniciativa na prestação de serviços de cuidado farmacêutico individualizado.

Os primeiros consultórios farmacêuticos brasileiros têm sido instalados dentro de farmácias ou drogarias, ocorrendo tanto em grandes redes como também em microempresas, ou ainda, anexados a clínicas que agregam diferentes especialidades médicas entre outros atendimentos de saúde, como nutrição, psicologia, fonoaudiologia e fisioterapia, por exemplo. Os consultórios independentes de farmácias ou drogarias ainda deverão ser regulamentados no Brasil, tanto quanto à atividade econômica específica, quanto aos aspectos sanitários ainda a serem estabelecidos pela Anvisa.

Tendo estabelecido todos os termos abordados anteriormente, o farmacêutico empreendedor contará com dados e argumentos que permitirão o início da elaboração do plano de negócio, que deve considerar o aspecto inovador da iniciativa de se implantar um consultório farmacêutico em uma comunidade que ainda não está familiarizada com este tipo de serviço de saúde, o que ocorre praticamente em todo o Brasil. A qualidade do plano de negócio será essencial para a tomada de decisão de iniciar ou não o empreendimento e mais, caso o farmacêutico empreendedor venha a precisar levantar recursos financeiros para o investimento.

Considerando a necessidade de buscar recursos junto às instituições financeiras, um novo desafio surge: a inovação deste modelo de negócio. Por um lado a inovação é positiva, quando possibilita diferenciação de mercado e conquista de mercados ainda não explorados. Por outro lado, quando se trata de captação de recursos, esta iniciativa pode gerar insegurança na instituição credora no processo de aprovação do financiamento. É neste sentido que a qualidade do plano de negócio poderá contribuir para a expressão da confiança necessária junto aos investidores. Em se tratando de consultórios farmacêuticos instalados em farmácias e drogarias o processo de captação de recursos pode ser mais simples, por configurar uma expansão das atividades do negócio já existente. Quanto aos consultórios independentes, o fato de ainda não haver um código de CNAE específico para esta atividade pode ser um agravante neste processo.

2 – Como se preparar em termos de recursos financeiros

As estratégias devem ser bem diferentes, de acordo com a natureza e configuração do negócio. Consultórios farmacêutico implantados em farmácias ou drogarias podem requerer menores investimentos. Entretanto, esta conclusão é dependente do nível de adaptação necessária na infraestrutura do estabelecimento para receber a nova expansão. Já os consultórios independentes tendem a requerer maior investimento inicial, considerando que precisarão ser submetidos a todo o processo de abertura e regulamentação de uma nova empresa, o que envolve diversos custos com processos e documentação.

Em se tratando da estrutura necessária, ambos os modelos podem ser muito semelhantes. Isto dependerá dos serviços a serem realizados e do potencial de atendimento pretendido. Estas decisões também dependem da avaliação crítica do plano de negócio.

Tomadas as decisões, e feita a planilha de custos, sugere-se que o empreendedor preveja um valor próximo àquele definido para o investimento de implantação destinado ao capital de giro, de modo a sustentar o empreendimento até que se atinja o ponto de equilíbrio econômico e financeiro. Muitos novos empreendimentos fracassam no Brasil antes de completarem um ano de atividade por falta deste tipo de previsão.

3 – Equipamentos necessários

A definição dos equipamentos necessários depende diretamente dos serviços a serem oferecidos. Nesta análise é importante que o farmacêutico empreendedor saiba diferenciar serviços farmacêuticos de serviços de saúde. Os serviços farmacêuticos compreendem basicamente a análise da farmacoterapia, a conciliação de medicamentos prescritos, o manejo de doenças autolimitadas e o acompanhamento farmacoterapêutico. Os principais equipamentos para a prática desses serviços são o conhecimento e a expertise clínica do profissional. Entretanto, o farmacêutico pode se apoiar em um aplicativo informatizado para a gestão dos serviços e em referências bibliográficas de qualidade, entre livros e bancos de dados de informações clínicas na internet.

Já os serviços de saúde, que complementam e integram os serviços farmacêuticos, requerem instrumentos específicos para a sua realização. São exemplos: esfigmomanômetro com estetoscópio, aparelho determinador de glicemia, insumos para aplicação e administração de medicamentos, refrigerador com controle de temperatura para armazenamento de vacinas, entre outros.

A estrutura geral se assemelha muito a de qualquer outro consultório de cuidado à saúde, envolvendo cadeiras, mesas, computadores, maca, pia com água corrente, entre outros, respeitando a legislação sanitária específica ou aquela que melhor se aplicar.

4 – Necessidade de colaboradores

Esta questão também deve ser respondida de forma diferenciada, dependendo da natureza e modelo do negócio. Os consultórios instalados em farmácias ou drogarias já contarão com o suporte de RH já existente no estabelecimento. Nesses casos, pode ser necessária a contratação de outro profissional farmacêutico, seja para as atividades clínicas, seja para desempenhar as demais funções de responsabilidade técnica.

Em se tratando de consultórios independentes, a estrutura de RH adequada é outra. Parte-se da necessidade de uma secretária, incumbida do agendamento e do controle das informações dos pacientes. Em alguns casos, dependendo dos serviços ofertados, uma auxiliar de enfermagem pode contribuir na realização e procedimentos, como determinação de parâmetros fisiológicos e bioquímicos, realização de pequenos curativos ou ainda na aplicação e administração de medicamentos e vacinas. Em ambos os casos, os serviços devem ser prestados e coordenados por um farmacêutico com formação clínica.

5 – Seleção de pessoal

Caso o empreendedor não seja farmacêutico clínico, o primeiro critério é selecionar um profissional com essa qualificação. Este profissional deve ter competências não somente em práticas clínicas e em farmacoterapia, mas também em gestão, que o permitam atender aos pacientes e administrar todo o processo de cuidado a eles.

Os demais profissionais devem ser selecionados de acordo com os critérios de cada empresa. Entretanto, é importante se avaliar o nível de credibilidade e confiança que esses profissionais depositam nos serviços ofertados, pois serão fundamentais no estabelecimento de relações de cuidado ao paciente.

6 – Período desde o planejamento até a abertura

Este tempo também dependerá da natureza e do modelo do negócio. Entretanto, o ideal é que, em qualquer caso, o tempo entre a elaboração do plano de negócio, a captação dos recursos financeiros, e a conclusão do processo de implantação não ultrapasse seis meses. Este prazo deve ser considerado na incorporação do capital de giro necessário para sustentar o empreendimento até que se atinja o ponto de equilíbrio econômico e financeiro.

7 – O que é essencial na hora de abrir as portas

Basicamente:

• Infraestrutura completa;

• Regulamentação fiscal e sanitária;

• Farmacêutico clínico com competências em gestão;

• Equipe de RH treinada;

• Divulgação à sociedade e aos demais profissionais da saúde da região.

8 – Inauguração

A inauguração pode ser explorada em dois focos: o público-alvo, ou seja, a população em geral; e os profissionais de saúde prescritores. Assim, o importante é demonstrar a natureza do consultório farmacêutico como estabelecimento prestador de serviços de saúde. Campanhas educativas em saúde podem estabelecer melhor esse contexto. O velho e tradicional modelo com palhaços, pipocas, algodão doce e bexigas coloridas pode chamar a atenção, mas não transfere mensagem alguma nem tão pouco marca a natureza do negócio junto ao público-alvo, portanto são desaconselhados.

9 – Divulgação à comunidade

Esta também deve ser uma abordagem dupla: focada na população e, diferentemente, aos profissionais prescritores. No primeiro caso esclarecendo quanto aos benefícios e vantagens dos serviços oferecidos. No segundo, apresentando as contribuições que tais serviços podem proporcionar à qualidade dos tratamentos dos pacientes.

10 – O atendimento

Pode-se estabelecer uma sequência mínima de ações que devem ser contempladas na prática do cuidado ao paciente:

a) Atendimento cortez e atencioso pela recepção (seja por uma secretária ou pela equipe de atendimento de uma farmácia ou drogaria);

b) Triagem do paciente. Em farmácias e drogarias isto é importante no sentido de se identificar a real necessidade de se encaminhar o paciente ao serviço farmacêutico. Em consultórios independentes, este processo pode integrar as funções da recepcionista/secretária no sentido de identificar a real compreensão do paciente quanto aos serviços oferecidos no consultório.

c) Acolhimento do paciente. Realizado de forma atenciosa e comprometida pelo farmacêutico clínico, que demonstra verdadeiro interesse em cuidar da saúde do paciente que busca por seus serviços.

d) Acompanhamento. Por meio do estabelecimento de uma metodologia de monitoramento do processo de cuidado ao paciente, considerando suas necessidades individuais.

11 Documentos a serem oferecidos ao paciente

Após cada atendimento, o paciente deve receber a Declaração de Serviço Farmacêutico, em cumprimento ao Artigo 81, Seção III, da RDC-ANVISA nº 44, de 2009, referida anteriormente. Ainda, em caso de prescrição farmacêutica decorrente do serviço de manejo de problema de saúde autolimitado, o paciente também deve receber a primeira via da prescrição emitida, independentemente dessa prescrição conter tratamentos farmacológicos ou não.

Nos casos em que os serviços farmacêuticos são cobrados do paciente, o que deve se consolidar como tendência, o paciente ainda deve receber o recibo de serviços, de acordo com a legislação vigente em cada Estado da federação.

12– Indicação da farmácia para a compra de medicamentos

Essa é uma discussão bastante importante diretamente relacionada à ética profissional. Considerando que uma prescrição farmacêutica seja emitida em um consultório instalado em uma farmácia ou drogaria, não há impeditivos legais ou éticos que impeçam o paciente de adquirir seus medicamentos nesse mesmo estabelecimento. Do mesmo modo, esse cliente não pode ser coagido a fazê-lo, tendo total liberdade para decidir adquiri-los em outro estabelecimento, se assim julgar conveniente.

Em se tratando de um consultório farmacêutico independente de uma farmácia ou drogaria, a indicação de um estabelecimento para a aquisição de medicamentos ou outros recursos terapêuticos prescritos pode incorrer em prática antiética, passível de processo ético-administrativo.

13 – Cobrança pela consulta

A consulta farmacêutica, assim como qualquer outro serviço farmacêutico, deve ser cobrada. Esse é um dos caminhos a ser percorrido na busca do maior reconhecimento profissional do farmacêutico clínico. Todo serviço de saúde de qualidade e prestado com bases na ética deve ser devidamente e justamente remunerado, e nisso se incluem os serviços farmacêuticos.

A determinação dos valores a serem cobrados deve ser o resultado de um estudo de formação de preços, no qual devem ser considerados a natureza e complexidade dos serviços prestados, as condições socioeconômicas do público-alvo, os custos operacionais do consultório e a expectativa de lucro do empreendimento. Deste modo, os valores variam conforme cada realidade. Experiência já em funcionamento, indicam valores que variam de R$ 15,00 a R$ 100,00 por consulta e serviços farmacêuticos prestados.

14- Recibo

É necessário emitir Recibo de Serviço, uma vez que se trata de prestação de serviço em saúde. O recibo deve conter nome, CPF, endereço, carimbo e o CRF ao qual está ligado.

15 – Pós-atendimento

O pós-atendimento é muito importante no sentido de acompanhar os resultados dos serviços farmacêuticos prestados. A estratégia e a qualidade deste acompanhamento estarão atreladas aos princípios e valores da empresa. Quanto ao aspecto clínico, o acompanhamento deve ser parte da metodologia empregada no processo de cuidado dos pacientes, principalmente nos casos de revisão e conciliação da farmacoterapia, do manejo de problemas de saúde autolimitados e do acompanhamento farmacoterapêutico.

16 – Controle da farmacoterapia

O controle da farmacoterapia engloba o monitoramento dos resultados e a identificação de possíveis resultados negativos associados aos medicamentos (RNMs) decorrentes de problemas relacionados ao uso dos medicamentos (PRMs), que podem ser desde o uso incorreto dos medicamentos, reações adversas a estes, e até interações medicamentosas.

A sistemática de acompanhamento e controle dependerão da metodologia de atenção farmacêutica praticada pelo farmacêutico clínico. Entretanto, as formas de comunicação e relacionamento como paciente podem envolver desde consultas frequentes por agendamento, até contatos por telefone e sistemas de mensagens via aparelhos celulares e seus aplicativos.

 

Matéria publicada no Portal do ICTQ

CONSULTA FARMACÊUTICA AUMENTA EM 50% O FATURAMENTO DA FARMÁCIA

 

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POR EGLE LEONARDI

 

A essência da farmácia clínica é tratar gente como gente. Essa é ideia de Angela de Almeida Brites, uma farmacêutica empreendedora que preza o humanismo no atendimento como a essência de seu negócio. Ela constituiu uma farmácia com outros dois sócios: sua irmã, Andréa de Almeida Brites, e seu amigo, Leonardo Aveiro Naymayer. Os três têm a mesma linha de pensamento: juntos são mais fortes. Isso faz de seu estabelecimento uma referência em sua comunidade. Os três fazem atendimento clínico em consultas estabelecidas com hora marcada. Eles não negam seu sucesso por meio do atendimento de excelência. Angela e seus sócios se formaram na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas ela também atribui sua formação aos estágios aos quais se dedicou, dentre estes, os voluntários, que apresentam um valor inestimável em sua carreira. Baseada nessa trajetória, ela e seus sócios farmacêuticos fundaram, em 2004, a Agafarma Auxiliadora. Conheça um pouco mais sobre esse negócio, que tem gerado lucro e, ainda, tem revertido em benefícios importantes para a comunidade.

– O que a senhora considera na sua atuação como farmacêutica?

Angela Brites – Temos em mente que o farmacêutico, por ter uma formação acadêmica forte, tem uma grande responsabilidade social na comunidade em que está inserido. As novas legislações, tanto por parte do Governo Federal como do Conselho Federal de Farmácia (CFF), vêm cobrar e apoiar atividades de farmácia clínica, que já são realidade de longa data em outros países, como Espanha, Canadá, Estados Unidos e Chile. Vivemos um momento de resgate da autoridade técnica na farmácia, com intuito de contribuir para a melhoria no processo do uso racional de medicamentos e dos resultados em saúde.

 – Como a Agafarma surgiu em sua trajetória?

Angela Brites – Ter um negócio próprio foi meu sonho, desde o período universitário compartilhado juntamente com minha irmã, Andréa, e meu colega da faculdade, Leonardo, tanto que meu trabalho de conclusão de curso foi a elaboração de um plano de negócios com o objetivo de abrir uma drogaria. No Brasil é muito difícil constituir uma empresa sem associativismo, principalmente, quando se refere à microempresa. Com esse objetivo, ingressamos na Agafarma desde o início do nosso trabalho. E compartilhamos a mesma filosofia: Juntos somos mais!

– O atendimento clínico já era uma realidade desde o início?

Angela Brites – Nossa sociedade já surgiu compartilhando a ideia de ter o humanismo e técnica na abordagem dos clientes da nossa comunidade. Após o engajamento na rede Agafarma, recebemos suporte de cursos e troca de experiências. Participar desse associativismo agregou muito na nossa jornada. Por fim, em 2015, ingressei na Pós-Graduação do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico. Esse fato, juntamente com as mudanças na legislação por parte do Governo Federal (Lei 13.021) e do CFF (com a RDC 585 e RDC 586), sedimentaram o surgimento da farmácia clínica na Agafarma Auxiliadora.

– Como está configurada a sua farmácia clínica? Quais os serviços são prestados?

Angela Brites – Em agosto de 2016, a Agafarma padronizou os serviços farmacêuticos por meio do Projeto Cuidados Farmacêuticos (CFA). A unidade da Agafarma Auxiliadora foi um dos projetos piloto. Realizamos aplicação de injetáveis, aferição de pressão arterial, glicemia capilar, temperatura corporal, perfuração do lóbulo auricular e acompanhamento farmacoterapêutico. Os atendimentos são realizados com agendamento prévio e também podem ser em domicílio. Vale ressaltar que prescrição farmacêutica não é um serviço, mas um ato possível durante um atendimento de manejo de problema de saúde autolimitado.

– Onde são realizadas as consultas?

Angela Brites – As consultas são feitas em local privativo. Nós temos uma sala exclusiva para a realização desse atendimento, que é feito com hora marcada. No local, realizamos a anamnese e acompanhamento farmacoterapêutico de cada paciente e realizamos a prescrição farmacêutica documentada, se necessária. Já a aferição de pressão, mensuração de glicose e aplicação de injetáveis, entre outros, são realizadas em sala separada, destinada apenas aos serviços de saúde.

 – Vocês cobram a consulta? Quanto ela custa?

Angela Brites – Sim, as consultas são cobradas, mas os valores dependem do tipo de atendimento. Nossas consultas duram cerca de 30 minutos.

– Vocês têm conquistado bons resultados com as consultas?

Angela Brites – Os resultados têm sido muito satisfatórios e nós temos fidelizado os clientes. Eu vejo que nossa farmácia tem se tornado uma referência em saúde na nossa comunidade. Oferecemos as consultas farmacêuticas há um ano. Posso te garantir que, desde sua implantação, a atividade fez crescer o faturamento geral da loja em 50%. Isso é extremamente positivo.

– Quais as novas etapas para o crescimento do seu negócio?

Angela Brites – Estamos no aguardo da nova legislação, que pretende ampliar e regulamentar a prestação de serviços na farmácia. Para isso, o farmacêutico, cada vez mais, tem a necessidade de ocupar seu lugar no setor. É um momento de revolução e redimensionamento de nossas atividades no varejo. A farmácia deve e precisa ser vista como um local prestador de serviços e referência de saúde.

A essência da farmácia clínica é tratar gente como gente. Essa é ideia de Angela de Almeida Brites, uma farmacêutica empreendedora que preza o humanismo no atendimento como a essência de seu negócio. Ela constituiu uma farmácia com outros dois sócios: sua irmã, Andréa de Almeida Brites, e seu amigo, Leonardo Aveiro Naymayer. Os três têm a mesma linha de pensamento: juntos são mais fortes. Isso faz de seu estabelecimento uma referência em sua comunidade. Os três fazem atendimento clínico em consultas estabelecidas com hora marcada. Eles não negam seu sucesso por meio do atendimento de excelência. Angela e seus sócios se formaram na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas ela também atribui sua formação aos estágios aos quais se dedicou, dentre estes, os voluntários, que apresentam um valor inestimável em sua carreira. Baseada nessa trajetória, ela e seus sócios farmacêuticos fundaram, em 2004, a Agafarma Auxiliadora. Conheça um pouco mais sobre esse negócio, que tem gerado lucro e, ainda, tem revertido em benefícios importantes para a comunidade.

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SALÁRIOS BAIXOS SÃO UMA REALIDADE NAS FARMÁCIAS EM ANGOLA

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POR EGLE LEONARDI

 

Angola é um país africano de língua portuguesa. Tem uma área de 1.246.700 km² com uma população de quase 26 milhões de habitantes. Seu PIB per capta é de US$ 8.185 (pouco mais de R$ 25 mil). Sua moeda é o Kwanza (AOA).

Os portugueses estiveram presentes desde o século XV em alguns pontos do que é hoje o território de Angola, interagindo de diversas maneiras com os povos nativos. A independência do domínio português só foi alcançada em 1975, depois de uma longa guerra de libertação.

O país tem vastos recursos naturais, como grandes reservas de minerais e de petróleo e, desde 1990, sua economia tem apresentado taxas de crescimento que estão entre as maiores do mundo. Apesar disso, os padrões de vida angolanos continuam baixos, já que cerca de 70% da população vivem com menos de dois dólares por dia.

Além disso, as taxas de expectativa de vida e mortalidade infantil no país continuam entre os piores do mundo, e impera a desigualdade econômica. Segundo a Organização das Nações Unidas, Angola é considerado um dos países menos desenvolvidos do planeta e um dos mais corruptos do mundo, segundo a Transparência Internacional.

A Direção Nacional de Medicamentos e Equipamentos é o órgão que regulamenta a farmácia em Angola, ligada ao Ministério da Saúde. O decreto que regula a atividade farmacêutica é o de número 36/92, de 7 de agosto, I Serie n.º31.

Quem forneceu as informações sobre a atividade farmacêutica em Angola foi o farmacêutico Luis Teixeira, que atua em um estabelecimento em Luanda, capital do país; e o farmacêutico, Eugenio Muniz, diretor-executivo do ICTQ, que atuou em um projeto junto a uma rede de farmácias em Luanda. Confira as informações abaixo:

1 – Regulamentação do setor farmacêutico                                                 

O segmento farmacêutico em Angola é regulado pelo Ministério da Saúde, mas as relações com os farmacêuticos ficam por conta da Ordem dos Farmacêuticos de Angola (cuja atuação e abrangência se assemelham ao Conselho Federal de Farmácia no Brasil).

2 – Perfil das lojas

Apenas ficam ao alcance dos clientes os itens de higiene pessoal e cosméticos, que permanecem nas gôndolas, além dos medicamentos isentos de prescrição. Esses ficam nas gôndolas e também no balcão, mas podem ser apanhados pelos usuários e levados diretamente ao caixa.

Os medicamentos prescritos ficam atrás do balcão e são dispensados pelo farmacêutico e pelo técnico de farmácia (um profissional com formação técnica média). As farmácias em Angola também têm auxiliares, que dão suporte aos técnicos farmacêuticos.

3 – Propriedade da farmácia

Não há exigência de que o farmacêutico seja o proprietário de uma farmácia. Assim, qualquer empreendedor pode ter uma unidade ou várias delas, configurando grandes redes de farmácias naquele país. No entanto a presença do farmacêutico nas farmácias é exigida por lei.

4 – Remuneração do farmacêutico

O salário do farmacêutico que atua em farmácias em Angola fica entre R$ 2.500,00 e R$ 3.500,00. É ruim, mas vale lembrar que o salário mínimo daquele país gira em torno de R$ 500,00.

 

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